{"id":82522,"date":"2018-03-31T00:00:59","date_gmt":"2018-03-31T03:00:59","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=82522"},"modified":"2018-03-31T14:59:30","modified_gmt":"2018-03-31T17:59:30","slug":"instituto-alerta-para-invasao-de-capital-chines-por-terras-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/instituto-alerta-para-invasao-de-capital-chines-por-terras-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Instituto alerta para \u2018invas\u00e3o\u2019 de capital chin\u00eas por terras na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/envolverde.cartacapital.com.br\/wp-content\/uploads\/amazonia-devasta%C3%A7%C3%A3o.jpg\" width=\"640\" height=\"425\" \/><\/p>\n<p>Por Maur\u00edcio Angelo<\/p>\n<p>Entre 2012 e 2017, o PIB per capita da China cresceu 48% enquanto o brasileiro ficou estagnado. Esse crescimento potencializa a demanda chinesa por soja, milho e carne, entre outros produtos em que a China \u00e9 um dos principais importadores, e aumenta o interesse estrat\u00e9gico em terras cultiv\u00e1veis. Em 2016, o Brasil exportou US$ 37,4 bilh\u00f5es em produtos para a China.<\/p>\n<p>Para Song Yang, c\u00f4nsul geral da China em S\u00e3o Paulo, \u201ca China e o Brasil s\u00e3o altamente complementares\u201d. A capacidade brasileira de entregar uma oferta est\u00e1vel de produtos em que a China tem escassez \u2013 como soja e produtos l\u00e1cteos \u2013 faz com que os dois pa\u00edses sejam \u201cirm\u00e3os g\u00eameos\u201d. Na vis\u00e3o dos chineses, claro.<\/p>\n<p>Em um investimento importante anunciado no fim de 2017, na esteira das v\u00e1rias aquisi\u00e7\u00f5es de empresas brasileiras por chineses, o grupo chin\u00eas Citic Agri Fund Management comprou a opera\u00e7\u00e3o de sementes de milho da Dow AgroSciences Sementes e Biotecnologia Brasil por US$ 1,1 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>A nova empresa, rebatizada de LP Sementes, j\u00e1 surge com cerca de 20% do mercado nacional de sementes de milho \u2013 terceira no ranking \u2013 e com planos ambiciosos para ir al\u00e9m. A Yuan LongPing High-tech Agriculture \u2013 subsidi\u00e1ria do Citic Agri Fund \u2013 \u00e9 a l\u00edder de mercado de sementes na China e l\u00edder global de sementes de arroz h\u00edbrido. Com a compra, ter\u00e1 acesso total ao banco de germoplasma de milho brasileiro e \u00e0 marca Morgan.<\/p>\n<p>Os planos de expans\u00e3o incluem a busca de novos mercados na Am\u00e9rica Latina e a promessa de trazer sementes de arroz h\u00edbrido para o Brasil. O gerente geral do fundo chin\u00eas, Shi Liang, n\u00e3o fez rodeios: \u201cno Brasil, desejamos investir cada vez mais na biotecnologia, e estamos apenas no come\u00e7o\u201d, declarou. Hoje, a China j\u00e1 \u00e9 o maior importador dos produtos agr\u00edcolas brasileiros, com 24,5% do total.<\/p>\n<p>Em 2016, a Hunan Dakang Pasture Farming, unidade do grupo chin\u00eas Shanghai Pengxin Group, investiu cerca de US$ 200 milh\u00f5es na aquisi\u00e7\u00e3o de 57% das a\u00e7\u00f5es da trading e processadora de gr\u00e3os brasileira Fiagril Ltda. O investimento tem como principal interesse a \u00e1rea de soja e milho e est\u00e1 localizado em Lucas do Rio Verde, Mato Grosso. \u201cIsso marca a estrat\u00e9gia chinesa de compra de tradings menores no exterior com vistas a ter maior controle sobre o escoamento de produtos agr\u00edcolas, sobretudo gr\u00e3os, para a China\u201d, afirma o relat\u00f3rio \u201cInvestimentos Chineses no Brasil 2016\u201d do Conselho Empresarial Brasil-China.<\/p>\n<p>A soja brasileira, outro expoente do segmento, alcan\u00e7ou 50,9 milh\u00f5es de toneladas exportadas para a China no acumulado de 2017, alta de 33,3% em rela\u00e7\u00e3o a 2016. Em valores, a soja gerou receita de US$ 25,718 bilh\u00f5es, alta de 34,1% em rela\u00e7\u00e3o a 2016.