{"id":81146,"date":"2018-03-06T09:03:06","date_gmt":"2018-03-06T12:03:06","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=81146"},"modified":"2018-03-06T09:12:56","modified_gmt":"2018-03-06T12:12:56","slug":"o-estado-da-bahia-corre-risco-de-virar-um-deserto-sugere-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-estado-da-bahia-corre-risco-de-virar-um-deserto-sugere-estudo\/","title":{"rendered":"O estado da Bahia corre risco de virar um deserto, sugere estudo"},"content":{"rendered":"<div class=\"clearfix text-formatted field field-node--field-corpo field-formatter-text-default field-name-field-corpo field-type-text-long field-label-hidden has-single\">\n<div class=\"field__items\">\n<div class=\"field__item\">\n<p dir=\"ltr\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bahia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-81147\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bahia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bahia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bahia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pesquisa desenvolvida na Unicamp revela que o Estado da Bahia vem apresentando aumento no \u00edndice de aridez e diminui\u00e7\u00e3o de chuvas. Os estudos indicam que a tend\u00eancia \u00e9 que a situa\u00e7\u00e3o se agrave nos pr\u00f3ximos 30 anos, provocando um aumento das \u00e1reas com risco de desertifica\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o. As conclus\u00f5es s\u00e3o da tese de doutorado \u201c\u00c1reas de risco de desertifica\u00e7\u00e3o: cen\u00e1rios atuais e futuros, frente \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d<strong>,<\/strong>\u00a0defendida por Camila da Silva Dourado na Faculdade de Engenharia Agr\u00edcola (Feagri) da Unicamp.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A desertifica\u00e7\u00e3o \u00e9 a degrada\u00e7\u00e3o de terras nas zonas \u00e1ridas, semi\u00e1ridas e sub\u00famidas a secas, como resultado das varia\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e a\u00e7\u00f5es antr\u00f3picas, ou seja, as altera\u00e7\u00f5es causadas pelo ser humano no ambiente. Este fen\u00f4meno transforma terras f\u00e9rteis e agricult\u00e1veis em terras improdutivas, causa impactos ambientais como a destrui\u00e7\u00e3o da biodiversidade, diminui\u00e7\u00e3o da disponibilidade de recursos h\u00eddricos e provoca a perda f\u00edsica e qu\u00edmica dos solos. Neste caso, a pesquisa aponta que as mesorregi\u00f5es que mais expandiram as \u00e1reas com risco de aridez s\u00e3o os maiores polos agr\u00edcolas baianos. \u201cAinda \u00e9 necess\u00e1ria uma an\u00e1lise mais aprofundada sobre a desertifica\u00e7\u00e3o nessas \u00e1reas, mas os dados mostram que esses polos agr\u00edcolas observados passaram a ser considerados como \u00e1reas de alto risco\u201d, explica Camila.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O trabalho foi realizado sob orienta\u00e7\u00e3o de Stanley Robson de Medeiros Oliveira, pesquisador da Embrapa Inform\u00e1tica Agropecu\u00e1ria e coorienta\u00e7\u00e3o de Ana Maria Heuminski de Avila, pesquisadora do Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorol\u00f3gicas e Clim\u00e1ticas Aplicadas \u00e0 Agricultura). Os autores alertam para a necessidade de se adotar medidas preventivas agora para que as previs\u00f5es n\u00e3o se consolidem.<\/p>\n<figure class=\"caption caption-img\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/img_DEST_bahia_camila_201802019.jpg\" alt=\"Foto: Perri\" width=\"639\" height=\"426\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"155aec49-f51d-4ffd-ab1f-a16e90159206\" \/><figcaption>Camila da Silva Dourado, autora da pesquisa: \u201cOs cen\u00e1rios de aumento de \u00e1reas de risco para agricultura por causa da desertifica\u00e7\u00e3o amea\u00e7am diversos setores econ\u00f4micos e sociais da regi\u00e3o, principalmente o agropecu\u00e1rio\u201d<\/figcaption><\/figure>\n<p dir=\"ltr\">No cen\u00e1rio