{"id":84169,"date":"2018-04-30T10:00:48","date_gmt":"2018-04-30T13:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=84169"},"modified":"2018-04-30T08:50:27","modified_gmt":"2018-04-30T11:50:27","slug":"canto-dos-passaros-conversa-dos-macacos-qual-e-a-origem-da-linguagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/canto-dos-passaros-conversa-dos-macacos-qual-e-a-origem-da-linguagem\/","title":{"rendered":"Canto dos p\u00e1ssaros, conversa dos macacos: qual \u00e9 a origem da linguagem?"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Shigeru-Miyagawa.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-84170\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Shigeru-Miyagawa-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Shigeru-Miyagawa-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Shigeru-Miyagawa.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u201cEu publiquei o meu artigo cient\u00edfico em fevereiro [<i>de 2018<\/i>] e ele foi muito bem na m\u00eddia. Apareceu em todos os jornais, at\u00e9 na\u00a0<i>National Geographic<\/i>. Pena que, dois dias depois, veio o pessoal das pinturas rupestres Neandertais e anunciou a descoberta deles. Todos os jornalistas se esqueceram de mim\u201d. Quem conta a hist\u00f3ria, em tom de brincadeira, \u00e9\u00a0<a href=\"http:\/\/www.shigerumiyagawa.com\/\" target=\"_blank\">Shigeru Miyagawa<\/a>, professor de lingu\u00edstica e pr\u00f3-reitor de educa\u00e7\u00e3o aberta no Instituto de Tecnologia de Massachusetts, o MIT. Eu tenho culpa no cart\u00f3rio: fui justamente um dos jornalistas que acabou dando a not\u00edcia sobre arte Neandertal. A prova do crime\u00a0<a href=\"https:\/\/super.abril.com.br\/ciencia\/os-neandertais-e-nao-os-homo-sapiens-foram-os-primeiros-artistas-da-terra\/\">est\u00e1 publicada<\/a>\u00a0no site da SUPER at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>N\u00e3o que Miyagawa precise de confete, \u00e9 claro: seu curr\u00edculo inclui at\u00e9 ser vizinho de sala de Noam Chomsky, o Einstein da lingu\u00edstica\u00a0\u2013 com que participou de um programa de r\u00e1dio de meia hora<i>\u00a0<\/i>da\u00a0<i>Nature<\/i>, a revista cient\u00edfica mais importante do mundo.\u00a0O senhor japon\u00eas de camisa impec\u00e1vel visitou a USP na \u00faltima quinta (26) para divulgar sua hip\u00f3tese mais recente: ele prop\u00f5e que a linguagem humana, \u00fanica entre os animais, surgiu gra\u00e7as \u00e0 conjuga\u00e7\u00e3o de dois sistemas de comunica\u00e7\u00e3o que at\u00e9 ent\u00e3o estavam separados na natureza: o canto dos p\u00e1ssaros e as vocaliza\u00e7\u00f5es de alerta dos macacos.<\/p>\n<p>O resumo da \u00f3pera vai assim: alguns macacos, como os da esp\u00e9cie africana\u00a0<i>Chlorocebus pygerythrus<\/i>, t\u00eam algo an\u00e1logo a vocabul\u00e1rio. Se um deles emite o conjunto de sons associados a \u201c\u00e1guia\u201d, por exemplo, todo o bando sabe que a amea\u00e7a vem do c\u00e9u, e desce das \u00e1rvores. J\u00e1 se o ru\u00eddo for o equivalente a \u201cleopardo\u201d, o grupo sobe para escapar. \u00c9 uma associa\u00e7\u00e3o clara entre som e sentido, mas para por a\u00ed: eles n\u00e3o conseguem unir esses projetos de palavra em frases. Eles n\u00e3o t\u00eam a cola que d\u00e1 sentido \u00e0 l\u00edngua: a gram\u00e1tica.<\/p>\n<p>J\u00e1 alguns p\u00e1ssaros (como os rouxin\u00f3is,<i>\u00a0<\/i><i>Luscinia megarhynchos<\/i>) t\u00eam a habilidade oposta. Tomadas individualmente, as notas musicais de seu canto n\u00e3o t\u00eam significado. Elas s\u00f3 passam a comunicar algo \u2013 identidade ou disponibilidade para acasalar, por exemplo \u2013 gra\u00e7as \u00e0 maneira como s\u00e3o encadeadas nas melodias. Exatamente da mesma forma que o Beethoven e Rita Lee usam as mesmas notas para produzir dois tipos de m\u00fasica muito diferentes. Em resumo: p\u00e1ssaros t\u00eam uma forma primitiva de gram\u00e1tica, mas n\u00e3o vocabul\u00e1rio.