<\/p>\n<p>O Brasil \u00e9 respons\u00e1vel por cerca de 60% das importa\u00e7\u00f5es totais de soja pela China, o maior importador global do produto. No total, a safra 2016\/2017 de soja brasileira chegou a 114 milh\u00f5es de toneladas. Em um contexto mais amplo, o embarque total do agroneg\u00f3cio brasileiro para a China aumentou expressivos 577% de 2005 a 2016. Em nenhum outro mercado agr\u00edcola no qual o Brasil tem relev\u00e2ncia como exportador h\u00e1 um grau de depend\u00eancia t\u00e3o elevado.<\/p>\n<p>A carne bovina acompanha. Em 2016, a China importou 736.576 toneladas de carne \u2013 atr\u00e1s apenas de Hong Kong \u2013 um total de 1,75 bilh\u00e3o de d\u00f3lares. Com um consumo ainda m\u00f3dico frente a outros pa\u00edses, o chin\u00eas come hoje 4,07 quilos de carne por habitante\/ano. Mas a tend\u00eancia \u00e9 de inequ\u00edvoco crescimento: entre os anos 2000 e 2017 a alta acumulada \u00e9 de 39,3% ou cerca de 2,0% ao ano, em m\u00e9dia. No total, o consumo per capita de carne chin\u00eas ultrapassou os 50 quilos anuais.<\/p>\n<p>E o crescimento da popula\u00e7\u00e3o urbana no pa\u00eds, de cerca de 20 milh\u00f5es de pessoas ao ano, refor\u00e7a a tend\u00eancia, j\u00e1 que moradores de cidades tendem a comer mais carne.<\/p>\n<p>N\u00e3o bastasse isso, a \u00c1sia emergente est\u00e1 comendo mais carne de frango e de porco, e a soja que confere m\u00fasculos \u00e0s aves e su\u00ednos se espalhou pelas fazendas do planeta em ritmo mais r\u00e1pido que o de qualquer outra safra, cobrindo \u00e1rea 28% maior do que a ocupada uma d\u00e9cada atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Nos pr\u00f3ximos 10 anos, a soja ter\u00e1 \u00e1rea plantada superior a um bilh\u00e3o de hectares (10 milh\u00f5es de quil\u00f4metros quadrados) em todo o mundo, com expans\u00e3o maior que a cevada, milho, arroz, sorgo e trigo, de acordo com proje\u00e7\u00f5es do Departamento da Agricultura dos Estados Unidos, mostra reportagem especial do Financial Times.<\/p>\n<p>O jornal lembra que o triunfo da soja depende da China. As importa\u00e7\u00f5es da safra pelo pa\u00eds triplicaram nos 10 \u00faltimos anos, para um total estimado em 93 milh\u00f5es de toneladas no ano que vem, o equivalente a 66 quilos de soja por habitante\/ano. Proje\u00e7\u00f5es mostram que esse n\u00famero pode chegar a 121 milh\u00f5es de toneladas de soja ao ano, dentro de uma d\u00e9cada, mais de 30% acima do total atual.<\/p>\n<p>Com o custo dom\u00e9stico de produ\u00e7\u00e3o de soja muito alto, a China produz somente 15 milh\u00f5es de toneladas anuais. Sabiamente, a China pro\u00edbe o uso de soja geneticamente modificada em alimentos de consumo di\u00e1rio. Mas a restri\u00e7\u00e3o n\u00e3o se aplica \u00e0 soja usada para ra\u00e7\u00e3o animal e para a produ\u00e7\u00e3o de \u00f3leo de cozinha, e por isso os insumos usados nessas atividades hoje v\u00eam principalmente de safras estrangeiras com tra\u00e7os alterados por bioengenharia \u2013 do qual o Brasil \u00e9 disparado o principal fornecedor.<\/p>\n<p>Soja, carne e min\u00e9rio de ferro s\u00e3o os principais vetores de expans\u00e3o da fronteira agromineral, desmatamento, conflitos fundi\u00e1rios e viol\u00eancia no campo, especialmente nos estados da Amaz\u00f4nia Legal e no Matopiba (fronteira entre Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed e Bahia).<\/p>\n<p>O rebanho bovino na Amaz\u00f4nia Legal saltou de 37 milh\u00f5es de cabe\u00e7as em 1995 \u2013 equivalente a 23% do total nacional \u2013 para 85 milh\u00f5es em 2016, cerca de 40%. A pecu\u00e1ria para a cria\u00e7\u00e3o de gado \u00e9 a atividade que mais contribui para o desmatamento na Amaz\u00f4nia, ocupando 65% da \u00e1rea desmatada, afirma um estudo recente do Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia).<\/p>\n<p>Em 2016, o Brasil desmatou 7.893 km2 na Amaz\u00f4nia e, no ano anterior, 6.207 km2. A taxa ainda \u00e9 muito mais alta do que a meta proposta pelo pr\u00f3prio governo, em 2009, de chegar a 3,5 mil km2 em 2020. Com isso, tamb\u00e9m fica em xeque a capacidade do pa\u00eds de cumprir sua parte no Acordo de Paris, compromisso global de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00e3o de gases estufa: s\u00e3o mais 330 milh\u00f5es de toneladas de CO2 emitidos pelo desmatamento em 2017, quando dever\u00edamos reduzir de 36% a 39% essas emiss\u00f5es at\u00e9 2020, em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis de 1990.<\/p>\n<p>Compra de terras por estrangeiros \u00e9 ponto chave<br \/>\nUm fator preponderante que pode potencializar muito o apetite chin\u00eas para a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola no Brasil \u00e9 a autoriza\u00e7\u00e3o da compra dessas terras por estrangeiros, hoje travado por um parecer de 2010 da Advocacia-Geral da Uni\u00e3o (AGU), que veta essas aquisi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O governo Temer tem encaminhado um projeto que libera a compra de at\u00e9 100 mil hectares de terras brasileiras por multinacionais \u2013 e esse total pode chegar a 200 mil hectares por meio de arrendamento. A expectativa era de que o projeto fosse votado ano passado, mas permanece na gaveta at\u00e9 o momento.<\/p>\n<p>Para se ter uma ideia, 100 mil hectares correspondem a cerca de 1 mil quil\u00f4metros quadrados ou tr\u00eas vezes a \u00e1rea de uma cidade grande como Belo Horizonte. Atualmente, mais de tr\u00eas milh\u00f5es de hectares de terras brasileiras j\u00e1 est\u00e3o nas m\u00e3os de 20 grupos estrangeiros, uma m\u00e9dia de 137 mil hectares por grupo, segundo dados da ONG canadense Grain.<\/p>\n<p>Para Charles Tang, presidente da C\u00e2mara Brasil China, h\u00e1 grande interesse de investidores orientais pela compra de terras no Brasil para produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Segundo ele, os chineses poderiam j\u00e1 ter investido cerca de 90 bilh\u00f5es de d\u00f3lares no pa\u00eds se fossem liberados para comprar terras. Entretanto, mesmo que a legisla\u00e7\u00e3o permane\u00e7a como est\u00e1, com restri\u00e7\u00f5es \u2013 muitas vezes burladas \u2013 o interesse dos chineses pelo agroneg\u00f3cio brasileiro \u00e9 crescente e n\u00e3o deve diminuir. \u201cEles t\u00eam muito acesso a capital e mais de 1,3 bilh\u00e3o de bocas para alimentar\u201d, lembrou Tang, em refer\u00eancia \u00e0 popula\u00e7\u00e3o chinesa.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que pensa o senso comum, a China tem uma disponibilidade de terras ar\u00e1veis e de recursos h\u00eddricos bem abaixo da m\u00e9dia mundial, lembra o relat\u00f3rio \u201cO Agroneg\u00f3cio Brasileiro: China e Com\u00e9rcio Internacional\u201d, da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV). Indicando cerca de 9,6 milh\u00f5es de km de \u00e1rea, o censo mais recente das terras ar\u00e1veis na China registrou cerca de 135,2 milh\u00f5es de hectares de terras agr\u00edcolas, 14,3% do territ\u00f3rio nacional. Contudo, subtraindo-se as \u00e1reas reservadas para a restitui\u00e7\u00e3o de florestas e pastagens, bem como os terrenos considerados impr\u00f3prios (polu\u00eddos) para o cultivo, a extens\u00e3o das terras realmente agricult\u00e1veis fica apenas pouco acima do n\u00edvel m\u00ednimo defendido pelo governo, 120 milh\u00f5es de hectares, o que equivale a menos de 0,1 hectare per capita, ou 40% da m\u00e9dia mundial.