{"id":84357,"date":"2018-05-04T07:00:33","date_gmt":"2018-05-04T10:00:33","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=84357"},"modified":"2018-05-03T17:49:51","modified_gmt":"2018-05-03T20:49:51","slug":"o-homem-e-o-cancer-do-planeta-mas-pode-deixar-de-ser-afirma-pesquisador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-homem-e-o-cancer-do-planeta-mas-pode-deixar-de-ser-afirma-pesquisador\/","title":{"rendered":"O homem \u00e9 o c\u00e2ncer do planeta. Mas pode deixar de ser&#8221;, afirma pesquisador"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/ernest.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-84358\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/ernest-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/ernest-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/ernest.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Quando visitou o Brasil pela primeira vez, nos anos 1960, o pesquisador e agricultor su\u00ed\u00e7o Ernst G\u00f6tsch ficou encantado com a natureza exuberante do nosso pa\u00eds. E tamb\u00e9m impressionado pela forma como ela vinha sendo destru\u00edda pelas monoculturas.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca, Ernst j\u00e1 trabalhava com melhoramento gen\u00e9tico vegetal no renomado Instituto Zurique-Reckenhol, na capital su\u00ed\u00e7a, e depois passou tamb\u00e9m a desenvolver sistemas agroflorestais.<\/p>\n<p>Depois de morar na Costa Rica, mudou-se para o Brasil no in\u00edcio dos anos 1980, quando adquiriu uma fazenda \u2013 que recebeu o nome de \u201cFugidos da Terra Seca\u201d \u2013 no munic\u00edpio de Pira\u00ed do Norte, sul da Bahia. O solo pobre da regi\u00e3o, arrasado pelo desmatamento e pela cria\u00e7\u00e3o de gado, era o cen\u00e1rio perfeito para implantar os sistemas que desenvolvera.<\/p>\n<p>Deu certo.<\/p>\n<p>A iniciativa do su\u00ed\u00e7o mudou a paisagem local, trazendo a Mata Atl\u00e2ntica de volta. Hoje, nos mais de 500 hectares da propriedade [350 deles foram transformados em Reserva Particular do Patrim\u00f4nio Natural (RPPN) e 120 em Reserva Legal (RL)], floresta e agricultura convivem em harmonia. Quatorze c\u00f3rregos, antes secos, renasceram no solo revegetado e fizeram Ernst mudar o nome da fazenda para \u201cOlhos D\u2019\u00c1gua\u201d.<\/p>\n<p>Aos 70 anos, o agricultor tamb\u00e9m \u00e9 o criador do conceito de \u201cagricultura sintr\u00f3pica\u201d, conjunto de t\u00e9cnicas e pr\u00e1ticas que conciliam produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas degradadas. Por meio do estabelecimento de \u00e1reas altamente produtivas e independentes de insumos externos, garante ele, h\u00e1 naturalmente a oferta de servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, regulando o clima, favorecendo o solo e o ciclo da \u00e1gua.<\/p>\n<p>Com jeito simples e sorriso marcante, o pesquisador afirmou, em depoimento \u00e0 Ecol\u00f3gico, durante sua participa\u00e7\u00e3o no \u201cSemin\u00e1rio Internacional sobre Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica e Biodiversidade\u201d, realizado no Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), que o ser humano tem de parar de interferir\u00a0 de forma desarmoniosa nos ecossistemas.<\/p>\n<p>\u201cO homem \u00e9 o c\u00e2ncer do planeta. S\u00f3 pensa em como pode se aproveitar das coisas. E nunca o que pode fazer para ser \u00fatil dentro do sistema\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>E deixou uma mensagem: \u201cAs pessoas podem fazer o que quiserem, mas devem respeitar apenas uma lei: a do macroorganismo, que \u00e9 a Terra\u201d.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.revistaecologico.com.br\/esite\/kcfinder\/upload\/images\/capas\/materias\/paginas%20verdes%202.jpg\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"380\" \/><\/p>\n<p>Confira a entrevista:<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a diferen\u00e7a entre agrofloresta e agricultura sintr\u00f3pica?