{"id":83139,"date":"2018-04-12T09:00:51","date_gmt":"2018-04-12T12:00:51","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=83139"},"modified":"2018-04-11T20:52:19","modified_gmt":"2018-04-11T23:52:19","slug":"proxima-centauri-explosao-luminosa-sacode-o-exoplaneta-mais-proximo-da-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/proxima-centauri-explosao-luminosa-sacode-o-exoplaneta-mais-proximo-da-terra\/","title":{"rendered":"Pr\u00f3xima Centauri: explos\u00e3o luminosa sacode o exoplaneta mais pr\u00f3ximo da Terra"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/sol.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-83141\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/sol-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/sol-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/sol.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>H\u00e1 pouco menos de dois anos foi anunciada a descoberta de Pr\u00f3xima b, um planeta do tamanho da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/la_tierra\/a\">Terra<\/a>\u00a0situado a uma dist\u00e2ncia da sua estrela que lhe permitiria abrigar \u00e1gua em estado l\u00edquido. Era o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/planetas_extrasolares\/a\">exoplaneta<\/a>\u00a0mais pr\u00f3ximo, a uma dist\u00e2ncia de 4,5 anos luz. Depois da descoberta foram anunciadas as primeiras miss\u00f5es interestelares da hist\u00f3ria \u2013 uma delas planejada pela\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/nasa_administracion_nacional_aeronautica_espacio\/a\">NASA<\/a>\u00a0\u2013, que teriam Pr\u00f3xima como destino.<\/p>\n<div id=\"elpais_gpt-INTEXT\" data-google-query-id=\"CIqE_6e0s9oCFUoahwodNZMJVA\"><\/div>\n<p>Agora, um estudo feito por\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/astronomia\/a\">astr\u00f4nomos<\/a>\u00a0dos EUA e da Espanha revela que em mar\u00e7o de 2016 essa estrela emitiu uma potente explos\u00e3o luminosa que multiplicou seu brilho em quase 70 vezes. As an\u00e3s vermelhas como\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2016\/08\/24\/ciencia\/1472055229_085556.html\">Pr\u00f3xima Centauri<\/a>\u00a0s\u00e3o muito t\u00eanues para serem vistas a olho nu no c\u00e9u noturno, mas esta superfulgura\u00e7\u00e3o foi t\u00e3o poderosa que o astro se tornou vis\u00edvel no Hemisf\u00e9rio Sul da Terra \u201cdurante alguns segundos\u201d, segundo Octavi Fors, pesquisador do Instituto de Ci\u00eancias do Cosmos de Barcelona e coautor do estudo, publicado no site\u00a0<a href=\"http:\/\/arvix.org\/\" target=\"_blank\">arvix.org<\/a>, da Universidade Cornell.<\/p>\n<p>Esse lampejo foi o mais potente j\u00e1 captado nessa estrela e o primeiro vis\u00edvel do nosso planeta sem a ajuda de instrumentos \u00f3pticos. Durou 20 minutos e foi captado pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2015\/11\/20\/ciencia\/1448034595_636746.html\">telesc\u00f3pio Evryscope, no Chile<\/a>. Desde ent\u00e3o, esse instrumento j\u00e1 observou outras 23 fulgura\u00e7\u00f5es. Baseando-se nesses eventos, os autores do estudo calculam que Pr\u00f3xima Centauri emite cinco superfulgura\u00e7\u00f5es por ano, com o impacto que isso representa para o seu exoplaneta, que est\u00e1 20 vezes mais perto da estrela que a Terra do Sol.<\/p>\n<p>O instrumento usado s\u00f3 pode medir a luz emitida por esses eventos, mas \u00e9 prov\u00e1vel que estes sejam acompanhados por eje\u00e7\u00f5es de massa da estrela similares \u00e0s observadas no\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/sol\/a\">Sol<\/a>, embora mais potentes. Essas explos\u00f5es geram uma intensa radia\u00e7\u00e3o ultravioleta e um bombardeio de pr\u00f3tons que inicia uma cadeia de rea\u00e7\u00f5es fotoqu\u00edmicas que podem acabar varrendo compostos essenciais para a vida da atmosfera do\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/planetas\/a\">planeta<\/a>.<\/p>\n<p>O estudo calcula que as fulgura\u00e7\u00f5es de Pr\u00f3xima Centauri s\u00e3o t\u00e3o frequentes e intensas a ponto de destru\u00edrem 90% de todo o oz\u00f4nio da atmosfera do planeta em apenas cinco anos e elimin\u00e1-lo por completo em poucas centenas de milhares de anos, um tempo relativamente curto quando se leva em conta que o planeta provavelmente se formou h\u00e1 bilh\u00f5es de anos. Na Terra, a presen\u00e7a desse g\u00e1s \u00e9 essencial para bloquear a radia\u00e7\u00e3o ultravioleta do Sol, especialmente a do tipo C, t\u00e3o letal para bact\u00e9rias, v\u00edrus e outros micr\u00f3bios que \u00e9 usada para esterilizar material m\u00e9dico.