{"id":84631,"date":"2018-05-09T09:11:58","date_gmt":"2018-05-09T12:11:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=84631"},"modified":"2018-05-09T09:11:58","modified_gmt":"2018-05-09T12:11:58","slug":"fraqueza-da-energia-escura-pode-ser-a-razao-para-estarmos-vivos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/fraqueza-da-energia-escura-pode-ser-a-razao-para-estarmos-vivos\/","title":{"rendered":"Fraqueza da energia escura pode ser a raz\u00e3o para estarmos vivos"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intro\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/materia_escura.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-84632\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/materia_escura-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/materia_escura-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/materia_escura.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A<\/span>ntes de levantar pela manh\u00e3 e viver um novo dia, agrade\u00e7a ao Universo pelo baixo potencial de destrui\u00e7\u00e3o da energia escura. De acordo com pesquisadores da Universidade de T\u00f3quio, \u00e9 esse o motivo pelo qual a civiliza\u00e7\u00e3o humana e tudo o que existe no cosmos n\u00e3o \u00e9 devastado durante uma explos\u00e3o estrelar.<\/p>\n<p>\u201cIsso cria uma nova conex\u00e3o entre a energia escura e a astrobiologia, algo que antes consider\u00e1vamos pertencer a campos distintos do conhecimento\u201d, afirmou o astr\u00f4nomo Tomonori Totani, autor do estudo ao portal\u00a0<a href=\"http:\/\/www.sciencemag.org\/news\/2018\/05\/dark-energy-s-weakness-may-be-why-supernovae-didn-t-kill-us-all?utm_campaign=news_daily_2018-05-04&amp;et_rid=322399520&amp;et_cid=2011275\" target=\"_blank\">Science<\/a>.<\/p>\n<p>T\u00e3o misteriosa quanto a mat\u00e9ria escura, a energia escura \u00e9 uma for\u00e7a que acelera a expans\u00e3o do Universo, distanciamento as gal\u00e1xias umas das outras. Estima-se que ela componha cerca de 70% do Universo, enquanto a mat\u00e9ria escura comporia 27%, e os outros 3% seriam a mat\u00e9ria observ\u00e1vel (ou seja, n\u00f3s e tudo o que conseguimos enxergar) \u2014 \u00e9 isso mesmo que voc\u00ea leu.<\/p>\n<div class=\"teads-inread sm-screen\"><\/div>\n<p>H\u00e1 quem n\u00e3o acredite que esse conte\u00fado espacial misterioso seja de fato \u201cfraco\u201d. Baseado na teoria da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica e nas ideias de Albert Einstein sobre a gravidade, parte da comunidade cient\u00edfica acredita que a energia escura deva ser aproximadamente 120 vezes mais forte do que realmente \u00e9.<\/p>\n<p>Contudo, se fosse t\u00e3o forte, ela j\u00e1 teria separado e distanciado tudo o que existe no Universo h\u00e1 muito tempo, impossibilitando o encontro de part\u00edculas e o consequentemente surgimento gal\u00e1xias, estrelas e de seres humanos. Por conta desse ponto de vista, alguns cientistas levam em considera\u00e7\u00e3o o princ\u00edpio antr\u00f3pico, que prop\u00f5e que, para ser v\u00e1lida, a teoria da f\u00edsica precisa ser compat\u00edvel com a exist\u00eancia da vida humana.<\/p>\n<p>Totani e sua equipe simularam a evolu\u00e7\u00e3o do Universo a partir de diferentes mensura\u00e7\u00f5es de for\u00e7a da energia escura, limitando os modelos somente para aqueles que permitiriam a exist\u00eancia de vida na gal\u00e1xia. Assim, o grupo concluiu que essa for\u00e7a dever\u00e1 ser entre 20 a 50 vezes maior do que se observa na realidade.<\/p>\n<p>Os valores dentro desse intervalo poderiam permitir o surgimento das gal\u00e1xias, por\u00e9m, somente em eras primitivas do Universo, antes de a energia escura se tornar uma for\u00e7a capaz de impactar o regulamento celeste.<\/p>\n<p>Como o universo era relativamente denso em seu in\u00edcio, as gal\u00e1xias formadas eram cheias de estrelas e at\u00e9 dez vezes mais maci\u00e7as do que a Via L\u00e1ctea.<\/p>\n<p>Nessas densas gal\u00e1xias, as estrelas m\u00e9dias (como o nosso Sol) estariam mais pr\u00f3ximas de outras gal\u00e1xias; e as estrelas massivas, que vivem vidas curtas e depois explodem como supernovas, emitiram radia\u00e7\u00f5es letais a planetas pr\u00f3ximos, impedindo qualquer forma de vida. Todo esse cen\u00e1rio impossibilitaria o surgimento de vida aqui na Terra.<\/p>\n<p>Cruzando todos esses conhecimentos, os pesquisadores visualizaram que a fraqueza da energia escura nos momentos iniciais do Universo \u00e9 a raz\u00e3o para que a vida seja poss\u00edvel atualmente. A descoberta do grupo est\u00e1 publicada no portal\u00a0<em><a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1804.10395\" target=\"_blank\">arXiv.org<\/a><\/em>.<\/p>\n<p><strong>Contraponto<\/strong><br \/>\nConsultado pelo portal\u00a0<a href=\"http:\/\/www.sciencemag.org\/news\/2018\/05\/dark-energy-s-weakness-may-be-why-supernovae-didn-t-kill-us-all?utm_campaign=news_daily_2018-05-04&amp;et_rid=322399520&amp;et_cid=2011275\"><em>Science<\/em><\/a>, o astrof\u00edsico Tsvi Piran, da Universidade Hebraica de Jerusal\u00e9m, afirma que alguns estudos que se baseiam no princ\u00edpio antr\u00f3pico podem ser um tanto quanto inst\u00e1veis.<\/p>\n<p>Piran cita como exemplo que o poder letal das supernovas vem principalmente da radia\u00e7\u00e3o de raios gama, mas que apenas parte da energia dessa explos\u00e3o \u00e9 canalizada para a radia\u00e7\u00e3o, o que impossibilita que as explos\u00f5es de estrelas destruam o Universo.<\/p>\n<p>No entanto, a comunidade cient\u00edfica acredita na exist\u00eancia de um subconjunto de supernovas conhecidas por erup\u00e7\u00e3o de raios gama (<em>gamma ray burst<\/em>, em ingl\u00eas), as quais s\u00e3o amea\u00e7as para a vida no Universo, embora sejam eventos bem raros de se acontecer. Para Piran, o fato de os pesquisadores da Universidade de T\u00f3quio n\u00e3o levarem esse evento em considera\u00e7\u00e3o enfraquece o estudo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Antes de levantar pela manh\u00e3 e viver um novo dia, agrade\u00e7a ao Universo pelo baixo<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":84632,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/materia_escura.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/materia_escura-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/materia_escura-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/materia_escura.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/materia_escura.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/materia_escura.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/materia_escura.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/materia_escura.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/materia_escura.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/materia_escura.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Antes de levantar pela manh\u00e3 e viver um novo dia, agrade\u00e7a ao Universo pelo baixo","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84631"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84631"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84631\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/84632"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84631"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84631"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84631"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}