{"id":81549,"date":"2018-03-14T11:00:20","date_gmt":"2018-03-14T14:00:20","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=81549"},"modified":"2018-03-14T07:15:39","modified_gmt":"2018-03-14T10:15:39","slug":"mudancas-no-clima-podem-ameacar-50-das-especies-da-amazonia-a-madagascar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mudancas-no-clima-podem-ameacar-50-das-especies-da-amazonia-a-madagascar\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as no clima podem amea\u00e7ar 50% das esp\u00e9cies da Amaz\u00f4nia a Madagascar"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/floresta.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-81550\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/floresta-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/floresta-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/floresta.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Da Amaz\u00f4nia a Madagascar, passando pelas Grandes Plan\u00edcies norte-americanas, em 2080 as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas podem amea\u00e7ar entre um quarto e metade das esp\u00e9cies em 33 das regi\u00f5es mais ricas em biodiversidade, segundo um relat\u00f3rio publicado nesta quarta-feira.<\/p>\n<p>Se a temperatura m\u00e9dia do planeta aumentar 4,5\u00b0C com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 era pr\u00e9-industrial &#8211; cen\u00e1rio previsto pelos cientistas se nada for feito para reduzir as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa -, 48% das esp\u00e9cies poderiam desaparecer em certas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Mas este risco se dividiria por dois se o aumento da temperatura m\u00e9dia se limitar a 2\u00b0C, meta fixada no acordo de Paris adotado em 2015 sob a \u00e9gide da ONU, destaca esta an\u00e1lise publicada pela revista Climatic Change.<\/p>\n<p>&#8220;A biodiversidade mundial sofrer\u00e1 terrivelmente durante o pr\u00f3ximo s\u00e9culo, a menos que fa\u00e7amos tudo o que est\u00e1 em nossas m\u00e3os&#8221; para evit\u00e1-lo, adverte o Fundo Mundial pela Natureza (WWF), que coproduziu o estudo.<\/p>\n<p>Apresentado como o mais completo sobre cerca de trinta zonas do mundo, este estudo \u00e9 divulgado antes da abertura, no s\u00e1bado, na cidade colombiana de Medell\u00edn, de uma importante confer\u00eancia sobre o estado da biodiversidade no mundo.<\/p>\n<p>&#8211; Zonas &#8216;ref\u00fagio&#8217; &#8211;<\/p>\n<p>Em todas as regi\u00f5es, o clima se soma \u00e0s amea\u00e7as que j\u00e1 existem sobre a fauna e a flora: urbaniza\u00e7\u00e3o, perda de h\u00e1bitats, ca\u00e7a ilegal, agricultura n\u00e3o sustent\u00e1vel, por exemplo.<\/p>\n<p>Os pesquisadores das universidades de East Anglia (Reino Unido) e James-Cook (Austr\u00e1lia) estudaram a situa\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica de 80.000 esp\u00e9cies em 33 regi\u00f5es consideradas &#8220;priorit\u00e1rias&#8221;, t\u00e3o \u00fanicas e diversas quanto a Amaz\u00f4nia, o deserto da Nam\u00edbia, Himalaia, Born\u00e9u, o lago Baikal ou o sul do Chile.<\/p>\n<p>As temporadas de temperaturas excepcionalmente altas devem se tornar a norma, em alguns casos a partir de 2030, e inclusive no cen\u00e1rio de um aquecimento limitado a 2\u00b0C.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m se prev\u00ea em muitos lugares picos de calor muito importantes, menos precipita\u00e7\u00f5es e longas secas.<\/p>\n<p>Nestas regi\u00f5es, mais da metade da superf\u00edcie (56%) ainda estaria apta para a vida com +2\u00b0C. Mas com +4,5\u00b0C, este percentual poderia cair at\u00e9 18%. \u00c9 o que a WWF chama de zonas de &#8220;ref\u00fagio&#8221;.<\/p>\n<p>As plantas devem ser particularmente afetadas, pois se adaptam mais lentamente e se deslocam com menos facilidade. Consequentemente, isto pode afetar os animais que dependem delas.<\/p>\n<p>Com um aumento da temperatura de 4,5\u00b0C, 69% das esp\u00e9cies da flora poderiam desaparecer na Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>No mundo animal, r\u00e9pteis e anf\u00edbios s\u00e3o os que correm o maior risco de serem &#8220;superados&#8221; \u00e0 frente de aves ou mam\u00edferos, que t\u00eam maior mobilidade.