{"id":84413,"date":"2018-05-05T10:00:11","date_gmt":"2018-05-05T13:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=84413"},"modified":"2018-05-05T08:13:56","modified_gmt":"2018-05-05T11:13:56","slug":"40-do-planalto-pantaneiro-esta-em-alto-risco-revela-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/40-do-planalto-pantaneiro-esta-em-alto-risco-revela-estudo\/","title":{"rendered":"40% do planalto pantaneiro est\u00e1 em alto risco, revela estudo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/planalto.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-84414\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/planalto-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/planalto-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/planalto.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O Estudo \u00cdndice de Risco Ecol\u00f3gico (IRE) lan\u00e7ado na \u00faltima quinta-feira (3) pelo WWF-Brasil revela que 40% do planalto da bacia do Alto Paraguai est\u00e1 em alto risco. Entre as amea\u00e7as est\u00e3o o intenso processo de convers\u00e3o de \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o do Cerrado por pastagens e cultivos agr\u00edcolas, a cria\u00e7\u00e3o de barragens para gera\u00e7\u00e3o de energia, uso ineficiente e degrada\u00e7\u00e3o de \u00e1reas agr\u00edcolas e pastagens, impactos causados por \u00e1reas urbanas e falta de saneamento b\u00e1sico (menos de 15% do esgoto, em m\u00e9dia, recebe tratamento e h\u00e1 um \u00edndice m\u00e9dio de perda de \u00e1gua nos sistemas de distribui\u00e7\u00e3o de 26%).<\/p>\n<div id=\"div-gpt-ad-1515694727157-3\" data-google-query-id=\"CNHU99G37toCFYcMhgodmDEBTA\"><\/div>\n<p>A regi\u00e3o do planalto pantaneiro \u00e9 importante porque \u00e9 l\u00e1 que se concentram as \u201ctorres de \u00e1gua\u201d, ou seja, fontes de \u00e1gua que fazem do Pantanal uma \u00e1rea \u00famida. Portanto, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel conservar a plan\u00edcie alag\u00e1vel do Pantanal se essas \u201cfontes\u201d ou \u201ctorres\u201d de \u00e1gua forem preservadas. \u201cEstamos enfrentando um cen\u00e1rio alarmante. Menos de 1% do planalto pantaneiro \u00e9 protegido por Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o (UC\u2019s) e 55% da \u00e1rea j\u00e1 foi desmatada. A convers\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o do Cerrado na maioria das vezes n\u00e3o ocorreu segundo crit\u00e9rios de seguran\u00e7a ambiental, como a manuten\u00e7\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o rip\u00e1ria e reservas legais. Somente no estado de Mato Grosso, o d\u00e9ficit estimado de reserva legal \u00e9 de 392 mil hectares\u201d, afirma o coordenador do Programa Cerrado Pantanal do WWF-Brasil, J\u00falio C\u00e9sar Sampaio.<\/p>\n<div id=\"div-gpt-ad-1515694727157-4\" data-google-query-id=\"CJ-599G37toCFZBShgodpMoG5w\"><\/div>\n<p>O\u00a0<a href=\"https:\/\/d3nehc6yl9qzo4.cloudfront.net\/downloads\/26jan12_tnc_wwf_analise_de_risco_portugues.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">documento<\/a>\u00a0aponta ainda que a expans\u00e3o econ\u00f4mica da agropecu\u00e1ria sem o devido planejamento ambiental trouxe impactos n\u00e3o apenas relacionados \u00e0 perda da biodiversidade, mas tamb\u00e9m ao aumento da perda de solos, causando altera\u00e7\u00f5es no regime h\u00eddrico do Pantanal e em sua din\u00e2mica de inunda\u00e7\u00e3o. \u201cA produ\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o nem sempre obedece a melhores pr\u00e1ticas. Em \u00e1reas de pecu\u00e1ria \u00e9 frequente o sobrepastejo, causando a compacta\u00e7\u00e3o dos solos e maiores taxas de escoamento superficial. \u00c9 fundamental que sejam adotadas t\u00e9cnicas para manejo adequado do gado, evitando um n\u00famero excessivo de animais por hectare e que sejam aplicadas t\u00e9cnicas para diminui\u00e7\u00e3o e controle de processos erosivos. Em \u00e1reas de cultivo agr\u00edcola, t\u00e9cnicas como terraceamento e plantio direto tamb\u00e9m devem ser expandidas, reduzindo o impacto do assoreamento nos ecossistemas aqu\u00e1ticos\u201d, afirma Iv\u00e1n Bergier, pesquisador da Embrapa Pantanal.