{"id":8172,"date":"2014-10-09T12:00:03","date_gmt":"2014-10-09T12:00:03","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=8172"},"modified":"2014-10-09T11:36:26","modified_gmt":"2014-10-09T11:36:26","slug":"astronomos-descobrem-buraco-negro-guloso-que-consome-gas-de-estrela-vizinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/astronomos-descobrem-buraco-negro-guloso-que-consome-gas-de-estrela-vizinha\/","title":{"rendered":"Astr\u00f4nomos descobrem buraco negro &#8216;guloso&#8217; que consome g\u00e1s de estrela vizinha"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/buraco_negro.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-8173\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/buraco_negro.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Astr\u00f4nomos descobriram um buraco negro que consome g\u00e1s de uma estrela vizinha dez vezes mais r\u00e1pido do que se pensava ser poss\u00edvel. Conhecido como P13, o buraco negro \u201cguloso\u201d est\u00e1 h\u00e1 cerca de 12 milh\u00f5es de anos-luz da Terra, na periferia da gal\u00e1xia NGC7793. Segundo c\u00e1lculos dos cientistas, ele consome peso equivalente a 100 quintilh\u00f5es de cachorros-quentes por minuto.<\/p>\n<p>A descoberta foi publicada nesta quarta-feira na revista \u201cNature\u201d. Segundo Roberto Soria, pesquisador do Centro Internacional para Pesquisas Radioastron\u00f4micas, o P13 chamou aten\u00e7\u00e3o dos astr\u00f4nomos por ser muito mais luminoso que outros buracos negros, mas o que se pensava era que ele era simplesmente maior.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00f3s acredit\u00e1vamos que a velocidade m\u00e1xima que um buraco negro absorvia g\u00e1s e produzia luz era determinada pelo seu tamanho \u2014 explicou Soria, em comunicado. \u2014 Ent\u00e3o, fazia sentido pensar que o P13 era maior que os buracos negros comuns, com pouco brilho, que vemos na nossa gal\u00e1xia, a Via L\u00e1ctea.<\/p>\n<p>Quando Soria e seus colegas na Universidade de Strasbourg mediram a massa do P13, descobriram que ele era pequeno, apesar de ser no m\u00ednimo um milh\u00e3o de vezes mais brilhante que o Sol. Ent\u00e3o, eles perceberam o volume de material que o buraco negro consumia.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o existe um limite estrito como pens\u00e1vamos. Buracos negros podem realmente consumir mais g\u00e1s e produzir mais luz \u2014 disse Soria.<\/p>\n<p>O P13 orbita em torno de uma estrela \u201cdoadora\u201d supergigante, 20 vezes mais pesada que o Sol. Segundo Soria, os astr\u00f4nomos perceberam que a estrela sempre tinha um lado mais brilhante que o outro por causa dos raios-X vindos do buraco negro.<\/p>\n<p>\u2014 Isso permitiu medir o tempo que o buraco negro leva para girar em torno da estrela doadora, que \u00e9 de 64 dias, e modelar a velocidade dos dois objetos e o formato da \u00f3rbita \u2014 disse Soria. \u2014 A partir da\u00ed, estimamos que o buraco negro tem massa bem menor que 15 vezes a massa do Sol.<\/p>\n<p>Soria comparou a forma\u00e7\u00e3o com o japon\u00eas Takeru Kobayashi, que apesar do visual esguio, \u00e9 campe\u00e3o de diversos campeonatos de comilan\u00e7a. O P13 foi colocado como membro de um seleto grupo de buracos negros conhecidos por serem fontes de raios-X ultraluminosos.<\/p>\n<p>\u2014 Como o lend\u00e1rio comedor de cachorros-quentes Takeru Kobayashi nos mostrou, tamanho nem sempre importa no mundo de competi\u00e7\u00f5es de comidas e at\u00e9 buracos negros pequenos podem, por vezes, consumir g\u00e1s a taxas excepcionais. Eles s\u00e3o campe\u00f5es nos torneios de consumo de g\u00e1s no universo, capazes de engolir a estrela doadora em menos de um milh\u00e3o de anos, o que \u00e9 muito pouco em escalas c\u00f3smicas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Astr\u00f4nomos descobriram um buraco negro que consome g\u00e1s de uma estrela vizinha dez vezes mais<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":8173,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/buraco_negro.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/buraco_negro.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/buraco_negro.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/buraco_negro.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/buraco_negro.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/buraco_negro.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/buraco_negro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/buraco_negro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/buraco_negro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/buraco_negro.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Astr\u00f4nomos descobriram um buraco negro que consome g\u00e1s de uma estrela vizinha dez vezes mais","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8172"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=8172"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/8172\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/8173"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8172"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=8172"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=8172"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}