{"id":80687,"date":"2018-02-25T12:00:20","date_gmt":"2018-02-25T15:00:20","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=80687"},"modified":"2018-02-25T11:40:39","modified_gmt":"2018-02-25T14:40:39","slug":"pesquisadores-da-ufmg-descrevem-novas-especies-de-tamandua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pesquisadores-da-ufmg-descrevem-novas-especies-de-tamandua\/","title":{"rendered":"Pesquisadores da UFMG descrevem novas espe\u0301cies de tamandu\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/tamandua.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-80688\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/tamandua-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/tamandua-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/tamandua.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma equipe de pesquisadores da UFMG descreveu, em artigo publicado recentemente, tr\u00eas novas esp\u00e9cies de tamandua\u00ed, tipo raro de tamandu\u00e1, com cerca de 50 cent\u00edmetros, que vive em \u00e1rvores das regi\u00f5es da Mata Atl\u00e2ntica e da Amaz\u00f4nia brasileira. A pesquisa \u2013\u00a0 cujos resultados constam do artigo\u00a0<em class=\"redactor-inline-converted\">Taxonomic review of the genus Cyclopes Gray, 1821 (Xenarthra, Pilosa), with the revalidation and description of new species<\/em>, publicado no\u00a0<a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/zoolinnean\/advance-article-abstract\/doi\/10.1093\/zoolinnean\/zlx079\/4716749?redirectedFrom=fulltext\" target=\"_blank\">Zoological Journal of the Linnean Society<\/a>\u00a0\u2013 tamb\u00e9m eleva \u00e0 categoria de esp\u00e9cie tr\u00eas subesp\u00e9cies de tamandua\u00ed.<\/p>\n<p>A descoberta,\u00a0<a href=\"https:\/\/ufmg.br\/comunicacao\/publicacoes\/boletim\/edicao\/gente-nova-no-pedaco\" target=\"_blank\">abordada na reportagem de capa da edi\u00e7\u00e3o 2.005 do Boletim UFMG<\/a>,\u00a0\u00e9 fruto da pesquisa de doutorado da veterin\u00e1ria Fl\u00e1via Miranda, que foi orientada pelo professor Fabr\u00edcio Santos, do Departamento de Zoologia do Instituto de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas da UFMG (ICB). A investiga\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio em 2007, no \u00e2mbito da ONG Projeto Tamandu\u00e1, que conta com a participa\u00e7\u00e3o de Fl\u00e1via em atividades de conserva\u00e7\u00e3o animal.<\/p>\n<p>As descobertas foram feitas ao longo desses 10 anos, em 19 expedi\u00e7\u00f5es \u00e0 procura de amostras de sangue do\u00a0<em class=\"redactor-inline-converted\">Cyclopes didactylus<\/em>, \u00fanica esp\u00e9cie at\u00e9 ent\u00e3o conhecida de tamandua\u00ed, no norte da Amaz\u00f4nia, entre as Guianas e o Maranh\u00e3o, e na regi\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica, no Nordeste do Brasil.<\/p>\n<p>\u201cQuer\u00edamos saber se as esp\u00e9cies encontradas na Amaz\u00f4nia eram as mesmas que habitavam a regi\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica, mas encontramos tr\u00eas esp\u00e9cies at\u00e9 ent\u00e3o desconhecidas. Al\u00e9m disso, por meio de an\u00e1lises, conseguimos reclassificar alguns animais, elevando outras tr\u00eas subesp\u00e9cies \u00e0 categoria de esp\u00e9cie\u201d, explica Fl\u00e1via.<\/p>\n<p>A pesquisa foi realizada em v\u00e1rias etapas. Amostras de sangue dos animais foram submetidas \u00e0 an\u00e1lise de DNA no Laborat\u00f3rio de Gen\u00e9tica do ICB. Foi desenvolvido tamb\u00e9m extenso estudo morfol\u00f3gico, que buscava observar caracter\u00edsticas f\u00edsicas dos animais.<\/p>\n<p>\u201cComparamos cerca de 300 animais guardados em cole\u00e7\u00f5es de diversos museus espalhados pelo mundo. Observamos a colora\u00e7\u00e3o do dorso, membros anteriores e posteriores, a colora\u00e7\u00e3o da cauda e o tamanho e formato do cr\u00e2nio. Encontramos cerca de 10 caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas que, aliadas \u00e0s caracter\u00edsticas gen\u00e9ticas verificadas em laborat\u00f3rio, possibilitaram a descri\u00e7\u00e3o das novas esp\u00e9cies\u201d, afirma Fl\u00e1via Miranda.<\/p>\n<p>Doutorando em Zoologia do ICB e um dos autores do artigo, Daniel Casali acrescenta que tamb\u00e9m foram realizados testes de delimita\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, feitos no computador. \u201cUsamos uma s\u00e9rie de programas comuns na \u00e1rea da taxonomia, que avaliavam os poss\u00edveis limites entre as esp\u00e9cies. O estudo foi muito bem recebido na \u00e1rea por se tratar de uma pesquisa integrada, que usou elementos da morfologia, da zoologia e da gen\u00e9tica, entre outros campos. Todas essas frentes de estudo nos forneceram elementos que levaram \u00e0s novas descobertas sobre o tamandua\u00ed.