{"id":82823,"date":"2018-04-06T11:00:39","date_gmt":"2018-04-06T14:00:39","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=82823"},"modified":"2018-04-05T21:45:38","modified_gmt":"2018-04-06T00:45:38","slug":"epidemia-de-obesidade-e-resultado-de-alteracao-do-padrao-alimentar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/epidemia-de-obesidade-e-resultado-de-alteracao-do-padrao-alimentar\/","title":{"rendered":"Epidemia de obesidade \u00e9 resultado de altera\u00e7\u00e3o do padr\u00e3o alimentar"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/obesidade.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-82824\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/obesidade-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/obesidade-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/obesidade.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade estima que 1,9 bilh\u00e3o de adultos tenham sobrepeso, sendo 600 milh\u00f5es com obesidade. Ainda assim, de acordo com estudos publicados na revista\u00a0<b><a href=\"http:\/\/www.thelancet.com\/series\/obesity-2015\" target=\"_blank\"><i>Lancet<\/i><\/a><\/b>, nos \u00faltimos 30 anos nenhum pa\u00eds conseguiu elaborar estrat\u00e9gias para reverter a epidemia de obesidade de forma consistente.<\/p>\n<p>No Brasil n\u00e3o \u00e9 diferente. Nos \u00faltimos 35 anos a preval\u00eancia de obesidade subiu de 5,4% para 21% da popula\u00e7\u00e3o. De acordo com dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, a cada ano s\u00e3o 1 milh\u00e3o de novos casos de obesidade no pa\u00eds e a cada 15 anos dobra a taxa de casos de obesidade.<\/p>\n<p>Outros estudos mostram que, se a taxa de crescimento da obesidade continuar a mesma, o Brasil atingir\u00e1, em menos de 10 anos, o mesmo \u00edndice dos Estados Unidos, onde mais de 36% da popula\u00e7\u00e3o vive com sobrepeso ou obesidade.<\/p>\n<p>\u201cNo Brasil, h\u00e1 um aumento maior da obesidade na popula\u00e7\u00e3o mais pobre, em compara\u00e7\u00e3o com a mais rica. \u00c9 um problema que acomete todas as classes sociais, portanto sua preven\u00e7\u00e3o interessa \u00e0 popula\u00e7\u00e3o inteira\u201d, disse\u00a0<b><a href=\"http:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/498\/carlos-augusto-monteiro\/\" target=\"_blank\">Carlos Augusto Monteiro<\/a><\/b>, professor da Faculdade de Sa\u00fade P\u00fablica da USP e coordenador da edi\u00e7\u00e3o mais recente do\u00a0<b><a href=\"http:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/publicacoes\/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf\" target=\"_blank\"><i>Guia alimentar para a popula\u00e7\u00e3o brasileira<\/i><\/a><\/b>, durante a estreia do programa de TV\u00a0<b>Ci\u00eancia Aberta<\/b>, da FAPESP e da\u00a0<i>Folha de S.Paulo<\/i>, na ter\u00e7a-feira (03\/04).<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m participaram do programa\u00a0<b><a href=\"http:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/645\/licio-augusto-velloso\/\" target=\"_blank\">Licio Velloso<\/a><\/b>, professor do Departamento de Cl\u00ednica M\u00e9dica da Unicamp e coordenador do Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades (OCRC) \u2013 um Centro de Pesquisa, Inova\u00e7\u00e3o e Difus\u00e3o (CEPID) financiado pela FAPESP \u2013 e a nutricionista especialista em comportamento alimentar\u00a0<b><a href=\"https:\/\/www.sophiederam.com\/\" target=\"_blank\">Sophie Deram<\/a><\/b>. A media\u00e7\u00e3o do debate foi feita pela jornalista Sabine Righetti.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 um grande debate se a obesidade em si j\u00e1 seria uma doen\u00e7a, al\u00e9m de ser um fator de risco para a hipertens\u00e3o, diabetes e doen\u00e7as cardiovasculares, por exemplo. O fato \u00e9 que, para a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, doen\u00e7a \u00e9 toda condi\u00e7\u00e3o com algum tipo de altera\u00e7\u00e3o funcional, estrutural ou mesmo comportamental que leva sofrimento ao indiv\u00edduo e a obesidade se encaixa em todos esses crit\u00e9rios\u201d, disse Velloso.<\/p>\n<p>Os especialistas atribuem essa epidemia a mudan\u00e7as no padr\u00e3o alimentar da popula\u00e7\u00e3o em geral, que nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas trocou a alimenta\u00e7\u00e3o tradicional de cada pa\u00eds \u2013 composta principalmente por cereais, verduras e carnes \u2013 por alimentos ultraprocessados, ricos em gorduras saturadas que fazem o alimento durar mais.