{"id":80416,"date":"2018-02-19T11:00:11","date_gmt":"2018-02-19T14:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=80416"},"modified":"2018-02-19T10:27:13","modified_gmt":"2018-02-19T13:27:13","slug":"o-agronegocio-nasceu-no-brasil-afirma-escritor-e-jornalista-em-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-agronegocio-nasceu-no-brasil-afirma-escritor-e-jornalista-em-entrevista\/","title":{"rendered":"O agroneg\u00f3cio nasceu no Brasil, afirma escritor e jornalista em entrevista"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/agronegocio.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-80417\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/agronegocio-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/agronegocio-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/agronegocio.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O livro Hist\u00f3ria da riqueza no Brasil, escrito por Jorge Caldeira e lan\u00e7ado no final de 2017, muda o eixo da interpreta\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, na vis\u00e3o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. \u00c0 luz da econometria, que utiliza a aplica\u00e7\u00e3o de m\u00e9todos matem\u00e1ticos e estat\u00edsticos a problemas de economia, Jorge contraria os cl\u00e1ssicos e afirma que o mercado interno gerou mais riqueza ao pa\u00eds do que as grandes lavouras exportadoras. Para o jornalista, a rela\u00e7\u00e3o de troca entre o colonizador europeu e o nativo brasileiro, que mais tarde tornou-se uma rela\u00e7\u00e3o comercial com o advento das vilas e de seus armaz\u00e9ns, foi nada mais nada menos do que o embri\u00e3o do moderno agroneg\u00f3cio do pa\u00eds, que por aqui brotou primeiro. \u201cO primeiro grande neg\u00f3cio que se estabeleceu no Brasil foi a troca de ferro por produtos naturais\u201d, conta.<\/p>\n<p><strong><em>GR<\/em>\u00a0&#8211; Fernando Henrique Cardoso comentou que seu livro muda o eixo de aprecia\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria brasileira. Ele \u00e9 diferente de obras conhecidas, como a de Caio Prado J\u00fanior, um \u00edcone da historiografia que sustenta que a economia era basicamente de exporta\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria-prima. O livro contraria o conhecimento cl\u00e1ssico?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jorge Caldeira &#8211;<\/strong>\u00a0 De fato, a historiografia cl\u00e1ssica n\u00e3o considerava muito o lado interno da produ\u00e7\u00e3o brasileira. No caso da agricultura e da vida rural do Brasil, tudo o que \u00e9 sert\u00e3o \u00e9 mal contado. A vida rural no Brasil tem uma peculiaridade muito grande no Ocidente. A natureza aqui \u00e9 diferente e quem detinha o conhecimento tecnol\u00f3gico e a capacidade de operar eram os nativos, especialmente os tupis. O impacto do conhecimento tupi foi decisivo: milho, feij\u00e3o, tabaco, algod\u00e3o, amendoim eram cultivados na Am\u00e9rica e desconhecidos no resto do Ocidente. Tamb\u00e9m todo o processamento da mandioca. Os europeus que vieram para c\u00e1 morriam de fome diante de um monte de alimentos. Dependeram ent\u00e3o do conhecimento tupi para se estabelecerem. Isso exigiu uma troca de tecnologias. O primeiro grande neg\u00f3cio que se estabeleceu no Brasil foi a troca de ferro por produtos naturais, e o pau-brasil foi o primeiro deles.<\/p>\n<div id=\"pub-in-text\" data-google-query-id=\"CM-Q2uSDstkCFQ9GhgodIzQIWQ\"><\/div>\n<p><strong><em>GR<\/em>\u00a0&#8211; Foi a partir dessas trocas que\u00a0 come\u00e7ou a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola?<\/strong><br \/>\n<strong>Caldeira<\/strong>\u00a0&#8211; O processo de troca \u00e9 o que estabeleceu a vila de fronteira, a ocupa\u00e7\u00e3o de fronteira, um processo que existe at\u00e9 hoje no Brasil junto a garimpeiros, a mateiros da Amaz\u00f4nia. Eles fazem trocas como em 1.500 no litoral. Ao longo de todos esses 500 anos e at\u00e9 hoje, as trocas com os nativos s\u00e3o uma das bases de ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio e da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola no Brasil. Logo em seguida a isso, come\u00e7ou uma produ\u00e7\u00e3o para exporta\u00e7\u00e3o de cana-de-a\u00e7\u00facar. Em 1532, j\u00e1 tinha engenho em S\u00e3o Vicente. Era uma produ\u00e7\u00e3o mista. Algo cultural que n\u00e3o era propriamente portugu\u00eas, era do Mediterr\u00e2neo, que Portugal tinha adaptado na \u00c1frica, nos A\u00e7ores, na Ilha da Madeira, especialmente, e que trouxe para o Brasil.