{"id":81678,"date":"2018-03-17T10:00:36","date_gmt":"2018-03-17T13:00:36","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=81678"},"modified":"2018-03-16T19:55:45","modified_gmt":"2018-03-16T22:55:45","slug":"acesso-a-agua-tambem-mostra-as-desigualdades-entre-homens-e-mulheres-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/acesso-a-agua-tambem-mostra-as-desigualdades-entre-homens-e-mulheres-2\/","title":{"rendered":"Acesso \u00e0 \u00e1gua tamb\u00e9m mostra as desigualdades entre homens e mulheres"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/agua_desigualdade_mulheres.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-81679\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/agua_desigualdade_mulheres-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/agua_desigualdade_mulheres-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/agua_desigualdade_mulheres.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A equidade entre homens e mulheres \u00e9 um desafio em praticamente todos os espa\u00e7os da sociedade. E na discuss\u00e3o e no acesso \u00e0 \u00e1gua n\u00e3o \u00e9 exce\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tradicionalmente, s\u00e3o as meninas e mulheres que buscam a \u00e1gua a longas dist\u00e2ncias, com a lata na cabe\u00e7a onde a seca e o sol escaldante castigam. Cabe a elas lavar a roupa no rio, lavar as lou\u00e7as, lavar o corpo dos filhos e garantir que tenham \u00e1gua para beber. No entanto, elas s\u00e3o poucas nos cargos de gest\u00e3o dos recursos h\u00eddricos.<\/p>\n<p>Professora adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e ex-diretora de Gest\u00e3o das \u00c1guas e do Territ\u00f3rio do Instituto Estadual do Ambiente, Rosa Formiga, j\u00e1 viu de perto o peso que meninas e mulheres do semi\u00e1rido carregam para garantir o bem dentro de casa e como a vida delas s\u00e3o afetadas.<\/p>\n<p>\u201cO que percebemos no mundo inteiro, e principalmente no Brasil, \u00e9 que quando falta a \u00e1gua tratada em casa, a tarefa de busc\u00e1-la em regi\u00f5es distantes ou colocar a lata d\u2019\u00e1gua na cabe\u00e7a \u00e9 endere\u00e7ada \u00e0s mulheres. Elas ficam com uma parte muito ingrata desse servi\u00e7o. Ent\u00e3o, a rela\u00e7\u00e3o com o g\u00eanero \u00e9 muito forte porque o acesso \u00e0 \u00e1gua vai liberar a mulher para estudar, ter outros afazeres, se tornar uma profissional. Isso \u00e9 muito frequente na \u00c1frica, na \u00c1sia e principalmente no semi\u00e1rido brasileiro. Precisamos dos servi\u00e7os de \u00e1gua competentes para que isso se reflita na vida dessas mulheres\u201d, diz.<\/p>\n<p>Ela recorda que no interior do Nordeste conheceu grupos de mulheres que brigaram por 20 anos para conseguirem levar a \u00e1gua para suas comunidades. \u201cN\u00f3s, mulheres urbanas, que sempre tivemos acesso \u00e0 \u00e1gua facilmente, n\u00e3o temos no\u00e7\u00e3o do quanto uma quest\u00e3o t\u00e3o b\u00e1sica, t\u00e3o intr\u00ednseca \u00e0 vida, pode ser a raz\u00e3o de ser de algumas pessoas\u201d.<\/p>\n<p>Gisele Forattini, participante da comiss\u00e3o que instituiu o Comit\u00ea de G\u00eanero da Ag\u00eancia Nacional das \u00c1guas (ANA) e integrante do Global Water Partneship (GWP), tamb\u00e9m lembra o impacto da chegada de uma cisterna na vida das mulheres do semi\u00e1rido.