{"id":80713,"date":"2018-02-25T12:23:10","date_gmt":"2018-02-25T15:23:10","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=80713"},"modified":"2018-02-25T12:23:10","modified_gmt":"2018-02-25T15:23:10","slug":"pato-considerado-extinto-foi-visto-no-parque-estadual-da-serra-do-mar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pato-considerado-extinto-foi-visto-no-parque-estadual-da-serra-do-mar\/","title":{"rendered":"Pato considerado extinto foi visto no Parque Estadual da Serra do Mar"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"http:\/\/www.wikiparques.org\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/25082017-pato-mergulhao.jpg\" alt=\"O pato-mergulh\u00e3o foi visto pela vigilante do parque, Fabiana Pereira. \u00c9 o segundo registro da esp\u00e9cie em 197 anos. Foto: Fabiana Pereira\" width=\"639\" height=\"426\" \/>Um pato-mergulh\u00e3o (<em>Mergus octosetaceus<\/em>), uma das aves mais amea\u00e7adas das Am\u00e9ricas e das mais raras do mundo, foi registrado no N\u00facleo Padre D\u00f3ria do\u00a0<a href=\"http:\/\/www.wikiparques.org\/wiki\/Parque_Estadual_da_Serra_do_Mar\" target=\"_blank\">Parque Estadual da Serra do Mar (SP)<\/a>.\u00a0O hist\u00f3rico registro acontece pela segunda vez no Estado de S\u00e3o Paulo, ap\u00f3s 197 anos.\u00a0A\u00a0esp\u00e9cie j\u00e1 foi considerado extinta entre os anos de 1940 e 1950.<\/p>\n<p>\u201cO trabalho demonstrou a import\u00e2ncia do manejo adequado das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o e suas zonas de amortecimento para garantir a perpetua\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies como esta\u201d, comentou o gestor do N\u00facleo Caraguatatuba do parque estadual, Miguel Nema Neto.<\/p>\n<p>A\u00a0vigilante e autora do registro, Fabiana Dias Pereira, quase ignorou a descoberta. Durante\u00a0uma ronda de rotina, com uma m\u00e1quina fotogr\u00e1fica em m\u00e3os, Fabiana\u00a0avistou uma ave que chamou a aten\u00e7\u00e3o e fez a foto. \u201cNa hora pensei: parece um bigu\u00e1. Olhando a foto, percebi que o bicho tinha um topete chique, mas n\u00e3o dei muita import\u00e2ncia\u201d, comentou. Levou tempo at\u00e9\u00a0que ela percebesse o feito. \u201cQuatro meses se passaram, at\u00e9 que reconheci o pato-mergulh\u00e3o numa reportagem da TV. Foi a\u00ed que ca\u00ed na real: era uma ave considerada extinta no Estado de S\u00e3o Paulo e eu a encontrei!\u201d<\/p>\n<p>O pato-mergulh\u00e3o \u00e9 uma esp\u00e9cie adaptada a cursos h\u00eddricos de regi\u00f5es montanhosas. Ela vive em rios l\u00edmpidos e caudalosos de altitude, principalmente em corredeiras, pousando em rochas e \u00e1rvores ca\u00eddas na \u00e1gua. Alimenta-se de peixes e outros animais da fauna aqu\u00e1tica. Instala ninho nas fendas de rochas e em ocos de \u00e1rvores mortas, \u00e0s margens dos rios.<\/p>\n<p>Diante do registro, agora o trabalho ser\u00e1 feito no sentido de preservar o ambiente adequado para o pato-mergulh\u00e3o. \u201cA partir desta descoberta, buscaremos apoio da comunidade cient\u00edfica para definirmos as estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o, a fim de garantir a vida da esp\u00e9cie no local\u201d, declarou Miguel Nema Neto.<\/p>\n<p>A esp\u00e9cie\u00a0\u00e9 sens\u00edvel a impactos ao meio ambiente e requer um habitat muito espec\u00edfico viver. Qualquer altera\u00e7\u00e3o hidrol\u00f3gica em seu habitat, como a expans\u00e3o das atividades agropecu\u00e1rias, a polui\u00e7\u00e3o e barramento de rios e a supress\u00e3o de vegeta\u00e7\u00e3o ciliar, podem inviabilizar sua sobreviv\u00eancia no local.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um pato-mergulh\u00e3o (Mergus octosetaceus), uma das aves mais amea\u00e7adas das Am\u00e9ricas e das mais raras<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um pato-mergulh\u00e3o (Mergus octosetaceus), uma das aves mais amea\u00e7adas das Am\u00e9ricas e das mais raras","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80713"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80713"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80713\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80713"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=80713"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=80713"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}