{"id":80422,"date":"2018-02-19T13:00:27","date_gmt":"2018-02-19T16:00:27","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=80422"},"modified":"2018-02-19T10:26:37","modified_gmt":"2018-02-19T13:26:37","slug":"programa-de-conservacao-usa-drone-para-estudar-os-muriquis-do-norte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/programa-de-conservacao-usa-drone-para-estudar-os-muriquis-do-norte\/","title":{"rendered":"Programa de conserva\u00e7\u00e3o usa drone para estudar os muriquis-do-norte"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"author_alias\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/muriqui.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-80423\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/muriqui-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/muriqui-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/muriqui.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por Carolina Lisboa<\/span><\/p>\n<div class=\"post-content\">\n<p>Unir ci\u00eancia e tecnologia em prol da conserva\u00e7\u00e3o. Esse \u00e9 o objetivo do Programa de Conserva\u00e7\u00e3o Muriqui de Minas (PCMM) ao utilizar drones para estudar, monitorar e salvar da extin\u00e7\u00e3o o muriqui-do-norte (<em>Brachyteles hypoxanthus<\/em>), o maior primata das Am\u00e9ricas, que existe somente na Mata Atl\u00e2ntica brasileira. O Programa foi iniciado em setembro de 2016 e tem dura\u00e7\u00e3o de 4 anos.<\/p>\n<p>De acordo com Fabiano Melo, coordenador do projeto e professor da Universidade Federal de Goi\u00e1s, ao longo de um ano e meio eles conseguiram avan\u00e7ar em duas linhas de pesquisa. A primeira foi a elabora\u00e7\u00e3o do drone, um hexac\u00f3ptero S900 da DJI apelidado de \u201cDronequi\u201d, e do software Murilabs, ambos desenvolvidos juntamente com a empresa Storm Security.<\/p>\n<p>\u201cO Dronequi vai ajudar a localizar os muriquis em \u00e1reas de mata onde h\u00e1 maior dificuldade de encontro dos animais. Nele foi instalada uma caixa com duas c\u00e2meras, sendo uma termal da marca Flir e uma GoPro Hero4 colorida de alta resolu\u00e7\u00e3o. As duas c\u00e2meras ficam juntas nessa caixa, enquanto um gimbal, o suporte abaixo do drone que normalmente leva uma c\u00e2mera, leva essa caixa, movimentando as duas c\u00e2meras simultaneamente. Essa movimenta\u00e7\u00e3o permite que filmemos n\u00e3o s\u00f3 em UHD mas tamb\u00e9m que captemos imagens termais. A c\u00e2mera termal permite filmagem dos animais sob as copas das \u00e1rvores, o que \u00e9 uma grande vantagem nas florestas densas onde vivem os muriquis, aumentando muito as chances de identific\u00e1-los, pois com a c\u00e2mera colorida vemos galhos balan\u00e7ando, mas n\u00e3o conseguimos identificar a esp\u00e9cie\u201d, explicou Fabiano.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s estamos tentando construir um algoritmo no software que consiga ler automaticamente a imagem da c\u00e2mera termal e assim possa identificar cada esp\u00e9cie, como se fosse uma impress\u00e3o digital. A ideia \u00e9 que possamos expandir essa metodologia para outras esp\u00e9cies amea\u00e7adas, principalmente as que vivam em \u00e1reas abertas, como as de Cerrado e Pantanal, ou as grandes aves de floresta, como rapinantes ou araras, ou ainda macacos de porte semelhante ao do muriqui\u201d acrescentou.<\/p>\n<div id=\"attachment_58400\" class=\"wp-caption alignnone\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-58400\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/dronequi_Theo_Anderson-1.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/dronequi_Theo_Anderson-1.jpg 400w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/dronequi_Theo_Anderson-1-300x207.jpg 300w\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"276\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Apelidados de &#8220;Dronequi&#8221;, o equipamento possui tecnologia que une c\u00e2meras UHD e termal. Foto: Theo Anderson.