da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola nacional, a Bahia ocupa destaque no Nordeste brasileiro como grande produtora de gr\u00e3os, al\u00e9m de ser respons\u00e1vel por 12,2% do valor da produ\u00e7\u00e3o de frutas, ocupando o segundo lugar no ranking nacional. A cultura do algod\u00e3o no estado representa 25,4% da produ\u00e7\u00e3o nacional, ficando atr\u00e1s apenas de Mato Grosso com 64,1% da produ\u00e7\u00e3o, de acordo com dados da safra de 2016 divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica). Os dois principais polos agr\u00edcolas baianos est\u00e3o no oeste, em cidades como Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es e Barreiras, por exemplo, onde \u00e9 forte a produ\u00e7\u00e3o de algod\u00e3o e gr\u00e3os, principalmente a soja. Outro polo est\u00e1 no norte do Estado, maior produtor de frutas da Bahia, sendo destaques as cidades entre Juazeiro (BA) e Petrolina, em Pernambuco.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cOs cen\u00e1rios de aumento de \u00e1reas de risco para agricultura por causa da desertifica\u00e7\u00e3o amea\u00e7am diversos setores econ\u00f4micos e sociais da regi\u00e3o, principalmente o agropecu\u00e1rio\u201d, explica Camila. Por isso, uma das alternativas recomend\u00e1veis \u00e9 o desenvolvimento de ferramentas e sistemas inteligentes capazes de capturar, organizar e quantificar dados e informa\u00e7\u00f5es, que auxiliem o planejamento da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola e o processo de tomada de decis\u00e3o, com o objetivo de diminuir os impactos ambientais.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/img_DEST_bahia_mapa01_201802019.jpg\" alt=\"Reprodu\u00e7\u00e3o\" width=\"639\" height=\"903\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"2f961a28-8728-4cdf-9c13-0fdd6955f1c5\" \/><\/p>\n<p dir=\"ltr\">De acordo com os resultados obtidos por meio da an\u00e1lise de dados clim\u00e1ticos (chuva, temperatura e evapotranspira\u00e7\u00e3o), dados ed\u00e1ficos, declividade do terreno, fragilidade do solo \u00e0 eros\u00e3o e de vegeta\u00e7\u00e3o (extra\u00eddos de imagens de sat\u00e9lite), entre os anos de 2000 e 2014, o territ\u00f3rio baiano j\u00e1 apresentou uma queda do n\u00edvel de precipita\u00e7\u00f5es (chuvas), diminui\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de cobertura vegetal\u00a0nativa, e um aumento no \u00edndice de aridez e das \u00e1reas com risco de desertifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para o futuro, ou seja, entre os anos de 2021 a 2050, a previs\u00e3o \u00e9 que o Estado enfrente um aumento de temperatura de aproximadamente 1 \u00b0C e diminui\u00e7\u00e3o das precipita\u00e7\u00f5es, em rela\u00e7\u00e3o ao clima atual. As previs\u00f5es tamb\u00e9m apontam um aumento nas \u00e1reas consideradas \u00e1ridas e uma expans\u00e3o de terras com risco \u201calto\u201d e \u201cmuito alto\u201d de desertifica\u00e7\u00e3o. \u201cEssa pesquisa exibe o cen\u00e1rio futuro; ent\u00e3o, se quisermos minimizar esses riscos, temos que tomar decis\u00f5es e atitudes agora ou ser\u00e1 muito tarde para fazer as corre\u00e7\u00f5es. N\u00e3o podemos esperar at\u00e9 2050\u201d, alerta Stanley Oliveira.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Segundo o orientador da pesquisa, as t\u00e9cnicas de minera\u00e7\u00e3o de dados associadas \u00e0s t\u00e9cnicas de sensoriamento remoto em imagens orbitais, tratam do desafio de captar padr\u00f5es e processos, e proporcionam um diagn\u00f3stico espa\u00e7otemporal da mudan\u00e7a na paisagem, permitindo tamb\u00e9m monitorar e diagnosticar o grau de degrada\u00e7\u00e3o de terras. Essas t\u00e9cnicas facilitam a an\u00e1lise e a manipula\u00e7\u00e3o de dados em grandes \u00e1reas, com menos custo que os m\u00e9todos convencionais, permitindo uma avalia\u00e7\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es ocorridas no meio ambiente, no passado, presente e com simula\u00e7\u00f5es do futuro.