<\/p>\n<p>\u201cAs crian\u00e7as euf\u00f3ricas diziam: \u2018mainha, mainha, a \u00e1gua \u00e9 docinha\u2019. N\u00e3o era \u00e1gua doce, era uma \u00e1gua que n\u00e3o era salobra. A primeira palavra que saiu da boca delas era \u2018mainha\u2019, n\u00e3o \u00e0 toa\u201d, lembra, quando participou do programa Um Milh\u00e3o de Cisternas, executado pelo Minist\u00e9rio do Desenvolvimento Social para levar \u00e1gua para consumo e produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola de fam\u00edlias rurais de baixa renda.<\/p>\n<p>\u201cQuando a gente entregava cisterna, era sempre uma mulher que recebia um documento. Os maridos, muitas vezes, iam tentar a vida em S\u00e3o Paulo e, \u00e0s vezes, n\u00e3o voltavam. A mulher ficava em casa cuidando da fam\u00edlia toda e essa cisterna fazia uma diferen\u00e7a enorme na vida dela\u201d.<\/p>\n<p>Apesar de estarem na lida di\u00e1ria, elas s\u00e3o vozes pouco ouvidas nas pol\u00edticas p\u00fablicas. A elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas que contemplem o tema ainda \u00e9 um processo de conquista.\u201cNa gest\u00e3o de recursos, o assunto \u00e9 tratado de forma especialmente t\u00e9cnica, at\u00e9 pouco tempo dominada sobretudo por engenheiros\u201d, diz Daniela Nogueira, pesquisadora do Centro de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da Universidade de Bras\u00edlia (UnB).<\/p>\n<p>Apenas em 1992, na Confer\u00eancia de Dublin \u2013 que reuniu representantes de 80 organismos internacionais, intragovernamentais e n\u00e3o governamentais para discutir \u00c1gua e Meio Ambiente \u2013 foi reconhecido o papel central e estrat\u00e9gico das mulheres na provis\u00e3o, na manuten\u00e7\u00e3o e na gest\u00e3o da \u00e1gua.<\/p>\n<p>Mas ainda h\u00e1 questionamentos sobre a incorpora\u00e7\u00e3o do princ\u00edpio na Pol\u00edtica Nacional de Recursos H\u00eddricos, de 1997. \u201cReconhecer a import\u00e2ncia da participa\u00e7\u00e3o das mulheres nos colegiados no Sistema Nacional de Recursos H\u00eddricos \u2013 como \u00e9 o caso do Conselho Nacional e dos Comit\u00eas de Bacias \u2013 \u00e9 uma forma de dar efetividade \u00e0 gest\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>\u201cSe eu tomo conta da \u00e1gua, tenho que ser ouvida\u201d<\/p>\n<p>Nascida em Minas Gerais, alagoana por escolha e filha de militar, Ana Catarina Pires cresceu experimentando diferentes rela\u00e7\u00f5es com a \u00e1gua, em cada lugar do Brasil onde morou. E considera que o despertar para o assunto s\u00f3 aconteceu em 1998, ao trabalhar como consultora do programa Pr\u00f3-\u00c1gua Semi\u00e1rido, realizado pelo Banco Mundial.<\/p>\n<p>\u201cFoi l\u00e1 que eu comecei a beber \u00e1gua sentindo verdadeiramente o gosto, e n\u00e3o apenas por uma necessidade fisiol\u00f3gica\u201d, conta a engenheira civil, ex-secret\u00e1ria do Meio Ambiente de Alagoas e integrante do grupo Legado, criado no \u00e2mbito do da Bacia Hidrogr\u00e1fica do Rio S\u00e3o Francisco (CBHSF).<\/p>\n<p>A pesquisadora defende que se \u00e9 delegada \u00e0 mulher a tarefa de \u201ctomar conta da \u00e1gua\u201d em casa, ela n\u00e3o pode ser coadjuvante na tomada de decis\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cSe eu tomo conta da \u00e1gua, tenho que ser ouvida. Como \u00e9 que eu vejo? Voc\u00ea, eu, nascemos de onde? Do \u00fatero de uma mulher dentro de uma bolsa de \u00e1gua. Ent\u00e3o, esse processo \u00e9 muito forte na nossa vida, principalmente na vida de quem milita com isso. A gente que milita com isso, h\u00e1 20 anos, 21 anos, a gente tem certeza que est\u00e1 exclu\u00edda do processo. Porque, fazem de conta, como sempre, que a gente est\u00e1 na discuss\u00e3o. Temos excelentes profissionais, que fazem a diferen\u00e7a, mas sempre ela que \u00e9 coadjuvante e a \u00e1gua \u00e9 feminina\u201d.