{"id":84365,"date":"2018-05-04T09:00:46","date_gmt":"2018-05-04T12:00:46","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=84365"},"modified":"2018-05-03T18:11:04","modified_gmt":"2018-05-03T21:11:04","slug":"as-historias-de-horror-dos-parasitas-que-controlam-a-mente-de-suas-vitimas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/as-historias-de-horror-dos-parasitas-que-controlam-a-mente-de-suas-vitimas\/","title":{"rendered":"As hist\u00f3rias de horror dos parasitas que controlam a mente de suas v\u00edtimas"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/formiga.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-84366\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/formiga-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/formiga-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/formiga.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Na\u00a0natureza\u00a0que inspira os filmes de Disney podem ser encontrado tamb\u00e9m\u00a0os mais espeluznantes relatos de terror. Uma das melhores fontes desse tipo de hist\u00f3rias s\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es entre parasitas e h\u00f3spedes no mundo dos\u00a0insetos. Milh\u00f5es de anos de\u00a0evolu\u00e7\u00e3o\u00a0permitiram o aparecimento de sofisticados mecanismos de algo parecido ao controle mental no que as v\u00edtimas entregam suas vidas para benef\u00edcio do organismo que lhes infetou. Animais que se suicidam para que os parasitas possam alcan\u00e7ar seu objetivo ou insetos que ficam velando pela seguran\u00e7a das crian\u00e7as de seu assassino enquanto estas lhe devoram por dentro acordam o interesse da neuroparasitolog\u00eda, um ramo que trata de compreender as bases biol\u00f3gicas destas pr\u00e1ticas despiadadas.<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" data-google-query-id=\"CKOLwMy46toCFY_F4Qod6B8JWg\"><\/div>\n<p dir=\"ltr\">Em um artigo que se publicou em\u00a0Frontiers in Psychology, um grupo de pesquisadores da Universidade Ben-Gurion do Negev, em Israel, oferece alguns exemplos de manipula\u00e7\u00e3o do\u00a0sistema nervoso\u00a0da v\u00edtima e os esfor\u00e7os que se est\u00e3o realizando para os explicar.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Um dos usos que os parasitas fazem de suas v\u00edtimas \u00e9 o dos empregar como m\u00e9dio para se\u00a0reproduzir\u00a0e se dispersar. \u00c9 o caso do\u00a0<em>Dicrocoelium dendriticum<\/em>, que come\u00e7a seu ciclo\u00a0no h\u00edgado de animais\u00a0como as ovelhas. Ali p\u00f5em ovos que depois s\u00e3o expulsos atrav\u00e9s das fezes e passam a infetar a\u00a0caracoles\u00a0que se alimentam delas. A seguir, os caracoles produzem umas mucosidades que atraem \u00e0s\u00a0formigas e acabam infetadas pelos parasitas. Enquanto a maioria dos parasitas fica no hemolinfo, o sangue das hormigas, um s\u00f3 dos parasitas migra at\u00e9 a cabe\u00e7a do inseto e, se acha, come\u00e7a a segregar algum tipo de\u00a0subst\u00e2ncia qu\u00edmica\u00a0que serve para controlar seu comportamento.<\/p>\n<section id=\"sumario_1|html\" class=\"sumario_html derecha\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<p class=\"texto_grande\">Um tipo de vespa utiliza o corpo de uma lagarta para incubar suas crias e depois faz com que cuide delas<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<section id=\"sumario_2|apoyos\" class=\"sumario_apoyos izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\"><\/div>\n<\/section>\n<p dir=\"ltr\">Uma vez infetada, a formiga segue comportando-se como uma mais de sua col\u00f4nia, mas quando cai a tarde e o ar se enfr\u00eda, abandona ao grupo e se sobe ao alto de uma brizna de erva. \u201cUma vez ali, sujeita-se mordendo com for\u00e7a e espera a que algum animal a devore\u201d, explicam os autores do trabalho, liderado por Frederic Libersat. Se quando amanhece, a formiga salvou a vida,\u00a0regressa a sua col\u00f4nia e se comporta normalmente\u00a0at\u00e9 que volta a anoitecer. Nesse momento, o parasita toma o controle de novo e regressa a uma brizna de erva \u00e0 espera de acabar no h\u00edgado de um animal no que o parasita possa completar seu ciclo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Outro tipo de manipula\u00e7\u00e3o mental entre insetos \u00e9 o que permite controlar \u00e0s v\u00edtimas para que cuidem das crian\u00e7as que lhes t\u00eam inoculado. Isto se observou em v\u00e1rias rela\u00e7\u00f5es entre vespas e lagartas. As vespas (<em>Glyptapanteles<\/em>), por exemplo, injetam com um picotazo seus ovos nas lagartas (<em>Thyrinteina leucocerae<\/em>). J\u00e1 com os parasitas dentro, o animal se recupera r\u00e1pido e continua se alimentando. Em seu interior, at\u00e9 80 larvas crescem durante duas semanas antes de perfurar seu corpo e sair ao exterior. Uma ou duas larvas permanecem dentro da lagarta e, por um mecanismo desconhecido, convertem-no em uma esp\u00e9cie de espantalho. Tomando o controle de seu organismo, provocam-lhe uns espasmos que servem para manter afastados aos depredadores que poderiam atacar a suas irm\u00e3s. Segundo os autores, este tipo de comportamento sup\u00f5e uma redu\u00e7\u00e3o importante da\u00a0mortalidade\u00a0das pequenas vespas.