<\/p>\n<\/div>\n<p>Segundo Fabiano, os macacos percebem a presen\u00e7a do Dronequi. \u201cIsso \u00e9 um bom indicativo, pois eles acabam se movimentando e ent\u00e3o podemos film\u00e1-los com maior seguran\u00e7a. Esse monitoramento por drone \u00e9 mais eficiente do que o presencial por uma raz\u00e3o simples: ele percorre uma \u00e1rea muito maior em muito menos tempo. Em um voo de dez minutos cobrimos cerca de 10 ou 20 hectares e conseguimos observ\u00e1-los com mais facilidade\u201d, explicou.<\/p>\n<p><strong>Esmeralda<\/strong><\/p>\n<p>A segunda linha de pesquisa do PCMM s\u00e3o as a\u00e7\u00f5es de manejo, cujo objetivo principal \u00e9 transferir indiv\u00edduos de popula\u00e7\u00f5es isoladas ou pequenas para popula\u00e7\u00f5es maiores, visando aumentar sua chance de sobreviv\u00eancia e a variabilidade gen\u00e9tica dessas popula\u00e7\u00f5es. \u201cTivemos sucesso na transloca\u00e7\u00e3o [transfer\u00eancia] de uma f\u00eamea chamada Esmeralda, que foi levada para uma \u00e1rea conhecida como a Mata do Luna em Santa Rita de Ibitipoca (MG), para encontrar um grupo de muriquis-do-norte onde havia dois machos. A atual situa\u00e7\u00e3o da Esmeralda \u00e9 um pouco tensa, pois n\u00e3o a encontramos desde setembro. A transloca\u00e7\u00e3o em si s\u00f3 poderia ser considerada bem-sucedida se n\u00f3s tiv\u00e9ssemos a f\u00eamea reproduzindo, o que n\u00e3o ocorreu. Agora n\u00f3s vamos desenvolver uma nova iniciativa de manejo que foi discutida em fevereiro\u201d, esclareceu. A segunda linha de pesquisa \u00e9 financiada pela\u00a0<a href=\"http:\/\/www.fundacaogrupoboticario.org.br\/\" rel=\"noopener\">Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza<\/a>\u00a0juntamente com a\u00a0<a href=\"http:\/\/ibiti.com\/migracao-de-muriquis-para-ibitipoca\/\" rel=\"noopener\">Reserva do Ibitipoca<\/a>\u00a0e executado pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/muriquibiodiveridade\/\" rel=\"noopener\">Muriqui Instituto de Biodiversidade \u2013 MIB<\/a>.<\/p>\n<p>Apesar do enigma sobre a situa\u00e7\u00e3o de Esmeralda, Fabiano enfatiza que outras a\u00e7\u00f5es anteriores foram muito bem-sucedidas. \u201cFizemos uma a\u00e7\u00e3o de manejo semelhante em Minas Gerais e o S\u00e9rgio Lucena, da Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo, fez tamb\u00e9m uma l\u00e1 [no Esp\u00edrito Santo]. Ambos translocamos, cada um, uma f\u00eamea de uma \u00e1rea isolada. A nossa f\u00eamea, a Eduarda, vivia sozinha e foi levada para a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.biodiversitas.org.br\/sossego\/\" rel=\"noopener\">RPPN Mata do Sossego, da Funda\u00e7\u00e3o Biodiversitas<\/a>, e n\u00f3s conseguimos com que ela n\u00e3o s\u00f3 se integrasse ao grupo mas tamb\u00e9m que reproduzisse. Ela j\u00e1 teve quatro filhotes, ent\u00e3o podemos concluir que a transloca\u00e7\u00e3o foi muito bem-sucedida. Inclusive o filhote mais velho dela, um macho adulto, j\u00e1 est\u00e1 reproduzindo, e uma filha dela, a Ecol\u00f3gica, j\u00e1 saiu do grupo, o que \u00e9 normal j\u00e1 que as f\u00eameas deixam o grupo natal em busca de poss\u00edveis novos grupos numa floresta. Como na RPPN s\u00f3 tem um grupo, as f\u00eameas acabam ficando na periferia. Foi o que aconteceu com Ecol\u00f3gica, que ficou isolada num fragmento, assim como sua m\u00e3e, e a nossa ideia \u00e9 fazer um manejo dela para manter e resguardar sua gen\u00e9tica e melhorar e revigorar as popula\u00e7\u00f5es, como essa do Ibitipoca\u201d.<\/p>\n<p><strong>A paix\u00e3o pelos muriquis<\/strong><\/p>\n<div class=\"olho-esquerda\">\u201cEm 1989, quando eu tinha uns 15 anos, fui nessa reserva em Caratinga e os vi na natureza. A\u00ed eu n\u00e3o tive d\u00favidas de que essa seria a esp\u00e9cie s\u00edmbolo para a minha luta pela conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade do Brasil. \u201d.