{"id":82253,"date":"2018-03-26T14:17:23","date_gmt":"2018-03-26T17:17:23","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=82253"},"modified":"2018-03-26T14:17:23","modified_gmt":"2018-03-26T17:17:23","slug":"perda-de-biodiversidade-ameaca-bem-estar-das-geracoes-atuais-e-futuras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/perda-de-biodiversidade-ameaca-bem-estar-das-geracoes-atuais-e-futuras\/","title":{"rendered":"Perda de biodiversidade amea\u00e7a bem-estar das gera\u00e7\u00f5es atuais e futuras"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/biodiversidade-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-82254\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/biodiversidade-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/biodiversidade-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/biodiversidade-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Os habitantes das Am\u00e9ricas t\u00eam acesso a tr\u00eas vezes mais benef\u00edcios oferecidos pela natureza do que a m\u00e9dia global dos cidad\u00e3os, por\u00e9m, a maioria dos pa\u00edses da grande regi\u00e3o que vai do polo Norte ao Sul est\u00e1 fazendo uso desses recursos de forma insustent\u00e1vel \u2013 excedendo a capacidade dos ecossistemas de se renovar e promover qualidade de vida.<\/p>\n<p>As Am\u00e9ricas abrigam 13% da popula\u00e7\u00e3o mundial e 7 dos 17 pa\u00edses mais biodiversos do planeta. Al\u00e9m disso, det\u00eam 40% da capacidade dos ecossistemas mundiais de produzir materiais que podem ser consumidos pelos humanos. Por outro lado, produzem quase um quarto da pegada ecol\u00f3gica global (quantidade de recursos que necess\u00e1ria para sustentar a popula\u00e7\u00e3o humana atual) e os recursos naturais est\u00e3o distribu\u00eddos de forma muito desigual entre os habitantes do grande continente.<\/p>\n<p>Tal desequil\u00edbrio tem um impacto mensur\u00e1vel. A comparar a biodiversidade atual da regi\u00e3o com a existente no in\u00edcio da coloniza\u00e7\u00e3o europeia, estima-se que em m\u00e9dia as popula\u00e7\u00f5es de 31% das esp\u00e9cies americanas em uma dada \u00e1rea sofreram decl\u00ednio \u2013 n\u00famero j\u00e1 considerado alto e que pode chegar a 40% at\u00e9 2050.<\/p>\n<p>O alerta foi feito por especialistas da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Servi\u00e7os Ecossist\u00eamicos (IPBES) em Medell\u00edn, na Col\u00f4mbia, onde ocorre at\u00e9 o dia 27 de mar\u00e7o a sexta Reuni\u00e3o Plen\u00e1ria da entidade.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio sobre o status atual da Biodiversidade e dos Servi\u00e7os Ecossist\u00eamicos nas Am\u00e9ricas foi um dos quatro relat\u00f3rios regionais lan\u00e7ados na sexta-feira (23\/03) pela IPBES \u2013 os outros foram focados em \u00c1frica, Europa\/\u00c1sia Central e \u00c1sia\/Pac\u00edfico. Tamb\u00e9m foram divulgados quatro sum\u00e1rios para tomadores de decis\u00e3o com os principais achados dos documentos.<\/p>\n<p>\u201cO Brasil foi um dos pa\u00edses com maior protagonismo na elabora\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico das Am\u00e9ricas. Al\u00e9m da minha participa\u00e7\u00e3o como um dos tr\u00eas coordenadores gerais, quatro dos seis cap\u00edtulos do relat\u00f3rio contaram com a co-coordena\u00e7\u00e3o de brasileiros. Ao todo, entre autores principais e colaboradores, h\u00e1 mais de 30 pessoas do nosso pa\u00eds envolvidas\u201d, destacou\u00a0<b><a href=\"http:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/61701\/\" target=\"_blank\">Cristiana Sim\u00e3o Seixas<\/a><\/b>, pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do diagn\u00f3stico regional das Am\u00e9ricas ao lado do canadense Jake Rice e da argentina Maria Elena Zaccagnini.