<\/p>\n<p>Unidos gra\u00e7as a um dos golpes de sorte que movem a sele\u00e7\u00e3o natural, esses dois sistemas \u2013 chamados por Miyagawa de \u201cL\u201d (lexical) e \u201cE\u201d (express\u00e3o) \u2013 poderiam ser a chave para conciliar a lingu\u00edstica \u00e0 teoria de Darwin. Bons candidatos a serem os alicerces biol\u00f3gicos da nossa avan\u00e7ada capacidade de comunica\u00e7\u00e3o. Em parceira com v\u00e1rios colaboradores \u2013 incluindo o brasileiro Vitor N\u00f3brega, da USP \u2013, o professor do MIT publicou essa ideia inovadora em artigos cient\u00edficos que sa\u00edram no peri\u00f3dico\u00a0<i>Frontiers of Psychology\u00a0<\/i>entre 2013 e 2015.<\/p>\n<p><strong>Uni\u00e3o inst\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p>Fazer as faculdades de Letras e Biologia a apertarem as m\u00e3os e trabalharem juntas n\u00e3o \u00e9 uma tarefa t\u00e3o f\u00e1cil quanto parece \u00e0 primeira vista. Qualquer leigo \u00e9 capaz de ver a rela\u00e7\u00e3o \u00f3bvia entre as duas: todos os beb\u00eas, n\u00e3o importa a cultura, acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o ou classe social, aprendem a falar sua l\u00edngua natal na mesma \u00e9poca da vida, com a mesma perfei\u00e7\u00e3o, antes de saberem andar ou manipular objetos. Essa \u00e9 uma evid\u00eancia de que a linguagem \u00e9 um instinto \u2013 de que a gram\u00e1tica vem, at\u00e9 certo ponto, instalada de f\u00e1brica no nosso c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>O problema \u00e9 que o discurso n\u00e3o fossiliza, n\u00e3o aparece no registro geol\u00f3gico. Como encontrar provas de que a capacidade de comunica\u00e7\u00e3o humana evoluiu exatamente como o andar b\u00edpede e a postura ereta? \u201cH\u00e1 uma reuni\u00e3o famosa, que ocorreu em 1866, na Sociedade Lingu\u00edstica de Paris, em que ficou decidido que era proibido discutir a evolu\u00e7\u00e3o da linguagem\u201d, me contou Miyagawa em uma sala de p\u00e9 direito alto na reitoria da USP, onde conversamos por meia hora. \u201cSegundo eles, era imposs\u00edvel coletar evid\u00eancias concretas. E ainda h\u00e1 um pouco desse pensamento hoje. Ainda se diz que especular sobre a origem biol\u00f3gica da linguagem \u00e9 como inventar boas hist\u00f3rias sem ter provas.\u201d<\/p>\n<p>Quem deu o passo mais importante para mudar essa vis\u00e3o foi justamente Noam Chomsky, a j\u00e1 mencionada lenda do MIT. Entre as d\u00e9cadas de 1950 e 1960, analisando as semelhan\u00e7as entre as mais de 6 mil l\u00ednguas que existem no mundo \u2013 e o processo praticamente m\u00e1gico de aquisi\u00e7\u00e3o de linguagem por crian\u00e7as de todos os povos e pa\u00edses \u2013, o pesquisador concluiu de maneira quase incontest\u00e1vel que a reuni\u00e3o de 1866 se precipitou: na verdade, a gram\u00e1tica das l\u00ednguas humanas, para ser da maneira que \u00e9, s\u00f3 pode ser explicada como parte da arquitetura do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>A \u00fanica for\u00e7a capaz de arquitetar c\u00e9rebros \u2013 ou quaisquer outros \u00f3rg\u00e3os\u00a0\u2013 \u00e9 a sele\u00e7\u00e3o natural, ent\u00e3o seria um passo natural seria incluir Darwin na jogada. Chomsky nunca deu esse passo com seguran\u00e7a: seu m\u00e9rito foi mostrar a anatomia da linguagem como ela \u00e9, e n\u00e3o contar a hist\u00f3ria de sua origem. O m\u00e1ximo que ele fez foi especular\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC3812905\/\">que uma \u00fanica muta\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica<\/a>, h\u00e1 alguns milhares de anos, teria dado ao ser humano a capacidade de usar estruturas recursivas \u2013 grosso modo, a capacidade de criar frases que se encadeiam em outras indefinidamente, como \u201cMaria contou para Jorge que comentou com Paulo que\u2026\u201d.