{"id":81057,"date":"2018-03-04T15:00:33","date_gmt":"2018-03-04T18:00:33","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=81057"},"modified":"2018-03-04T11:27:35","modified_gmt":"2018-03-04T14:27:35","slug":"astronomos-detectam-sinal-de-uma-das-primeiras-estrelas-do-universo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/astronomos-detectam-sinal-de-uma-das-primeiras-estrelas-do-universo\/","title":{"rendered":"Astr\u00f4nomos detectam sinal de uma das primeiras estrelas do universo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/estrela.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-81058\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/estrela-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/estrela-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/estrela.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uns 180 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang, a luz do cosmos acendeu: surgiu a primeira estrela. At\u00e9 ent\u00e3o, tudo estava mergulhado em uma escurid\u00e3o t\u00e3o espessa que voc\u00ea n\u00e3o conseguiria imagin\u00e1-la nem fechando todas as janelas da casa.<\/p>\n<p>Olhar para o c\u00e9u n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 ver lugares distantes no espa\u00e7o: tamb\u00e9m \u00e9 ver lugares distantes no tempo. Quanto mais anos-luz nos separam de um astro qualquer, mais antiga \u00e9 a fra\u00e7\u00e3o da luz deles que nos alcan\u00e7a. A nebulosa de \u00c1guia, que est\u00e1 a 7 mil anos-luz de n\u00f3s, s\u00f3 pode ser vista da maneira como era h\u00e1 7 mil anos. Talvez algumas estrelas que existem por l\u00e1 j\u00e1 tenham se apagado nessa altura do campeonato. Para os seus olhos, por\u00e9m, ainda est\u00e3o vivas.<\/p>\n<p>Isso significa que, se voc\u00ea olhar longe o suficiente no c\u00e9u, voc\u00ea ver\u00e1 um passado\u00a0<em>muito<\/em>\u00a0antigo. Em um ponto que est\u00e1 a 13,62 bilh\u00f5es de anos-luz da Terra, n\u00e3o d\u00e1 para ver quase nada, porque nessa \u00e9poca as primeiras estrelas ainda estavam surgindo, e tudo era o breu do primeiro par\u00e1grafo. E foi procurando ali, onde Judas teria perdido as botas caso andasse no c\u00e9u, que pesquisadores da Universidade Estadual do Arizona encontraram um sinal de r\u00e1dio fraquinho, meio t\u00edmido: um restinho da estrela mais antiga j\u00e1 detectada.<\/p>\n<p>\u201cEncontrar esse sinal min\u00fasculo abre uma janela para o universo primitivo\u201d,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/science\/2018\/feb\/28\/cosmic-dawn-astronomers-detect-signals-from-first-stars-in-the-universe\" target=\"_blank\">afirmou ao\u00a0<em>The Guardian<\/em><\/a>\u00a0Judd Bowman, l\u00edder da pesquisa, que est\u00e1 atr\u00e1s do dito cujo h\u00e1 uma d\u00e9cada. \u201c\u00c9 pouco prov\u00e1vel que a gente consiga ver qualquer fato mais antigo do que esse na hist\u00f3ria das estrelas, pelo menos nessa gera\u00e7\u00e3o de cientistas.\u201d<\/p>\n<p>A descri\u00e7\u00e3o ali em cima n\u00e3o d\u00e1 uma no\u00e7\u00e3o do quanto encontrar esse tantinho de radia\u00e7\u00e3o foi dif\u00edcil. H\u00e1 algo chamado radia\u00e7\u00e3o c\u00f3smica de fundo que permeia todo o c\u00e9u. Voc\u00ea v\u00ea um pouquinho dela toda vez que est\u00e1 tentando sintonizar um canal de TV aberta e recebe uma tela cinza, granulada e ruidosa no lugar. Essa radia\u00e7\u00e3o estava l\u00e1 de boa at\u00e9 aparecerem as primeiras estrelas \u2013 que teriam causado flutua\u00e7\u00f5es nesse sinal outrora bastante uniforme. Foram essas flutua\u00e7\u00f5es min\u00fasculas que Bowman e sua equipe detectaram. \u00c9 a verdadeira agulha no palheiro.<\/p>\n<p>Para fazer isso, os cientistas foram a um lugar isolado no meio da Austr\u00e1lia, onde haveria a menor interfer\u00eancia poss\u00edvel de outros tipos de radia\u00e7\u00e3o, produzida pelo ser humano \u2013 e usaram uma antena humilde, do tamanho de uma mesa de centro, para fazer as detec\u00e7\u00f5es. Para confirmar que a flutua\u00e7\u00e3o detectada era mesmo o que eles achavam que eram, repetiram o experimento de todos os jeitos poss\u00edveis, em todas as condi\u00e7\u00f5es poss\u00edveis \u2013 essa pequena odisseia est\u00e1 registrada em um\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/nature25792\" target=\"_blank\">artigo cient\u00edfico, publicado na\u00a0<em>Nature<\/em><\/a>.<\/p>\n<p>As primeiras estrelas, ao que tudo indica, foram gigantes de cor azulada, resultado do colapso gravitacional de regi\u00f5es em que havia concentra\u00e7\u00f5es mais altas de hidrog\u00eanio \u2013 praticamente o \u00fanico elemento dispon\u00edvel na \u00e9poca, esque\u00e7a o resto da tabela peri\u00f3dica. S\u00f3 70 milh\u00f5es de anos depois delas viriam os primeiros buracos negros. Gal\u00e1xias como as que conhecemos hoje, nem pensar: elas vieram bem depois.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uns 180 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang, a luz do cosmos acendeu: surgiu<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":81058,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/estrela.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/estrela-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/estrela-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/estrela.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/estrela.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/estrela.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/estrela.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/estrela.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/estrela.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/estrela.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uns 180 milh\u00f5es de anos ap\u00f3s o Big Bang, a luz do cosmos acendeu: surgiu","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81057"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=81057"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/81057\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/81058"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=81057"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=81057"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=81057"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}