<\/p>\n<p>Esse percentual continua diminuindo devido \u00e0 expans\u00e3o r\u00e1pida da urbaniza\u00e7\u00e3o, \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o do solo, ao uso excessivo de fertilizantes, bem como por conta dos in\u00fameros problemas ambientais, tais como: inunda\u00e7\u00f5es, eros\u00e3o do solo e desertifica\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, a popula\u00e7\u00e3o da China continuar\u00e1 a crescer at\u00e9 cerca de 2030. Com isso, estima-se que, em 2050, a demanda total de terras ar\u00e1veis supere a oferta em mais de 12%. Al\u00e9m das restri\u00e7\u00f5es de terras pr\u00f3prias para o cultivo, a escassez e a polui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua tamb\u00e9m podem limitar a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os no futuro.<\/p>\n<p>Apesar de a China ser dotada da quarta maior oferta total de recursos h\u00eddricos no mundo, a quantidade per capita era de 2.059m em 2013, ou um quarto da m\u00e9dia global. De acordo com a World Wildlife Fund (WWF), 13% dos lagos da China desapareceram nos \u00faltimos 40 anos, assim como metade de suas zonas \u00famidas costeiras. Entre as principais causas, podem-se citar: a grande demanda gerada pela agricultura, o processo de industrializa\u00e7\u00e3o e urbaniza\u00e7\u00e3o, a distribui\u00e7\u00e3o desigual dos recursos h\u00eddricos e o alto n\u00edvel de poluentes depostos nas reservas h\u00eddricas.<\/p>\n<p>A falta de \u00e1gua j\u00e1 afeta seriamente a produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, em especial nas regi\u00f5es \u00e1ridas e semi\u00e1ridas da plan\u00edcie do norte da China, \u00e1rea potencial para a expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os no futuro. Al\u00e9m da escassez, problemas com o sistema de irriga\u00e7\u00e3o poder\u00e3o complicar a capacidade produtiva do agroneg\u00f3cio, pois a China usa tanto os rios como os aqu\u00edferos subterr\u00e2neos para irrigar suas planta\u00e7\u00f5es. Metade das terras cultivadas \u00e9 irrigada e produz cerca de 75% dos cereais e mais de 90% da produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o, de frutas, de legumes e de outros produtos agr\u00edcolas. O Banco Mundial, no entanto, estima que, ao ritmo atual de explora\u00e7\u00e3o, os aqu\u00edferos no norte do pa\u00eds podem secar em menos de 30 anos.<\/p>\n<p>As consequ\u00eancias disso e a busca chinesa por terras e recursos fora do seu pa\u00eds podem ser tr\u00e1gicas tamb\u00e9m para o Brasil. Por exemplo, na Amaz\u00f4nia brasileira, cada quil\u00f4metro de estrada legal aberta \u00e9 frequentemente acompanhado por tr\u00eas quil\u00f4metros de estradas ilegais. Esse fluxo intensificado e mais r\u00e1pido, por si s\u00f3, j\u00e1 traz consequ\u00eancias terr\u00edveis para a flora e fauna nativas, al\u00e9m, claro, dos impactos socioambientais para as cidades e comunidades atingidas. Estima-se que o desmatamento da Amaz\u00f4nia aumentar\u00e1 950 mil hectares at\u00e9 2032 devido aos projetos rodovi\u00e1rios j\u00e1 em andamento.<\/p>\n<p>Maur\u00edcio Angelo \u00e9 jornalista e escritor e participa do Inesc \u2013 Instituto de Estudos Socioecon\u00f4micos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Maur\u00edcio Angelo Entre 2012 e 2017, o PIB per capita da China cresceu 48%<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Maur\u00edcio Angelo Entre 2012 e 2017, o PIB per capita da China cresceu 48%","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82522"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82522"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82522\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82522"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82522"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82522"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}