{"id":82428,"date":"2018-03-30T12:00:25","date_gmt":"2018-03-30T15:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=82428"},"modified":"2018-03-30T11:09:39","modified_gmt":"2018-03-30T14:09:39","slug":"estudante-confirma-que-sugere-existencia-de-tubos-de-plasma-flutuando-sobre-a-terra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudante-confirma-que-sugere-existencia-de-tubos-de-plasma-flutuando-sobre-a-terra\/","title":{"rendered":"Estudante confirma que sugere exist\u00eancia de tubos de plasma flutuando sobre a Terra"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/tubos_plasma.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-82432\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/tubos_plasma-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/tubos_plasma-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/tubos_plasma.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Cleo Loi, uma estudante de gradua\u00e7\u00e3o Universidade de Sydney, na Austr\u00e1lia, conseguiu confirmar uma teoria de 60 anos sobre a estrutura dos campos magn\u00e9ticos que cercam a Terra. Ela inventou uma maneira de ver a magnetosfera terrestre em tr\u00eas dimens\u00f5es, o que permitiu a visualiza\u00e7\u00e3o de gigantes tubos de plasma flutuando sobre nosso planeta, de acordo com informa\u00e7\u00f5es da Science Alert.<\/p>\n<p>O Sol emite um fluxo constante de part\u00edculas carregadas que s\u00e3o complementadas pela a\u00e7\u00e3o de raios c\u00f3smicos oriundos de fontes como as supernovas. Ent\u00e3o, \u00e0 medida que essas part\u00edculas se aproximam da Terra, seus caminhos s\u00e3o alterados pelo nosso campo magn\u00e9tico, sendo desviados ou enviados aos polos, causando as chamadas auroras.<\/p>\n<figure id=\"attachment_37328\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 650px;\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-37328 \" src=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/menina-australiana_1.jpg\" sizes=\"(max-width: 645px) 100vw, 645px\" srcset=\"http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/menina-australiana_1.jpg 645w, http:\/\/www.jornalciencia.com\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/menina-australiana_1-300x169.jpg 300w\" alt=\"menina-australiana_1\" width=\"640\" height=\"360\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Cleo Loi<\/figcaption><\/figure>\n<p>Esta regi\u00e3o, conhecida como magnetosfera, inclui tamb\u00e9m a ionosfera e plasmafera. Embora pouco saibamos sobre a estrutura destas regi\u00f5es, elas s\u00e3o respons\u00e1veis por interferir em sistemas de navega\u00e7\u00e3o por sat\u00e9lite e imagens recebidas de radiotelesc\u00f3pios. Logo, uma melhor compreens\u00e3o destas seria essencial.<\/p>\n<p>Enquanto realizava seu projeto, Loi percebeu que poderia usar o radiotelesc\u00f3pio Murchison Widefield Array (MWA) para investigar tais regi\u00f5es, mas de uma maneira nunca antes feita. O radiotelesc\u00f3pio MWA \u00e9 um precursor do Square Kilometer Array (SKA), e acredita-se que em breve ele possa mudar o curso da radioastronomia. Ele \u00e9 composto por 128 antenas espalhadas por uma extens\u00e3o de tr\u00eas quil\u00f4metros.<\/p>\n<p>A estudante ent\u00e3o sugeriu que, ao dividir as observa\u00e7\u00f5es entre os extremos oriental e ocidental da matriz, conseguiria algo equivalente a vis\u00e3o binocular, permitindo-nos ver em tr\u00eas dimens\u00f5es. \u00a0O trabalho regular do MWA n\u00e3o permite uma linha de base de tr\u00eas quil\u00f4metros, uma vez que impossibilita a paralaxe necess\u00e1ria para se ver em profundidade. No entanto, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente quando nos aproximamos da Terra.<\/p>\n<p>O que Loi conseguiu detectar foi uma s\u00e9rie de tubos de plasma de alta e baixa densidade, conectados a ionosfera e plasmafera que correm de forma paralela em rela\u00e7\u00e3o ao campo magn\u00e9tico.<\/p>\n<p>\u201c<em>N\u00f3s medimos sua posi\u00e7\u00e3o para cerca de 600 km acima do solo, na ionosfera superior, e eles parecem continuar para cima, na plasmafera<\/em>\u201d, explicou a estudante. \u201c<em>\u00c9 algo em torno de onde a atmosfera neutra termina e entra em transi\u00e7\u00e3o para o plasma do espa\u00e7o exterior<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Segundo ela, os tubos se movem lentamente com o tempo, de modo que os telesc\u00f3pios experimentam efeitos de interfer\u00eancia. Ela afirmou ainda que, embora existam sondagens similares sobre o assunto, elas s\u00e3o limitadas, uma vez que ningu\u00e9m, em seu conhecimento, havia aplicado a paralaxe ao problema.<\/p>\n<p>\u201c<em>As pessoas teorizaram algo como isso a partir de observa\u00e7\u00f5es de um tipo de onda eletromagn\u00e9tica de baixa frequ\u00eancia<\/em>\u201d, disse. \u201c<em>Podemos detectar rel\u00e2mpagos de outro hemisf\u00e9rio e as pessoas conclu\u00edram que deve haver tubos de plasma orientando o sinal. \u00c9 uma conclus\u00e3o muito indireta, e ningu\u00e9m tinha ideia de como eram esses tubos<\/em>\u201c.<\/p>\n<p>A jovem afirmou ainda ter ficado espantada com a quantidade de tubos que o enorme campo do MWA revelou. \u201c<em>N\u00e3o h\u00e1 planos para usar o SKA para estudar a ionosfera, mas espero que com a publicidade deste trabalho possamos mudar isso<\/em>\u201d, concluiu.<\/p>\n<p>Os resultados do estudo foram publicados na revista\u00a0<a href=\"http:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1002\/2015GL063699\/abstract\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Geophysical Research Letters<\/a>.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ymZEOihlIdU\" width=\"640\" height=\"400\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cleo Loi, uma estudante de gradua\u00e7\u00e3o Universidade de Sydney, na Austr\u00e1lia, conseguiu confirmar uma teoria<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":82432,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/tubos_plasma.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/tubos_plasma-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/tubos_plasma-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/tubos_plasma.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/tubos_plasma.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/tubos_plasma.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/tubos_plasma.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/tubos_plasma.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/tubos_plasma.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/tubos_plasma.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Cleo Loi, uma estudante de gradua\u00e7\u00e3o Universidade de Sydney, na Austr\u00e1lia, conseguiu confirmar uma teoria","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82428"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82428"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82428\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/82432"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82428"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82428"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82428"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}