{"id":84361,"date":"2018-05-04T08:00:40","date_gmt":"2018-05-04T11:00:40","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=84361"},"modified":"2018-05-03T18:00:52","modified_gmt":"2018-05-03T21:00:52","slug":"estudo-indica-que-botos-podem-estar-criticamente-ameacados-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-indica-que-botos-podem-estar-criticamente-ameacados-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Estudo indica que botos podem estar \u2018criticamente amea\u00e7ados\u2019 na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/boto.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-84362\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/boto-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/boto-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/boto.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A contagem de botos na Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Mamirau\u00e1, interior do Amazonas, indica um r\u00e1pido decl\u00ednio da popula\u00e7\u00e3o de botos encontrados na regi\u00e3o. A preocupante redu\u00e7\u00e3o no n\u00famero de animais, somada a outras amea\u00e7as, s\u00e3o suficientes para classific\u00e1-los como \u201cCriticamente Amea\u00e7ados\u201d, pelos crit\u00e9rios da Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN, em Ingl\u00eas).<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por uma equipe liderada pela bi\u00f3loga Vera da Silva, chefe do Laborat\u00f3rio de Mam\u00edferos Aqu\u00e1ticos do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (LMA\/Inpa), em um artigo publicado nesta quarta-feira (02) na PLOS One. Ele traz o resultado do monitoramento realizado entre 1994 e 2017, em Mamirau\u00e1 e entorno.<\/p>\n<p>O estudo tem como base a contagem das duas esp\u00e9cies que ocorrem na regi\u00e3o, os botos-vermelho ou cor-de-rosa (<em>Inia geoffrensis<\/em>) e botos-tucuxi (<em>Sotalia fluviatilis<\/em>). Atualmente, a IUCN considera que n\u00e3o existem dados suficientes para classificar o risco que as duas esp\u00e9cies sofrem de serem extintas.<\/p>\n<p><strong>Popula\u00e7\u00e3o em decl\u00ednio<\/strong><\/p>\n<p>A estimativa feita com base nos dados coletados em Mamirau\u00e1 indica que o decl\u00ednio popula\u00e7\u00e3o de botos-tucuxi ocorre mais rapidamente, com a perda de metade da popula\u00e7\u00e3o a cada 9 anos. J\u00e1 o boto-vermelho perde metade da popula\u00e7\u00e3o a cada dez anos, segundo o estudo.<\/p>\n<p>\u201cOs nossos dados s\u00e3o apenas do sistema Mamirau\u00e1 e entorno, o que \u00e9 preocupante porque \u00e9 uma \u00e1rea de reserva, provavelmente a mais bem protegida do estado\u201d, destaca Vera da Silva. Ela lembra que nos quase 500 quil\u00f4metros entre Manaus e Mamirau\u00e1 n\u00e3o existe nenhuma \u00e1rea protegida. \u201cSe para uma \u00e1rea para a Amaz\u00f4nia ou do estado do Amazonas est\u00e1 acontecendo isso, acho que n\u00f3s podemos extrapolar.\u201d<\/p>\n<p>De acordo com \u00a0Vera da Silva, a equipe de pesquisadores analisou a situa\u00e7\u00e3o dos botos na Amaz\u00f4nia com base em todos os crit\u00e9rios da IUCN. Para ela, a principal amea\u00e7a ao boto-vermelho \u00e9 a captura direta, para uso de\u00a0<a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/reportagens\/28580-matanca-de-botos-mais-quatro-meses-de-agonia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">isca na pesca da piracatinga<\/a>. J\u00e1 para o tucuxi, n\u00e3o existem muitos registros de captura, mas ele sofre com as redes de pesca utilizadas na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>As duas esp\u00e9cies sofrem ainda diversas outras amea\u00e7as, como constru\u00e7\u00e3o de barragens de hidrel\u00e9tricas, contamina\u00e7\u00e3o por merc\u00fario, hidrocarbonetos, organoclorados e outros, destrui\u00e7\u00e3o do habitat e competi\u00e7\u00e3o com a pesca.<\/p>\n<p>A contagem de botos \u00e9 feita com base em animais vistos por pesquisadores, que percorrem os rios em barcos a uma velocidade de aproximadamente 10 Km\/hora, nem t\u00e3o r\u00e1pido que prejudica a visualiza\u00e7\u00e3o, nem t\u00e3o lento que possibilite que o mesmo animal seja visto duas vezes em locais diferentes.<\/p>\n<p>O projeto Boto \u00e9 financiado pelo programa Petrobr\u00e1s Ambiental\/Amigos do Peixe Boi da Amaz\u00f4nia, Inpa\/Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o e recursos destinados em acordos para compensa\u00e7\u00e3o ambientais, firmados com o Minist\u00e9rio P\u00fablico Federal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A contagem de botos na Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Mamirau\u00e1, interior do Amazonas, indica um<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":84362,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/boto.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/boto-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/boto-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/boto.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/boto.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/boto.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/boto.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/boto.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/boto.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/boto.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A contagem de botos na Reserva de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Mamirau\u00e1, interior do Amazonas, indica um","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84361"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84361"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84361\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/84362"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84361"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84361"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84361"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}