<\/p>\n<p>Para ela, a inclus\u00e3o da mulher nos debates deve ser incisiva. \u201cNa minha vis\u00e3o, \u00e9 o reconhecimento dessa pessoa que faz parte do processo intensamente, s\u00f3 n\u00e3o faz parte do processo das discuss\u00f5es amplas, mas \u00e9 a gente que discute \u00e1gua em casa, em qualquer lugar\u201d, refor\u00e7a.<\/p>\n<p>\u201cTive em v\u00e1rios eventos em que era a \u00fanica mulher\u201d<\/p>\n<p>A engenheira e professora da Universidade Federal da Bahia, Yvonilde Medeiros, encontrou na \u00e1gua o centro de sua carreira profissional. Dedicada a pesquisar a Bacia do Rio Salitre e participar dos debates da transposi\u00e7\u00e3o do Rio S\u00e3o Francisco, ela conta que em sua trajet\u00f3ria muitas vezes era a \u00fanica voz feminina.<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea vai ver uma participa\u00e7\u00e3o feminina muito grande nos comit\u00eas, nas c\u00e2maras t\u00e9cnicas dos comit\u00eas, do Conselho [Nacional de Recursos H\u00eddricos]. Mas no conselho de forma geral, eu acho que j\u00e1 vai reduzindo a participa\u00e7\u00e3o, pelo fato de que as mulheres, em geral, n\u00e3o atingem os cargos de mais alto escal\u00e3o nos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos. Isso \u00e9 uma realidade do Brasil e uma realidade de outros pa\u00edses. As mulheres est\u00e3o sempre mais na base, mas a propor\u00e7\u00e3o que vamos chegando mais a ao topo da pir\u00e2mide, o n\u00famero e a participa\u00e7\u00e3o feminina reduz. Eu j\u00e1 tive em v\u00e1rios eventos em que era a \u00fanica mulher\u201d, conta a professora, que tem mestrado em Hidr\u00e1ulica e Saneamento, pela Universidade de S\u00e3o Paulo, e doutorado em hidrologia pela University of Newcastle Upon Tyne, de Londres.<\/p>\n<p>Enquanto s\u00e3o minoria nos altos cargos de decis\u00e3o, elas est\u00e3o entre as mais atuantes na defesa e no uso sustent\u00e1vel da \u00e1gua. A bi\u00f3loga e pesquisadora da Embrapa Solos h\u00e1 15 anos, Rachel Bardy Prado, destaca que as mulheres desenvolveram maior cuidado com os recursos naturais \u201cpela pr\u00f3pria rela\u00e7\u00e3o que possui com a gera\u00e7\u00e3o da vida: dos filhos\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEm rela\u00e7\u00e3o \u00e0 gest\u00e3o da \u00e1gua, historicamente, estava muito mais voltada \u00e0s solu\u00e7\u00f5es de engenharia (tratamento de \u00e1gua e irriga\u00e7\u00e3o), onde os homens sempre estiveram mais presentes do que as mulheres. Mas quando o assunto \u00e9 conserva\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, vemos um destaque da participa\u00e7\u00e3o feminina. Tanto \u00e9, que se tornou uma t\u00f4nica mundial a incorpora\u00e7\u00e3o da perspectiva de g\u00eanero no sentido de um maior envolvimento de representantes do grupo feminino na tomada de decis\u00f5es relacionadas ao uso da \u00e1gua. O reconhecimento de que elas s\u00e3o pe\u00e7as-chave no trato da \u00e1gua para a sa\u00fade (\u00e1gua pot\u00e1vel e saneamento), alimenta\u00e7\u00e3o e equil\u00edbrio ambiental dos ecossistemas\u201d.<\/p>\n<p>Para a pesquisadora, a educa\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos caminhos para se alcan\u00e7ar a equidade de g\u00eanero nos \u00f3rg\u00e3os de decis\u00e3o. \u201cA primeira medida \u00e9 incentivar e assegurar, nos movimentos sociais, nos f\u00f3runs e comit\u00eas, a igualdade de g\u00eanero e uma participa\u00e7\u00e3o equilibrada. Tamb\u00e9m promover pol\u00edticas que valorizem o papel da mulher na conserva\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e e alertar os \u00f3rg\u00e3os de fomento \u00e0 pesquisa, como o CNPQ, Capes e outros sobre a import\u00e2ncia em financiarem linhas espec\u00edficas de pesquisa com foco no fortalecimento do papel da mulher na gest\u00e3o da \u00e1gua\u201d.