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cA depender da pr\u00e1tica agr\u00edcola que \u00e9 adotada hoje, terras produtivas ser\u00e3o transformadas em improdutivas. N\u00e3o adianta utilizar pr\u00e1ticas inadequadas que n\u00e3o visem \u00e0 sustentabilidade daquele solo e dos recursos naturais. \u00c9 preciso alertar o grande e pequeno produtor sobre formas de produ\u00e7\u00e3o que amenizem essa situa\u00e7\u00e3o; \u00e9 uma quest\u00e3o de sensibiliza\u00e7\u00e3o. S\u00e3o necess\u00e1rias pol\u00edticas p\u00fablicas tamb\u00e9m para que haja incentivo \u00e0s novas formas de produ\u00e7\u00e3o e de utiliza\u00e7\u00e3o da terra e dos recursos naturais\u201d, ressalta Camila.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/img_DEST_bahia_mapa02_201802019.jpg\" alt=\"Reprodu\u00e7\u00e3o\" width=\"639\" height=\"413\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"eb9452c8-5db0-407f-bf54-38ed1480e770\" \/><\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>O desafio de alimentar uma popula\u00e7\u00e3o em crescimento<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Os resultados que a pesquisa aponta s\u00e3o importantes para a busca de solu\u00e7\u00f5es ao principal desafio da agricultura mundial: cumprir a meta de alimentar nove bilh\u00f5es de pessoas at\u00e9 2050, de acordo com previs\u00e3o da FAO, a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) para a Alimenta\u00e7\u00e3o e a Agricultura. Estudos da\u00a0ag\u00eancia indicam que, para alimentar\u00a0uma popula\u00e7\u00e3o extra projetada em mais 2,3 bilh\u00f5es de pessoas,\u00a0o\u00a0mundo precisar\u00e1 produzir 70% a mais de alimentos. Entretanto, a expans\u00e3o das terras agricult\u00e1veis\u00a0ter\u00e1 de se dar em cerca de 120 milh\u00f5es de hectares nos pr\u00f3ximos 40 anos em pa\u00edses em desenvolvimento, principalmente na Am\u00e9rica Latina e na \u00c1frica Subsaariana.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Regi\u00f5es \u00e1ridas e terras desertificadas dificultam e impedem a produtividade de alimentos. Terras antes agricult\u00e1veis se tornam improdutivas em raz\u00e3o dos processos de semiaridez, aridez e desertifica\u00e7\u00e3o. Estima-se que boa parte das terras inseridas em \u00e1reas de clima prop\u00edcios \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o tenha seu processo de improdutibilidade acelerado. Por isso, os resultados s\u00e3o importantes para orientar o trabalho de gestores e apoiar a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas focadas na regi\u00e3o.<\/p>\n<figure class=\"caption caption-img\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/img_DEST_bahia_stanley_201802019.jpg\" alt=\"Foto: Perri\" width=\"639\" height=\"426\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"da38473f-c5b1-41b5-ab12-918f864df344\" \/><figcaption>O pesquisador Stanley Robson de Medeiros Oliveira, orientador da tese: \u201cSe quisermos minimizar esses riscos, temos que tomar decis\u00f5es e atitudes agora ou ser\u00e1 muito tarde para fazer as corre\u00e7\u00f5es\u201d<\/figcaption><\/figure>\n<p dir=\"ltr\">Historicamente a regi\u00e3o norte do territ\u00f3rio baiano integra o pol\u00edgono da seca, uma \u00e1rea de mais de 1 milh\u00e3o de km\u00b2 entre os Estados de Alagoas, Bahia, Cear\u00e1, Minas Gerais, Para\u00edba, Pernambuco, Piau\u00ed, Rio Grande do Norte e Sergipe, que enfrenta crises repetidas de estiagem. Dessa forma, a manuten\u00e7\u00e3o da fruticultura no norte \u00e9 feita atrav\u00e9s de sistemas de irriga\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, outro problema apontado pela pesquisa \u00e9 que regi\u00f5es antes consideradas com risco baixo de desertifica\u00e7\u00e3o passam ao moderado e alto, como \u00e9 o caso da regi\u00e3o oeste. Essa situa\u00e7\u00e3o mudaria todo o cen\u00e1rio de produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola do estado.