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de Seixas, h\u00e1 outros cinco membros do Programa BIOTA- FAPESP no rol de autores do relat\u00f3rio regional:\u00a0<b><a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/8698\" target=\"_blank\">Jean Pierre Ometto<\/a><\/b>,\u00a0<b><a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/48006\" target=\"_blank\">Juliana Sampaio Farinaci<\/a>,<\/b>\u00a0<b><a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/288\" target=\"_blank\">Jean Paul Metzger,<\/a><\/b>\u00a0<b><a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/293\/\" target=\"_blank\">Ricardo Ribeiro Rodrigues<\/a><\/b>\u00a0e\u00a0<b><a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/283\" target=\"_blank\">Carlos Alfredo Joly<\/a><\/b>. Este \u00faltimo, como membro do Painel Multidisciplinar de Especialistas (MEP) da IPBES, ajudou a elaborar as diretrizes que guiaram a elabora\u00e7\u00e3o dos quatro diagn\u00f3sticos regionais.<\/p>\n<p>\u201cTodos est\u00e3o tamb\u00e9m \u00e0 frente da Plataforma Brasileira de Biodiversidade e Servi\u00e7os Ecossist\u00eamicos (<b><a href=\"http:\/\/www.bpbes.net.br\/\" target=\"_blank\">BPBES<\/a><\/b>), aplicando a experi\u00eancia rec\u00e9m adquirida no diagn\u00f3stico das Am\u00e9ricas na elabora\u00e7\u00e3o do Diagn\u00f3stico Brasileiro de Biodiversidade e Servi\u00e7os Ecossist\u00eamicos, que dever\u00e1 ser lan\u00e7ado em julho durante a 70\u00aa Reuni\u00e3o Anual da Sociedade Brasileira para Progresso da Ci\u00eancia (SBPC), em Natal\u201d, ressaltou Joly.<\/p>\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o do cientista, que tamb\u00e9m coordena o Programa BIOTA, o Brasil \u00e9 \u201csem d\u00favida\u201d um dos pa\u00edses americanos que fazem uso dos recursos naturais de forma mais intensiva que o desej\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cDesde o descobrimento nossa economia \u00e9 extrativista, e a expans\u00e3o do agroneg\u00f3cio segue nesta linha. O foco hoje \u00e9 o Cerrado da regi\u00e3o denominada Matopiba: Maranh\u00e3o, Tocantins, Piau\u00ed, Bahia. Embora produzam alimentos, g\u00eanero de primeira necessidade, e contribuam enormemente para a balan\u00e7a comercial do pa\u00eds, o fazem de forma predat\u00f3ria\u201d, disse Joly.<\/p>\n<p>Para o coordenador do BIOTA-FAPESP, em vez de simplesmente expandir as \u00e1reas ocupadas pela soja ou pelo gado, deveria se pensar em uma paisagem multifuncional, com extensas \u00e1reas agr\u00edcolas, entremeadas por \u00e1reas de vegeta\u00e7\u00e3o nativa (Reserva Legal, por exemplo) e conectadas por largas faixas de matas ciliares (\u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente).<\/p>\n<p>\u201cTodos sairiam ganhando: seria poss\u00edvel manter boas popula\u00e7\u00f5es de polinizadores, que aumentariam a quantidade e a qualidade dos gr\u00e3os de soja; manter uma melhor recarga de aqu\u00edferos, principalmente nas \u00e1reas de Cerrado, evitando a necessidade de racionamento; manter a biodiversidade e a capacidade de conserva\u00e7\u00e3o otimizada com a conex\u00e3o entre fragmentos providenciada pelas matas ciliares. A m\u00e9dio prazo seria uma situa\u00e7\u00e3o ganha-ganha\u201d, destacou Joly.<\/p>\n<p>Para o presidente da IPBES, Robert Watson, \u00e9 preciso tornar a agricultura mais sustent\u00e1vel e para isso \u00e9 preciso acabar com os subs\u00eddios governamentais \u00e0 produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 deve haver subs\u00eddio se for para integrar medidas de preserva\u00e7\u00e3o ambiental \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o em si. Precisamos aprender como usar fertilizantes, agrot\u00f3xicos e recursos h\u00eddricos de maneira apropriada. Na maioria dos locais h\u00e1 uso excessivo. \u00c9 necess\u00e1rio uma agricultura de precis\u00e3o, ou seja, dar \u00e0 planta\u00e7\u00e3o exatamente o que ela precisa. N\u00e3o \u00e9 trivial, mas pode ser feito\u201d, defendeu Watson.<\/p>\n<p>Seixas destacou que a mudan\u00e7a no padr\u00e3o de uso da terra e a consequente degrada\u00e7\u00e3o dos\u00a0<i>habitats<\/i>\u00a0naturais \u2013 promovida pela agricultura e pecu\u00e1ria e tamb\u00e9m pela minera\u00e7\u00e3o, pela constru\u00e7\u00e3o de hidrel\u00e9tricas e pelo crescimento urbano desordenado \u2013 \u00e9 historicamente e ainda hoje a principal causa de perda de biodiversidade nas Am\u00e9ricas e no Brasil.<\/p>\n<p>Outros fatores importantes mencionados no relat\u00f3rio s\u00e3o polui\u00e7\u00e3o, esp\u00e9cies invasoras e superexplora\u00e7\u00e3o dos recursos naturais.