<\/p>\n<p>Um dos grandes desafios para aumentar a participa\u00e7\u00e3o feminina na gest\u00e3o de recursos h\u00eddricos \u00e9 a aus\u00eancia de dados sobre a rela\u00e7\u00e3o \u00e1gua e g\u00eanero. \u201cEstamos trabalhando na solciita\u00e7\u00e3o de bases de dados ao governo e ao IBGE. Esses dados em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 \u00e1gua, por exemplo, s\u00e3o mais espec\u00edficos\u201d, diz a pesquisadora Daniela Nogueira.<\/p>\n<p>De acordo com Eldis Camargo Santos, assessora da ANA, a ag\u00eancia reguladora vem trabalhando no Projeto Legado, criado em dezembro de 2017 com o objetivo de levantar propostas de melhorias na gest\u00e3o de recursos h\u00eddricos, dando \u00eanfase ao papel da mulher, al\u00e9m de alterar a Lei 9.433, que instituiu a Pol\u00edtica Nacional de Recursos H\u00eddricos, para adicionar os princ\u00edpios de Dublin.<\/p>\n<p>O Projeto Legado estar\u00e1 na pauta do 8\u00ba F\u00f3rum Mundial da \u00c1gua, que ocorrer\u00e1 entre os dias 18 e 23 de mar\u00e7o, em Bras\u00edlia.<\/p>\n<p>Para incentivar a participa\u00e7\u00e3o delas, a pesquisadora da UnB Daniela Nogueira defende capacita\u00e7\u00f5es espec\u00edficas \u2013 para homens e mulheres. \u201cEstamos pensando na cria\u00e7\u00e3o de uma rede latino-americana de \u00e1gua e g\u00eanero justamente para formular estrat\u00e9gias concretas de como n\u00f3s poderemos impactar na implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas sobre o tema\u201d, afirma.<\/p>\n<p>No fim de 2017, a ANA realizou uma oficina internacional de g\u00eanero e \u00e1gua, com a presen\u00e7a de mais de 60 mulheres de diversos pa\u00edses que discutiram o assunto. O tema retornar\u00e1 ao f\u00f3rum.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A equidade entre homens e mulheres \u00e9 um desafio em praticamente todos os espa\u00e7os da<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":81679,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/agua_desigualdade_mulheres.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/agua_desigualdade_mulheres-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/agua_desigualdade_mulheres-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/agua_desigualdade_mulheres.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/agua_desigualdade_mulheres.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/agua_desigualdade_mulheres.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/agua_desigualdade_mulheres.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/agua_desigualdade_mulheres.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/agua_desigualdade_mulheres.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/agua_desigualdade_mulheres.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A equidade entre homens e mulheres \u00e9 um desafio em praticamente todos os espa\u00e7os da","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81678"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81678"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81678\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/81679"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81678"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81678"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81678"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}