{"id":80570,"date":"2018-02-22T15:00:25","date_gmt":"2018-02-22T18:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=80570"},"modified":"2018-02-22T12:10:13","modified_gmt":"2018-02-22T15:10:13","slug":"pangolins-considerados-iguaria-alimentam-trabalhadores-asiaticos-na-africa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/pangolins-considerados-iguaria-alimentam-trabalhadores-asiaticos-na-africa\/","title":{"rendered":"Pangolins, considerados iguaria, alimentam trabalhadores asi\u00e1ticos na \u00c1frica"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/pagolim.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-80571\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/pagolim-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/pagolim-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/pagolim.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O consumo de imigrantes asi\u00e1ticos, que chegam a \u00c1frica para trabalhar em grandes projetos de explora\u00e7\u00e3o de madeira, petr\u00f3leo ou agropecu\u00e1ria, tem elevado a quantidade e o pre\u00e7o da carne de pangolins vendidos no Gab\u00e3o, na costa atl\u00e2ntica da \u00c1frica, segundo aponta um estudo realizado por pesquisadores brit\u00e2nicos e gaboneses.<\/p>\n<p>No artigo publicado no s\u00e1bado (17), Dia Mundial do Pangolim, no Jornal Africano de Ecologia, os respons\u00e1veis pelo estudo avaliaram valores e quantidade de pangolins comercializados em comunidades que se alimentam de pangolins e abastecem mercados de cidades e da capital do pa\u00eds, Libreville. E segundo os pesquisadores, pessoas com algum tipo de liga\u00e7\u00e3o com a \u00c1sia foram mais propensas a escolher carne de pangolim em detrimento de outros animais.<\/p>\n<p>Os pangolins s\u00e3o mam\u00edferos encontrados na \u00c1frica e na \u00c1sia, que se parecem com o nosso tatu. Eles tamb\u00e9m se enrolam quando surge algum perigo, mas no lugar da coura\u00e7a, t\u00eam o corpo inteiro coberto por escamas de queratina. S\u00e3o animais de h\u00e1bitos prioritariamente noturnos, que comem formigas ou cupins. As oito esp\u00e9cies de pangolins est\u00e3o entre vulner\u00e1veis ou criticamente amea\u00e7adas, devido \u00e0 grande procura de sua carne e suas escamas, especialmente na \u00c1sia.<\/p>\n<p>No Gab\u00e3o, s\u00e3o encontradas tr\u00eas das quatro esp\u00e9cies africanas do pangolim. Embora o pangolim-gigante (<em>Smutsia gigantea<\/em>) goze de prote\u00e7\u00e3o especial da lei no pa\u00eds, o seu primo pangolim-arb\u00f3reo (<em>Phataginus tricuspis<\/em>) pode ser ca\u00e7ado e comido, desde que se respeitem algumas leis que disciplinam a captura. E s\u00e3o animais muito procurados nos mercados.<\/p>\n<div id=\"attachment_58413\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-58413\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Pangolim2.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Pangolim2.jpg 400w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Pangolim2-291x300.jpg 291w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Pangolim2-300x310.jpg 300w\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"413\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Foto: Bart Wursten\/IUCN.19<\/p>\n<\/div>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o divulgada pelos pesquisadores indica que a carne de pangolim teve, a partir de 2002, um aumento bem acima da infla\u00e7\u00e3o e de outras esp\u00e9cies usadas na alimenta\u00e7\u00e3o por popula\u00e7\u00f5es africanas. Na capital do pa\u00eds, o pre\u00e7o de pangolins-gigantes aumentou 211%, enquanto a infla\u00e7\u00e3o foi de apenas 4,6%, segundo os pesquisadores. O pangolim-arbor\u00edcola tamb\u00e9m teve aumento significante de pre\u00e7o, 73%. A an\u00e1lise indica tamb\u00e9m que a eleva\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o acompanha a procura maior pelos pangolins, em compara\u00e7\u00e3o com a carne de outros animais silvestres.<\/p>\n<p>Os autores do estudo afirmam que n\u00e3o foram encontradas rela\u00e7\u00f5es entre o mercado dom\u00e9stico e o tr\u00e1fico internacional. Segundo os pesquisadores, os dados indicam que o tr\u00e1fico internacional deve ser abastecido pelos mesmos ca\u00e7adores que servem ao mercado ilegal de marfim, pois a rotas internacionais e os mercados s\u00e3o os mesmos.<\/p>\n<p>\u201cTal como no com\u00e9rcio de marfim, a aplica\u00e7\u00e3o da lei e os esfor\u00e7os internacionais para salvar pangolins precisam ser alvo de ca\u00e7adores criminais especializados, em vez de pressionar a comunidade de subsist\u00eancia&#8221;, afirmou a pesquisadora da Universidade de Stirling, Esc\u00f3cia, Katharine Abernethy. \u201cRecomendamos ajustar pol\u00edticas e a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o para impedir o desenvolvimento do com\u00e9rcio ilegal dentro e a partir do Gab\u00e3o\u201d, completou.<\/p>\n<p>As esp\u00e9cies africanas de pangolins viraram alvo de traficantes principalmente ap\u00f3s o decl\u00ednio das popula\u00e7\u00f5es asi\u00e1ticas. Segundo dados apresentados no artigo, a apreens\u00e3o de carne da pangolim africano aumentou de 4 quilos em 2008 para 312 quilos em 2012. As apreens\u00f5es de escamas tamb\u00e9m indicam aumento do tr\u00e1fico internacional.<\/p>\n<p>Na Rep\u00fablica dos Camar\u00f5es, 4 toneladas de escamas foram apreendidas em 2016. No ano passado, foram 5,4 toneladas, o que representa entre 10 mil e 20 mil animais abatidos. Para combater o tr\u00e1fico internacional, a Conven\u00e7\u00e3o sobre Com\u00e9rcio Internacional das Esp\u00e9cies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extin\u00e7\u00e3o (Cites) baniu o com\u00e9rcio de esp\u00e9cies africanas de pangolim em 2016.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O consumo de imigrantes asi\u00e1ticos, que chegam a \u00c1frica para trabalhar em grandes projetos de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":80571,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/pagolim.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/pagolim-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/pagolim-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/pagolim.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/pagolim.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/pagolim.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/pagolim.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/pagolim.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/pagolim.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/pagolim.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O consumo de imigrantes asi\u00e1ticos, que chegam a \u00c1frica para trabalhar em grandes projetos de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80570"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80570"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80570\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/80571"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80570"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=80570"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=80570"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}