{"id":82132,"date":"2018-03-25T12:00:44","date_gmt":"2018-03-25T15:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=82132"},"modified":"2018-03-25T10:10:03","modified_gmt":"2018-03-25T13:10:03","slug":"pesquisadores-registram-acasalamento-de-peixes-bois-da-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisadores-registram-acasalamento-de-peixes-bois-da-amazonia\/","title":{"rendered":"Pesquisadores registram acasalamento de peixes-bois-da-amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/peixe_boi.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-82133\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/peixe_boi-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/peixe_boi-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/peixe_boi.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Os pesquisadores acreditam que as imagens mostram um grupo de pelo menos quatro machos disputando espa\u00e7o para acasalar com uma f\u00eamea, um registro in\u00e9dito do comportamento reprodutivo do peixe-boi-da-amaz\u00f4nia\u00a0<em>(Trichechus inunguis)<\/em>\u00a0em vida livre. As imagens foram feitas no Lago Mamirau\u00e1, interior do Amazonas, em junho de 2015, mas s\u00f3 divulgadas agora que o relato foi publicado no Latin American Journal of Aquatic Mammals, pelos pesquisadores do Instituto de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Mamirau\u00e1.<\/p>\n<p>\u201cDava para ver que era uma f\u00eamea, que se movimentava mais, e os machos, que ficavam em torno dela\u201d, conta a bi\u00f3loga Camila de Carvalho, do Instituto Mamirau\u00e1 e respons\u00e1vel pelo registro. \u201cA gente viu bem de perto, de uns dez metros de dist\u00e2ncia. \u201cV\u00e1rias vezes a gente viu a tentativa dos peixes-boi de abra\u00e7ar a f\u00eamea com a nadadeira, por baixo. \u00c0s vezes, via abra\u00e7ando lateralmente tamb\u00e9m\u201d, completa.<\/p>\n<p>A pesquisadora conta que a maior parte das informa\u00e7\u00f5es sobre comportamento reprodutivo de peixes-boi vem de pesquisas realizadas com animais marinhos na Fl\u00f3rida (Estados Unidos) ou com a esp\u00e9cie encontrada na costa brasileira. Sobre a esp\u00e9cie amaz\u00f4nicas, as informa\u00e7\u00f5es v\u00eam principalmente de ribeirinhos.<\/p>\n<p>Segundo os estudos, a monogamia n\u00e3o \u00e9 um comportamento t\u00edpico dos peixes-bois-da-amaz\u00f4nia. Durante o per\u00edodo reprodutivo, um bando de machos se re\u00fane ao redor da f\u00eamea. Eles tentam montar e abra\u00e7\u00e1-la pela parte traseira e alcan\u00e7ar o abd\u00f4men. Esse comportamento \u00e9 conhecido pelos ribeirinhos, que d\u00e3o a ele o nome de \u201ccavalga\u00e7\u00e3o\u201d, \u201ccavalgaria\u201d ou \u201cvadia\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Mas os cientistas querem conhecer mais sobre esse comportamento e responder como os machos reconhecem que a f\u00eamea est\u00e1 pronta para a reprodu\u00e7\u00e3o e se os locais de acasalamento s\u00e3o constantes.<\/p>\n<p>O primeiro a ver a cena foi o zelador de base flutuante, Ar\u00edlson Lopes. \u201cEra mais ou menos seis da manh\u00e3 e eu vi tudo de perto. Eles estavam \u2018de bubuia\u2019 (relaxados), ent\u00e3o logo eu reconheci\u201d, contou \u00e0 assessoria de comunica\u00e7\u00e3o do Instituto Mamirau\u00e1. Lopes nunca tinha visto antes peixes-boi de t\u00e3o perto. E nem se comportando assim.<\/p>\n<div id=\"attachment_59086\" class=\"wp-caption alignright\">\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-59086\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Camila.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Camila.jpg 400w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Camila-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/Camila-278x185.jpg 278w\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"267\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">A pesquisadora Camila de Carvalho. Foto: Instituto Mamirau\u00e1.<\/p>\n<\/div>\n<p>Camila de Carvalho lembra que os animais n\u00e3o se afastaram ou se esconderam, mesmo com a aproxima\u00e7\u00e3o da canoa, o que permitiu que fossem observados durante aproximadamente trinta minutos e filmados. Ela diz que \u00e9 muito dif\u00edcil observar peixes-bois-da-amaz\u00f4nia em ambiente natural, pois eles t\u00eam comportamento discreto e as \u00e1guas escuras e turvas dificultam a vis\u00e3o. Com base no tempo em que os animais demoravam para subir a superf\u00edcie e respirar, os pesquisadores calcularam que al\u00e9m da f\u00eamea havia o m\u00ednimo de quatro machos.<\/p>\n<p>\u201cA atual situa\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es de peixes-boi amaz\u00f4nicos \u00e9 desconhecida pelos pesquisadores, porque ainda n\u00e3o existe um m\u00e9todo de contagem apropriado eficiente para um estudo de estimativa populacional da esp\u00e9cie\u201d, afirma pesquisadora, bolsista do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq).<\/p>\n<p>O peixe-boi-da-amaz\u00f4nia \u00e9 considerado vulner\u00e1vel \u00e0 extin\u00e7\u00e3o pela Uni\u00e3o Internacional para Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN, em ingl\u00eas). Em compara\u00e7\u00e3o com o primo que vive no mar, tem um tamanho menor, com at\u00e9 tr\u00eas metros de comprimento, al\u00e9m de manchas brancas na regi\u00e3o ventral e n\u00e3o possui unhas nas nadadeiras peitorais, diferente do marinho, que possui unhas.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o de peixes-boi nos rios da Amaz\u00f4nia quase foi extinta devido \u00e0 ca\u00e7a, para consumo da carne, uso da gordura e tamb\u00e9m do couro. Embora a IUCN indique que a popula\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie esteja em decl\u00ednio, Camila de Carvalho afirma que \u00e9 n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar qual a situa\u00e7\u00e3o atual dos peixes-bois-da-amaz\u00f4nia, devido \u00e0s dificuldades de monitoramento.<\/p>\n<p>\u201cA \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o do peixe-boi \u00e9 muito grande\u201d, argumenta. \u201cAinda que tivesse uma estimativa para aquela regi\u00e3o, a gente n\u00e3o sabe o deslocamento do bicho. \u00c9 muito dif\u00edcil estudar ele, tanto o comportamento quanto a \u00e1rea que ele ocupa\u201d.<\/p>\n<p>Veja o v\u00eddeo:<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/xUPkdQJQGjE\" width=\"640\" height=\"400\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os pesquisadores acreditam que as imagens mostram um grupo de pelo menos quatro machos disputando<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":82133,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/peixe_boi.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/peixe_boi-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/peixe_boi-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/peixe_boi.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/peixe_boi.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/peixe_boi.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/peixe_boi.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/peixe_boi.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/peixe_boi.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/peixe_boi.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Os pesquisadores acreditam que as imagens mostram um grupo de pelo menos quatro machos disputando","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82132"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82132"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82132\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/82133"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82132"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82132"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82132"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}