{"id":83274,"date":"2018-04-14T16:49:16","date_gmt":"2018-04-14T19:49:16","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=83274"},"modified":"2018-04-14T16:49:16","modified_gmt":"2018-04-14T19:49:16","slug":"geotecnologias-ajudam-coletores-de-castanha-a-tracar-rotas-na-floresta-amazonica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/geotecnologias-ajudam-coletores-de-castanha-a-tracar-rotas-na-floresta-amazonica\/","title":{"rendered":"Geotecnologias ajudam coletores de castanha a tra\u00e7ar rotas na Floresta Amaz\u00f4nica"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/castanhais.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-83275\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/castanhais-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/castanhais-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/castanhais.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Coletores de castanha-do-brasil (castanha-do-par\u00e1, castanha-da-amaz\u00f4nia) e de outros produtos extra\u00eddos da Floresta Amaz\u00f4nica poder\u00e3o contar com geotecnologia para tra\u00e7ar o melhor percurso pela mata e assim economizar tempo e esfor\u00e7o. Pesquisadores da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/amazonia-ocidental\" target=\"_blank\">Embrapa Amaz\u00f4nia Ocidental<\/a>\u00a0(AM), em parceria com a Universidade Federal de Vi\u00e7osa (<a href=\"https:\/\/www.ufv.br\/\" target=\"_blank\">UFV<\/a>) e a Universidade Federal de S\u00e3o Jo\u00e3o del-Rei (<a href=\"https:\/\/www.ufsj.edu.br\/\" target=\"_blank\">UFSJ<\/a>), desenvolveram uma metodologia para a otimiza\u00e7\u00e3o do tra\u00e7ado de trilhas que d\u00e3o acesso a produtos florestais n\u00e3o madeireiros.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o est\u00e1\u00a0<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/metodologia-de-otimizacao-do-tracado-de-trilhas-para-acesso-a-recursos-florestais-naturais\" target=\"_blank\">dispon\u00edvel gratuitamente na internet<\/a>\u00a0e \u00e9 voltada, em especial, a t\u00e9cnicos extensionistas que possuam conhecimento b\u00e1sico em sistemas de informa\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas. O objetivo \u00e9 que esses multiplicadores auxiliem comunidades extrativistas utilizando a metodologia para tra\u00e7ar a rota otimizada para cada regi\u00e3o considerando fatores como inclina\u00e7\u00e3o do terreno, presen\u00e7a de rios, localiza\u00e7\u00e3o das \u00e1rvores mais produtivas e v\u00e1rios outros.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o foi pensada para auxiliar coletores de castanha-do-brasil, mas pode ser empregada no trabalho com outros produtos extrativistas que t\u00eam grande import\u00e2ncia econ\u00f4mica para popula\u00e7\u00f5es tradicionais da Amaz\u00f4nia, al\u00e9m de contribuir para a conserva\u00e7\u00e3o e o manejo sustent\u00e1vel das florestas nativas. O problema abordado na metodologia envolve, essencialmente, identificar a melhor sequ\u00eancia das castanheiras a serem visitadas e, considerando-se as peculiaridades do terreno (relevo, vegeta\u00e7\u00e3o, hidrografia), estabelecer o melhor tra\u00e7ado das trilhas. A metodologia pode ser utilizada tanto na redefini\u00e7\u00e3o de trilhas de castanhais que j\u00e1 s\u00e3o explorados como, principalmente, na elabora\u00e7\u00e3o de tra\u00e7ados de novas \u00e1reas de coleta.<\/p>\n<h3>Melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho<\/h3>\n<p>Esse \u00e9 um dos resultados do projeto Mapeamento de Castanhais Nativos e Caracteriza\u00e7\u00e3o Socioambiental e Econ\u00f4mica de Sistemas de Produ\u00e7\u00e3o da Castanha-do-Brasil na Amaz\u00f4nia (<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/busca-de-projetos\/-\/projeto\/206335\/mapeamento-de-castanhais-nativos-e-caracterizacao-socioambiental-e-economica-de-sistemas-de-producao-da-castanha-do-brasil-na-amazonia-mapcast\" target=\"_blank\">MapCast<\/a>), iniciado em 2014, componente do Arranjo da Castanha-TechCast. De acordo com a pesquisadora da Embrapa Amaz\u00f4nia Ocidental K\u00e1tia Em\u00eddio da Silva, l\u00edder do projeto, a otimiza\u00e7\u00e3o do tra\u00e7ado de trilhas visa identificar o melhor percurso, combinando diversos fatores que determinam o grau de dificuldade de se percorrer determinada regi\u00e3o e uma maior efici\u00eancia de acesso a \u00e1rvores ou a \u00e1reas de manejo de interesse. Com isso, os cientistas procuraram melhorar a produtividade e as condi\u00e7\u00f5es de trabalho dos agroextrativistas na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>\u201cAo trabalhar nos castanhais naturais e na floresta nativa, sempre constatamos a dificuldade de se extrair determinados produtos. Assim, sempre me perguntava de que forma poder\u00edamos ajudar esses agroextrativistas em sua atividade. Uma das solu\u00e7\u00f5es foi encontrar um melhor tra\u00e7ado para as trilhas que levam aos locais de coleta, diminuindo tempo e esfor\u00e7o\u201d, conta a pesquisadora.<\/p>\n<h3>Inclina\u00e7\u00e3o do terreno e rede hidrogr\u00e1fica<\/h3>\n<p>A pesquisadora explica que, baseando-se nas caracter\u00edsticas do terreno, s\u00e3o calculados os custos de se percorrer determinada trilha, por meio de um modelo matem\u00e1tico chamado \u201cVelocidade de Tobler\u201d, que leva em conta o \u00e2ngulo de inclina\u00e7\u00e3o do terreno, seja por aclive ou declive.