{"id":81220,"date":"2018-03-07T15:00:30","date_gmt":"2018-03-07T18:00:30","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=81220"},"modified":"2018-03-06T22:32:51","modified_gmt":"2018-03-07T01:32:51","slug":"pesquisadores-propoem-embargo-de-terras-publicas-sem-destinacao-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisadores-propoem-embargo-de-terras-publicas-sem-destinacao-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Pesquisadores prop\u00f5em embargo de terras p\u00fablicas sem destina\u00e7\u00e3o na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/amazonia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-81222\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/amazonia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/amazonia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/amazonia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de limita\u00e7\u00e3o administrativas \u00e9 defendida por pesquisadores da Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA) e Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz\u00f4nia (Ipam) para proteger as florestas p\u00fablicas existentes na regi\u00e3o, at\u00e9 que seja definida a destina\u00e7\u00e3o dessas terras. A proposta \u00e9 apresentada em um artigo j\u00e1 dispon\u00edvel na internet, na edi\u00e7\u00e3o de abril da revista Lance Use Policy, assinado pelos pesquisadores Claudia Azevedo-Ramos, do N\u00facleo de Altos Estudos Amaz\u00f4nicos da UFPA (Naea-UFPA), e Paulo Moutinho (Ipam).<\/p>\n<p>Os pesquisadores afirmam que, atualmente, cerca de 70 milh\u00f5es de hectares de florestas p\u00fablicas federais e estaduais, quase o dobro da \u00e1rea da Alemanha, est\u00e3o vulner\u00e1veis \u00e0 a\u00e7\u00e3o de grileiros e ao desmatamento ilegal, porque os governos ainda n\u00e3o decidiram o que fazer com elas. Segundo o estudo, florestas p\u00fablicas, sejam estaduais, federais ou municipais, concentram atualmente 25% do desmatamento que ocorre na regi\u00e3o Amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>A professora da UFPA, Claudia Azevedo-Ramos, lembra que foram criadas \u00c1reas de Limita\u00e7\u00e3o Administrativa Provis\u00f3ria (ALAP) ao longo da Cuiab\u00e1-Santar\u00e9m (BR-163) e da Manaus-Porto Velho (BR-319), que se mostraram efetivas para evitar o desmatamento e grilagem nessas regi\u00f5es, enquanto se planejava a pavimenta\u00e7\u00e3o das rodovias.<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea pode ter uma fase transit\u00f3ria, que j\u00e1 foi utilizada em outras ocasi\u00f5es, para bloquear uma \u00e1rea maci\u00e7a para estudos e consequente destina\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Claudia Azevedo-Ramos. \u201cEnquanto a \u00e1rea est\u00e1 bloqueada, est\u00e1 sendo mandado o recado de que o governo est\u00e1 l\u00e1 tomando conta e que a \u00e1rea vai ser alguma coisa\u201d, completa.<\/p>\n<p>Cl\u00e1udia lembra que, por lei, essas florestas p\u00fablicas deveriam continuar a ser florestas e p\u00fablicas, mesmo ap\u00f3s a destina\u00e7\u00e3o, ou seja, ap\u00f3s o governo definir se ser\u00e3o transformadas por exemplo em unidades de conserva\u00e7\u00e3o ou transferidas para os governos estaduais. Isso n\u00e3o significa a impossibilidade de uso econ\u00f4mico. Conforme a voca\u00e7\u00e3o identificada, podem ser concedidas para o manejo florestal ou transformadas em Reservas Extrativistas, por exemplo. Elas podem inclusive ser abertas \u00e0 minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA defesa que a gente faz no artigo vem no sentido de que hoje essas \u00e1reas n\u00e3o est\u00e3o sob a responsabilidade de ningu\u00e9m\u201d, esclarece. \u201cComo elas n\u00e3o receberam uma categoria, voc\u00ea n\u00e3o tem um respons\u00e1vel por aquela \u00e1rea. Em outras palavras, elas est\u00e3o praticamente livres a apropria\u00e7\u00e3o ilegal e ao uso inescrupuloso\u201d, diz.<\/p>\n<p>As florestas p\u00fablicas estocam o equivalente a 25 bilh\u00f5es de toneladas de g\u00e1s carb\u00f4nico, n\u00famero semelhante ao que o Brasil emite ao longo de 14 anos, de acordo com dados citados no estudo. O desmatamento dessas \u00e1reas pode comprometer, conforme afirmam os pesquisadores, o compromisso do Brasil em reduzir as emiss\u00f5es nacionais em 37% em 2025, em compara\u00e7\u00e3o a 2005, ou seja, de pouco mais de 2 bilh\u00f5es, registrados em 2005, para 1,28 bilh\u00e3o por ano.<\/p>\n<p>Cerca de 60% das florestas p\u00fablicas est\u00e3o no Amazonas, grande parte delas (mais de 31 milh\u00f5es de hectares) como florestas estaduais, segundo dados do Cadastro Nacional de Florestas. No Par\u00e1, s\u00e3o mais de 97 milh\u00f5es de hectares de florestas p\u00fablicas. Em Roraima, embora a extens\u00e3o dessas terras seja menor (3 milh\u00f5es de hectares) h\u00e1 grande press\u00e3o para que elas sejam transferidas para o governo do estado e abertas para a agricultura, como compensa\u00e7\u00e3o pela homologa\u00e7\u00e3o das Terras Ind\u00edgenas Ianom\u00e2mi e Raposa Serra do Sol.<\/p>\n<p>De acordo com informa\u00e7\u00f5es do Ipam, cerca de 10 milh\u00f5es de hectares de florestas p\u00fablicas j\u00e1 foram derrubados na regi\u00e3o e est\u00e3o subutilizados. \u201cN\u00e3o h\u00e1 nenhuma justificativa econ\u00f4mica suficientemente forte para defender que essas \u00e1reas com florestas p\u00fablicas sejam convertidas em lavoura ou pasto frente \u00e0 \u00e1rea j\u00e1 desmatada na Amaz\u00f4nia\u201d, afirma Paulo Moutinho.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/mapa-nao-destinadas-pt-1-1024x726.png\" width=\"740\" height=\"525\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de limita\u00e7\u00e3o administrativas \u00e9 defendida por pesquisadores da Universidade Federal do<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":81222,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/amazonia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/amazonia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/amazonia-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/amazonia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/amazonia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/amazonia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/amazonia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/amazonia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/amazonia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/amazonia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A cria\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de limita\u00e7\u00e3o administrativas \u00e9 defendida por pesquisadores da Universidade Federal do","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81220"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81220"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81220\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/81222"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81220"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81220"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81220"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}