<\/p>\n<p>&#8211; Capacidade de se adaptar &#8211;<\/p>\n<p>Muitas esp\u00e9cies depender\u00e3o efetivamente de sua capacidade para se mover, seguindo seu clima de predile\u00e7\u00e3o. Poder\u00e3o segui-lo? Ser\u00e3o bloqueadas, por exemplo, por cidades, montanhas? Ter\u00e3o, ao chegar, um lugar para viver?<\/p>\n<p>No pior dos cen\u00e1rios, o sudoeste da Austr\u00e1lia veria cerca de 80% de suas esp\u00e9cies de mam\u00edferos amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o localmente. Esta perda seria de apenas um ter\u00e7o se o aumento da temperatura for de +2\u00b0C e se as esp\u00e9cies dispuserem de capacidades de adapta\u00e7\u00e3o adequadas.<\/p>\n<p>Conclus\u00e3o: &#8220;ser\u00e1 preciso fazer esfor\u00e7os muito mais importantes para manter o aumento das temperaturas em seu m\u00ednimo absoluto&#8221;, insiste o WWF.<\/p>\n<p>Neste est\u00e1gio, os compromissos de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es adquiridos em Paris levam o planeta a um aquecimento de mais de 3\u00b0C.<\/p>\n<p>E com +3,2\u00b0C, 37% das esp\u00e9cies correm o risco de desaparecer localmente nas regi\u00f5es estudadas.<\/p>\n<div id=\"aol_outstream_article\" data-bcid=\"56603651bbe5bf10d057f868\" data-id=\"62\" data-m=\"{&quot;i&quot;:62,&quot;p&quot;:58,&quot;n&quot;:&quot;aol-article-inlineOutstreamAd&quot;,&quot;t&quot;:&quot;AolInlineOutstreamAd&quot;,&quot;o&quot;:4}\"><\/div>\n<p>Al\u00e9m disso, como os gases j\u00e1 emitidos v\u00e3o continuar aquecendo o planeta, ser\u00e1 preciso prever tamb\u00e9m medidas de prote\u00e7\u00e3o locais: corredores biol\u00f3gicos para favorecer o deslocamento de esp\u00e9cies, identifica\u00e7\u00e3o de zonas &#8220;ref\u00fagio&#8221; de \u00faltimo recurso, restaura\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitats&#8230;<\/p>\n<p>O Mediterr\u00e2neo, que tem, por exemplo, tr\u00eas esp\u00e9cies emblem\u00e1ticas de tartarugas marinhas, veria cerca de um ter\u00e7o de suas plantas, mam\u00edferos e anf\u00edbios amea\u00e7ados com +2\u00b0C se n\u00e3o tiverem nenhuma possibilidade de adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A extin\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa unicamente o desaparecimento de esp\u00e9cies, ressalta o WWF, &#8220;mas profundas mudan\u00e7as para os ecossistemas que proporcionam servi\u00e7os vitais para centenas de milh\u00f5es de pessoas&#8221;, seja na alimenta\u00e7\u00e3o, na sustenta\u00e7\u00e3o do turismo ou nas pesquisas sobre futuros medicamentos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da Amaz\u00f4nia a Madagascar, passando pelas Grandes Plan\u00edcies norte-americanas, em 2080 as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas podem<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":81550,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/floresta.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/floresta-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/floresta-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/floresta.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/floresta.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/floresta.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/floresta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/floresta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/floresta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/floresta.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Da Amaz\u00f4nia a Madagascar, passando pelas Grandes Plan\u00edcies norte-americanas, em 2080 as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas podem","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81549"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81549"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81549\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/81550"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81549"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81549"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81549"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}