{"id":81309,"date":"2018-03-09T19:46:19","date_gmt":"2018-03-09T22:46:19","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=81309"},"modified":"2018-03-09T19:46:19","modified_gmt":"2018-03-09T22:46:19","slug":"nova-especie-de-libelula-e-identificada-na-area-de-protecao-ambiental-em-minas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/nova-especie-de-libelula-e-identificada-na-area-de-protecao-ambiental-em-minas\/","title":{"rendered":"Nova esp\u00e9cie de lib\u00e9lula \u00e9 identificada na \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental em Minas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/libelula.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-81310\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/libelula-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/libelula-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/libelula.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma nova esp\u00e9cie de lib\u00e9lula foi identificada na \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) Cachoeira das Andorinhas, em Ouro Preto, na regi\u00e3o Central de Minas. Batizada de\u00a0<em>Hetaragrion Cauei<\/em>, ela foi encontrada pelo monitor do Parque Estadual do Itacolomi Walter Francisco de \u00c1vila J\u00fanior. A descoberta se deu durante pesquisa de campo para seu trabalho de conclus\u00e3o de curso (TCC) da gradua\u00e7\u00e3o em biologia, pela Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop).<\/p>\n<p>O estudo teve in\u00edcio em 2015, com o objetivo de fazer um invent\u00e1rio das esp\u00e9cies de lib\u00e9lulas da regi\u00e3o do Rio das Velhas, um dos principais afluentes do Rio S\u00e3o Francisco em Minas. \u201cColetei 42 esp\u00e9cies e, ao fazer a identifica\u00e7\u00e3o do g\u00eanero, vi que as caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas de uma delas n\u00e3o batiam com nenhuma j\u00e1 identificada\u201d, revela.<\/p>\n<p>Walter, ent\u00e3o, resolveu entrar em contato com o bi\u00f3logo Frederico Lencioni, um dos maiores especialistas em lib\u00e9lulas no Brasil, para ter certeza de sua descoberta.<\/p>\n<p>\u201cEnviei algumas fotos e ele me disse que, pela an\u00e1lise das imagens, tudo levava a crer que realmente se tratava de uma nova esp\u00e9cie. Mas pediu que eu enviasse o inseto para que pudesse ter certeza. Ap\u00f3s analis\u00e1-lo, concluiu que era uma mesmo nova esp\u00e9cie.\u201d<\/p>\n<p>A confirma\u00e7\u00e3o da descoberta para a comunidade cient\u00edfica internacional veio ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o do artigo com descri\u00e7\u00e3o do inseto na prestigiada revista alem\u00e3\u00a0<em>Odonatologica<\/em>, especializada em lib\u00e9lulas. O texto foi assinado por Walter, por seu orientador, professor Marco Ant\u00f4nio Carneiro, e por Lencioni. A publica\u00e7\u00e3o ocorreu em dezembro de 2017.<\/p>\n<p><strong>Qualidade ambiental<\/strong><\/p>\n<p>O futuro bi\u00f3logo explica que as lib\u00e9lulas atuam como bioindicador de qualidade ambiental. \u201cO ovo desse inseto s\u00f3 eclode se ele estiver depositado em \u00e1gua limpa, ou seja, lib\u00e9lulas n\u00e3o habitam locais com \u00e1gua polu\u00edda.\u201d A nova esp\u00e9cie recebeu o nome em homenagem ao filho de Walter, de apenas um ano de idade.<\/p>\n<p>Walter conta que sua paix\u00e3o pelas lib\u00e9lulas come\u00e7ou quando ele ainda estudava ecologia, curso no qual tamb\u00e9m \u00e9 graduado. \u201cComentei com professores que queria estudar esse tipo de inseto. Ent\u00e3o, eles me recomendaram procurar o professor \u00c2ngelo Machado, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) \u2013 tamb\u00e9m conselheiro da\u00a0<strong>Revista ECOL\u00d3GICO<\/strong>, pois ser ele o maior especialista em lib\u00e9lulas em Minas e um dos maiores do Brasil.\u201d<\/p>\n<p>Mesmo com dois e-mails sem resposta, Walter n\u00e3o desanimou. Tomou coragem e ligou para o famoso professor, que j\u00e1 descreveu cerca de 100 esp\u00e9cies de lib\u00e9lulas. E o que ouviu do outro lado da linha o encheu de esperan\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201cO professor \u00c2ngelo confirmou a leitura dos meus e-mails, mas disse que n\u00e3o havia respondido ainda, porque queria ter certeza de eu realmente queria estudar lib\u00e9lulas. A partir da\u00ed, comecei a frequentar a casa dele, a ler o material que ele me passava e n\u00e3o parei mais\u201d, conta.<\/p>\n<p><strong>APA Cachoeira das Andorinhas<\/strong><\/p>\n<p>A APA da Cachoeira das Andorinhas foi criada em 1989 e tem 18,7 mil hectares. Abriga a nascente do Rio das Velhas, a Floresta Estadual do Uaimi\u00ed e o Parque Natural Municipal das Andorinhas. Os limites da reserva iniciam-se na divisa de Ouro Preto com o distrito de S\u00e3o Bartolomeu e se estende no sentido Norte at\u00e9 a divisa com os munic\u00edpios de Itabirito e Santa B\u00e1rbara.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova esp\u00e9cie de lib\u00e9lula foi identificada na \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) Cachoeira das<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":81310,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/libelula.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/libelula-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/libelula-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/libelula.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/libelula.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/libelula.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/libelula.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/libelula.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/libelula.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/libelula.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma nova esp\u00e9cie de lib\u00e9lula foi identificada na \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA) Cachoeira das","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81309"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81309"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81309\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/81310"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81309"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81309"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81309"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}