<\/div>\n<p>Para Fabiano, os muriquis s\u00e3o bem mais que um objeto de estudo. Essa paix\u00e3o pelos macacos vem da inf\u00e2ncia, e norteou toda a sua vida profissional. \u201cOs muriquis entraram na minha vida porque eu sou de Valadares, uma cidade perto de Caratinga, e quando eu era crian\u00e7a eu ouvia as pessoas falarem que existia um macaco gigante que vivia nas matas de Caratinga. Isso j\u00e1 me impressionava bastante, da\u00ed eu sempre quis trabalhar com eles, desde os oito anos de idade. Ent\u00e3o eu fui pra Vi\u00e7osa estudar, j\u00e1 com essa inten\u00e7\u00e3o de conhecer os muriquis. Em 1989, quando eu tinha uns 15 anos, fui nessa reserva em Caratinga e os vi na natureza. A\u00ed eu n\u00e3o tive d\u00favidas de que essa seria a esp\u00e9cie s\u00edmbolo para a minha luta pela conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade do Brasil. J\u00e1 tem mais de vinte anos que eu trabalho com os muriquis e a nossa ONG, o MIB, j\u00e1 tem quase tr\u00eas anos. Entrei na universidade como professor e desenvolvo pesquisas sobre eles, al\u00e9m de ter sido coordenador e articulador do PAN Muriquis do ICMBio\u201d.<\/p>\n<p>O pesquisador explicou ainda que os muriquis s\u00e3o uma esp\u00e9cie \u00fanica e intrigante. \u201cOs muriquis representam uma das esp\u00e9cies de primata mais interessantes do Novo Mundo. S\u00e3o considerados os maiores primatas das Am\u00e9ricas e s\u00e3o end\u00eamicos do Brasil e da Mata Atl\u00e2ntica. S\u00e3o tamb\u00e9m um dos primatas mais raros e amea\u00e7ados, pois hoje existem cerca de 900 indiv\u00edduos, confinados em pequenas por\u00e7\u00f5es de mata, que atualmente correspondem a oito localidades\u00a0em Minas Gerais, uma no Rio de Janeiro e tr\u00eas no Esp\u00edrito Santo. S\u00e3o classificado como Criticamente em Perigo (CR), tanto na\u00a0<a href=\"http:\/\/www.mma.gov.br\/biodiversidade\/especies-ameacadas-de-extincao\/fauna-ameacada\" rel=\"noopener\">Lista Nacional das Esp\u00e9cies da Fauna Brasileira Amea\u00e7adas de Extin\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0quanto na\u00a0<a href=\"http:\/\/www.iucnredlist.org\/details\/2994\/0\" rel=\"noopener\">Lista Vermelha da Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza &#8211; IUCN<\/a>. Eles t\u00eam um sistema de reprodu\u00e7\u00e3o semelhante ao dos grandes macacos africanos, como os chimpanz\u00e9s, onde os machos formam coaliz\u00f5es e defendem os territ\u00f3rios das f\u00eameas que est\u00e3o com filhotes ou com jovens. Os machos reproduzem com f\u00eameas receptivas, sem brigas ou estresses. Eles n\u00e3o brigam entre si por alimento ou reprodu\u00e7\u00e3o. Por isso s\u00e3o chamados \u2018muriquis\u2019, que em tupi significa \u2018povo manso da floresta\u2019. S\u00e3o \u00fateis tamb\u00e9m em termos de compara\u00e7\u00e3o com a pr\u00f3pria evolu\u00e7\u00e3o humana, como podemos observar nas pesquisas da doutora\u00a0<a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/reportagens\/10953-oeco18026\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Karen Strier<\/a>, uma americana da University of Wisconsin, autora do livro\u00a0<a href=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/colunas\/marcos-sa-correa\/16164-oeco-22455\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Faces da Floresta<\/a>, que trabalha no Brasil h\u00e1 37 anos. Ela \u00e9 uma das maiores autoridades no mundo em muriquis e seu trabalho merece ser divulgado\u201d.<\/p>\n<div id=\"attachment_58401\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-58401\" src=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Credito-Marcus-Desimoni-1-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Credito-Marcus-Desimoni-1-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Credito-Marcus-Desimoni-1-300x200.jpg 300w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Credito-Marcus-Desimoni-1-600x400.jpg 600w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Credito-Marcus-Desimoni-1-278x185.jpg 278w, http:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/Credito-Marcus-Desimoni-1.jpg 1152w\" alt=\"\" width=\"1024\" height=\"683\" \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Equipe do Programa de Conserva\u00e7\u00e3o Muriqui de Minas. Foto: Marcus Desimoni.