<\/p>\n<p>\u201cNo entanto, a taxa de impacto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas sobre a biodiversidade vem crescendo de maneira acelerada e as proje\u00e7\u00f5es indicam que por volta de 2050 o clima ter\u00e1 um impacto t\u00e3o grande quanto a destrui\u00e7\u00e3o de\u00a0<i>habitats<\/i>\u201d, apontou Seixas.<\/p>\n<p><b>Valor estimado das contribui\u00e7\u00f5es da natureza<\/b><\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico das Am\u00e9ricas estima que o valor econ\u00f4mico das contribui\u00e7\u00f5es da natureza \u00e0s pessoas da regi\u00e3o \u2013 focando apenas em recursos terrestres \u2013 ultrapasse US$ 24 trilh\u00f5es ao ano \u2013 o equivalente ao Produto Interno Bruto (PIB) de toda a regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cEsse c\u00e1lculo \u00e9 feito com base em modelagem e extrapola\u00e7\u00e3o de dados coletados em diversos trabalhos, mas como n\u00e3o considera os benef\u00edcios imateriais \u2013 como promo\u00e7\u00e3o de sa\u00fade mental, por exemplo \u2013, acreditamos ser um n\u00famero altamente subestimado\u201d, afirmou Seixas.<\/p>\n<p>Os autores do relat\u00f3rio alertam ainda que 65% dessas contribui\u00e7\u00f5es oferecidas pelos ecossistemas naturais \u2013 o que inclui fatores como poliniza\u00e7\u00e3o, regula\u00e7\u00e3o do clima, produ\u00e7\u00e3o de alimentos e muitos outros \u2013 est\u00e3o em decl\u00ednio. E 21% est\u00e3o diminuindo fortemente. Cerca de 50% da popula\u00e7\u00e3o americana, por exemplo, j\u00e1 enfrenta problemas relacionados \u00e0 seguran\u00e7a h\u00eddrica.<\/p>\n<p>Seixas chama aten\u00e7\u00e3o para o fato de que 61% das l\u00ednguas americanas das culturas tradicionais a elas associadas est\u00e3o amea\u00e7adas ou em risco de desaparecerem. \u201cPerde-se com elas toda uma gama de conhecimentos sobre pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis de manejo dos recursos naturais. Temos muito a aprender com as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas e essa \u00e9 uma das principais mensagens do documento\u201d, disse.<\/p>\n<p>Para Jake Rice, a principal mensagem \u00e9 que estamos usando os benef\u00edcios da natureza mais r\u00e1pido do que ela pode repor. \u201c\u00c9 inevit\u00e1vel esse futuro? N\u00e3o \u00e9 a mensagem que queremos passar. Estamos aumentando as \u00e1reas protegidas, reabilitando \u00e1reas degradadas. Mas temos principalmente que encontrar modelos para tornar nossos meios de subsist\u00eancia sustent\u00e1veis\u201d, disse Rice.<\/p>\n<p>Para Joly, a quest\u00e3o da biodiversidade e dos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos n\u00e3o deve continuar a ser tratada como pol\u00edticas setoriais da \u00e1rea ambiental. \u201c\u00c9 fundamental que estas quest\u00f5es saiam deste gueto e permeiem \u00e1reas como o Minist\u00e9rio do Planejamento e o Minist\u00e9rio da Fazenda, para que tenhamos pol\u00edticas econ\u00f4micas que integrem as quest\u00f5es ambientais com as econ\u00f4micas e sociais. \u00c9 este tipo de pol\u00edtica multissetorial que pode achar o caminho para um desenvolvimento mais sustent\u00e1vel \u2013 n\u00e3o simples crescimento como temos hoje.\u201d<\/p>\n<p>O coordenador do BIOTA-FAPESP afirmou que os custos ambientais e sociais de todas atividades humanas precisam se refletir na economia. \u201cUma discuss\u00e3o desse tipo, envolvendo todos os atores \u2013 ruralistas, pequenos propriet\u00e1rios, ambientalistas, Secretaria da Agricultura, Secretaria do Meio Ambiente, Minist\u00e9rio P\u00fablico e pesquisadores \u2013\u00a0vem sendo conseguida no \u00e2mbito de um\u00a0<b><a href=\"http:\/\/www.bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/94876\" target=\"_blank\">Projeto Tem\u00e1tico<\/a><\/b>\u00a0do BIOTA\u201d, destacou.