<\/strong><\/p>\n<p>Na agrofloresta, plantam-se elementos arb\u00f3reos com herb\u00e1ceas, como a banana, o mam\u00e3o, etc. J\u00e1 agricultura sintr\u00f3pica \u00e9 um conceito que passeia pelos princ\u00edpios da \u00e9tica e do funcionamento da vida do planeta. Ela \u00e9 baseada em t\u00e9cnicas que usam a sucess\u00e3o natural como ferramenta para implanta\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de cada passo. A agricultura sintr\u00f3pica n\u00e3o se trata apenas de rota\u00e7\u00e3o ou cons\u00f3rcios. Entendemos a l\u00f3gica sintr\u00f3pica que rege a vida no planeta e sincronizamos nossos plantios a essa l\u00f3gica, reestabelecendo ecossistemas ao mesmo tempo em que produzimos.<\/p>\n<p><strong>Sintropicamente, como se d\u00e1 as rela\u00e7\u00f5es entre as esp\u00e9cies?<\/strong><\/p>\n<p>O planeta \u00e9 um macroorganismo. As rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o baseadas unilateralmente no amor incondicional e na coopera\u00e7\u00e3o. E n\u00e3o na concorr\u00eancia ou competi\u00e7\u00e3o fria, que \u00e9 como o homem acredita ser. Se ele age dessa forma, chega ao ponto em que estamos hoje: n\u00e3o h\u00e1 intera\u00e7\u00e3o entre as pessoas, porque ningu\u00e9m quer ser explorado. E esse ato de recusa acaba causando escassez de alimento e \u00e1gua, conflitos, guerras, fal\u00eancia e morte. A aplica\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios incondicionais da coopera\u00e7\u00e3o faz com que todos os que interagem entre si sejam pr\u00f3speros e abundantes. A abund\u00e2ncia \u00e9 o fundamento, a precondi\u00e7\u00e3o para a paz.<\/p>\n<p><strong>De que forma o princ\u00edpio da coopera\u00e7\u00e3o est\u00e1 presente em seu trabalho di\u00e1rio?<\/strong><\/p>\n<p>Sou um agricultor apaixonado e trabalho com companheiros fi\u00e9is. Eles n\u00e3o fingem, n\u00e3o mentem, amam o que fazem. \u00c9 maravilhoso estar com eles.<\/p>\n<p><strong>Significa ent\u00e3o que cada indiv\u00edduo \u00e9 importante no todo&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Sim. Em um macroorganismo, qualquer intera\u00e7\u00e3o desarmoniosa entre as partes que o constituem provoca modifica\u00e7\u00f5es no ambiente. O que estamos enfrentando hoje \u00e9 resultado disso. Os impactos ao ambiente e as altera\u00e7\u00f5es provocadas nele aumentam e se agravam de forma exponencial. Nos \u00faltimos 10 mil anos, temos convivido com essa realidade primeiro localmente e depois globalmente. O resultado \u00e9 um colapso da civiliza\u00e7\u00e3o, com falta de \u00e1gua, comida e guerras.<\/p>\n<p><strong>Como a agricultura sintr\u00f3pica pode contribuir para mudar essa realidade?<\/strong><\/p>\n<p>Quando se sente amea\u00e7ado, explorado, o ser humano prontamente reage, n\u00e3o aceita. Isso tamb\u00e9m acontece com as plantas e os animais. Como agricultor, quero que o resultado das minhas intera\u00e7\u00f5es seja ben\u00e9fico, para assim ter efeitos unilateralmente positivos para todas as esp\u00e9cies. Quando voc\u00ea olha uma delas como inimiga, a coisa muda&#8230;<\/p>\n<p><strong>Est\u00e1 se referindo \u00e0s pragas e doen\u00e7as que atingem as planta\u00e7\u00f5es?<\/strong><\/p>\n<p>Sim. Quer uma compara\u00e7\u00e3o? Combat\u00ea-las \u00e9 a mesma coisa que pegar uma metralhadora e matar bombeiros que v\u00eam para apagar um fogo na sua casa. Estimular a intera\u00e7\u00e3o entre integrantes de um sistema \u201cimunol\u00f3gico\u201d e depois elimin\u00e1-los n\u00e3o \u00e9 inteligente. A meu ver, as pragas otimizam os processos da vida na natureza e se proliferam porque t\u00eam uma tarefa a realizar: a de sele\u00e7\u00e3o e equil\u00edbrio natural.<\/p>\n<p><strong>Pode citar um exemplo pr\u00e1tico?<\/strong><\/p>\n<p>Quando temos uma inflama\u00e7\u00e3o, h\u00e1 um aumento de gl\u00f3bulos brancos. Combat\u00ea-los com antibi\u00f3ticos n\u00e3o resolve o caso. Trar\u00e1 al\u00edvio por um determinado tempo, mas n\u00e3o eliminar\u00e1 a causa da inflama\u00e7\u00e3o. Se fizermos isso de forma cont\u00ednua, surge a doen\u00e7a cr\u00f4nica. O sistema entra em colapso e morre. Isso tem muito a ver com a agricultura.