<\/p>\n<p>Para Miyagawa, chegou a hora de tentar ir al\u00e9m\u00a0\u2013 mas com cautela. \u201cN\u00f3s j\u00e1 sabemos mais do que sab\u00edamos em 1866. Sabemos muito sobre o c\u00e9rebro de humanos, primatas e p\u00e1ssaros. Agora n\u00f3s temos a gen\u00e9tica, que \u00e9 muito importante para estudar a evolu\u00e7\u00e3o. Podemos falar com mais seguran\u00e7a e teor cient\u00edfico sobre a origem da linguagem, sem cair no risco de s\u00f3 \u2018contar boas hist\u00f3rias\u2019. S\u00f3 n\u00e3o sabemos o suficiente para dar respostas definitivas logo de cara.\u201d<\/p>\n<p><b>Um passo de cada vez<\/b><\/p>\n<p>O professor do MIT de fato n\u00e3o tem pretens\u00e3o nenhuma de bater o martelo nessa quest\u00e3o, e admite as dificuldades de sua teoria. Por exemplo: o ancestral comum de p\u00e1ssaros e humanos (em bom portugu\u00eas, o \u00faltimo tatarav\u00f4 que voc\u00ea e um papagaio tiveram em comum antes de seguirem caminhos evolutivos diferentes) viveu h\u00e1 300 milh\u00f5es de anos, antes do in\u00edcio da era dos dinossauros. Como \u00e9 que pode n\u00f3s sermos parecidos com eles em um sistema t\u00e3o complexo se nossa heran\u00e7a gen\u00e9tica compartilhada \u00e9 t\u00e3o distante?<\/p>\n<p>Felizmente h\u00e1 maneiras de controlar o problema: a sele\u00e7\u00e3o natural \u00e9 muito boa em fornecer solu\u00e7\u00f5es parecidas para animais que em princ\u00edpio n\u00e3o tem nada a ver um com o outro. Tubar\u00f5es e baleias, por exemplo, n\u00e3o s\u00e3o nem um pouco pr\u00f3ximos \u2013 as baleias s\u00e3o mam\u00edferos e come\u00e7aram a carreira como animais terrestres de quatro patas, parentes dos hipop\u00f3tamos. Mesmo assim,\u00a0<a href=\"https:\/\/super.abril.com.br\/ciencia\/como-as-baleias-se-tornaram-os-maiores-animais-da-terra\/\">ambos desenvolveram nadadeiras similares<\/a>\u00a0quando foram confrontados com o desafio de viver no oceano. Um processo de converg\u00eancia parecido pode ter ocorrido com os c\u00e9rebros de humanos e p\u00e1ssaros quando tanto um como o outro precisaram dar um jeito de se comunicar.<\/p>\n<p>J\u00e1 temos pistas nesse caminho: um\u00a0<a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/dn26694-humans-and-birds-share-the-same-singing-genes\/\">artigo cient\u00edfico de 2014<\/a>\u00a0\u2013 publicado pela equipe do neurocientista Andreas Pfenning, na \u00e9poca da Universidade Rockefeller \u2013 revelou que\u00a0<i>Homo sapiens<\/i>, beija-flores e mandarins compartilham 55 genes de alguma forma associados ao canto e \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o de sons. Entre eles, o famoso\u00a0<em>FOXP2<\/em>, que j\u00e1 foi chamado com exagero de \u201cgene da gram\u00e1tica\u201d. Coincid\u00eancia? Provavelmente n\u00e3o. Mas \u00e9 bom ir com calma ao associar esp\u00e9cies t\u00e3o distantes.<\/p>\n<p>Outro problema \u00e9 mais antigo que o pr\u00f3prio ser humano: qual vantagem de sobreviv\u00eancia teria um macaco que grita para avisar seus amigos da aproxima\u00e7\u00e3o de um predador? Afinal, ao agir dessa maneira ele revela sua pr\u00f3pria posi\u00e7\u00e3o e se torna uma presa f\u00e1cil, enquanto o resto do bando ganha tempo para escapar. Com o tempo, a tend\u00eancia seria que macacos comunicativos fossem eliminados em prol dos silenciosos \u2013 a natureza n\u00e3o d\u00e1 biscoito para altru\u00edsmo.