{"id":82060,"date":"2018-03-24T11:00:09","date_gmt":"2018-03-24T14:00:09","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=82060"},"modified":"2018-03-23T18:18:55","modified_gmt":"2018-03-23T21:18:55","slug":"necessidade-de-mais-espaco-no-semiarido-e-ameaca-as-oncas-no-paraguai","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/necessidade-de-mais-espaco-no-semiarido-e-ameaca-as-oncas-no-paraguai\/","title":{"rendered":"Necessidade de mais espa\u00e7o no semi\u00e1rido \u00e9 amea\u00e7a \u00e0s on\u00e7as no Paraguai"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/onca_pintada-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-82061\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/onca_pintada-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/onca_pintada-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/onca_pintada-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>As on\u00e7as-pintadas que vivem nas regi\u00f5es mais secas do Chaco Paraguaio precisam de \u00e1reas mais extensas dos que suas semelhantes de outras regi\u00f5es. Isso ocorre devido \u00e0 baixa produtividade do ecossistema de clima semi\u00e1rido e tem uma consequ\u00eancia ruim para o bicho: por precisar se locomover mais e de mais terras, aumenta tamb\u00e9m a possibilidade de conflitos com fazendeiros na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Uma estimativa sobre a \u00e1rea de vida das on\u00e7as na parte ocidental do Paraguai,\u00a0publicada esta semana no jornal cient\u00edfico Mammalia, indica que nas regi\u00e3o mais seca do ecossistema as on\u00e7as-pintadas usam \u00e1reas com mais de 900 quil\u00f4metros quadrados. Essa extens\u00e3o s\u00f3 se compara com on\u00e7as do Cerrado Brasileiro, que estudos cient\u00edficos registraram animais usando \u00e1reas com mais de 1.000 quil\u00f4metros quadrados.<\/p>\n<p>Para realizar o estudo, foram capturadas e marcadas com colares 35 on\u00e7as-pintadas tanto nas \u00e1reas mais secas do Chaco Paraguaio quanto naquelas que passam por cheias sazonais e no Pantanal, entre junho de 2002 e junho de 2014.<\/p>\n<p>No estudo, foram analisados dados obtidos em tr\u00eas ambientes diferentes do pa\u00eds: o Chaco Seco, de clima semin\u00e1rio; o Chaco \u00damido, que sofre alaga\u00e7\u00f5es sazonais; e Pantanal (5% do total dessa paisagem est\u00e1 em territ\u00f3rio paraguaio). Nos dois ambientes mais \u00famidos, os dados obtidos pelos pesquisadores s\u00e3o semelhantes aos registrados do lado brasileiro do Pantanal, onde as on\u00e7as podem ocupar algumas dezenas de quil\u00f4metros quadrados.<\/p>\n<p>A pesquisa indicou tamb\u00e9m que na regi\u00e3o semi\u00e1rida do pa\u00eds as on\u00e7as se deslocam em m\u00e9dia 15 quil\u00f4metros por dia. Os pesquisadores acreditam que essa necessidade de \u00e1reas maiores seja resultado da baixa produtividade do ambiente semi\u00e1rido, obrigando as on\u00e7as a se deslocarem mais em busca de alimentos.<\/p>\n<div class=\"olho-direita\">\u201cMais da metade dos animais acompanhados pelo estudo foram comprovadamente abatidos por seres humanos. Para os autores do estudo, essa \u00e9 uma evid\u00eancia de que as on\u00e7as-pintadas est\u00e3o sendo afetadas pelas atividades humanas e sujeitas \u00e0s retalia\u00e7\u00f5es de fazendeiros, devido a ataques ao gado\u201d.<\/div>\n<p>Mais da metade dos animais acompanhados pelo estudo foram comprovadamente abatidos por seres humanos. Para os autores do estudo, essa \u00e9 uma evid\u00eancia de que as on\u00e7as-pintadas est\u00e3o sendo afetadas pelas atividades humanas e sujeitas \u00e0s retalia\u00e7\u00f5es de fazendeiros, devido a ataques ao gado.<\/p>\n<p>A possibilidade dos constantes ataques de fazendeiros contribu\u00edrem para as on\u00e7as se deslocarem mais na regi\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 levantada pelos pesquisadores. O Chaco \u00e9 o segundo maior ecossistema florestal da Am\u00e9rica do Sul, com 1,28 mil quil\u00f4metros quadrados, se estendendo desde o Rio Paraguai (inclusive territ\u00f3rio brasileiro) at\u00e9 o p\u00e9 da Cordilheira dos Andes.<\/p>\n<p>O Paraguai, segundo os pesquisadores, \u00e9 o sexto maior produtor mundial de carne, uma posi\u00e7\u00e3o alcan\u00e7ada com o um custo alto para as florestas. Um estudo da Universidade de Maryland indicou que o pa\u00eds teve a maior taxa de desmatamento do mundo em 2012, com quase 540 mil hectares de florestas derrubadas. E a pecu\u00e1ria avan\u00e7a sobre o Chaco.<\/p>\n<p>A perda de habitat e da disponibilidade de presas, devido a atividades humanas, tem sido a grande amea\u00e7a \u00e0s on\u00e7as pintadas, que j\u00e1 ocupou \u00e1reas do Sudoeste dos Estados Unidos \u00e0 Argentina Central. Hoje, fora da Amaz\u00f4nia, ocupa apenas 20% do territ\u00f3rio original.<\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores, menos da metade da \u00e1rea do Paraguai \u00e9 protegida atualmente e os esfor\u00e7os para a conserva\u00e7\u00e3o da on\u00e7a-pintada precisam levar em conta as extens\u00f5es de terra que ela precisa para sobreviver. Para eles, \u00e9 importante incluir as propriedades de fazendeiros nos planos e reduzir os conflitos com criadores de gado, para garantir um futuro para a on\u00e7a na regi\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As on\u00e7as-pintadas que vivem nas regi\u00f5es mais secas do Chaco Paraguaio precisam de \u00e1reas mais<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":82061,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/onca_pintada-2.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/onca_pintada-2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/onca_pintada-2-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/onca_pintada-2.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/onca_pintada-2.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/onca_pintada-2.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/onca_pintada-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/onca_pintada-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/onca_pintada-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/onca_pintada-2.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"As on\u00e7as-pintadas que vivem nas regi\u00f5es mais secas do Chaco Paraguaio precisam de \u00e1reas mais","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82060"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=82060"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/82060\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/82061"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=82060"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=82060"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=82060"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}