{"id":81025,"date":"2018-03-03T21:13:49","date_gmt":"2018-03-04T00:13:49","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=81025"},"modified":"2018-03-03T21:13:49","modified_gmt":"2018-03-04T00:13:49","slug":"leopardos-correm-o-risco-de-desaparecer-no-sudeste-da-asia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/leopardos-correm-o-risco-de-desaparecer-no-sudeste-da-asia\/","title":{"rendered":"Leopardos correm o risco de desaparecer no sudeste da \u00c1sia"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/JcFGvNSMf8u1JN5NuDYHf1KZPP8=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2018\/03\/02\/indochinese_leopard.jpg\" alt=\"Leopardo-da-indochina no zool\u00f3gico de Saigon, no Vietn\u00e3. (Foto: Creative Commons \/ Tom\u00e1\u0161 Najer)\" width=\"640\" height=\"300\" \/>N\u00e3o est\u00e1 f\u00e1cil para o leopardo-da-Indochina. A esp\u00e9cie j\u00e1 reinou nas florestas de Cingapura e ao sul da China, mas foi perdendo espa\u00e7o \u00e0 medida que seu habitat foi destru\u00eddo. Hoje j\u00e1 perdeu 95% de sua \u00e1rea, restando apenas alguns grupos vivendo principalmente em Mianmar, Tail\u00e2ndia e Mal\u00e1sia. Em pa\u00edses como Vietn\u00e3 e Laos eles j\u00e1 n\u00e3o existem mais.<\/p>\n<p>At\u00e9 cinco anos atr\u00e1s, o Camboja era visto como a esperan\u00e7a da salva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie, que se adaptou \u00e0 escassez tornando uma esp\u00e9cie de gado selvagem end\u00eamica do sul da \u00c1sia, o batengue, seu prato preferido. Assim, se tornou o \u00fanico felino a ter como v\u00edtima priorit\u00e1ria um bicho com mais de cinco vezes seu peso, j\u00e1 que o primo asi\u00e1tico do boi pesa at\u00e9 800 kg.<\/p>\n<div id=\"pub-in-text\" data-google-query-id=\"CN2Fn6uw0dkCFU0Xhgod0_0NXQ\"><\/div>\n<p>Eles tamb\u00e9m se adaptaram a outros ambientes, como desertos e florestas urbanas. Tanta versatilidade, que o professor da Unidade de Pesquisa de Conserva\u00e7\u00e3o de Vida Selvagem da Universidade de Oxford (<a href=\"https:\/\/www.wildcru.org\/\" target=\"_blank\">WildCRU<\/a>), David Macdonald, chamou de \u201cmonumento ao oportunismo\u201d, acabou aumentando o risco que a esp\u00e9cie corre.<\/p>\n<p>\u201cAs pessoas pensam &#8211; \u2018ah, os leopardos v\u00e3o ficar bem\u2019. N\u00e3o v\u00e3o. Em todo lugar eles est\u00e3o se saindo pior do que as pessoas pensam, e nossos estudos mostram que no sudeste da \u00c1sia est\u00e3o a caminho da cat\u00e1strofe\u201d, contou Macdonald em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2018-03\/p-nsc030118.php\" target=\"_blank\">comunicado<\/a>. \u201cSua adapta\u00e7\u00e3o traz o risco de uma complac\u00eancia mortal.\u201d<\/p>\n<p>Afinal, j\u00e1 que eles parecem estar em todo lugar, fica tranquilo ca\u00e7ar. A pele do leopardos e outras partes de seu corpo est\u00e3o cada vez mais sendo usados como s\u00edmbolo de status, al\u00e9m de ser um ingrediente da tradicional medicina asi\u00e1tica, sendo vendida no mercado ilegal.<\/p>\n<p>Um relat\u00f3rio publicado na revista\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S0006320716302658?via%3Dihub\" target=\"_blank\">Royal Society Open Science<\/a>\u00a0aponta que a popula\u00e7\u00e3o dos leopardos-da-indochina (<em>Panthera pardus delacour<\/em>i) no Camboja decaiu 72% em um per\u00edodo de cinco anos. Assim, atualmente o felino se encontra na menor concentra\u00e7\u00e3o j\u00e1 registrada na \u00c1sia, com um indiv\u00edduo a cada 100 km\u00b2.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-1400\"><img loading=\"lazy\" class=\"img-responsive\" title=\"Leopardo-da-indochina em imagem capturada por armadilha fotogr\u00e1fica no Camboja. (Foto: Cortesia \/ Susan Weller (Panthera))\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/qVCZIacXHoNbF0HrrV94wGKuK9U=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2018\/03\/02\/panthera_indochineseleopards_femaleleopard_creditpanthera-wildcru-wwf-cambodia-fa_preview.png\" alt=\"Leopardo-da-indochina em imagem capturada por armadilha fotogr\u00e1fica no Camboja. (Foto: Cortesia \/ Susan Weller (Panthera))\" width=\"640\" height=\"469\" \/><label class=\"foto-legenda\">LEOPARDO-DA-INDOCHINA EM IMAGEM CAPTURADA POR ARMADILHA FOTOGR\u00c1FICA NO CAMBOJA. (FOTO: CORTESIA \/ SUSAN WELLER (PANTHERA))<\/label><\/div>\n<p>Um\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1016\/j.biocon.2016.07.001\" target=\"_blank\">outro estudo<\/a>, tamb\u00e9m da\u00a0 WildCRU em parceria com a organiza\u00e7\u00e3o ambientalista\u00a0<a href=\"https:\/\/www.panthera.org\/\" target=\"_blank\">Panthera<\/a>, estimou que sobraram apenas mil leopardos-da-Indochina adultos no sudeste da \u00c1sia. Assim, deve ser classificado como esp\u00e9cie criticamente amea\u00e7ada pela Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza no fim do ano.<\/p>\n<p>Agora as duas organiza\u00e7\u00f5es planejam trabalhar com colaboradores locais para aumentar a efetividade e fortalecer as leis ambientais para desenvolver zonas de conserva\u00e7\u00e3o protegidas. Imagens de ca\u00e7adores registradas por armadilhas fotogr\u00e1ficas que visavam os tigres, por\u00e9m, mostram que o trabalho n\u00e3o vai ser f\u00e1cil.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-1400\"><img loading=\"lazy\" class=\"img-responsive\" title=\"Ca\u00e7adores em imagem capturada por armadilha fotogr\u00e1fica no Camboja. (Foto: Cortesia \/ Susan Weller (Panthera))\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/kpN0GwGf6FndOmhDjtVOTYI5QX0=\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2018\/03\/02\/panthera_indochineseleopards_poachers_creditpanthera-wildcru-wwf-cambodia-fa_preview.png\" alt=\"Ca\u00e7adores em imagem capturada por armadilha fotogr\u00e1fica no Camboja. (Foto: Cortesia \/ Susan Weller (Panthera))\" width=\"639\" height=\"468\" \/><label class=\"foto-legenda\">CA\u00c7ADORES EM IMAGEM CAPTURADA POR ARMADILHA FOTOGR\u00c1FICA NO CAMBOJA. (FOTO: CORTESIA \/ SUSAN WELLER (PANTHERA))<\/label><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o est\u00e1 f\u00e1cil para o leopardo-da-Indochina. 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