{"id":81904,"date":"2018-03-21T11:00:35","date_gmt":"2018-03-21T14:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=81904"},"modified":"2018-03-21T08:16:50","modified_gmt":"2018-03-21T11:16:50","slug":"oceanos-recebem-25-milhoes-de-toneladas-de-lixo-por-ano-estimativa-e-de-estudo-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/oceanos-recebem-25-milhoes-de-toneladas-de-lixo-por-ano-estimativa-e-de-estudo-internacional\/","title":{"rendered":"Oceanos recebem 25 milh\u00f5es de toneladas de lixo por ano; estimativa \u00e9 de estudo internacional"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/lixo-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-81905\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/lixo-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/lixo-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/lixo-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um estudo que revisou a literatura mundial sobre polui\u00e7\u00e3o marinha estimou que pelo menos 25 milh\u00f5es de toneladas de res\u00edduos s\u00e3o despejadas por ano nos oceanos. E a maior parte disso &#8211; 80% &#8211; tem origem nas cidades, em raz\u00e3o de uma m\u00e1 gest\u00e3o dos res\u00edduos s\u00f3lidos.<\/p>\n<p>O caminho \u00e9 conhecido: sem descarte adequado, res\u00edduos v\u00e3o parar em lix\u00f5es, muitos deles \u00e0 beira de corpos d\u2019\u00e1gua, que seguem pelo seu caminho natural at\u00e9 o mar. O trabalho, coordenado pela Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos (Iswa), levou em conta estimativas sobre quanto res\u00edduo n\u00e3o \u00e9 coletado no mundo &#8211; algo entre 500 milh\u00f5es e 900 milh\u00f5es de toneladas &#8211; e cruzou esse dado com o mapeamento de pontos de descarte irregular em cidades perto do mar ou de corpos h\u00eddricos &#8211; da\u00ed uma estimativa m\u00ednima de pelo menos 25 milh\u00f5es chegando ao mar.<\/p>\n<div class=\"teads-inread\"><\/div>\n<div class=\"n--noticia__newsletter\">\n<section class=\"newsletter-editoria editorial newsletter box-newsletter principal\">\n<div class=\"box\">\n<section class=\"col-md-12 col-sm-12 col-xs-12 content-newsletter\">\n<div class=\"row principal\">\n<section class=\"col-md-6 col-sm-6 col-xs-12 content-n principal-newsletter\">\n<form class=\"formNewsletter\" name=\"formNewsletter\"><\/form>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<\/section>\n<\/div>\n<p>O estudo, divulgado ontem no F\u00f3rum Mundial da \u00c1gua, que \u00e9 realizado em Bras\u00edlia at\u00e9 o fim da semana, avalia que cerca de metade desse lixo que vai parar no oceano \u00e9 pl\u00e1stico. E que cada tonelada de res\u00edduo n\u00e3o coletada em \u00e1reas ribeirinhas representa o equivalente a mais de 1,5 mil garrafas pl\u00e1sticas que v\u00e3o parar no mar.<\/p>\n<p>O valor \u00e9 um pouco mais alto do que estimativas mais recentes da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), que apontam algo em torno de 8 milh\u00f5es de toneladas de lixo pl\u00e1stico entrando nos oceanos todo ano. Segundo a ONU, de 60% a 80% de todo o lixo no mar \u00e9 pl\u00e1stico. E at\u00e9 2050 pode haver mais pl\u00e1stico do que peixes no mar.<\/p>\n<p>\u201cO lixo no ambiente marinho j\u00e1 \u00e9 um desafio global semelhante \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. E o problema, que vai muito al\u00e9m daquilo que \u00e9 vis\u00edvel, est\u00e1 presente em quase todas as \u00e1reas costeiras do mundo, trazendo desequil\u00edbrio tanto para a fauna e flora marinhas e comprometendo esse recurso vital para a humanidade\u201d, afirmou em comunicado \u00e0 imprensa Antonis Mavropoulos, presidente da Iswa.<\/p>\n<p>Brasil. A metodologia foi adaptada para o Brasil pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas de Limpeza P\u00fablica e Res\u00edduos Especiais (Abrelpe) &#8211; bra\u00e7o da Iswa &#8211; no Brasil, que concluiu que aqui pelo menos 2 milh\u00f5es de toneladas de lixo podem chegar aos mares. \u201cSe fosse todo espalhado, esse monte de res\u00edduos ocuparia a \u00e1rea de 7 mil campos de futebol\u201d, disse ao Estado Carlos Silva Filho, diretor presidente da Abrelpe.<\/p>\n<p>\u201cE usamos premissas mais conservadoras. \u00c1reas alagadas, como Pantanal, Amaz\u00f4nia, muito longes do mar, ficaram de fora do c\u00e1lculo. Se fossem inclu\u00eddas, poder\u00edamos chegar a um valor de 5 milh\u00f5es de toneladas de res\u00edduos.\u201d<\/p>\n<p>Para o Brasil, Silva diz que n\u00e3o foi poss\u00edvel estimar exatamente quanto desses res\u00edduos \u00e9 pl\u00e1stico, mas lembra que 15% do res\u00edduo s\u00f3lido gerado no Brasil tem essa origem.<\/p>\n<p>Segundo outro estudo da Abrelpe, o Panorama dos Res\u00edduos S\u00f3lidos &#8211; cuja \u00faltima edi\u00e7\u00e3o dispon\u00edvel \u00e9 a de 2016 -, naquele ano cerca de 41% dos res\u00edduos gerados no Pa\u00eds tem destina\u00e7\u00e3o inadequada.<\/p>\n<p>Esse porcentual pouco melhorou nos \u00faltimos anos, apesar de a Pol\u00edtica Nacional de Res\u00edduos S\u00f3lidos ter definido que n\u00e3o deveria mais existir lix\u00f5es no Brasil desde 2014. Em 2010, quando a lei foi promulgada, tinham destina\u00e7\u00e3o inadequada 43% dos res\u00edduos.<\/p>\n<p>\u201cO estudo da polui\u00e7\u00e3o marinha reflete um problema que podemos ver de outra maneira. O Brasil gasta por ano cerca de R$ 5,5 bilh\u00f5es para tratar a sa\u00fade das pessoas, tratar os cursos d\u2019\u00e1gua e recuperar o ambiente em virtude da degrada\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos s\u00f3lidos. Ent\u00e3o resolver o problema \u00e9 bom para a economia tamb\u00e9m\u201d, defende Silva.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um estudo que revisou a literatura mundial sobre polui\u00e7\u00e3o marinha estimou que pelo menos 25<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":81905,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/lixo-2.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/lixo-2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/lixo-2-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/lixo-2.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/lixo-2.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/lixo-2.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/lixo-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/lixo-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/lixo-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/lixo-2.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um estudo que revisou a literatura mundial sobre polui\u00e7\u00e3o marinha estimou que pelo menos 25","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81904"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81904"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81904\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/81905"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81904"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81904"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81904"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}