{"id":84163,"date":"2018-04-30T08:36:07","date_gmt":"2018-04-30T11:36:07","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=84163"},"modified":"2018-04-30T08:36:07","modified_gmt":"2018-04-30T11:36:07","slug":"como-as-bacterias-que-voce-carrega-podem-estar-afetando-seu-estado-de-espirito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/como-as-bacterias-que-voce-carrega-podem-estar-afetando-seu-estado-de-espirito\/","title":{"rendered":"Como as bact\u00e9rias que voc\u00ea carrega podem estar afetando seu estado de esp\u00edrito"},"content":{"rendered":"<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles active-capital-letter\" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"13\" data-block-id=\"1\">\n<p class=\"story-body__introduction\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/bacteria.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-84164\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/bacteria-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/bacteria-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/bacteria.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Se h\u00e1 algo que nos torna humanos s\u00e3o nossas mentes, pensamentos e emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Um novo conceito controverso que est\u00e1 surgindo, contudo, aponta que as bact\u00e9rias do intestino tamb\u00e9m t\u00eam um papel importante nisso: elas agiriam como uma esp\u00e9cie de m\u00e3o invis\u00edvel em nossos c\u00e9rebros.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse campo que pesquisadores est\u00e3o trabalhando ao investigar como os trilh\u00f5es de micr\u00f3bios que sobrevivem em n\u00f3s e nos habitam &#8211; o que \u00e9 chamado de nosso microbioma &#8211; afetam a nossa sa\u00fade f\u00edsica.<\/p>\n<p>At\u00e9 mesmo transtornos como depress\u00e3o, autismo e doen\u00e7as neurodegenerativas, como o mal de Parkinson, podem de alguma forma estar relacionadas a essas pequenas criaturas.<\/p>\n<p>N\u00f3s sabemos h\u00e1 s\u00e9culos que o modo como nos sentimos afeta o nosso intestino &#8211; apenas pense no que acontece com voc\u00ea antes de uma prova ou de uma entrevista de emprego -, mas agora isso est\u00e1 sendo visto como uma via de m\u00e3o dupla.<\/p>\n<p>Grupos de pesquisadores acreditam estar \u00e0 beira de uma revolu\u00e7\u00e3o que usa &#8220;micr\u00f3bios do humor&#8221; ou &#8220;psicobi\u00f3ticos&#8221; para melhorar a sa\u00fade mental.<\/p>\n<p>O estudo que deu a partida para esse conceito foi realizado na Universidade de Kyushu, no Jap\u00e3o, em 2004.<\/p>\n<p>Cientistas demonstraram que camundongos &#8220;livres de germes&#8221; &#8211; aqueles que nunca tiveram contato com micr\u00f3bios &#8211; produziram duas vezes a quantidade de horm\u00f4nio do estresse quando afligidos do que os camundongos normais.<\/p>\n<p>Os animais eram id\u00eanticos, exceto pelos micr\u00f3bios. Isso foi considerado um forte ind\u00edcio de que a diferen\u00e7a era resultado de seus micro-organismos. E o trabalho se tornou a primeira pista do impacto que a medicina microbiana teria na sa\u00fade mental.<\/p>\n<p>&#8220;Todos n\u00f3s voltamos sempre \u00e0quele primeiro artigo, \u00e0 primeira leva de neurocientistas japoneses que estudaram os micr\u00f3bios&#8221;, diz Jane Foster, neuropsiquiatra da Universidade McMaster, no Canad\u00e1. &#8220;Foi realmente muito importante para n\u00f3s que estav\u00e1mos estudando depress\u00e3o e ansiedade.&#8221;<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef-1.