<\/p>\n<p>Estudo realizado no OCRC mostrou que essa altera\u00e7\u00e3o no padr\u00e3o alimentar tem\u00a0<b><a href=\"http:\/\/agencia.fapesp.br\/estudo_feito_na_unicamp_permite_tracar_o_roteiro_da_obesidade\/26184\/\" target=\"_blank\"><i>consequ\u00eancias na regi\u00e3o cerebral<\/i><\/a><\/b>\u00a0que regula a fome. \u201cMostramos que a ingest\u00e3o de gordura saturada gera uma inflama\u00e7\u00e3o no hipot\u00e1lamo, a regi\u00e3o do c\u00e9rebro que controla a saciedade, e os neur\u00f4nios come\u00e7am a n\u00e3o regular tanto a fome\u201d, disse Velloso.<\/p>\n<p>A boa not\u00edcia \u00e9 que essa inflama\u00e7\u00e3o pode ser revertida. \u201cDa mesma forma que o \u00e1cido graxo saturado inflama, o insaturado reverte\u201d, disse.<\/p>\n<p>Os especialistas destacaram que o fato de aumentar o consumo de gorduras saturadas e de a\u00e7\u00facar e a redu\u00e7\u00e3o na ingest\u00e3o de fibras explica essa epidemia de obesidade.<\/p>\n<p>\u201cNa obesidade, individualmente, a gen\u00e9tica \u00e9 importante, mas fica dif\u00edcil explicar essa epidemia global com uma causa gen\u00e9tica. A epidemia \u00e9 atribu\u00edda a um fator ambiental, essa abund\u00e2ncia de alimentos. A atividade f\u00edsica se modificou [reduziu] nos anos 1960 e a epidemia come\u00e7ou nos anos 1980\u201d, disse Monteiro.<\/p>\n<p>Os participantes do programa destacaram que h\u00e1 muitos fatores associados \u00e0 obesidade. \u201cPredisposi\u00e7\u00e3o todos t\u00eam, mas quem vai puxar o gatilho para a obesidade \u00e9 o ambiente\u201d, disse Sophie Deram.<\/p>\n<p>Ela lembrou ainda que h\u00e1 uma forte quest\u00e3o comportamental associada \u00e0 obesidade. \u201cEstamos sempre buscando o vil\u00e3o da obesidade. Essa busca levou a uma confus\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es. Para a academia, \u00e9 importante saber, mas para a popula\u00e7\u00e3o fica dif\u00edcil saber quando o ovo \u00e9 bom ou ruim, por exemplo. Isso gera uma infinidade de dietas restritivas que, no fim, v\u00e3o alterar a percep\u00e7\u00e3o de fome do indiv\u00edduo\u201d, disse.<\/p>\n<p>Tanto que, de acordo com Deram, a grande maioria das pessoas que fazem dieta retorna ao peso inicial depois de dois anos. \u201cN\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o de empenho. \u00c9 o c\u00e9rebro que controla tudo, inclusive a saciedade. Ele reage ao estresse da dieta restritiva e liga um mecanismo de adapta\u00e7\u00e3o que aumenta o apetite e diminui o metabolismo. Por isso n\u00e3o d\u00e1 certo\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para Velloso, os programas contra a obesidade precisam trabalhar o comportamento. \u201cEm vez de enfatizar a perda de peso, enfatizar a manuten\u00e7\u00e3o do peso e a qualidade de vida\u201d, disse.<\/p>\n<p>O coordenador do OCRC explicou que existem dois tipos de fome: a homeost\u00e1tica e a hed\u00f4nica. A primeira est\u00e1 relacionada ao hipot\u00e1lamo e serve como um alerta para a baixa de energia. J\u00e1 a segunda est\u00e1 ligada ao sistema l\u00edmbico e \u00e0s emo\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cFazer dieta restritiva aumenta a vontade da fome hed\u00f4nica. Vimos isso em ratos que, quando acabam a dieta, buscam ingerir gordura\u201d, disse Deram.<\/p>\n<p>Assista ao programa na \u00edntegra:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/-7htACAjApA\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><b>Obesidade infantil<\/b><\/p>\n<p>A obesidade \u00e9 vista como um fator de risco para diversas outras doen\u00e7as, como o diabetes, a hipertens\u00e3o, doen\u00e7as cardiovasculares e alguns tipos de c\u00e2ncer. A associa\u00e7\u00e3o da obesidade com essas doen\u00e7as a torna uma doen\u00e7a com um aspecto maior ainda de comprometimento da sa\u00fade do indiv\u00edduo.<\/p>\n<p>\u201cPequenos ganhos de peso acarretam grandes riscos de desenvolver diabetes e outras doen\u00e7as. Portanto quando se fala em obesidade estamos falando de m\u00faltiplas doen\u00e7as\u201d, disse Velloso.<\/p>\n<p>No Brasil, os dados de obesidade infantil s\u00e3o surpreendentes. H\u00e1 45 anos um ter\u00e7o das crian\u00e7as sofria de desnutri\u00e7\u00e3o infantil. Hoje, um ter\u00e7o das crian\u00e7as tem sobrepeso ou obesidade. \u201cIsso n\u00e3o tem uma explica\u00e7\u00e3o clara. mas \u00e9 um problema grave, pois as crian\u00e7as j\u00e1 desde muito pequenas v\u00e3o fazer dietas com restri\u00e7\u00e3o, ter\u00e3o insatisfa\u00e7\u00e3o com o pr\u00f3prio corpo. Isso afeta muito a inf\u00e2ncia\u201d, disse Deram.