<\/p>\n<section id=\"sumario_2|html\" class=\"sumario_html izquierda\">\n<div class=\"sumario__interior\">\n<div class=\"sumario-texto\">\n<blockquote><p><i>\u201cEste estudo ressalta como sabemos pouco sobre o sistema planet\u00e1rio mais pr\u00f3ximo do nosso.\u201d<\/i><\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>\n<p>Em fevereiro deste ano, outra equipe detectou uma superfulgura\u00e7\u00e3o em Pr\u00f3xima Centauri 10 vezes mais intensa do que qualquer uma j\u00e1 observada no Sol. Esse comportamento t\u00e3o violento das an\u00e3s vermelhas obriga a redefinir o que \u00e9 a zona habit\u00e1vel de um exoplaneta, pois, apesar de estar \u00e0 dist\u00e2ncia apropriada de um astro, as emana\u00e7\u00f5es das an\u00e3s vermelhas podem fazer com que o oxig\u00eanio, o hidrog\u00eanio e outros compostos essenciais para formar \u00e1gua e sustentar vida sejam eliminados da atmosfera atrav\u00e9s de processos similares aos observados em Pr\u00f3xima Centauri.<\/p>\n<p>A radia\u00e7\u00e3o ultravioleta na superf\u00edcie de Pr\u00f3xima b \u00e9 100 vezes maior do que a suport\u00e1vel pela maioria dos micr\u00f3bios terrestres, aponta o estudo rec\u00e9m-publicado. \u201cEm Pr\u00f3xima b, a vida tal como a conhecemos na Terra n\u00e3o poderia ter se desenvolvido, pois os n\u00edveis de radia\u00e7\u00e3o ultravioleta s\u00e3o muito altos devido \u00e0 falta de\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/capa_ozono\/a\">oz\u00f4nio<\/a>. Os seres multicelulares, incluindo os vertebrados, sofreriam muitos danos no DNA e queimaduras para sobreviver na superf\u00edcie\u201d, analisa Fors. \u201cPor isso observamos que a habitabilidade desse planeta \u00e9 bastante restrita, ao menos na superf\u00edcie, mas n\u00e3o podemos fechar totalmente a porta, pois a vida \u00e9 muito regul\u00e1vel\u201d, acrescenta Fors. Mas h\u00e1 um dado que motiva esperan\u00e7a: a\u00a0<em>Deinococcus radiodurans<\/em>, a bact\u00e9ria mais resistente \u00e0 radia\u00e7\u00e3o ultravioleta da Terra, poderia sobreviver a superfulgura\u00e7\u00e3o de Pr\u00f3xima Centauri, segundo o trabalho.<\/p>\n<p>\u201cEste estudo \u00e9 fascinante porque ressalta como sabemos pouco sobre o sistema planet\u00e1rio mais pr\u00f3ximo do nosso\u201d, opina Meredith MacGregor, astr\u00f4noma da Institui\u00e7\u00e3o Carnegie para a Ci\u00eancia (EUA) e coautora do estudo sobre a labareda de Pr\u00f3xima Centauri captada neste ano. \u201cComo Pr\u00f3xima b n\u00e3o parece transitar em frente \u00e0 sua estrela, ainda n\u00e3o sabemos se cont\u00e9m \u00e1gua, atmosfera ou campo magn\u00e9tico, elementos que poderiam proteger a superf\u00edcie dos perigos da radia\u00e7\u00e3o de altas energias. Os novos telesc\u00f3pios gigantes que est\u00e3o sendo constru\u00eddos, como o Magallanes e o E-ELT, poderiam obter imagens diretas do planeta, e o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb pode nos dizer antes se Pr\u00f3xima b tem uma atmosfera. Embora os progn\u00f3sticos de que haja vida sejam bastante obscuros, Pr\u00f3xima b continua sendo o sistema planet\u00e1rio mais pr\u00f3ximo, ent\u00e3o se realmente queremos tornar realidade uma viagem interestelar este continua sendo o destino mais realista\u201d, acrescenta MacGregor.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 pouco menos de dois anos foi anunciada a descoberta de Pr\u00f3xima b, um planeta<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":83141,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/sol.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/sol-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/sol-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/sol.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/sol.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/sol.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/sol.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/sol.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/sol.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/sol.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"H\u00e1 pouco menos de dois anos foi anunciada a descoberta de Pr\u00f3xima b, um planeta","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83139"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=83139"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/83139\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/83141"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=83139"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=83139"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=83139"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}