<\/p>\n<h3>Hidroel\u00e9tricas \u2013 amea\u00e7a<\/h3>\n<p>O IRE aponta que a instala\u00e7\u00e3o de hidroel\u00e9tricas \u00e9 uma grave amea\u00e7a \u00e0 regi\u00e3o do planalto da bacia do Alto Paraguai, onde est\u00e3o projetadas aproximadamente 110 interven\u00e7\u00f5es, entre Pequenas Centrais Hidroel\u00e9tricas (PCH\u2019s) e Centrais Geradoras. Quarenta desses empreendimentos j\u00e1 foram instalados, barrando aproximadamente 20 cursos d\u2019\u00e1gua. \u201cSe todas as usinas planejadas forem instaladas, mais de 45 afluentes do rio Paraguai ter\u00e3o suas vaz\u00f5es alteradas, causando impactos ainda desconhecidos ao sistema hidrol\u00f3gico e \u00e0 migra\u00e7\u00e3o reprodutiva de peixes, que saem da plan\u00edcie e nadam em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s cabeceiras (piracema)\u201d, explica Jos\u00e9 Sabino, pesquisador da Uniderp e coordenador do Projeto Peixes de Bonito.<\/p>\n<p>Propostas de navega\u00e7\u00e3o industrial, como a hidrovia do rio Paraguai, tamb\u00e9m s\u00e3o amea\u00e7as identificadas. A intensifica\u00e7\u00e3o de dragagens e desobstru\u00e7\u00e3o de barreiras naturais precisam ser mais bem compreendidas em um contexto integrado, com uma avalia\u00e7\u00e3o da sinergia dos impactos ambientais na bacia. \u201cTais avalia\u00e7\u00f5es devem considerar per\u00edodos cr\u00edticos de funcionamento do Pantanal, particularmente per\u00edodos hist\u00f3ricos de seca (previstos para serem intensificados e mais frequentes com mudan\u00e7as clim\u00e1ticas). Al\u00e9m disso, precisamos entender bem como mudan\u00e7as no fluxo e velocidade de \u00e1gua nos canais podem ter efeitos no pulso de inunda\u00e7\u00e3o, gerando amea\u00e7as para a din\u00e2mica social, econ\u00f4mica e ecol\u00f3gica do Pantanal\u201d, diz F\u00e1bio Roque, professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul.<\/p>\n<h3>O \u00cdndice de Risco Ecol\u00f3gico (IRE)<\/h3>\n<p>O IRE agrega a an\u00e1lise de riscos ao planejamento territorial, com foco na conserva\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos. Essa abordagem permite compreender a extens\u00e3o e a intensidade das atividades humanas na paisagem e expressar os riscos de degrada\u00e7\u00e3o h\u00eddrica e ambiental associados a essas atividades. Tamb\u00e9m permite delinear a\u00e7\u00f5es de manejo, conserva\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de ecossistemas direcionadas \u00e0 amea\u00e7a. O \u00edndice foi calculado pela primeira vez em 2012 e subsidiou importantes a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o, como, por exemplo, o projeto Pacto Pelas Cabeceiras do Pantanal, que j\u00e1 garantiu a recupera\u00e7\u00e3o de mais de 80 nascentes de tribut\u00e1rios do rio Paraguai. Para o desenvolvimento do estudo, participaram mais de 20 pesquisadores e t\u00e9cnicos atuantes na tem\u00e1tica de recursos naturais na bacia do rio Paraguai, de todos os quatro pa\u00edses que compartilham a ecorregi\u00e3o.<\/p>\n<p>Foto:\u00a0<a href=\"https:\/\/commons.wikimedia.org\/w\/index.php?curid=59345995\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Felipe Baenninger \u2013 Own work, CC BY-SA 4.0<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Estudo \u00cdndice de Risco Ecol\u00f3gico (IRE) lan\u00e7ado na \u00faltima quinta-feira (3) pelo WWF-Brasil revela<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":84414,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/planalto.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/planalto-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/planalto-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/planalto.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/planalto.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/planalto.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/planalto.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/planalto.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/planalto.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/planalto.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O Estudo \u00cdndice de Risco Ecol\u00f3gico (IRE) lan\u00e7ado na \u00faltima quinta-feira (3) pelo WWF-Brasil revela","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84413"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84413"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84413\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/84414"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84413"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84413"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84413"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}