<\/p>\n<p><strong><em>GR<\/em>\u00a0&#8211; Essa produ\u00e7\u00e3o era destinada \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\n<strong>Caldeira<\/strong>\u00a0&#8211; Essa cultura n\u00e3o era para ser de consumo local, e sim para a venda como mercadoria no continente europeu. E, no bojo da implanta\u00e7\u00e3o dessa estrutura, que come\u00e7ou em pequenos espa\u00e7os e depois acabou se estendendo, chegou a m\u00e3o de obra africana. O que acontece no ber\u00e7o, no DNA, na primeira c\u00e9lula da vida brasileira? Uma mistura de cultura local, a ideia de que a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola \u00e9 neg\u00f3cio, que era absolutamente inexistente na cultura europeia, onde a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola era tradicional, feita com rela\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o que n\u00e3o eram de neg\u00f3cio. S\u00f3 se trocava um pouco do excedente. Aqui, a cultura da cana era toda para ser vendida fora, a exporta\u00e7\u00e3o do a\u00e7\u00facar ent\u00e3o j\u00e1 era um neg\u00f3cio. E foi o primeiro lugar onde a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola juntou gente do planeta todo, da \u00c1frica, da Europa e da Am\u00e9rica, criando assim uma cultura que era de agroneg\u00f3cio na nascen\u00e7a, misturada com essa cultura de troca com os \u00edndios. Voc\u00ea pode usar de cara o termo agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<div class=\"frase-materia componente_materia expandido\">\n<div class=\"frase\">A hist\u00f3ria cl\u00e1ssica n\u00e3o considerava muito o lado interno da produ\u00e7\u00e3o brasileira<\/div>\n<\/div>\n<p><strong><em>GR<\/em>\u00a0&#8211; O agroneg\u00f3cio come\u00e7a no Brasil, e n\u00e3o na Am\u00e9rica de um modo geral?<\/strong><br \/>\n<strong>Caldeira<\/strong>\u00a0&#8211; Tinha um pouco de engenhos na Am\u00e9rica hisp\u00e2nica tamb\u00e9m, mas o Brasil desenvolveu isso muito mais que a Am\u00e9rica hisp\u00e2nica. O engenho brasileiro era um engenho industrial, enquanto o engenho hisp\u00e2nico era artesanal. E era industrial por causa do jeito de usar os escravos e combinar com o abastecimento que vinha das trocas com os \u00edndios, caso da mandioca. Depois, veio a pecu\u00e1ria, em 1549. Toda essa estrutura \u00e9 montada muito cedo, e combina o que tinha da produ\u00e7\u00e3o nativa com a chegada de europeus e a ideia de que a agricultura \u00e9 neg\u00f3cio. O Brasil \u00e9 pioneiro mundial em tudo isso. \u00c9 a marca da vida brasileira.<\/p>\n<p><strong><em>GR &#8211;<\/em>\u00a0Muita gente pensa que o \u00edndio fazia trocas de espelho por ouro, por exemplo. Ent\u00e3o o bem agr\u00edcola tamb\u00e9m tinha valor?<\/strong><br \/>\n<strong>Caldeira<\/strong>\u00a0&#8211; O modelo que a gente tem da troca com os \u00edndios \u00e9 o que se chama ro\u00e7a. \u00c9 um termo que se utiliza at\u00e9 hoje. A ro\u00e7a era um modo que os \u00edndios usavam para criar as frentes pioneiras e para se alimentar. Ent\u00e3o, quando eles iam fazer uma viagem muito longa, digamos de S\u00e3o Paulo para o atual Estado de Mato Grosso, antes da partida ia gente na frente e plantava ro\u00e7a de mandioca para as pessoas irem colhendo no caminho. A ideia da ro\u00e7a como uma coisa pioneira ou como um centro de alimenta\u00e7\u00e3o ou de produ\u00e7\u00e3o de cultivares j\u00e1 era da cultura nativa. Depois, surgiram os armaz\u00e9ns.<\/p>\n<p><strong><em>GR &#8211;<\/em>\u00a0E onde entram os latif\u00fandios?<\/strong><br \/>\nCaldeira\u00a0 Entre os fazendeiros, alguns poucos eram latifundi\u00e1rios. A vida do fazendeiro era escravista, mas o latif\u00fandio \u00e9 uma exce\u00e7\u00e3o produtiva e quantitativa na vida brasileira colonial. \u00c9 at\u00e9 hoje. Os grandes latif\u00fandios da pecu\u00e1ria n\u00e3o exportavam carne at\u00e9 o s\u00e9culo XX. Era tudo destinado ao interno. J\u00e1 existiam grandes produtores de carne, de milho, arroz, algod\u00e3o, etc., antes de tudo isso ser exportado.<\/p>\n<p><strong><em>GR<\/em>\u00a0&#8211; Ent\u00e3o por que o foco dos estudos sobre a riqueza \u00e9 sobre as exporta\u00e7\u00f5es de prim\u00e1rios?<\/strong><br \/>\n<strong>Caldeira<\/strong>\u00a0&#8211; Tudo que eu falei s\u00f3 p\u00f4de ser contado depois do advento do computador. Nada nessa hist\u00f3ria estava ao alcance dos estudiosos do tempo anterior porque toda a hist\u00f3ria que contei exige processamento de dados de censos por computador. \u00c0 m\u00e3o ningu\u00e9m podia processar. Ent\u00e3o, a interpreta\u00e7\u00e3o poss\u00edvel do censo de 1820, por exemplo, s\u00f3 teve a riqueza de an\u00e1lise que teve quando o levantamento inteiro foi para o computador.<\/p>\n<div class=\"frase-materia componente_materia expandido on\">\n<div class=\"frase\">A ideia da ro\u00e7a como um centro de alimenta\u00e7\u00e3o era da cultura nativa. Depois surgiram os armaz\u00e9ns<\/div>\n<\/div>\n<p><strong><em>GR<\/em>\u00a0&#8211; Nessa an\u00e1lise entra a econometria?