<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Planos de Conserva\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Os muriquis tinham um Plano de A\u00e7\u00e3o Nacional espec\u00edfico, o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.icmbio.gov.br\/portal\/faunabrasileira\/plano-de-acao-nacional-lista\/616-plano-de-acao-nacional-para-conservacao-dos-muriquis\" rel=\"noopener\">PAN Muriquis<\/a>, coordenado pelo ICMBio, que foi extinto em janeiro para ser incluso no PAN Primatas da Mata Atl\u00e2ntica. Para Fabiano, esta mudan\u00e7a certamente vai dispersar o foco nos muriquis, pois h\u00e1 outras esp\u00e9cies de primatas no PAN. \u201cMas eu acredito que o fato de os muriquis estarem l\u00e1 vai manter nosso esfor\u00e7o para conservar esses animais\u201d, disse ele. \u201cO PAN n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o efetivo como ele mereceria ser porque n\u00e3o temos recursos espec\u00edficos do governo federal pra isso na quantidade que precisamos. Entretanto, tem havido iniciativas como a do Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FunBio), que liberou recursos espec\u00edficos para esp\u00e9cies amea\u00e7adas contempladas com PANs, e a da\u00a0<a href=\"http:\/\/www.fundacaogrupoboticario.org.br\/\" rel=\"noopener\">Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza<\/a>, que possui editais espec\u00edficos para PANs\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o aos projetos de corredores ecol\u00f3gicos para os muriquis, Fabiano acredita que eles s\u00e3o essenciais. \u201cJ\u00e1 existe um trabalho muito bem feito pelo pessoal das ONGs\u00a0<a href=\"http:\/\/www.preservemuriqui.org.br\/home.htm\" rel=\"noopener\">Preserve Muriqui<\/a>\u00a0e<a href=\"http:\/\/www.biodiversitas.org.br\/\">\u00a0Funda\u00e7\u00e3o Biodiversitas<\/a>, que \u00e9 o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.biodiversitas.org.br\/corredorecologico\/projeto.asp\" rel=\"noopener\">Corredor Ecol\u00f3gico Sossego-Caratinga<\/a>, reconhecido pelo\u00a0<a href=\"http:\/\/jornal.iof.mg.gov.br\/xmlui\/bitstream\/handle\/123456789\/127099\/caderno1_2014-08-02%205.pdf?sequence=1\" rel=\"noopener\">Decreto Estadual NE n\u00ba397, de 01 de agosto de 2014<\/a>. O Corredor possui v\u00e1rios projetos aprovados, e a pr\u00f3pria Biodiversitas aprovou um projeto de recupera\u00e7\u00e3o e recomposi\u00e7\u00e3o de nascentes ao longo do corredor, e n\u00f3s desenvolvemos v\u00e1rios trabalhos de identifica\u00e7\u00e3o dos principais fragmentos. \u00c9 uma iniciativa muito bacana. Tamb\u00e9m existem projetos para os muriquis-do-sul no Rio de Janeiro e em S\u00e3o Paulo, e no Esp\u00edrito Santo o pessoal da universidade federal tamb\u00e9m tem feito a\u00e7\u00f5es para consolida\u00e7\u00e3o de corredores\u201d. Fabiano esclareceu ainda que, sobre a febre amarela, n\u00e3o existe preocupa\u00e7\u00e3o de dispers\u00e3o do v\u00edrus por meio dos corredores. \u201cO problema \u00e9 quando o ser humano, contaminado pelo v\u00edrus, leva a febre amarela para outras regi\u00f5es. Essa \u00e9 nossa maior preocupa\u00e7\u00e3o. As popula\u00e7\u00f5es de muriquis e boa parte das esp\u00e9cies de mam\u00edferos da Mata Atl\u00e2ntica est\u00e3o em popula\u00e7\u00f5es isoladas, onde n\u00e3o h\u00e1 conex\u00e3o entre as \u00e1reas. O homem infectado que leva a doen\u00e7a e o mosquito pica o homem e infecta o macaco em seguida\u201d, explica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por Carolina Lisboa Unir ci\u00eancia e tecnologia em prol da conserva\u00e7\u00e3o. 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