<\/p>\n<p>\u201cEsse \u00e9 um enorme quebra-cabe\u00e7as. \u00c9 uma adapta\u00e7\u00e3o fraca, informar sua posi\u00e7\u00e3o para o predador. Mas h\u00e1 algumas explica\u00e7\u00f5es\u201d, explica Miyagawa. \u201cUma \u00e9 que um macho l\u00edder, ao anunciar sua posi\u00e7\u00e3o em prol dos outros, impressiona e atrai um n\u00famero maior de f\u00eameas. A segunda explica\u00e7\u00e3o \u00e9 que, ao avisar os outros, voc\u00ea tamb\u00e9m est\u00e1 avisando sua fam\u00edlia, e ao permitir que sua fam\u00edlia sobreviva, voc\u00ea protege seus pr\u00f3prios genes.\u201d\u00a0Percal\u00e7os a parte, ideias como as do professor japon\u00eas s\u00e3o essenciais para unir \u00e1reas distantes e impedir que \u00e1reas diferentes da ci\u00eancia fiquem cega de tanta especializa\u00e7\u00e3o.\u00a0Para ele, a integra\u00e7\u00e3o entre humanas e biol\u00f3gicas ser\u00e1 essencial para a ci\u00eancia avan\u00e7ar no s\u00e9culo 21.<\/p>\n<p>Suas \u00faltimas experi\u00eancias foram ousadas para a m\u00e9dia dos linguistas: em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.frontiersin.org\/articles\/10.3389\/fpsyg.2018.00115\/full\" target=\"_blank\">um artigo cient\u00edfico publicado em fevereiro deste ano<\/a>, Miyagawa e sua equipe analisaram a posi\u00e7\u00e3o de pinturas rupestres no interior de cavernas em s\u00edtios arqueol\u00f3gicos. Ao que tudo indica, os pontos que os\u00a0<em>Homo sapiens<\/em>\u00a0pr\u00e9-hist\u00f3ricos escolheram para deixar suas primeiras manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas, h\u00e1 no m\u00e1ximo 50 mil anos, correspondiam aos locais em que o som tem maior resson\u00e2ncia \u2013 em que o eco \u00e9 mais forte. Uma associa\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica sutil, mas que serve de pista para o est\u00e1gio que nossa linguagem havia alcan\u00e7ado naquela \u00e9poca. No final das contas, a comunica\u00e7\u00e3o deixa sim f\u00f3sseis. \u00c9 s\u00f3 olhar para o mundo com os olhos certos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cEu publiquei o meu artigo cient\u00edfico em fevereiro [de 2018] e ele foi muito bem<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":84170,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Shigeru-Miyagawa.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Shigeru-Miyagawa-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Shigeru-Miyagawa-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Shigeru-Miyagawa.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Shigeru-Miyagawa.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Shigeru-Miyagawa.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Shigeru-Miyagawa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Shigeru-Miyagawa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Shigeru-Miyagawa.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/Shigeru-Miyagawa.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u201cEu publiquei o meu artigo cient\u00edfico em fevereiro [de 2018] e ele foi muito bem","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84169"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84169"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84169\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/84170"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84169"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84169"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84169"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}