<\/p>\n<p><strong>Por que o ser humano ainda reluta em se ver como parte de um macrossistema?<\/strong><\/p>\n<p>Ele \u00e9 o c\u00e2ncer do planeta. De certa forma, o ser humano se comporta de modo ensimesmado e alheio ao exterior, fechando-se em seu pr\u00f3prio mundo. S\u00f3 pensa em como pode se aproveitar das coisas. E nunca o que pode fazer para ser \u00fatil dentro do sistema. E mais: apenas o homem e seus animais domesticados vivem do princ\u00edpio do imperativo categ\u00f3rico, que \u00e9 quando o ser humano eleva suas cren\u00e7as ao status de lei universal. Isso significa agir quando quer, da forma que quer e apenas em benef\u00edcio de si mesmo. Resumindo: voc\u00ea tem de agir de modo que aquilo que voc\u00ea faz para o pr\u00f3ximo seja o mesmo que voc\u00ea espera receber.<\/p>\n<p>O senhor j\u00e1 afirmou que, se uma \u00e1rvore n\u00e3o estiver mais cumprindo sua fun\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica em um sistema, ela deve ser suprimida. Poderia explicar melhor essa quest\u00e3o?<\/p>\n<p>A maioria das pessoas desconhece as fun\u00e7\u00f5es da natureza. Sobre a quest\u00e3o das \u00e1rvores, fa\u00e7o a poda para tentar criar ecossistemas naturais parecidos com os originais. Antigamente, por todo o Brasil havia florestas. Desde os Pampas, no Rio Grande do Sul, at\u00e9 o Cerrado. Ali\u00e1s, se voc\u00ea pensar em no\u00e7\u00f5es de biodiversidade e prote\u00e7\u00e3o o pr\u00f3prio nome, \u201ccerrado\u201d, \u00e9 contradit\u00f3rio para um bioma, correto? [O termo cerrado significa \u201cfechado\u201d, \u201ccoberto\u201d, como o bioma era originalmente]. Biodiversidade \u00e9 algo muito importante. Ano passado, plantei milhares de sementes de mirt\u00e1ceas no Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, em Goi\u00e1s. Elas estavam crescendo bem. Poucas semanas depois, botaram fogo na regi\u00e3o e as mirt\u00e1ceas viraram cinzas. O parque foi um dos poucos locais em que vi exemplares grandes dessa esp\u00e9cie, algumas com flores de dez cent\u00edmetros. Apesar disso, ainda tem quem pense que cerrado \u00e9 savana&#8230;<\/p>\n<p><strong>Qual \u00e9 a diferen\u00e7a?<\/strong><\/p>\n<p>Quem chama cerrado de savana provavelmente nunca viu uma. Na savana, h\u00e1 muitos herb\u00edvoros e os ant\u00edlopes s\u00e3o bem maiores do que os do cerrado. \u00c9 o caso dos hipop\u00f3tamos, das zebras e dos elefantes, que s\u00e3o essenciais para o manejo da floresta. Na savana, as girafas \u00e9 quem podam as \u00e1rvores!<\/p>\n<p><strong>A maioria dos cientistas afirma que o senhor tem uma vis\u00e3o mais teleol\u00f3gica (finalidade das coisas) do que teol\u00f3gica (manifesta\u00e7\u00e3o divina) do meio ambiente. Concorda com eles?<\/strong><\/p>\n<p>Acredito que cada indiv\u00edduo, de cada esp\u00e9cie e de todas as gera\u00e7\u00f5es, est\u00e1 preparado para cumprir suas fun\u00e7\u00f5es movido pelo prazer interno, uma for\u00e7a \u00fanica que lhe d\u00e1 energia para realizar tais tarefas. Quando isso acontece, seu trabalho n\u00e3o \u00e9 mais \u201co suor do seu rosto\u201d, \u00e9 algo gratificante, prazeroso. \u00c9 como chegar ao fim de um excelente dia de trabalho, feliz da vida, deitar-se na cama e dizer: \u201cPoxa, hoje foi um dia bom!\u201d. \u00c9 assim que dever\u00edamos chegar ao fim de nossas vidas, com a boa sensa\u00e7\u00e3o de que cumprimos nossa miss\u00e3o. Mas isso geralmente n\u00e3o acontece.<\/p>\n<p><strong>Por qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p>Antes de chegar \u00e0 chamada terceira idade, as pessoas ficam rancorosas e com medo de morrer. E muitas vezes acabam n\u00e3o fazendo o que devem ou \u00e9 preciso. Se voc\u00ea cumpriu o seu papel, sair\u00e1 de cena, porque o planeta e a natureza precisam seguir em frente. Outro fato importante \u00e9 que cada ser que aparece na Terra automaticamente transforma seu metabolismo para se adaptar. E \u00e9 o macroorganismo que define para onde voc\u00ea vai.