{"id":80614,"date":"2018-02-23T12:30:39","date_gmt":"2018-02-23T15:30:39","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=80614"},"modified":"2018-02-23T08:27:09","modified_gmt":"2018-02-23T11:27:09","slug":"aumento-da-mortalidade-do-boto-cinza-preocupa-pesquisadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/aumento-da-mortalidade-do-boto-cinza-preocupa-pesquisadores\/","title":{"rendered":"Aumento da mortalidade do boto cinza preocupa pesquisadores"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"resumo-conteudo\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/boto.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-80615\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/boto-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/boto-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/boto.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O aumento da mortalidade de uma das esp\u00e9cies de golfinho do litoral brasileiro est\u00e1 preocupando pesquisadores.<\/h2>\n<p>Os pesquisadores de Ubatuba saem todos os dias para o mar. Eles monitoram ilhas e praias de dif\u00edcil acesso. O foco deles \u00e9 o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.anda.jor.br\/2018\/01\/doenca-que-se-espalha-nas-aguas-poluidas-de-sepetiba-rj-pode-dizimar-centenas-de-botos\/\">boto cinza<\/a>, um tipo de golfinho que vive naquela regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Pesquisadores do litoral norte de S\u00e3o Paulo est\u00e3o alerta porque o n\u00famero de mortes de animais dessa esp\u00e9cie est\u00e1 muito acima do normal. Exames comprovaram que eles foram infectados pelo mesmo v\u00edrus que provocou mortes no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Entre outubro e janeiro, 53 animais morreram, quase 10% da popula\u00e7\u00e3o de botos da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Os pesquisadores conseguiram resgatar um animal ainda vivo, mas bem debilitado. Ele chegou a receber tratamento mas morreu.<\/p>\n<p>Amostras desse animal, que foram recolhidas e analisadas e indicaram a morte por morbiliv\u00edrus. Esse mesmo v\u00edrus j\u00e1 causou mortes em golfinhos nos Estados Unidos, na Europa e tamb\u00e9m na Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p>\u201cA gente tem um v\u00edrus que provoca o sarampo em humanos e cinomose nos c\u00e3es. \u00c9 o mesmo grupo do v\u00edrus que mata os golfinhos. O v\u00edrus tem essa caracter\u00edstica de ser muito contagioso, ele \u00e9 transmitido por via respirat\u00f3ria e passa facilmente de um animal para outro. Essa \u00e9 uma caracter\u00edstica bem conhecida desse v\u00edrus\u201d, explicou K\u00e1tia Groch m\u00e9dica veterin\u00e1ria da USP.<\/p>\n<p>A ba\u00eda de Sepetiba, no litoral do Rio de Janeiro, concentra a maior popula\u00e7\u00e3o desse tipo de golfinho no Brasil e os pesquisadores est\u00e3o registrando um grande n\u00famero de mortes.<\/p>\n<p>A ba\u00eda apresenta muitas amea\u00e7as aos golfinhos: pesca, atividade portu\u00e1ria, polui\u00e7\u00e3o das ind\u00fastrias. O surto come\u00e7ou na ba\u00eda e como os golfinhos vivem em grupo com mais de cem indiv\u00edduos, a doen\u00e7a se espalhou muito r\u00e1pido. Foram registradas 250 mortes entre as ba\u00edas Sepetiba e Ilha Grande.<\/p>\n<p>\u201cSe a gente tem uma mortalidade grande aqui dentro, a gente est\u00e1 causando um problema para a popula\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie em toda a costa brasileira\u201d, disse Leonardo Flach, bi\u00f3logo do Instituto Boto Cinza.<\/p>\n<p>A pesquisadora da USP acredita que uma maneira de tentar salvar a esp\u00e9cie \u00e9 tornar o ambiente em que esses animais vivem mais saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cSe a gente fornece um ambiente com qualidade, acredito que os animais v\u00e3o ter a resist\u00eancia suficiente para lidar com os desafios que eles encontram, incluindo as doen\u00e7as\u201d, disse K\u00e1tia Groch.<\/p>\n<p>Pesquisadores esclareceram que o v\u00edrus \u00e9 extremamente perigoso para outras esp\u00e9cies de golfinhos e para baleias, mas n\u00e3o oferece riscos aos seres humanos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O aumento da mortalidade de uma das esp\u00e9cies de golfinho do litoral brasileiro est\u00e1 preocupando<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":80615,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/boto.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/boto-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/boto-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/boto.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/boto.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/boto.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/boto.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/boto.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/boto.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/boto.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O aumento da mortalidade de uma das esp\u00e9cies de golfinho do litoral brasileiro est\u00e1 preocupando","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80614"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80614"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80614\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/80615"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80614"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=80614"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=80614"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}