{"id":81837,"date":"2018-03-19T14:30:10","date_gmt":"2018-03-19T17:30:10","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=81837"},"modified":"2018-03-19T12:26:53","modified_gmt":"2018-03-19T15:26:53","slug":"bangalore-capital-da-alta-tecnologia-na-india-sofre-com-dificuldade-de-abastecimento-de-agua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/bangalore-capital-da-alta-tecnologia-na-india-sofre-com-dificuldade-de-abastecimento-de-agua\/","title":{"rendered":"Bangalore, capital da alta tecnologia na \u00cdndia, sofre com dificuldade de abastecimento de \u00e1gua"},"content":{"rendered":"<div>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bangalore.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-81838\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bangalore-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bangalore-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bangalore.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Cada dia mais de mil caminh\u00f5es-pipa cheios de \u00e1gua passam em frente \u00e0 pequena loja de Nagraj em Bangalore, levantando uma nuvem de poeira no caminho das casas e dos escrit\u00f3rios da capital indiana da alta tecnologia.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Neste \u201cSilicon Valley\u201d do sul da<a href=\"http:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/india\">\u00a0\u00cdndia<\/a>, que testemunhou em 25 anos uma explos\u00e3o demogr\u00e1fica e v\u00ea os novos edif\u00edcios de moradias se multiplicarem, a cidade n\u00e3o consegue distribuir a quantidade suficiente de \u00e1gua corrente a seus residentes.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Muitos moradores dependem dos dep\u00f3sitos abastecidos a partir de po\u00e7os gigantescos. Essa superexplora\u00e7\u00e3o do subsolo provoca uma preocupante redu\u00e7\u00e3o dos len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos e gera preocupa\u00e7\u00f5es de que Bangalore venha a ser a primeira metr\u00f3pole indiana com escassez de \u00e1gua.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>\u201cH\u00e1 uma grave falta de \u00e1gua aqui\u201d, disse Nagraj, 30 anos, que se mudou para o sub\u00farbio de Panathur h\u00e1 uma d\u00e9cada e acompanhou a urbaniza\u00e7\u00e3o desenfreada.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>\u201cNo futuro ser\u00e1 dif\u00edcil. \u00c9 imposs\u00edvel imaginar como encontrar\u00e3o \u00e1gua, como viver\u00e3o. Mesmo cavando a 450 metros de profundidade, n\u00e3o h\u00e1 \u00e1gua\u201d, disse, alarmado.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<div>\n<div>\n<h2>\u2018Cidade agonizante\u2019<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<p>Est\u00e1 muito longe do tempo em que Bangalore era conhecida como \u201ca cidade dos jardins\u201d. Na \u00e9poca, o local era famoso por sua vegeta\u00e7\u00e3o e pelo clima. Era destino de aposentados em busca de dias apraz\u00edveis.<\/p>\n<div>\n<p>O auge das empresas de inform\u00e1tica indianas, na maioria estabelecidas em Bangalore no come\u00e7o dos anos 1990, transformou o lugar at\u00e9 torn\u00e1-lo irreconhec\u00edvel.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>De 3 milh\u00f5es de habitantes em 1991, sua popula\u00e7\u00e3o passou aos 10 milh\u00f5es atuais, porque o dinamismo econ\u00f4mico atraiu trabalhadores de todo o pa\u00eds.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Muitos dos lagos que tornaram a cidade famosa desapareceram. O cimento substituiu as plantas aqu\u00e1ticas.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>S\u00edmbolo dos males da metr\u00f3pole, o grande lago Bellandur est\u00e1 t\u00e3o contaminado de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas que \u00e0s vezes se incendeia de repente ou produz uma espuma qu\u00edmica invasora que obriga as autoridades a erguer barreiras para impedir que inunde a pista.<\/p>\n<div>\n<p>\u201cA cidade est\u00e1 morrendo\u201d, disse T.V. Ramachandra, especialista em meio ambiente do Instituto de Ci\u00eancia indiano. \u201cSe a tend\u00eancia atual de crescimento e urbaniza\u00e7\u00e3o continuar, at\u00e9 2020 94% da paisagem ser\u00e1 de cimento\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Agora mais da metade de Bangalore deve perfurar a terra em busca de \u00e1gua ou criar cisternas como paliativo para a escassez de \u00e1gua corrente.