{"id":81438,"date":"2018-03-11T21:18:12","date_gmt":"2018-03-12T00:18:12","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=81438"},"modified":"2018-03-11T21:18:56","modified_gmt":"2018-03-12T00:18:56","slug":"o-desperdicio-de-alimentos-continua-alto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-desperdicio-de-alimentos-continua-alto\/","title":{"rendered":"O desperd\u00edcio de alimentos continua alto"},"content":{"rendered":"<p><em><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/jornaldiadia.com.br\/2016\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/1-75.jpg\" width=\"450\" height=\"299\" \/>Por Coriolano Xavier<\/em><\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil conviver tranquilo com o desperd\u00edcio corrente de alimentos, que n\u00e3o \u00e9 pouco. Dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Supermercados (ABRAS), por exemplo, mostram que o setor deixou pelo caminho cerca de R$ 7 bilh\u00f5es em 2016, por conta de alimentos jogados fora devido \u00e0 apar\u00eancia, danos ou validade. A maior parte foi de frutas, legumes e verduras (FLV). Mas padaria, confeitaria, comida pronta, peixes e carnes tamb\u00e9m pesaram no desperd\u00edcio. Juntas, essas categorias registraram perdas pr\u00f3ximas a 20% do faturamento l\u00edquido do setor.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.programaconsumer.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/economia-desperdicio-restaurante-620x420.jpg\" alt=\"Resultado de imagem para O desperd\u00edcio de alimentos continua alto\" width=\"638\" height=\"432\" \/><\/p>\n<p>O desperd\u00edcio come\u00e7a nas lavouras, continua depois da porteira e faz com que 30% do que se produz no campo n\u00e3o chegue ao consumidor, segundo alerta a FAO Brasil, \u00f3rg\u00e3o da ONU para a agricultura e alimenta\u00e7\u00e3o. Essa enormidade de alimento desperdi\u00e7ado decorre, em parte, do pr\u00f3prio gigantismo do sistema de produ\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o alimentar, reflexo da acelerada urbaniza\u00e7\u00e3o que vivemos. Perde-se alimento no transporte, no manuseio de varejo, no processamento, por padr\u00f5es de consumo, vencimento e deteriora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para reduzir o problema, em geral se busca prolongar o tempo de prateleira dos produtos perec\u00edveis com melhorias em refrigera\u00e7\u00e3o, embalagem, t\u00e9cnicas de exposi\u00e7\u00e3o e log\u00edstica. A gen\u00e9tica tamb\u00e9m \u00e9 convocada para desenvolver cultivares mais resistentes aos desafios do complexo percurso do campo \u00e0 mesa. E tem ainda o marketing, que pode ajudar nessa cruzada contra o desperd\u00edcio trabalhando sobre cren\u00e7as que hoje contribuem para o encalhe de produtos.<\/p>\n<p>J\u00e1 se viu, por pesquisa, que mais de 40% das pessoas associam produto feio a impr\u00f3prio para consumo (o que n\u00e3o \u00e9 necessariamente um fato) e mudar tal percep\u00e7\u00e3o, com transpar\u00eancia e dentro de princ\u00edpios \u00e9ticos, certamente contribuiria para diminuir refugos. Incentivar novas formas de consumo \u00e9 outro caminho poss\u00edvel, aproveitando alimentos fora da cartilha convencional em sucos, sopas, saladas e outras formas de preparo. Enfim, apostar no conceito de conveni\u00eancia e na educa\u00e7\u00e3o do consumidor para driblar o rejeito de produtos.<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel tamb\u00e9m reposicionar produtos de menor valor percebido, aumentando seu atrativo para consumo. O caso das pequeninas \u201cma\u00e7\u00e3s da M\u00f4nica\u201d j\u00e1 \u00e9 um cl\u00e1ssico. Mi\u00fadas, fora do padr\u00e3o\u00a0<em>premium<\/em>\u00a0e azedinhas, elas n\u00e3o tinham grande apelo e eram aproveitadas para produ\u00e7\u00e3o de sucos. Mas foram reconceituadas como produto para crian\u00e7as, com o refor\u00e7o publicit\u00e1rio de um personagem famoso de HQ infantil, abrindo seu espa\u00e7o no mercado. Hoje, fala-se que as azedinhas representam mais de 10% do mercado nacional de ma\u00e7as.<\/p>\n<p>No complexo sistema de produ\u00e7\u00e3o alimentar, dificilmente uma s\u00f3 coisa resolve um grande problema. \u00c9 um setor multidisciplinar e, muitas vezes, a solu\u00e7\u00e3o para seus desafios n\u00e3o est\u00e1 somente ao longo da cadeia produtiva, mas tamb\u00e9m na ponta do abastecimento, na mente do consumidor. Evitar que uma enormidade de alimentos acabe no lixo parece ser um de seus desafios essenciais. Vital para a sustentabilidade do setor. E o marketing pode ajudar bastante.<\/p>\n<p><strong>\u00a0Sobre o CCAS<\/strong><\/p>\n<p>O Conselho Cient\u00edfico Agro Sustent\u00e1vel (CCAS) \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo-SP, com o objetivo prec\u00edpuo de discutir temas relacionados \u00e0 sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.<\/p>\n<p>O CCAS \u00e9 uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econ\u00f4micos, pautando suas a\u00e7\u00f5es na imparcialidade, \u00e9tica e transpar\u00eancia, sempre valorizando o conhecimento cient\u00edfico.<\/p>\n<p>Os associados do CCAS s\u00e3o profissionais de diferentes forma\u00e7\u00f5es e \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o, tanto na \u00e1rea p\u00fablica quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. S\u00e3o profissionais que se destacam por suas atividades t\u00e9cnico-cient\u00edficas e que se disp\u00f5em a apresentar fatos concretos, lastreados em verdades cient\u00edficas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agr\u00edcolas.<\/p>\n<p>A agricultura, apesar da sua import\u00e2ncia fundamental para o pa\u00eds e para cada cidad\u00e3o, tem sua reputa\u00e7\u00e3o e imagem em constru\u00e7\u00e3o, alternando percep\u00e7\u00f5es positivas e negativas, n\u00e3o condizentes com a realidade. \u00c9 preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opini\u00f5es, para melhor informa\u00e7\u00e3o da sociedade. \u00c9 importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Institui\u00e7\u00f5es de Pesquisa seja colocado \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o, para que a realidade da agricultura, em especial seu car\u00e1ter de sustentabilidade, transpare\u00e7a. Mais informa\u00e7\u00f5es no website:\u00a0<a href=\"http:\/\/agriculturasustentavel.org.br\/\">http:\/\/agriculturasustentavel.org.br\/<\/a>. Acompanhe tamb\u00e9m o CCAS no Facebook:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.facebook.com\/agriculturasustentavel\">http:\/\/www.facebook.com\/agriculturasustentavel<\/a>.<\/p>\n<p><em>Eu,\u00a0<strong>Coriolano Xavier<\/strong>, sou Vice-Presidente de Comunica\u00e7\u00e3o do Conselho Cient\u00edfico Agro Sustent\u00e1vel (CCAS), Professor do N\u00facleo de Estudos do Agroneg\u00f3cio da ESPM.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Coriolano Xavier \u00c9 dif\u00edcil conviver tranquilo com o desperd\u00edcio corrente de alimentos, que n\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por Coriolano Xavier \u00c9 dif\u00edcil conviver tranquilo com o desperd\u00edcio corrente de alimentos, que n\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81438"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81438"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81438\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81438"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81438"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81438"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}