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">As intera\u00e7\u00f5es parasitarias podem ser complicado ainda mais. Existe um tipo de lagarta (<em>Maculinea rebeli<\/em>) capaz de infiltrarse nas col\u00f4nias das formigas\u00a0<em>Myrmica schencki<\/em>. Imitando a qu\u00edmica da superf\u00edcie destes insetos o verme \u00e9 capaz de evitar seus defesas. E n\u00e3o s\u00f3 isso. Sua imita\u00e7\u00e3o dos sons da formiga rainha, fazem-lhe ganhar-se as aten\u00e7\u00f5es que s\u00f3 esta tem dentro de sua col\u00f4nia. De fato, parece que \u00e9 a pr\u00f3pria hormiga reina o \u00fanica consciente da farsa e a \u00fanica que trata \u00e0 lagarta como se fosse o inimigo.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Mas estes astutos vermes n\u00e3o est\u00e3o a salvo de outros parasitas com capacidades de controle mental. A abeja\u00a0<em>Ichneumon eumerus<\/em>\u00a0encontra a sua futura v\u00edtima buscando col\u00f4nias de formigas. Quando encontra uma, se acerca e, de repente, azuzadas pelas subst\u00e2ncias qu\u00edmicas que recobrem o corpo da vespa, as formigas que deveriam defender seu lar da intrusa come\u00e7am a se atacar entre elas. Aproveitando a confus\u00e3o, a vespa interna-se na col\u00f4nia e ataca \u00e0 lagarta que se estava fazendo passar por rainha das hormigas.<\/p>\n<p>Este tipo de comportamentos, frequente entre insetos, tem um exemplo bem estudado entre os mam\u00edferos. A toxoplasmosis, provocada pelo parasita\u00a0<em>Toxoplasma gondii<\/em>, produz um efeito nos\u00a0ratos\u00a0parecido ao dos\u00a0<em>Dicrocoelium dendriticum<\/em>\u00a0que fazem trepar \u00e0s formigas ao alto de briznas de erva para esperar a ser devoradas. Os roedores infetados, a diferen\u00e7a do que t\u00eam por costume, se sentem atra\u00eddos pelo cheiro da urina dos gatos. Dessa forma, o parasita consegue passar de ratos a gatos para completar seu ciclo vital. Os parasitas produzem esta mudan\u00e7a de comportamento produzindo quistes no\u00a0c\u00e9rebro\u00a0dos animais que produzem uma enzima que limita os n\u00edveis de dopamina. Com um excesso deste neurotransmisor no organismo, os roedores voltam-se temerarios, algo que se observou em alguns humanos infetados por toxoplasmosis. Embora a hip\u00f3tese ainda prop\u00f5e d\u00favidas, h\u00e1 quem prop\u00f5e que esse efeito \u00e9 a lembran\u00e7a de uma \u00e9poca na que nossos ancestros tamb\u00e9m eram comida para grandes felinos e os parasitas tratavam de controlar nossa mente para satisfazer suas necessidades vitais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na\u00a0natureza\u00a0que inspira os filmes de Disney podem ser encontrado tamb\u00e9m\u00a0os mais espeluznantes relatos de terror.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":84366,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/formiga.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/formiga-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/formiga-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/formiga.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/formiga.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/formiga.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/formiga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/formiga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/formiga.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/formiga.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Na\u00a0natureza\u00a0que inspira os filmes de Disney podem ser encontrado tamb\u00e9m\u00a0os mais espeluznantes relatos de terror.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84365"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84365"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84365\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/84366"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84365"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84365"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84365"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}