{"id":84517,"date":"2018-05-06T14:30:59","date_gmt":"2018-05-06T17:30:59","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=84517"},"modified":"2018-05-06T11:50:01","modified_gmt":"2018-05-06T14:50:01","slug":"pesquisadores-encontram-partes-de-elefante-pre-historico-na-macedonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisadores-encontram-partes-de-elefante-pre-historico-na-macedonia\/","title":{"rendered":"Pesquisadores encontram partes de elefante pr\u00e9-hist\u00f3rico na Maced\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/elefante_pre_historico.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-84518\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/elefante_pre_historico-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/elefante_pre_historico-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/elefante_pre_historico.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O Museu de Hist\u00f3ria Natural da Maced\u00f4nia, em Skopje, levou ao passado um grupo de paleont\u00f3logos que trabalha sem parar nas partes do que acredita-se ter sido um\u00a0<strong>elefante pr\u00e9-hist\u00f3rico<\/strong>\u00a0de 8 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Avisados pelo dono de um vinhedo, paleont\u00f3logos maced\u00f4nios e b\u00falgaros conseguiram escavar partes fossilizadas de uma esp\u00e9cie extinta de elefante, um tipo de mastodonte do Mioc\u00eanico anterior ao mamute-lanoso. Os ossos foram descobertos por um homem que trabalhava em Dolni Disan, na regi\u00e3o central da Maced\u00f4nia.<\/p>\n<p>\u201cEstava trabalhando na colheita de uvas na vinha no \u00faltimo outono e encontrei algo que parecia um osso grande e que estava enterrado profundamente. Me dei conta que era um osso muito antigo e informei ao museu. Vieram, fizeram uma pesquisa r\u00e1pida cavando na terra e decidiram cobrir a \u00e1rea at\u00e9 abril\u201d, explicou o fazendeiro Vaso Tashev.<\/p>\n<p>Poucos dias depois de retornar e come\u00e7ar as escava\u00e7\u00f5es, eles encontraram o esqueleto de um elefante pr\u00e9-hist\u00f3rico com presas grandes. Al\u00e9m disso, encontraram partes das patas. Um detalhe que engrandece ainda mais a descoberta, pois, segundo os cientistas, \u00e9 muito raro ver diferentes tipos de ossos na mesma localidade.\u00a0Os paleont\u00f3logos calculam que o animal devia pesar cerca de dez toneladas e ter 50 anos quando morreu.<\/p>\n<h3>Origem<\/h3>\n<p>O \u201cChoerolophodon\u201d, como era conhecido, viveu tanto na atual Europa quanto na \u00c1sia durante o Mioc\u00eanico, que come\u00e7ou h\u00e1 23 milh\u00f5es de anos e terminou h\u00e1 5 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo, em toda a Maced\u00f4nia e no sudeste da Europa, existiam plan\u00edcies com grama alta e o clima era \u00famido, parecido ao da savana africana.<\/p>\n<p>Biljana Garevska, uma das paleont\u00f3logas que participou dos trabalhos, explicou \u00e0 Ag\u00eancia Efe que, naquela \u00e9poca, na \u00e1rea onde agora fica a Maced\u00f4nia havia uma vasta fauna pr\u00e9-hist\u00f3rica. Primatas, ant\u00edlopes, girafas, rinocerontes, mastodontes e muitas outras esp\u00e9cies moravam por ali.<\/p>\n<p>\u201cEra um animal muito grande e imponente. Provavelmente esta esp\u00e9cie foi extinta da nossa regi\u00e3o depois que o planalto balc\u00e2nico se elevou para o que agora vemos como o Mar Egeu, secando as terras \u00famidas. A falta de \u00e1gua significa que tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 comida, e esse \u00e9 o fim dos mastodontes na nossa regi\u00e3o\u201d, relatou Garevska.<\/p>\n<p>Outra equipe j\u00e1 tinha encontrado um f\u00f3ssil de mastodonte na Maced\u00f4nia. \u201cJ\u00e1 t\u00ednhamos encontrado outros f\u00f3sseis deste tipo de animal, mas eram menores, s\u00f3 duas pequenas mand\u00edbulas sem presas. A descoberta de agora \u00e9 muito significativa para a ci\u00eancia\u201d, ressaltou.<\/p>\n<h3>Regi\u00e3o<\/h3>\n<p>O terreno da ensolarada Maced\u00f4nia de milh\u00f5es de anos atr\u00e1s era majoritariamente argiloso. Esta \u00e9 a principal raz\u00e3o pela qual as partes fossilizadas em Dolni Disan tiveram a sorte de resistir durante tanto tempo.<\/p>\n<p>\u201cNormalmente, s\u00f3 encontramos f\u00f3sseis em terreno argiloso. \u00c0s vezes a eros\u00e3o ou os trabalhos agr\u00edcolas fazem emergir estes f\u00f3sseis, fazendo com que se tornem acess\u00edveis para a an\u00e1lise dos pesquisadores e nos mostrando peda\u00e7os de uma Terra que nunca conheceremos completamente\u201d, esclareceu Makedon Petlicharov, restaurador aposentado do Museu de Ci\u00eancias Naturais.<\/p>\n<p>J\u00e1 Nikolay Spasov, paleont\u00f3logo b\u00falgaro, que integrou a equipe que realizou a escava\u00e7\u00e3o, afirmou que a regi\u00e3o esconde bastantes jazidas pr\u00e9-hist\u00f3ricas de grande valor, n\u00e3o s\u00f3 de animais.<\/p>\n<p>\u201cEspero que aqui possamos encontrar tamb\u00e9m partes de humanos pr\u00e9-hist\u00f3ricos\u201d, disse, de maneira otimista, ele, que \u00e9 membro da Academia de Ci\u00eancias da Bulg\u00e1ria a jornalistas locais.<\/p>\n<p>Por sua vez, o ministro da Cultura da Maced\u00f4nia, Robert Alagjozovski, disse quando visitou o local das escava\u00e7\u00f5es que esta \u00e9 uma das descobertas mais espetaculares do Museu de Hist\u00f3ria Natural.<\/p>\n<p>\u201cEssa descoberta no coloca no mapa paleontol\u00f3gico da Europa e do mundo\u201d, comemorou.<\/p>\n<p>No final do ano, as partes do elefante pr\u00e9-hist\u00f3rico ser\u00e3o expostas no Museu de Ci\u00eancias Naturais, junto a outros achados do mesmo per\u00edodo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Museu de Hist\u00f3ria Natural da Maced\u00f4nia, em Skopje, levou ao passado um grupo de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":84518,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/elefante_pre_historico.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/elefante_pre_historico-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/elefante_pre_historico-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/elefante_pre_historico.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/elefante_pre_historico.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/elefante_pre_historico.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/elefante_pre_historico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/elefante_pre_historico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/elefante_pre_historico.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/elefante_pre_historico.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O Museu de Hist\u00f3ria Natural da Maced\u00f4nia, em Skopje, levou ao passado um grupo de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84517"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84517"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84517\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/84518"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84517"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84517"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84517"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}