{"id":84019,"date":"2018-04-27T13:00:29","date_gmt":"2018-04-27T16:00:29","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=84019"},"modified":"2018-04-26T22:06:07","modified_gmt":"2018-04-27T01:06:07","slug":"a-relacao-de-consumo-e-descarte-de-celulares-velhos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-relacao-de-consumo-e-descarte-de-celulares-velhos-no-brasil\/","title":{"rendered":"A rela\u00e7\u00e3o de consumo e descarte de celulares velhos no Brasil"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/celulares.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-84020\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/celulares-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/celulares-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/celulares.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Voc\u00ea sabia que a quantidade de celulares ativos no Brasil j\u00e1 ultrapassou o n\u00famero de habitantes do Pa\u00eds? A Ag\u00eancia Nacional de Telecomunica\u00e7\u00f5es (Anatel) contabilizou, em mar\u00e7o de 2018, um total de 283,4 milh\u00f5es de aparelhos de telefonia m\u00f3vel em funcionamento. A demanda \u00e9 crescente e, com ela, aumenta tamb\u00e9m o volume de celulares velhos no Brasil.<\/p>\n<p>A cada ano, os fabricantes lan\u00e7am modelos novos, com design e funcionalidades cada vez mais atraentes, que estimulam o desejo do consumidor por um novo aparelho. Estudos mostram que o brasileiro troca o celular, no m\u00e1ximo, a cada dois anos \u2014 sendo que algumas pessoas possuem dois aparelhos, al\u00e9m de tablet e notebook.<\/p>\n<p>Como consequ\u00eancia desse cen\u00e1rio, o descarte de celulares velhos no Brasil \u00e9 alt\u00edssimo, ultrapassando o volume de 1,4 milh\u00e3o de toneladas por ano. Esse n\u00famero coloca o Brasil no topo do ranking de pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina que mais produz lixo eletr\u00f4nico. O que fazer para resolver esse problema, afinal?<\/p>\n<p>A Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos (PNRS), em vigor desde 2010, cria responsabilidades e obrigatoriedades com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 destina\u00e7\u00e3o correta de res\u00edduos, o que inclui o\u00a0descarte adequado do lixo eletr\u00f4nico. Por\u00e9m, o Pa\u00eds ainda conta com poucos postos para o descarte de celulares velhos, e o n\u00edvel de reciclagem deste tipo de res\u00edduo \u00e9 muito baixo.<\/p>\n<p>O Brasil conta com poucos centros de reciclagem de aparelhos de telefonia m\u00f3vel, e o resultado disso s\u00e3o milh\u00f5es de celulares velhos que ficam guardados nas resid\u00eancias por um per\u00edodo e que, depois, acabam sendo descartados junto com o lixo comum. O pior dessa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 o\u00a0descarte indevido das baterias, que cont\u00eam muitas subst\u00e2ncias t\u00f3xicas ao meio ambiente e \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica.<\/p>\n<h2>Celulares: 80% dos componentes podem ser reciclados<\/h2>\n<p>Cerca de 80% dos componentes de aparelhos celulares podem ser reciclados. Isso porque um aparelho possui a seguinte composi\u00e7\u00e3o: 45% pl\u00e1stico, 40% placa de circuito, 8% de metais como ouro e prata, 4% de cristal l\u00edquido e 3% de placa de magn\u00e9sio. Esses materiais podem ser separados e reciclados, por\u00e9m, o processo exige conhecimento t\u00e9cnico e tecnologia espec\u00edfica, principalmente com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 retirada de metais preciosos.<\/p>\n<p>Todo o pl\u00e1stico do aparelho celular pode ser triturado, derretido e processado at\u00e9 se tornar mat\u00e9ria-prima reciclada para a fabrica\u00e7\u00e3o de outros produtos \u2014 como pe\u00e7as para impressoras ou al\u00e7as de embalagens. Com um equipamento especial, \u00e9 poss\u00edvel fazer a separa\u00e7\u00e3o magn\u00e9tica de metais como ferro, alum\u00ednio e cobre.<\/p>\n<p>J\u00e1 os metais preciosos ficam na placa de circuito. Como no Brasil ainda n\u00e3o h\u00e1 centros de reciclagem dotados desse tipo de tecnologia para extrair ouro e a prata, as placas coletadas s\u00e3o exportadas para pa\u00edses que dominam o processo, especialmente Jap\u00e3o, Alemanha, Canad\u00e1 e Su\u00e9cia. Outra solu\u00e7\u00e3o adequada para lidar com as placas consiste na utiliza\u00e7\u00e3o de um\u00a0triturador de placas eletr\u00f4nicas, o que facilita o processamento e descarte dos res\u00edduos.<\/p>\n<h2>Celular velho: o que fazer?<\/h2>\n<p>Se o aparelho ainda funciona, mas voc\u00ea decidiu substitui-lo por outro mais moderno, fa\u00e7a algo \u00fatil com ele, ao inv\u00e9s de deix\u00e1-lo \u201cesquecido\u201d em alguma gaveta. Veja quatro sugest\u00f5es interessantes:<\/p>\n<ul>\n<li>Venda ou doe o aparelho a um familiar ou amigo;<\/li>\n<li>Se a tela estiver intacta, use-o como um porta-retratos digital;<\/li>\n<li>Ao inv\u00e9s de expor seu aparelho novo no carro, utilize o antigo como GPS;<\/li>\n<li>O celular antigo pode servir como leitor digital de livros, apostilas e outros documentos.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>Aten\u00e7\u00e3o:<\/strong>\u00a0jamais descarte o aparelho celular inserv\u00edvel no lixo comum!<\/p>\n<p>Sempre verifique onde existe um posto de coleta de celulares e baterias. Consulte a revendedora de celulares, o setor de meio ambiente da prefeitura, o site do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e centros de reciclagem. Sua atitude poder\u00e1 inspirar outras pessoas a fazerem o mesmo e, assim, ser\u00e1 poss\u00edvel diminuir a quantidade de lixo eletr\u00f4nico do Brasil.<\/p>\n<p>Imagem:\u00a0iStock \/ Getty Images Plus \/\u00a0higyou<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea sabia que a quantidade de celulares ativos no Brasil j\u00e1 ultrapassou o n\u00famero de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":84020,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/celulares.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/celulares-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/celulares-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/celulares.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/celulares.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/celulares.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/celulares.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/celulares.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/celulares.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/celulares.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Voc\u00ea sabia que a quantidade de celulares ativos no Brasil j\u00e1 ultrapassou o n\u00famero de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84019"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=84019"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/84019\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/84020"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=84019"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=84019"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=84019"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}