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/E4B7\/production\/_101015585_gettyimages-892955980-1.jpg\" alt=\"Imagem mostra homem e mulher com abdomen pintado simulando intestinos e bact\u00e9rias\" width=\"639\" height=\"426\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">SOLSTOCK \/ GETTY IMAGES<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Pesquisador diz que estilos de vida que enfraquecem nossas bact\u00e9rias intestinais, como uma dieta pobre em fibras, podem nos tornar mais vulner\u00e1veis<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<aside class=\"pullout\">\n<div class=\"pullout-inner\">\n<p>Como as bact\u00e9rias poderiam estar alterando nosso c\u00e9rebro?<\/p>\n<p>O c\u00e9rebro \u00e9 o objeto mais complexo no universo conhecido, ent\u00e3o como ele poderia estar reagindo a bact\u00e9rias no intestino?<\/p>\n<p>\u2022 Um caminho \u00e9 o nervo vago, uma supervia de informa\u00e7\u00e3o que conecta o c\u00e9rebro e o intestino.<\/p>\n<p>\u2022 As bact\u00e9rias quebram fibras na dieta em subst\u00e2ncias qu\u00edmicas chamadas \u00e1cidos graxos de cadeia curta, que podem ter efeitos por todo o corpo.<\/p>\n<p>\u2022 O microbioma influencia o sistema imunol\u00f3gico, que tamb\u00e9m tem sido implicado em dist\u00farbios cerebrais.<\/p>\n<p>\u2022 H\u00e1 at\u00e9 novas evid\u00eancias de que os intestinos podem estar usando min\u00fasculas faixas de c\u00f3digo gen\u00e9tico chamadas microRNAs para alterar o funcionamento do DNA nas c\u00e9lulas nervosas.<\/p>\n<\/div>\n<\/aside>\n<p>H\u00e1 agora uma rica corrente de pesquisa relacionando camundongos sem germes a mudan\u00e7as no comportamento e at\u00e9 mesmo na estrutura do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Mas a vida completamente est\u00e9ril deles n\u00e3o \u00e9 nada parecida ao mundo real. Estamos constantemente entrando em contato com micr\u00f3bios em nosso meio ambiente &#8211; nenhum de n\u00f3s \u00e9 livre de germes.<\/p>\n<p>No Hospital Universit\u00e1rio de Cork na Irlanda, o professor Ted Dinan est\u00e1 tentando descobrir o que acontece com o microbioma de seus pacientes deprimidos.<\/p>\n<p>Para os m\u00e9dicos, um microbioma saud\u00e1vel \u00e9 um microbioma diverso, que cont\u00e9m uma grande variedade de esp\u00e9cies diferentes de micro-organismos.<\/p>\n<p>&#8220;Se voc\u00ea comparar algu\u00e9m que est\u00e1 clinicamente deprimido com algu\u00e9m que est\u00e1 saud\u00e1vel, h\u00e1 uma diminui\u00e7\u00e3o na diversidade da microbiota (flora intestinal)&#8221;, diz Dinan.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o estou sugerindo que esta seja a \u00fanica causa da depress\u00e3o, mas acredito que, para muitos indiv\u00edduos, ela contribui para o surgimento da doen\u00e7a.&#8221;<\/p>\n<p>O pesquisador argumenta ainda que alguns estilos de vida que enfraquecem nossas bact\u00e9rias intestinais, como uma dieta pobre em fibras, pode nos tornar mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">O microbioma<\/h2>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/10BC7\/production\/_101015586_89f14e4b-9a06-4b97-ae9b-79f580c45cba.jpg\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o de &quot;corpo bact\u00e9ria&quot;\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">ILUSTRA\u00c7\u00c3O: KATIE HORWICH PARA A BBC<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">Apenas 43% de todas as c\u00e9lulas do corpo, segundo cientistas, s\u00e3o c\u00e9lulas humanas; o restante s\u00e3o micro-organismos<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Uma pesquisa recente mostra que as pessoas s\u00e3o mais micr\u00f3bios do que humanas &#8211; se voc\u00ea contar todas as c\u00e9lulas do seu corpo, apenas 43% pertencem \u00e0 esp\u00e9cie humana.