{"id":82993,"date":"2018-04-09T15:00:04","date_gmt":"2018-04-09T18:00:04","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=82993"},"modified":"2018-04-09T14:45:06","modified_gmt":"2018-04-09T17:45:06","slug":"pelo-menos-1-animal-morre-a-cada-15-segundos-em-rodovias-brasileiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pelo-menos-1-animal-morre-a-cada-15-segundos-em-rodovias-brasileiras\/","title":{"rendered":"Pelo menos 1 animal morre a cada 15 segundos em rodovias brasileiras"},"content":{"rendered":"<div class=\"td-author-by\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/rodovia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-82994\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/rodovia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/rodovia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/rodovia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por\u00a0Mayra Rosa<\/div>\n<p>Levantamento realizado pelo Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE) aponta que, por ano, cerca de 475 milh\u00f5es de animais morrem v\u00edtimas de atropelamento nas rodovias brasileiras \u2013 uma morte a cada 15 segundos. Segundo o Bi\u00f3logo Giuseppe Puorto, membro do CRBio-01 \u2013 Conselho Regional de Biologia \u2013 1\u00aa Regi\u00e3o (SP, MT e MS), a expans\u00e3o desenfreada das cidades e, consequentemente, a diminui\u00e7\u00e3o das florestas naturais, \u00e9 a principal causa desse problema.<a name=\"audmark1\"><\/a><\/p>\n<div id=\"div-gpt-ad-1515694727157-3\"><\/div>\n<p>\u201cAs rotas naturais normalmente utilizadas pelos animais acabam sendo interrompidas e, em busca de alimentos, muitos acabam indo para al\u00e9m de seu habitat. Chegam, ent\u00e3o, \u00e0s \u00e1reas urbanas e se submetem a esse e outros riscos\u201d, diz o especialista. \u201cOutro problema frequente s\u00e3o as queimadas, que acabam afugentando muitos bichos das matas. Por instinto de sobreviv\u00eancia, fogem para onde podem\u201d, completa o Bi\u00f3logo.<\/p>\n<div id=\"div-gpt-ad-1515694727157-4\"><\/div>\n<p>Os pequenos vertebrados, como sapos, cobras\u00a0<a name=\"audmark2\"><\/a>e aves de menor porte, s\u00e3o as principais v\u00edtimas, representando quase 90% das mortes por atropelamento. Animais de m\u00e9dio porte, como gamb\u00e1s e macacos, cerca de 10%. De maior porte, como as on\u00e7as, antas e lobos, 5%. \u201cOs animais de menor porte, obviamente, s\u00e3o menos resistentes \u00e0 colis\u00e3o. Mas, entre os maiores, muitos acabam sendo resgatados com graves ferimentos e, n\u00e3o raramente, se tornam dependentes do homem para sobreviver\u201d, relata o membro o CRBio-01.<\/p>\n<p>No Congresso,<a name=\"audmark3\"><\/a>\u00a0um Projeto de Lei (466\/2015) que disp\u00f5e sobre a ado\u00e7\u00e3o de medidas que assegurem a circula\u00e7\u00e3o segura de animais silvestres no territ\u00f3rio nacional est\u00e1 em tramita\u00e7\u00e3o. Em outubro do ano passado, foi aprovado pela Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a e de Cidadania (CCJC) e o pr\u00f3ximo passo \u00e9 que seja inclu\u00eddo na pauta do Plen\u00e1rio para vota\u00e7\u00e3o dos parlamentares. Entre outras propostas, o PL prev\u00ea a cria\u00e7\u00e3o de passarelas ou pontes para a travessia dos animais e melhor\u00a0<a name=\"audmark4\"><\/a>sinaliza\u00e7\u00e3o nas estradas.<\/p>\n<h3>Como evitar o atropelamento<\/h3>\n<p>Dados da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal tamb\u00e9m indicam que, em 2017, ocorreram 2,6 mil acidentes envolvendo a presen\u00e7a de animais na pista, sendo 434 graves, com 103 mortes de pessoas (considerando apenas as estradas federais).