<\/p>\n<p>A obesidade infantil ocorre justamente na fase da vida em que h\u00e1 o maior gasto energ\u00e9tico, usado para o crescimento da crian\u00e7a. \u201cO ambiente mudou tanto que at\u00e9 as crian\u00e7as sucumbiram. Para ter uma ideia, uma refei\u00e7\u00e3o tradicional tem em m\u00e9dia 1,4 Kcal\/grama. J\u00e1 um\u00a0<i>fast food<\/i>\u00a0tem 3 Kcal\/grama. A mudan\u00e7a no ambiente alimentar \u00e9 absurda\u201d, disse Monteiro.<\/p>\n<p>Velloso ressalta o aspecto do tempo na obesidade. \u201cQuanto mais tempo a crian\u00e7a permanecer obesa, mais dif\u00edcil ser\u00e1 voltar ao peso e mais ela vai desenvolver doen\u00e7as\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para Monteiro, \u00e9 preciso que os alimentos ultraprocessados sejam tratados como o tabaco e a bebida alco\u00f3lica. \u201cN\u00e3o estou falando em proibir, mas em restringir o marketing\u201d, disse.<\/p>\n<p>Ele ressaltou que o custo da obesidade no Brasil \u00e9 de 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto menos de 1% do PIB \u00e9 gasto em ci\u00eancia. \u201cDo ponto de vista da carga de doen\u00e7a no Brasil, a obesidade \u00e9 o primeiro fator. \u00c9 muito mais que o tabagismo, por exemplo. \u00c9 poss\u00edvel economizar recursos e o sofrimento, mas para isso \u00e9 preciso haver pol\u00edticas p\u00fablicas\u201d, disse.<\/p>\n<p>Entre as medidas destacadas pelo pesquisador estavam: imposto de alimentos ultraprocessados, restri\u00e7\u00e3o de propaganda e rotulagem nutricional como \u00e9 feita no Chile, que destaca os riscos dos alimentos.<\/p>\n<p>O programa na \u00edntegra pode ser assistido em:\u00a0<b><a href=\"https:\/\/youtu.be\/-7htACAjApA\" target=\"_blank\">https:\/\/youtu.be\/-7htACAjApA<\/a><\/b><\/p>\n<p><b>P\u00fablico ampliado<\/b><\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo programa de TV\u00a0<b>Ci\u00eancia Aberta<\/b>\u00a0ser\u00e1 no dia 8 de maio com o tema \u201cMudan\u00e7as Clim\u00e1ticas\u201d. A proposta do programa \u00e9 apresentar ao p\u00fablico grandes temas em discuss\u00e3o na atualidade em uma linguagem simples e \u00e1gil para estimular a participa\u00e7\u00e3o de jovens pesquisadores, estudantes e p\u00fablico interessado \u2013 levando ao conhecimento da sociedade as pesquisas apoiadas pela FAPESP, bem como o interc\u00e2mbio e a divulga\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia produzida no Estado de S\u00e3o Paulo e no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cCom o programa, esperamos responder \u00e0 inquieta\u00e7\u00e3o de que o que os cientistas fazem \u00e9 incompreens\u00edvel e mostrar que n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 compreens\u00edvel como pode beneficiar as pessoas. A s\u00e9rie ser\u00e1 uma maneira de os cientistas se comunicarem mais com a sociedade\u201d, disse Jos\u00e9 Goldemberg, presidente da FAPESP.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o conjunta do programa Ci\u00eancia Aberta faz parte de um acordo entre a FAPESP e a\u00a0<i>Folha de S.Paulo<\/i>, que inclui tamb\u00e9m publica\u00e7\u00e3o de reportagens da\u00a0<b>Ag\u00eancia FAPESP<\/b>, em portugu\u00eas, ingl\u00eas e espanhol, nas edi\u00e7\u00f5es impressas e on-line da Folha (<b><a href=\"http:\/\/www1.folha.uol.com.br\/especial\/2018\/agencia-fapesp\/\" target=\"_blank\">www1.folha.uol.com.br\/especial\/2018\/agencia-fapesp\/<\/a><\/b>).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade estima que 1,9 bilh\u00e3o de adultos tenham sobrepeso, sendo 600<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":82824,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/obesidade.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/obesidade-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/obesidade-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/obesidade.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/obesidade.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/obesidade.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/obesidade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/obesidade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/obesidade.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/04\/obesidade.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade estima que 1,9 bilh\u00e3o de adultos tenham sobrepeso, sendo 600","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82823"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82823"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82823\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/82824"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82823"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82823"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82823"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}