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Nos \u00faltimos anos os pesquisadores tamb\u00e9m v\u00eam se preocupando com a influ\u00eancia das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas no avan\u00e7o do processo de desertifica\u00e7\u00e3o. \u201cCom o aumento de temperatura estimado em 1 \u00baC e a diminui\u00e7\u00e3o na precipita\u00e7\u00e3o, h\u00e1 a ocorr\u00eancia de um outro indicador que utilizamos, a evapotranspira\u00e7\u00e3o, que \u00e9 subs\u00eddio para um outro indicador, o \u00edndice de aridez. Juntando essas vari\u00e1veis, e com as novas proje\u00e7\u00f5es do modelo de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, confirma-se que h\u00e1 uma expans\u00e3o muito grande das \u00e1reas de desertifica\u00e7\u00e3o\u201d, esclarece Camila.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/img_DEST_bahia_mapa03_201802019.jpg\" alt=\"Reprodu\u00e7\u00e3o\" width=\"639\" height=\"413\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"8afe82d1-806c-4c0a-b9fc-85c41b7f5aae\" \/><\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cSe considerarmos os resultados, esse \u00e9 um cen\u00e1rio muito dr\u00e1stico e assustador, mas o objetivo dessa pesquisa n\u00e3o \u00e9 assustar e sim informar. \u00c9 hora de criar pol\u00edticas p\u00fablicas para que as pessoas que vivem da terra consigam ter melhor qualidade de vida, possam permanecer e alimentar suas fam\u00edlias, porque o grande risco \u00e9 que elas migrem para outras regi\u00f5es e se tornem marginalizadas. As pessoas precisam continuar produzindo alimento para subsist\u00eancia e com\u00e9rcio\u201d, afirma a coorientadora da pesquisa, Ana Avila.<\/p>\n<p dir=\"ltr\"><strong>Metodologia<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\">Para avaliar as \u00e1reas com potencial de risco de desertifica\u00e7\u00e3o no estado da Bahia, foram utilizados sete indicadores biof\u00edsicos de desertifica\u00e7\u00e3o: \u00edndice de vegeta\u00e7\u00e3o de diferen\u00e7a normalizada e \u00edndice de vegeta\u00e7\u00e3o real\u00e7ado (NDVI e EVI, respectivamente, na sigla em ingl\u00eas) ambos gerados pelo sensor Modis; \u00edndice de aridez; dados de solo; precipita\u00e7\u00e3o; temperatura e evapotranspira\u00e7\u00e3o. No caso dos mapas clim\u00e1ticos foi aplicado o m\u00e9todo geoestat\u00edstico Krigagem Bayesiana Emp\u00edrica. Tamb\u00e9m foram elaborados mapas de modelo de eleva\u00e7\u00e3o digita\u00e7\u00e3o, declividade e classifica\u00e7\u00e3o do solo, com o intuito de gerar um mapa de fragilidade do solo, usado como indicador, com as caracter\u00edsticas ed\u00e1ficas da regi\u00e3o.<\/p>\n<figure class=\"caption caption-img\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/inline-images\/img_DEST_bahia_anamaria_201802019.jpg\" alt=\"Foto: Perri\" width=\"639\" height=\"426\" data-entity-type=\"file\" data-entity-uuid=\"ba79bc27-986f-4e40-a502-46865c33434b\" \/><figcaption>A pesquisadora Ana Maria Heuminski de Avila: \u201c\u00c9 hora de criar pol\u00edticas p\u00fablicas para que as pessoas que vivem da terra consigam ter melhor qualidade de vida, possam permanecer e alimentar suas fam\u00edlias\u201d<\/figcaption><\/figure>\n<p dir=\"ltr\">A partir do empilhamento das imagens dos sete indicadores de desertifica\u00e7\u00e3o foi aplicada a tarefa classifica\u00e7\u00e3o, por meio do algoritmo M\u00e1quinas de Vetores Suporte (SVM, sigla em ingl\u00eas) na imagem produto, definindo quatro n\u00edveis de risco de desertifica\u00e7\u00e3o: muito alto, alto, moderado e baixo. A pesquisa usou imagens de alta resolu\u00e7\u00e3o espacial do sat\u00e9lite RapidEye para valida\u00e7\u00e3o da classifica\u00e7\u00e3o. As simula\u00e7\u00f5es dos impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas para o cen\u00e1rio futuro, 2021 at\u00e9 2050, utilizaram modelos clim\u00e1ticos Eta-MIROC5, que preveem diminui\u00e7\u00e3o da precipita\u00e7\u00e3o, aumento de temperatura e deslocamento das \u00e1reas com maiores taxas de evapotranspira\u00e7\u00e3o potencial.