{"id":80344,"date":"2018-02-18T11:43:13","date_gmt":"2018-02-18T14:43:13","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=80344"},"modified":"2018-02-18T11:43:13","modified_gmt":"2018-02-18T14:43:13","slug":"producao-de-coco-quase-desaparece-em-sousa-no-sertao-da-paraiba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/producao-de-coco-quase-desaparece-em-sousa-no-sertao-da-paraiba\/","title":{"rendered":"Produ\u00e7\u00e3o de coco quase desaparece em Sousa, no Sert\u00e3o da Para\u00edba"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/coco.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-80345\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/coco-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/coco-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/coco.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O sert\u00e3o da Para\u00edba j\u00e1 foi um grande produtor de coco, mas os tempos de fartura ficaram para tr\u00e1s por causa da longa estiagem. A realidade hoje \u00e9 de dar pena.<\/p>\n<p><a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/pb\/paraiba\/cidade\/sousa.html\">Sousa<\/a>, no sert\u00e3o da Para\u00edba, j\u00e1 foi a maior produtora de coco do estado. Al\u00e9m de abastecer o Nordeste, tamb\u00e9m era vendido para as regi\u00f5es Sudeste e Centro-Oeste do pa\u00eds. No auge da produ\u00e7\u00e3o, o munic\u00edpio teve 1,2 mil hectares de \u00e1rea dominados pelos coqueirais. Quinhentos agricultores sobreviviam com a atividade.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o j\u00e1 produziu mais de 120 mil cocos por dia. Depois da estiagem, a \u00e1rea plantada caiu 95%. E esse \u00e9 o cen\u00e1rio encontrado na maioria das propriedades.<\/p>\n<p>Seis anos consecutivos de seca transformaram o munic\u00edpio, que vendia para outras regi\u00f5es, em um comprador do fruto. O vendedor Raimundo Bezerra da Silva foi produtor. Viajava para Bras\u00edlia levando o coco de Sousa. Hoje, traz o produto da Bahia e vende a \u00e1gua em um pequeno quiosque no centro da cidade. &#8220;Eu acredito que n\u00e3o vai vir inverno mais do jeito que vinha antigamente. Eu n\u00e3o tenho mais f\u00e9 de plantar mais coco para daqui a cinco anos chegar a produzir&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>No campo, fam\u00edlias sofrem com a aus\u00eancia dos parentes que precisaram partir para outras regi\u00f5es em busca de emprego. \u201cQuando eles saem, muitas vezes eu fico chorando. \u00c9 muito triste. E ainda fico preocupado, porque esses que foram pra l\u00e1 se deram bem, mas os que est\u00e3o aqui est\u00e3o sofrendo&#8221;, diz emocionado o agricultor Raimundo Gon\u00e7alves Sobrinho.<\/p>\n<p>A queda na produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m afetou as empresas locais. A f\u00e1brica do empres\u00e1rio Francisco Ailton Mendes produz \u00f3leo, leite, manteiga e o coco ralado: \u201cToda a produ\u00e7\u00e3o era comprada aqui em Sousa. Hoje, a gente compra toda essa produ\u00e7\u00e3o fora em v\u00e1rios estados do Nordeste. Custa caro pra gente\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 boas perspectivas. Mesmo que as chuvas voltem a aparecer, os produtores v\u00e3o ter que esperar v\u00e1rios anos para voltar a colher. \u201cA partir dos tr\u00eas anos, uma planta vai produzir, em m\u00e9dia, 30 cocos. E a\u00ed vai se levar at\u00e9 sete anos para ela estabilizar. E vai estabilizar a produ\u00e7\u00e3o aos sete anos, com 150 cocos por planta&#8221;, explica Jos\u00e9 Marques Furtado, agr\u00f4nomo da Emater.<\/p>\n<p>Enquanto uns trazem a solu\u00e7\u00e3o em caminh\u00f5es de outros estados, o agricultor Raimundo Gon\u00e7alves ainda espera pela chuva: \u201cEu comparava aqui com um para\u00edso, melhor que isso aqui s\u00f3 era o c\u00e9u naquela \u00e9poca\u201d.<\/p>\n<p>A previs\u00e3o do tempo para o Sert\u00e3o Paraibano \u00e9 de chuvas abaixo da m\u00e9dia para os pr\u00f3ximos tr\u00eas meses, segundo o relat\u00f3rio de um grupo que re\u00fane v\u00e1rios institutos oficiais que lidam com estudos clim\u00e1ticos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O sert\u00e3o da Para\u00edba j\u00e1 foi um grande produtor de coco, mas os tempos de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":80345,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/coco.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/coco-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/coco-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/coco.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/coco.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/coco.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/coco.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/coco.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/coco.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/coco.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O sert\u00e3o da Para\u00edba j\u00e1 foi um grande produtor de coco, mas os tempos de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80344"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80344"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80344\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/80345"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80344"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=80344"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=80344"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}