{"id":83369,"date":"2018-04-15T18:23:58","date_gmt":"2018-04-15T21:23:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=83369"},"modified":"2018-04-15T18:23:58","modified_gmt":"2018-04-15T21:23:58","slug":"faca-sua-parte-e-tambem-cuide-do-lixo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/faca-sua-parte-e-tambem-cuide-do-lixo\/","title":{"rendered":"Fa\u00e7a sua parte e tamb\u00e9m cuide do lixo"},"content":{"rendered":"<p>O brasileiro produz, em m\u00e9dia, um quilo de res\u00edduos por dia. Coleta seletiva pode ser uma boa op\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"bordaimg imgnoticia\" title=\"Em Rio Doce, Olinda, o catador Sebasti\u00e3o Duque banca uma escola com o dinheiro que arrecada vendendo material recicl\u00e1vel  \/ Foto: Filipe Jord\u00e3o \/  JC Imagem\" src=\"http:\/\/jconlineimagem.ne10.uol.com.br\/imagem\/noticia\/2018\/04\/15\/normal\/742743a85dfcdbb7ecc8150cab8f11f8.jpg\" alt=\"Em Rio Doce, Olinda, o catador Sebasti\u00e3o Duque banca uma escola com o dinheiro que arrecada vendendo material recicl\u00e1vel  \/ Foto: Filipe Jord\u00e3o \/  JC Imagem\" width=\"640\" height=\"351\" \/><\/p>\n<div class=\"legenda-foto\">Em Rio Doce, Olinda, o catador Sebasti\u00e3o Duque banca uma escola com o dinheiro que arrecada vendendo material recicl\u00e1vel<\/div>\n<div class=\"credito-foto\">Foto: Filipe Jord\u00e3o \/ JC Imagem<\/div>\n<p><a class=\"assintatura\" href=\"mailto:mazevedo@jc.com.br\">Margarida Azevedo<\/a><\/p>\n<div id=\"noticia_corpodanoticia\" class=\"t13 manipularFonte\">\n<p>O brasileiro produz, em m\u00e9dia, um quilo de lixo por dia. S\u00e3o 200 mil toneladas de dejetos diariamente. Iniciativas de coleta seletiva existem em apenas 69,6% das cidades. Diminuir a quantidade de lixo, escolher produtos que agridam menos o meio ambiente, separar o que pode ser recicl\u00e1vel, destinar corretamente o material e educar as novas gera\u00e7\u00f5es s\u00e3o a\u00e7\u00f5es que cada um pode fazer, independentemente do poder p\u00fablico. N\u00e3o h\u00e1 desculpa para deixar de cuidar do planeta.<\/p>\n<p>Segundo o Panorama dos Res\u00edduos S\u00f3lidos no Brasil de 2016, elaborado pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira das Empresas de Limpeza P\u00fablica e Res\u00edduos Especiais (Abrelpe), 3.878 munic\u00edpios apresentam alguma a\u00e7\u00e3o de coleta seletiva, contra 1.692 que n\u00e3o desenvolvem nada nesse sentido. O estudo ressalta, no entanto, que em muitas cidades as atividades de coleta seletiva n\u00e3o abrangem a totalidade da \u00e1rea urbana.<\/p>\n<p>\u201cA pol\u00edtica de coleta seletiva no Brasil ainda \u00e9 muito incipiente. H\u00e1 exce\u00e7\u00f5es. O Distrito Federal separa 12% dos seus res\u00edduos. Porto Alegre atinge a marca de 9% de desvio de material do aterro sanit\u00e1rio para programas de triagem e reciclagem. Curitiba e Londrina possuem \u00edndices de reciclagem superiores a 10%, enquanto o Rio de Janeiro chega a 6%\u201d, informa o coordenador do Grupo de Res\u00edduos S\u00f3lidos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Jos\u00e9 Fernando Thom\u00e9 Juc\u00e1. O Recife, diz, chega a 2%.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/46vyl4SXTec\" width=\"470\" height=\"283\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>Na capital pernambucana h\u00e1 coleta seletiva em 62 dos 94 bairros existentes na cidade, de acordo com a Empresa de Manuten\u00e7\u00e3o e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb). \u201cRecolhemos em m\u00e9dia 2.800 toneladas de lixo por dia. Desse total, 150 toneladas s\u00e3o de material recicl\u00e1vel. E 50 toneladas dos recicl\u00e1veis n\u00e3o s\u00e3o aproveitadas por causa de separa\u00e7\u00e3o inadequada\u201d, explica o diretor de Limpeza Urbana da Emlurb, Bruno Cabral.