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Foram estudados dois cen\u00e1rios de per\u00edodos temporais distintos: o de clima presente, abrangendo os anos de 2000 a 2014, e o cen\u00e1rio de clima futuro, para o per\u00edodo de 2021 a 2050. Os resultados mostraram que em 2014 houve uma diminui\u00e7\u00e3o na precipita\u00e7\u00e3o e nas \u00e1reas de cobertura vegetal em rela\u00e7\u00e3o ao ano 2000, al\u00e9m de um aumento no \u00edndice de aridez e nas \u00e1reas de risco de desertifica\u00e7\u00e3o. No cen\u00e1rio futuro, houve um aumento de temperatura de aproximadamente 1 \u00b0C e diminui\u00e7\u00e3o da precipita\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao clima presente. O \u00edndice de aridez aponta um aumento nas \u00e1reas \u00e1ridas para o clima futuro, e uma expans\u00e3o nas \u00e1reas de risco de desertifica\u00e7\u00e3o, principalmente nas \u00e1reas de risco muito alto e alto.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\u201cEssa metodologia \u00e9 in\u00e9dita e rica por usar t\u00e9cnicas de sensoriamento remoto e de minera\u00e7\u00e3o de dados, incluindo um algoritmo inteligente (SVM \u2013 Support Vector Machine), que aprende interativamente com uma massa de dados, descobre e apresenta os padr\u00f5es encontrados. Isso pode ser aplicado em outras regi\u00f5es do Brasil, principalmente aquelas mais carentes; a contribui\u00e7\u00e3o n\u00e3o se restringe s\u00f3 ao estado da Bahia\u201d, enfatiza Oliveira.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"float-none field field-node--field-imagem-capa-ju-online field-formatter-image field-name-field-imagem-capa-ju-online field-type-image field-label-above has-single\">\n<figure class=\"field-type-image__figure image-count-1 align-none\">\n<div class=\"field-type-image__item\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Camila da Silva Dourado, autora da pesquisa: polos agr\u00edcolas como \u00e1reas de alto risco | Foto: Antoninho Perri\" src=\"http:\/\/www.unicamp.br\/unicamp\/sites\/default\/files\/ju\/2018-02\/img_DEST_bahia_capaJU_201802019.jpg\" alt=\"Em imagem frontal, de busto, \u00e0 esquerda na imagem, mulher aponta, com a m\u00e3o direita esticada \u00e0 frente, para monitor de lcd que se encontra logo \u00e0 frente dela e exibe tr\u00eas mapas ilustrados do Estado da Bahia, com demarca\u00e7\u00f5es de \u00e1reas nas cores vermelha, amarela e laranja, onde s\u00ea l\u00ea em destaque \u00e1reas de risco de desertifica\u00e7\u00e3o no Estado da Bahia. Imagem 1 de 1.\" width=\"640\" height=\"339\" \/><\/div>\n<\/figure>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisa desenvolvida na Unicamp revela que o Estado da Bahia vem apresentando aumento no \u00edndice<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":81147,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bahia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bahia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bahia-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bahia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bahia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bahia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bahia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bahia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bahia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/bahia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisa desenvolvida na Unicamp revela que o Estado da Bahia vem apresentando aumento no \u00edndice","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81146"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81146"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81146\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/81147"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81146"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81146"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81146"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}