<\/p>\n<p>Para evitar esse tipo de acidente, a instrutora de tr\u00e2nsito do SEST SENAT S\u00e3o Vicente, Isabel Albino, d\u00e1 algumas informa\u00e7\u00f5es importantes sobre o tema. Segundo ela, ao avistar\u00a0<a name=\"audmark5\"><\/a>animais na pista, a primeira atitude a se tomar \u00e9 reduzir a velocidade e jamais buzinar, para n\u00e3o assust\u00e1-los. \u201cPelo mesmo motivo, n\u00e3o se deve ligar o farol alto nessas situa\u00e7\u00f5es: os animais, quando assustados, podem ter rea\u00e7\u00f5es inesperadas e tornar o momento ainda mais imprevis\u00edvel. Eles ainda podem ficar paralisados de susto, congestionando a via\u201d, relata a instrutora.<\/p>\n<p>Isabel Albino lembra que diante de animais de pequeno porte como cachorros, gatos ou pequenos\u00a0<a name=\"audmark6\"><\/a>animais silvestres, a tend\u00eancia natural do motorista \u00e9 frear ou desviar bruscamente, sobretudo quando se est\u00e1 trafegando em velocidades mais altas. Ela atenta para a necessidade de se olhar pelo retrovisor antes de qualquer manobra, a fim de se certificar de que n\u00e3o vem nenhum carro atr\u00e1s, pois um movimento inesperado pode ser a causa de um acidente mais grave.<\/p>\n<p>Nos casos de animais de grande porte, \u00e9 mais seguro passar sempre por tr\u00e1s dos bichos que estiverem atravessados\u00a0<a name=\"audmark7\"><\/a>na pista, pois assim \u00e9 poss\u00edvel diminuir a velocidade de rea\u00e7\u00e3o do animal. \u201c\u00c9 importante lembrarmos que bois e vacas n\u00e3o recuam. J\u00e1 os cavalos podem ter rea\u00e7\u00f5es inesperadas. Sempre que passar por uma boiada ou um outro agrupamento de animais, o motorista deve seguir em primeira marcha e nunca buzinar. Tamb\u00e9m \u00e9 importante seguir com os vidros fechados por motivo de seguran\u00e7a\u201d, refor\u00e7a a instrutora.<\/p>\n<p>Isabel alerta, ainda, sobre a import\u00e2ncia de avisar os outros\u00a0<a name=\"audmark8\"><\/a>motoristas nesses casos. \u201cAo passar por um animal, pisque os far\u00f3is para os ve\u00edculos que vierem no sentido oposto e fa\u00e7a um sinal com a m\u00e3o para baixo, mostrando quatro dedos. Na \u2018linguagem das rodovias\u2019, esse \u00e9 o aviso de que existem animais na pista. Os dedos representam as quatro patas\u201d.<\/p>\n<p>Outra dica para minimizar o risco de acidentes nesses casos \u00e9 ligar para a concession\u00e1ria respons\u00e1vel ou para a Pol\u00edcia Militar no 190, que acionar\u00e1 a pol\u00edcia rodovi\u00e1ria\u00a0<a name=\"audmark9\"><\/a>e a concession\u00e1ria respons\u00e1vel pelo trecho. \u201cE, por \u00faltimo, nunca jogue lixo nas rodovias: os restos de alimentos atraem animais para a pista\u201d, completa Isabel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por\u00a0Mayra Rosa Levantamento realizado pelo Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE) aponta<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":82994,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/rodovia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/rodovia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/rodovia-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/rodovia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/rodovia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/rodovia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/rodovia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/rodovia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/rodovia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/rodovia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por\u00a0Mayra Rosa Levantamento realizado pelo Centro Brasileiro de Estudos em Ecologia de Estradas (CBEE) aponta","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82993"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82993"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82993\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/82994"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82993"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82993"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82993"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}