<\/p>\n<p><b>Emprestando do futuro<\/b><\/p>\n<p>A elabora\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico das Am\u00e9ricas contou ao todo com a contribui\u00e7\u00e3o de aproximadamente 120 autores. Foi feita uma revis\u00e3o de toda a literatura cient\u00edfica sobre o tema e tamb\u00e9m foram considerados relat\u00f3rios dos governos de todos os pa\u00edses envolvidos \u2013 cerca de 30 \u2013 e di\u00e1logos com representantes de povos ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>O sum\u00e1rio para os tomadores de decis\u00e3o \u2013 tanto pol\u00edticos na \u00e1rea p\u00fablica como gestores ambientais no setor privado \u2013 foi amplamente debatido durante a reuni\u00e3o plen\u00e1ria da IPBES e aprovado pelos representantes dos governos de todos os pa\u00edses.<\/p>\n<p>De maneira geral, os quatro diagn\u00f3sticos regionais destacam que a biodiversidade est\u00e1 em decl\u00ednio em todas as regi\u00f5es do planeta, reduzindo significativamente a capacidade da natureza de promover o bem-estar humano. Essa tend\u00eancia amea\u00e7a as economias, os meios de subsist\u00eancia, a seguran\u00e7a alimentar, coes\u00e3o social e a qualidade de vida.<\/p>\n<p>Para Watson, a mensagem geral \u00e9 que \u201cestamos emprestando das gera\u00e7\u00f5es futuras para viver bem hoje. Mas h\u00e1 outras op\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o podemos ter desenvolvimento sem proteger a biodiversidade. Podemos fazer melhor criando pol\u00edticas p\u00fablicas, parando de usar combust\u00edveis f\u00f3sseis, reduzindo o consumo de carne, optando pelo transporte p\u00fablico, evitando o desperd\u00edcio de recursos e produzindo comida, \u00e1gua e energia de modo mais sustent\u00e1vel. O tempo de agir \u00e9 ontem\u201d, disse Watson.<\/p>\n<p>Os quatro relat\u00f3rios foram elaborados nos \u00faltimos tr\u00eas anos por 550 especialistas de mais de 100 pa\u00edses. \u201cOs documentos representam a mais completa an\u00e1lise do estado do conhecimento atual sobre biodiversidade e esperamos que possam contribuir com a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e com a agenda de desenvolvimento sustent\u00e1vel. Este \u00e9 o come\u00e7o de uma jornada que espero seja longa e frut\u00edfera\u201d, disse Anne Larigauderie, secret\u00e1ria executiva da IPBES.<\/p>\n<p>Watson destacou que a elabora\u00e7\u00e3o dos diagn\u00f3sticos \u00e9 apenas a primeira parte de uma longa jornada. Os representantes dos 129 pa\u00edses-membros da IPBES devem agora levar a mensagem aos ministros de estado relevantes para o tema. \u201cTamb\u00e9m precisamos da imprensa e das m\u00eddias sociais para divulgar a mensagem\u201d, disse.<\/p>\n<p>Mais informa\u00e7\u00f5es sobre os relat\u00f3rios podem ser obtidas em:\u00a0<b><a href=\"http:\/\/www.ipbes.net\/\" target=\"_blank\">www.ipbes.net<\/a><\/b>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os habitantes das Am\u00e9ricas t\u00eam acesso a tr\u00eas vezes mais benef\u00edcios oferecidos pela natureza do<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":82254,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/biodiversidade-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/biodiversidade-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/biodiversidade-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/biodiversidade-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/biodiversidade-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/biodiversidade-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/biodiversidade-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/biodiversidade-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/biodiversidade-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/biodiversidade-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Os habitantes das Am\u00e9ricas t\u00eam acesso a tr\u00eas vezes mais benef\u00edcios oferecidos pela natureza do","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82253"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82253"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82253\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/82254"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82253"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82253"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82253"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}