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>No m\u00eas passado, a Suprema Corte teve que intervir. Para resolver necessidades urgentes do centro da alta tecnologia indiana, a mais alta inst\u00e2ncia judicial da na\u00e7\u00e3o fez um acordo de compartilhamento das \u00e1guas do rio Cauvery entre Karnataka, a regi\u00e3o de Bangalore, e o estado vizinho de Tamil Nadu.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>A maior parte da \u00e1gua municipal da cidade vem dessa disputada fonte de \u00e1gua, que atravessa Karnataka e depois Tamil Nadu, antes de desembocar no golfo de Bengala.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>H\u00e1 dois anos, uma decis\u00e3o judicial ordenou que Karnataka soltasse a \u00e1gua para aliviar a seca que amea\u00e7ava os cultivos de seu vizinho e desencadeou dist\u00farbios fatais em Bangalore. Centenas de empresas tiveram que permanecer fechadas durante os confrontos.<\/p>\n<div>\n<div>\n<h2>Recoleta de chuva<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div>\n<p>Para T.V. Ramachandra, as precipita\u00e7\u00f5es anuais poderiam ser suficientes para amenizar a sede da cidade se a recoleta de \u00e1gua da chuva fosse mais eficiente.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>\u201cSe h\u00e1 uma crise de \u00e1gua, n\u00e3o dever\u00edamos planejar o desvio do rio. Dever\u00edamos pensar em reter \u00e1gua da chuva\u201d, disse, criticando a aus\u00eancia de ampla vis\u00e3o urbana para enfrentar a atual situa\u00e7\u00e3o de precariedade.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Como acontece no restante da \u00cdndia, os cidad\u00e3os t\u00eam pouco h\u00e1bito de economizar \u00e1gua. Apesar dos anos de seca, a \u00e1gua corrente \u00e9 muito subsidiada e o acesso aos len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos, pouco regulado.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>\u201cEm Bangalore, o equivalente a 1.000 garrafas de \u00e1gua tratada e limpa chega em casa e s\u00f3 pagamos seis r\u00fapias\u201d (o equivalente a nove centavos de d\u00f3lar), disse A.R. Shivakumar, cientista do Conselho Estatal de Ci\u00eancia e Tecnologia de Karnataka.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Apesar disso, Shivakumar e sua fam\u00edlia n\u00e3o usaram uma gota de \u00e1gua municipal nos 23 anos em que vivem em Bangalore.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>Eles utilizam um sistema de recoleta de chuvas gra\u00e7as a canais que levam a \u00e1gua a cisternas situadas debaixo de sua casa. Um sistema que tamb\u00e9m foi instalado em paradas de \u00f4nibus, na rede de metr\u00f4 e que as autoridades tornaram obrigat\u00f3rio para as casas novas.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<p>\u201cA nova gera\u00e7\u00e3o presta uma grande aten\u00e7\u00e3o ao meio ambiente e \u00e0s medidas de conserva\u00e7\u00e3o\u201d, considera o cientista. \u201cIsso far\u00e1 as coisas avan\u00e7arem.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cada dia mais de mil caminh\u00f5es-pipa cheios de \u00e1gua passam em frente \u00e0 pequena loja<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":81838,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bangalore.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bangalore-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bangalore-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bangalore.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bangalore.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bangalore.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bangalore.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bangalore.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bangalore.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bangalore.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Cada dia mais de mil caminh\u00f5es-pipa cheios de \u00e1gua passam em frente \u00e0 pequena loja","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81837"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81837"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81837\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/81838"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81837"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81837"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81837"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}