<\/p>\n<p>Recife disp\u00f5e tamb\u00e9m de 67 coletores fixos e 11 ecoesta\u00e7\u00f5es (para receber volumes maiores e metralhas). Oito cooperativas de catadores recebem o material. No bairro do Arruda, Zona Norte, a Cooperativa Ecovida Palha de Arroz, formada por 15 mulheres, lucrou R$ 6.955 no m\u00eas passado. Cada trabalhadora ganhou R$ 492.<\/p>\n<p>\u201cSe as pessoas tivessem mais consci\u00eancia, haveria mais material recicl\u00e1vel. Muitas embalagens chegam com resto de comida. \u00c0s vezes n\u00e3o conseguimos aproveitar\u201d, relata a presidente da cooperativa, Maria Jos\u00e9 dos Santos.<\/p>\n<h2>BONS EXEMPLOS<\/h2>\n<p>O comerciante S\u00e9rgio Nascimento decidiu contribuir com coleta seletiva 20 anos atr\u00e1s. Na frente da sua loja de material de constru\u00e7\u00e3o, em Casa Amarela, na Zona Norte, ele instalou um ponto para receber pl\u00e1stico, vidros, papel, \u00f3leo de cozinha. S\u00e3o oito a 10 toneladas por m\u00eas. Catadores podem levar o que quiserem. O que sobra ele coloca no caminh\u00e3o da empresa e leva para uma cooperativa na Torre, de uma a duas vezes por semana.<\/p>\n<p>&#8220;Vendo para constru\u00e7\u00e3o civil, que gera muito impacto ambiental. Ou me omitia ou partia para solu\u00e7\u00e3o. Optei por contribuir com a coleta de recicl\u00e1veis\u201d, diz S\u00e9rgio Nascimento.<\/p>\n<p>Em Jaboat\u00e3o dos Guararapes, no Grande Recife, a coleta seletiva atende 24 bairros e beneficia 75 catadores de quatro cooperativas. S\u00e3o 150 toneladas por m\u00eas de produtos recicl\u00e1veis. Al\u00e9m de capacita\u00e7\u00e3o, os catadores passam por treinamento para confeccionar artesanato com os produtos coletados, aumentado a renda.<\/p>\n<p>Em Olinda, tamb\u00e9m na Regi\u00e3o Metropolitana, o catador Sebasti\u00e3o Duque tira do lixo recursos para manter uma escola para 90 crian\u00e7as de 2 a 6 anos, em Rio Doce. Os pais pagam R$ 30 por m\u00eas destinados aos sal\u00e1rios das quatro professoras. O restante \u2013 energia, \u00e1gua, material de limpeza, papel \u2013 Sebasti\u00e3o compra com o dinheiro que arrecada vendendo pl\u00e1stico, papel, ferro e latinhas.<\/p>\n<p>Ajudo o meio ambiente, tirando do lixo o material recicl\u00e1vel. O que as pessoas jogam fora vira meu sustento e ajuda na manuten\u00e7\u00e3o da escola que fundei h\u00e1 34 anos\u201d, afirma Sebasti\u00e3o Duque.<\/p>\n<p>No condom\u00ednio Luar do Sert\u00e3o, em Casa Caiada, onde moram 56 fam\u00edlias, h\u00e1 coletores separados de lixo org\u00e2nico e material recicl\u00e1vel. \u201cAjudamos o meio ambiente e contribu\u00edmos com o sustento dos catadores que v\u00eam buscar os recicl\u00e1veis\u201d, diz a s\u00edndica Juliana Dantas. O munic\u00edpio s\u00f3 tem coletiva seletiva nas Avenidas Get\u00falio Vargas e Marcos Freire e nos bairros de Jardim Atl\u00e2ntico e Rio Doce.<\/p>\n<p>A coleta \u00e9 feita por uma cooperativa que re\u00fane 21 catadores. A prefeitura cedeu um caminh\u00e3o e o galp\u00e3o para triagem do material. Por m\u00eas s\u00e3o cerca de 50 toneladas recolhidas.<\/p>\n<p>\u201cO lixo \u00e9 responsabilidade de todos: poder p\u00fablico, empresas, fabricantes de embalagens, sociedade. Porque tamb\u00e9m \u00e9 responsabilidade de todos as consequ\u00eancias do tratamento inadequado e da contamina\u00e7\u00e3o de aqu\u00edferos e do ar\u201d, ressalta o professor da UFPE Jos\u00e9 Fernando Juc\u00e1.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O brasileiro produz, em m\u00e9dia, um quilo de res\u00edduos por dia. 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