{"id":81708,"date":"2018-03-17T15:00:35","date_gmt":"2018-03-17T18:00:35","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=81708"},"modified":"2018-03-16T21:06:58","modified_gmt":"2018-03-17T00:06:58","slug":"estudantes-de-sao-paulo-criam-metodo-para-purificar-agua-no-semi-arido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudantes-de-sao-paulo-criam-metodo-para-purificar-agua-no-semi-arido\/","title":{"rendered":"Estudantes de S\u00e3o Paulo criam m\u00e9todo para purificar \u00e1gua no semi-\u00e1rido"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/premio.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-81709\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/premio-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/premio-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/premio.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um grupo de estudantes de Campinas, no interior paulista, desenvolveu um m\u00e9todo de baixo custo para tratar \u00e1gua de cisternas no semi-\u00e1rido brasileiro. O sistema, desenvolvido por tr\u00eas alunos da Escola T\u00e9cnica Estadual (Etec) Bento Quirino, produz cloro a partir da eletr\u00f3lise \u2013 processo qu\u00edmico feito com eletricidade \u2013 de uma solu\u00e7\u00e3o de \u00e1gua com sal. O prot\u00f3tipo prev\u00ea ainda o uso de energia solar para o processo, contemplando comunidades que n\u00e3o s\u00f3 dependem da \u00e1gua da chuva, mas que tamb\u00e9m n\u00e3o tem acesso ao fornecimento de eletricidade.<\/p>\n<div id=\"div-gpt-ad-1515694727157-3\" data-google-query-id=\"CKDE18SF8tkCFYoUhgodOlQFSA\"><\/div>\n<p>Em 2017, a ideia foi premiada pelo Pr\u00eamio Jovem da \u00c1gua de Estocolmo. A premia\u00e7\u00e3o rendeu a Beatriz Ruscetto da Silva, Matheus Henrique Cezar da Silva e Gabriel Gertrudes Trindade uma viagem para conhecer a capital da Su\u00e9cia. L\u00e1, eles tiveram a oportunidade de conhecer projetos semelhantes de todo o mundo, al\u00e9m de ouvir opini\u00f5es qualificadas sobre a pr\u00f3pria proposta. \u201cFoi surreal, at\u00e9 hoje parece que foi s\u00f3 um sonho. Nenhum de n\u00f3s tr\u00eas j\u00e1 tinha viajado de avi\u00e3o e nessa viagem ficamos mais de 10 horas no avi\u00e3o. O pessoal da organiza\u00e7\u00e3o do pr\u00eamio nos tratou muito bem, com muito amor e at\u00e9 hoje somos amigos desse pessoal\u201d, lembra Beatriz sobre a experi\u00eancia.<\/p>\n<div id=\"div-gpt-ad-1515694727157-4\" data-google-query-id=\"CKnw18SF8tkCFQ4OhgodXAoL2w\"><\/div>\n<p>Durante a viagem, o grupo teve a oportunidade de conhecer projetos de outros pa\u00edses e se impressionou com o que foi desenvolvido pelos norte-americanos Ryan Thorpe e Rachel Chang. O sistema elaborado pelos estudantes identifica na \u00e1gua as bact\u00e9rias sighella, da c\u00f3lera e da salmonela, mais r\u00e1pido do que os m\u00e9todos convencionais e tamb\u00e9m permite a elimina\u00e7\u00e3o imediata dos micro-organismos.<\/p>\n<p>Foi o contato com outro projeto, de um colega de classe, que deu in\u00edcio ao desenvolvimento do STAC-IBR, que ganhou o pr\u00eamio sueco. \u201cA ideia nasceu gra\u00e7as ao projeto do nosso amigo Lucas Gabriel: ele fazia eletr\u00f3lise mas descartava o g\u00e1s cloro. Pensamos logo em como utilizar o cloro da eletr\u00f3lise. A primeira ideia foi em tratar \u00e1gua. A partir daqui come\u00e7amos a pesquisar como isso seria feito e para quem seria feito\u201d, conta a estudante.<\/p>\n<h3>Desafios<\/h3>\n<p>Para conseguir desenvolver o prot\u00f3tipo, os estudantes do curso t\u00e9cnico em eletr\u00f4nica tiveram que investir em conhecimentos fora das disciplinas convencionais. \u201cN\u00e3o foi nada f\u00e1cil\u201d, enfatiza Beatriz. \u201cTivemos que aprender qu\u00edmica em pouco tempo. Antes do projeto nunca hav\u00edamos entrado em um laborat\u00f3rio de qu\u00edmica, aprendemos muito\u201d.<\/p>\n<p>O novo desafio envolveu tamb\u00e9m o estudo das condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas. \u201cTivemos dificuldade nos testes porque n\u00e3o chovia muito e precis\u00e1vamos da \u00e1gua da chuva. Outra dificuldade foi estar em S\u00e3o Paulo e fazer um projeto inteiramente dedicado ao Nordeste brasileiro\u201d, comenta.<\/p>\n<p>Apesar da premia\u00e7\u00e3o, o projeto de purifica\u00e7\u00e3o de \u00e1gua da chuva ainda precisa ser testado no local. Al\u00e9m de passar por ajustes necess\u00e1rios antes da implanta\u00e7\u00e3o. Segundo Beatriz, seria importante, por exemplo, verificar a fixa\u00e7\u00e3o do equipamento no solo. \u201cE se as altas temperaturas influenciariam muito no processo e, principalmente, como a popula\u00e7\u00e3o se adaptaria\u201d, enumera.<\/p>\n<p>Mas agora que deixaram o ensino m\u00e9dio e entraram no superior, os estudantes t\u00eam menos tempo para dedicar ao projeto e tentar viabilizar o uso pr\u00e1tico do equipamento. \u201cComo o projeto come\u00e7ou durante o ensino m\u00e9dio, fic\u00e1vamos o dia todo juntos. Agora cada um est\u00e1 em uma universidade diferente, atr\u00e1s de trabalho. Os encontros diminu\u00edram\u201d, conta Beatriz, que agora estuda na Faculdade de Qu\u00edmica na Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de Campinas.<\/p>\n<h3>Pr\u00eamio em 2018<\/h3>\n<p>Para a edi\u00e7\u00e3o deste ano do Pr\u00eamio Jovem da \u00c1gua de Estocolmo, est\u00e1 aberta at\u00e9 20 de mar\u00e7o a vota\u00e7\u00e3o popular para selecionar o melhor trabalho brasileiro. Qualquer pessoa pode votar, acessando\u00a0<a href=\"https:\/\/www.abrh.org.br\/SGCv3\/index.php?VOT=5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a p\u00e1gina do pr\u00eamio no Brasil<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um grupo de estudantes de Campinas, no interior paulista, desenvolveu um m\u00e9todo de baixo custo<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":81709,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/premio.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/premio-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/premio-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/premio.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/premio.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/premio.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/premio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/premio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/premio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/premio.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um grupo de estudantes de Campinas, no interior paulista, desenvolveu um m\u00e9todo de baixo custo","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81708"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81708"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81708\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/81709"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81708"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81708"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81708"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}