<\/p>\n<p>O resto \u00e9 o microbioma e inclui bact\u00e9rias, v\u00edrus, fungos e<i>\u00a0arquea<\/i>\u00a0(organismos que eram classificados de forma equivocada como bact\u00e9rias, mas que t\u00eam caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas e bioqu\u00edmicas diferentes).<\/p>\n<p>Isto \u00e9 conhecido como o &#8220;segundo genoma&#8221; e tamb\u00e9m est\u00e1 sendo associado a doen\u00e7as como Mal de Parkinson, doen\u00e7a inflamat\u00f3ria intestinal, depress\u00e3o, autismo e ao funcionamento de drogas contra o c\u00e2ncer.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">O mist\u00e9rio da depress\u00e3o<\/h2>\n<p>A poss\u00edvel rela\u00e7\u00e3o de um desequil\u00edbrio no microbioma intestinal com a depress\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 um conceito intrigante.<\/p>\n<p>Para testar esta hip\u00f3tese, os cientistas do centro de microbiomas APC, na Universidade College Cork, come\u00e7aram a transplantar o microbioma de pacientes deprimidos para animais. O procedimento \u00e9 conhecido como transplante fecal.<\/p>\n<p>Ele mostrou que, se voc\u00ea transfere as bact\u00e9rias, tamb\u00e9m transfere o comportamento.<\/p>\n<p>&#8220;Ficamos muito surpresos com a possibilidade de, apenas pegando amostras de microbioma, reproduzir muitas das caracter\u00edsticas de um indiv\u00edduo deprimido em um rato&#8221;, diz o professor John Cryan \u00e0 BBC.<\/p>\n<p>Estas caracter\u00edsticas inclu\u00edam, por exemplo, a anedonia &#8211; o modo como a depress\u00e3o pode levar as pessoas a perderem o interesse pelo que normalmente consideram prazeroso.<\/p>\n<p>Para os ratos, esse prazer era obtido com uma \u00e1gua com a\u00e7\u00facar que eles queriam beber cada vez mais, mas com a qual passaram a n\u00e3o se importar quando receberam o microbioma de um indiv\u00edduo deprimido, diz Cryan.<\/p>\n<p>Evid\u00eancias semelhantes da rela\u00e7\u00e3o entre o microbioma, o intestino e o c\u00e9rebro tamb\u00e9m est\u00e3o emergindo em rela\u00e7\u00e3o ao mal de Parkinson.<\/p>\n<p>A doen\u00e7a \u00e9 claramente um dist\u00farbio cerebral. Os pacientes perdem o controle de seus m\u00fasculos \u00e0 medida que as c\u00e9lulas cerebrais morrem, e isso os leva a apresentar um tremor caracter\u00edstico.<\/p>\n<p>Agora, o professor Sarkis Mazmanian, microbiologista m\u00e9dico do Instituto de Tecnologia da Calif\u00f3rnia (Caltech), tem argumentado que as bact\u00e9rias intestinais parecem ter um papel nisso.<\/p>\n<p>&#8220;Os neurocientistas cl\u00e1ssicos considerariam uma heresia pensar que \u00e9 poss\u00edvel entender os eventos no c\u00e9rebro pesquisando o intestino&#8221;, diz ele, que no entanto encontrou diferen\u00e7as &#8220;muito fortes&#8221; entre os microbiomas de pessoas com Parkinson e daquelas sem a doen\u00e7a.<\/p>\n<p>Estudos em animais geneticamente programados para desenvolver o Parkinson mostram que as bact\u00e9rias intestinais est\u00e3o ligadas ao surgimento da doen\u00e7a.<\/p>\n<p>E quando as fezes foram transplantadas de pacientes com Parkinson para ratos, estes desenvolveram sintomas &#8220;muito piores&#8221; do que quando foram usadas fezes provenientes de um indiv\u00edduo saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>Mazmanian diz \u00e0 BBC que &#8220;as mudan\u00e7as no microbioma parecem estar induzindo os sintomas motores do Parkinson.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Estamos muito animados com isso porque nos permite apontar o microbioma como um caminho para novas terapias&#8221;, afirma.