<\/p>\n<p>Para modelar o relevo e a hidrografia, s\u00e3o utilizados dados do Shuttle Radar Topography Mission (SRTM). Essas informa\u00e7\u00f5es foram obtidas a partir de uma miss\u00e3o realizada pela ag\u00eancia espacial dos Estados Unidos, a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/\" target=\"_blank\">Nasa<\/a>, que mapeou por radar toda a superf\u00edcie do planeta. De acordo com K\u00e1tia Em\u00eddio, os dados do SRTM est\u00e3o dispon\u00edveis gratuitamente para utiliza\u00e7\u00e3o em uma resolu\u00e7\u00e3o de 30 x 30 metros, obtendo-se os chamados Modelos Digitais de Eleva\u00e7\u00e3o (MDE) para as \u00e1reas de interesse.<\/p>\n<p>A rede hidrogr\u00e1fica \u00e9 de extrema import\u00e2ncia para a determina\u00e7\u00e3o dos caminhos otimizados, uma vez que representam barreiras f\u00edsicas ou dificuldades ao longo do tra\u00e7ado para acesso aos recursos florestais. Assim, os MDE recebem diversos pr\u00e9-processamentos, objetivando a gera\u00e7\u00e3o dos Modelos Digitais e Eleva\u00e7\u00e3o Hidrograficamente Condicionais (MDEHC), permitindo que as delimita\u00e7\u00f5es de bacias hidrogr\u00e1ficas sejam realizadas com maior precis\u00e3o. Essa categoria especial de MDEs caracteriza-se por apresentar coincid\u00eancia consider\u00e1vel com a rede de drenagem real.<\/p>\n<h3>Pr\u00f3ximo passo: drones ir\u00e3o mapear castanheiras<\/h3>\n<p>Depois de os dados de relevo e hidrografia serem modelados, a pr\u00f3xima etapa \u00e9 a inser\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es do castanhal que est\u00e1 sendo explorado. Para isso, \u00e9 necess\u00e1rio conhecer e adicionar as coordenadas das \u00e1rvores das quais s\u00e3o feitas as coletas na \u00e1rea. De acordo com K\u00e1tia Em\u00eddio, essas \u00e1rvores t\u00eam de ser mapeadas a partir de algum m\u00e9todo, geralmente com a marca\u00e7\u00e3o da localiza\u00e7\u00e3o com receptor GPS no local. A equipe do projeto MapCast avalia desenvolver uma outra metodologia para a identifica\u00e7\u00e3o das \u00e1rvores de interesse por meio de drones.<\/p>\n<p>Nos passos seguintes, os pesquisadores preveem a constru\u00e7\u00e3o de uma rede para simular o deslocamento ao longo do terreno, considerando como custo de deslocamento a declividade e a presen\u00e7a da rede hidrogr\u00e1fica. A metodologia \u00e9 flex\u00edvel e adapt\u00e1vel \u00e0s diferentes realidades locais, podendo-se inserir diferentes custos. Assim, pode-se restringir a transposi\u00e7\u00e3o de corpos d\u2019\u00e1gua, ou apenas incluir suas superf\u00edcies como um fator de \u201ccusto\u201d (dificuldade), podendo ser cruzadas quando n\u00e3o houver outra alternativa ou, ainda, locomover-se utilizando barco.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a tecnologia permite a indica\u00e7\u00e3o de locais provis\u00f3rios para o armazenamento do material coletado em uma \u00e1rea (entrepostos), tamb\u00e9m com o objetivo de facilitar o trabalho do agroextrativista. O sistema sugere os locais que servem de entreposto quando se est\u00e1 percorrendo a trilha, localizados em posi\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas no conjunto de \u00e1rvores que formam o castanhal, de forma a exigir o menor esfor\u00e7o no momento de levar a produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 o meio de transporte, que geralmente s\u00e3o pequenos barcos. A pesquisadora chama a aten\u00e7\u00e3o para a aplica\u00e7\u00e3o da metodologia de forma conjunta com os agroextrativistas, que podem contribuir para sua valida\u00e7\u00e3o e melhoria, considerando-se o conhecimento que possuem das \u00e1reas de extrativismo.<\/p>\n<h3>Como acessar a metodologia<\/h3>\n<p>A metodologia est\u00e1 dispon\u00edvel gratuitamente na p\u00e1gina da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.embrapa.br\/metodologia-de-otimizacao-do-tracado-de-trilhas-para-acesso-a-recursos-florestais-naturais\" target=\"_blank\">Embrapa Amaz\u00f4nia Ocidental<\/a>. Nesse link, est\u00e3o descritos os procedimentos para se utilizar a tecnologia, podendo-se tamb\u00e9m acessar os dados utilizados, bem como baixar a publica\u00e7\u00e3o com detalhes para utiliza\u00e7\u00e3o. A pesquisadora salienta que a metodologia \u00e9 totalmente vers\u00e1til, podendo ser adaptada para diferentes realidades.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Coletores de castanha-do-brasil (castanha-do-par\u00e1, castanha-da-amaz\u00f4nia) e de outros produtos extra\u00eddos da Floresta Amaz\u00f4nica poder\u00e3o contar<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":83275,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/castanhais.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/castanhais-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/castanhais-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/castanhais.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/castanhais.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/castanhais.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/castanhais.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/castanhais.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/castanhais.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/castanhais.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Coletores de castanha-do-brasil (castanha-do-par\u00e1, castanha-da-amaz\u00f4nia) e de outros produtos extra\u00eddos da Floresta Amaz\u00f4nica poder\u00e3o contar","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83274"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=83274"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83274\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/83275"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=83274"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=83274"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=83274"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}