<\/p>\n<p><strong>Mas o ser humano continua arrogante&#8230;<\/strong><\/p>\n<p>Infelizmente. N\u00e3o consegue enxergar que n\u00e3o \u00e9 a esp\u00e9cie mais inteligente que habita o planeta. \u00c9 preciso descer desse falso pedestal! Se observarmos nosso comportamento como esp\u00e9cie, veremos o quanto somos ignorantes. Hoje, temos milhares de pesquisas e estudos louv\u00e1veis de descoberta e descri\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies existentes na Terra. Mas ainda n\u00e3o foi poss\u00edvel mapear todas. Parte das que sobreviveram est\u00e1 mapeada. Mas, e aquelas que destru\u00edmos sem nem mesmo conhec\u00ea-las?<\/p>\n<p><strong>Em sua vis\u00e3o, h\u00e1 alguma lei ecol\u00f3gica universal que reja todas as outras e, indiscutivelmente, deva ser respeitada?<\/strong><\/p>\n<p>Sim. A lei da Terra, do macroorganismo, do qual somos parte. \u00c9 ele quem define como devemos pensar e agir para fazer a vida continuar no planeta. J\u00e1 pensou se tiv\u00e9ssemos de respeitar apenas as pr\u00f3prias leis que criamos? Leis n\u00e3o podem ser dadas em nome apenas da economia e do dinheiro. N\u00e3o somos deuses do Olimpo para criarmos as nossas pr\u00f3prias leis.<\/p>\n<p><strong>O que fazer, ent\u00e3o, para que a natureza siga seu ciclo harmonioso e o ser humano tenha sua sobreviv\u00eancia assegurada?<\/strong><\/p>\n<p>As pessoas podem fazer o que quiserem, mas devem respeitar apenas uma lei: a do macroorganismo. N\u00e3o temos outro lugar conhecido para viver no universo. Essa nossa rela\u00e7\u00e3o desarmoniosa com a Terra induz modifica\u00e7\u00f5es, tornando nossa presen\u00e7a inoportuna. Criamos civiliza\u00e7\u00f5es que s\u00f3 sabem devastar florestas e exaurir os recursos naturais. E n\u00e3o se d\u00e3o conta de que, no final, n\u00e3o \u00e9 a natureza que vai desaparecer. Mas sim o homem.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.revistaecologico.com.br\/esite\/kcfinder\/upload\/images\/capas\/materias\/paginas%20verdes%203.jpg\" alt=\"\" width=\"632\" height=\"355\" \/><\/p>\n<p><strong>Reflex\u00f5es de Enerst<\/strong><\/p>\n<p>\u201cO para\u00edso \u00e9 o lugar onde voc\u00ea cumpre a sua fun\u00e7\u00e3o e \u00e9 feliz por isso.\u201d<\/p>\n<p>\u201cE se n\u00f3s melhor\u00e1ssemos as condi\u00e7\u00f5es que damos \u00e0s plantas em vez de ficar tentando buscar caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas nelas que as fa\u00e7am suportar nossos maus-tratos?\u201d<\/p>\n<p>\u201cComplementar \u00e0 entropia, a sintropia caminha do simples para o complexo, no sentido do aumento da quantidade e da qualidade de vida consolidada.<\/p>\n<p>* Colabora\u00e7\u00e3o: Dayana Andrade e Felipe Pasini.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando visitou o Brasil pela primeira vez, nos anos 1960, o pesquisador e agricultor su\u00ed\u00e7o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":84358,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/ernest.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/ernest-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/ernest-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/ernest.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/ernest.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/ernest.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/ernest.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/ernest.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/ernest.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/05\/ernest.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Quando visitou o Brasil pela primeira vez, nos anos 1960, o pesquisador e agricultor su\u00ed\u00e7o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84357"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84357"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84357\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/84358"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84357"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84357"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84357"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}