<\/p>\n<figure class=\"media-landscape has-caption full-width\"><span class=\"image-and-copyright-container\"><img loading=\"lazy\" class=\"responsive-image__img js-image-replace\" src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/news\/624\/cpsprodpb\/132D7\/production\/_101015587_97fc71f1-9126-457d-be5b-c59605bb4b24.jpg\" alt=\"Ilustra\u00e7\u00e3o de c\u00e9rebro e intestino no corpo humano\" width=\"640\" height=\"360\" data-highest-encountered-width=\"624\" \/><span class=\"off-screen\">Direito de imagem<\/span><span class=\"story-image-copyright\">ILUSTRA\u00c7\u00c3O: KATIE HORWICH PARA A BBC<\/span><\/span><figcaption class=\"media-caption\"><span class=\"off-screen\">Image caption<\/span><span class=\"media-caption__text\">A rela\u00e7\u00e3o entre o microbioma e o c\u00e9rebro, acreditam cientistas, traz \u00e0 tona uma maneira totalmente nova de influenciar nossa sa\u00fade e bem-estar<\/span><\/figcaption><\/figure>\n<p>Ainda que fascinante, a evid\u00eancia que liga o microbioma ao c\u00e9rebro \u00e9, por enquanto, preliminar.<\/p>\n<p>Os pioneiros desse campo de pesquisa veem, entretanto, uma perspectiva interessante no horizonte &#8211; uma maneira totalmente nova de influenciar nossa sa\u00fade e bem-estar.<\/p>\n<p>Se os micr\u00f3bios influenciam nossos c\u00e9rebros, ent\u00e3o talvez possamos mudar nossos micr\u00f3bios para melhor.<\/p>\n<h2 class=\"story-body__crosshead\">Mais estudos necess\u00e1rios<\/h2>\n<p>Mas ser\u00e1 que alterar as bact\u00e9rias no intestino de pacientes de Parkinson pode mudar o curso da doen\u00e7a?<\/p>\n<p>Fala-se de psiquiatras que prescrevem micr\u00f3bios do humor ou psicobi\u00f3ticos &#8211; efetivamente um coquetel probi\u00f3tico de bact\u00e9rias saud\u00e1veis &#8211; para impulsionar nossa sa\u00fade mental.<\/p>\n<p>A pesquisadora Kirsten Tillisch, da Universidade da Calif\u00f3rnia, em Los Angeles, questiona: &#8220;Se mudarmos as bact\u00e9rias, podemos mudar o modo como reagimos?&#8221;.<\/p>\n<p>Ela diz, entretanto, que s\u00e3o necess\u00e1rios estudos muito maiores que realmente investiguem quais esp\u00e9cie e at\u00e9 subesp\u00e9cies de bact\u00e9rias podem estar exercendo efeito sobre o c\u00e9rebro e o que elas est\u00e3o produzindo no intestino.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 conex\u00f5es claras aqui. Acho que nosso entusiasmo e nossa empolga\u00e7\u00e3o se explicam porque n\u00e3o tivemos, at\u00e9 agora, tratamentos \u00f3timos (para males como Parkinson). Ent\u00e3o \u00e9 muito empolgante pensar que h\u00e1 um caminho totalmente novo que podemos estudar e com o qual podemos ajudar as pessoas, talvez at\u00e9 para prevenir doen\u00e7as.&#8221;<\/p>\n<p>O microbioma &#8211; nosso segundo genoma &#8211; est\u00e1 abrindo uma maneira inteiramente nova de se fazer medicina, e seu papel est\u00e1 sendo investigado em quase todas as doen\u00e7as que se pode imaginar, incluindo alergias, c\u00e2ncer e obesidade.<\/p>\n<p>Impressiona o qu\u00e3o male\u00e1vel esse segundo genoma \u00e9 e como isso est\u00e1 em contraste com o nosso pr\u00f3prio DNA.<\/p>\n<p>A comida que comemos, os animais de estima\u00e7\u00e3o que temos, os medicamentos que tomamos, como nascemos &#8211; tudo modifica nossos habitantes microbianos.<\/p>\n<p>&#8220;Prevejo que nos pr\u00f3ximos cinco anos, quando voc\u00ea for ao m\u00e9dico fazer seu exame de colesterol, por exemplo, voc\u00ea tamb\u00e9m vai ter o seu microbioma avaliado. O microbioma \u00e9 o futuro fundamental da medicina personalizada&#8221;, afirma John Cryan.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Se h\u00e1 algo que nos torna humanos s\u00e3o nossas mentes, pensamentos e emo\u00e7\u00f5es. 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