\u201d<\/p>\n<p><strong class=\"redactor-inline-converted\">Mais prote\u00e7\u00e3o<br \/>\n<\/strong>As tr\u00eas esp\u00e9cies descritas s\u00e3o a\u00a0<em class=\"redactor-inline-converted\">Cyclopes xinguensis<\/em>, encontrada pr\u00f3ximo \u00e0 regi\u00e3o do Rio Xingu, na Amaz\u00f4nia, a\u00a0<em class=\"redactor-inline-converted\">Cyclopes rufus<\/em>, presente na regi\u00e3o de Rond\u00f4nia e nomeada assim devido \u00e0 sua cor avermelhada, e a\u00a0<em class=\"redactor-inline-converted\">Cyclopes thomasi<\/em>, que vive na margem direita do Rio Amazonas, entre o estado do Acre e o Peru. O nome desta \u00faltima esp\u00e9cie homenageia Michael Rogers Oldfield Thomas, famoso zo\u00f3logo brit\u00e2nico.<\/p>\n<p>As tr\u00eas subesp\u00e9cies elevadas \u00e0 categoria de esp\u00e9cie s\u00e3o a\u00a0<em class=\"redactor-inline-converted\">Cyclopes ida<\/em>, cuja presen\u00e7a est\u00e1 restrita ao norte do Rio Amazonas e \u00e0 margem direita do Rio Negro, a\u00a0<em class=\"redactor-inline-converted\">Cyclopes dorsalis<\/em>, que habita florestas da Am\u00e9rica Central, do M\u00e9xico, da Col\u00f4mbia e do Equador, e a\u00a0<em class=\"redactor-inline-converted\">Cyclopes catellus<\/em>, restrita ao sop\u00e9 dos Andes, na Bol\u00edvia.<\/p>\n<p>Para Daniel Casali, a pesquisa propicia maior conhecimento da biodiversidade brasileira, considerada uma das mais ricas do mundo. \u201cTememos que a biodiversidade seja perdida antes de ser conhecida. Alguns animais, para serem inclu\u00eddos em programas de conserva\u00e7\u00e3o, precisam ser conhecidos e elevados \u00e0 categoria de esp\u00e9cie. Trabalhos como o nosso possibilitam que mais animais sejam protegidos\u201d, diz.<\/p>\n<p>Fl\u00e1via Miranda acrescenta que os esfor\u00e7os de conserva\u00e7\u00e3o beneficiavam a \u00fanica esp\u00e9cie de tamandua\u00ed ent\u00e3o conhecida, a\u00a0<em>Cyclopes didactylus<\/em>. Agora, a prote\u00e7\u00e3o poder\u00e1 se estender aos novos animais descritos. \u201cJ\u00e1 conversamos com o governo brasileiro e com as organiza\u00e7\u00f5es internacionais de conserva\u00e7\u00e3o da natureza, pleiteando que seja iniciado um processo de pesquisa que nos mostre o status de amea\u00e7a a essas novas esp\u00e9cies. Precisamos investigar a distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica desses tamandua\u00eds, coletar mais material para an\u00e1lise e elaborar estrat\u00e9gias de conserva\u00e7\u00e3o para aqueles que estejam amea\u00e7ados\u201d, conclui.<\/p>\n<p><strong class=\"redactor-inline-converted\">Os tamandu\u00e1s brasileiros<br \/>\n<\/strong>At\u00e9 o in\u00edcio da pesquisa, eram reconhecidas apenas tr\u00eas \u00adesp\u00e9cies de tamandu\u00e1s no Brasil: bandeira, mirim e tamandua\u00ed. Todos os tamandu\u00e1s pertencem ao grupo dos Xenarthra, que inclui outros mam\u00edferos como os tatus e o bicho-pregui\u00e7a. O tamandua\u00ed \u00e9 um mam\u00edfero pequeno, de h\u00e1bitos noturnos, que vive nas copas das \u00e1rvores e se alimenta de formigas. Com a conclus\u00e3o do estudo realizado pelo grupo de pesquisadores brasileiros, agora est\u00e3o descritas sete esp\u00e9cies de tamandua\u00eds. Por enquanto, as novas esp\u00e9cies receberam apenas nomes cient\u00edficos.<\/p>\n<p><strong class=\"redactor-inline-converted\">Artigo<\/strong>:\u00a0<em class=\"redactor-inline-converted\">Taxonomic review of the genus Cyclopes Gray, 1821 (Xenarthra, Pilosa), with the revalidation and description of new species<\/em>, publicado no\u00a0Zoological Journal of the Linnean Society, em dezembro de 2017<br \/>\n<strong>Autores<\/strong>:\u00a0Fl\u00e1via Miranda, Daniel Casali, Fernando Perini, F\u00e1bio Machado e Fabr\u00edcio Santos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma equipe de pesquisadores da UFMG descreveu, em artigo publicado recentemente, tr\u00eas novas esp\u00e9cies de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":80688,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/tamandua.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/tamandua-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/tamandua-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/tamandua.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/tamandua.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/tamandua.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/tamandua.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/tamandua.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/tamandua.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/tamandua.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma equipe de pesquisadores da UFMG descreveu, em artigo publicado recentemente, tr\u00eas novas esp\u00e9cies de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80687"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80687"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80687\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/80688"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80687"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=80687"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=80687"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}