<\/strong><br \/>\n<strong>Caldeira<\/strong>\u00a0&#8211; A econometria foi criada pelo economista Robert Fogel basicamente, que ganhou o Pr\u00eamio Nobel de Economia em 1993, mas o primeiro trabalho que ele publicou foi em meados da d\u00e9cada de 1960. Ela\u00a0 \u00e9 filha do computador. Tudo isso \u00e9 recente no mundo, n\u00e3o estava ao alcance. O historiador n\u00e3o tem ideia do que \u00e9 ler a documenta\u00e7\u00e3o de um censo local. Nenhum deles tinha a mais vaga possibilidade de contar essa hist\u00f3ria porque, quando se falava de latif\u00fandio, por exemplo, as pessoas achavam que de fato aquilo era o centro de tudo. Mas, quando voc\u00ea vai ver nos censos, constata que\u00a0 \u00e9 a minoria. Salvador tinha 110 engenhos em 1600 e 4 mil propriet\u00e1rios, empres\u00e1rios plantadores de cana, tabaco, fora os pecuaristas, numa popula\u00e7\u00e3o de 100 mil pessoas. Estamos falando de produtores que v\u00e3o desde o \u00edndio at\u00e9 esse intermedi\u00e1rio que ainda \u00e9 pequena propriedade. O latif\u00fandio reunia s\u00f3 um cent\u00e9simo da popula\u00e7\u00e3o escrava.<\/p>\n<p><strong><em>GR<\/em>\u00a0&#8211; A participa\u00e7\u00e3o do campo na nossa hist\u00f3ria \u00e9 maior do que se pensava?<\/strong><br \/>\n<strong>Caldeira<\/strong>\u00a0&#8211; O campo era o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil at\u00e9 a Primeira Rep\u00fablica, at\u00e9 o s\u00e9culo XX. N\u00e3o d\u00e1 para calcular porque PIB \u00e9 um conceito do s\u00e9culo XX, mas o grosso da produ\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica brasileira e do que se projeta para tr\u00e1s era a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola at\u00e9 o s\u00e9culo passado.<\/p>\n<p><strong><em>GR &#8211;<\/em>\u00a0Apesar da produ\u00e7\u00e3o voltada para o mercado interno, valoriza-se mais a produ\u00e7\u00e3o tipo exporta\u00e7\u00e3o. Como v\u00ea isso?<\/strong><br \/>\n<strong>Caldeira &#8211;<\/strong>\u00a0Boa parte da soja e do caf\u00e9 \u00e9 consumida aqui dentro. Quer dizer, a agricultura brasileira tem uma voca\u00e7\u00e3o global, mas o grosso da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola \u00e9 consumido no Brasil, n\u00e3o \u00e9 exportado. Exporta-se uma fra\u00e7\u00e3o pequena. O mercado interno \u00e9 muito significativo, talvez muito maior do que o de exporta\u00e7\u00e3o. No caso do leite, quase 100% da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 consumida aqui dentro.<\/p>\n<p><strong><em>GR &#8211;<\/em>\u00a0Mas prevalece a ideia de que o pa\u00eds produz para exportar e de que a riqueza n\u00e3o fica no Brasil.<\/strong><br \/>\n<strong>Caldeira &#8211;\u00a0<\/strong>Um outro corol\u00e1rio das interpreta\u00e7\u00f5es tradicionais \u00e9 que riqueza \u00e9 gerada s\u00f3 na exporta\u00e7\u00e3o e o resto era subsist\u00eancia. Da\u00ed a no\u00e7\u00e3o de que riqueza era s\u00f3 o que se exportava, de que s\u00f3 existia economia monet\u00e1ria com o embarque de\u00a0 mercadorias. N\u00e3o era assim. O grosso era consumido aqui dentro mesmo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O livro Hist\u00f3ria da riqueza no Brasil, escrito por Jorge Caldeira e lan\u00e7ado no final<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":80417,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/agronegocio.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/agronegocio-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/agronegocio-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/agronegocio.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/agronegocio.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/agronegocio.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/agronegocio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/agronegocio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/agronegocio.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/agronegocio.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O livro Hist\u00f3ria da riqueza no Brasil, escrito por Jorge Caldeira e lan\u00e7ado no final","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80416"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80416"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80416\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/80417"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80416"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=80416"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=80416"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}