{"id":80313,"date":"2018-02-18T09:22:37","date_gmt":"2018-02-18T12:22:37","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=80313"},"modified":"2018-02-18T09:22:37","modified_gmt":"2018-02-18T12:22:37","slug":"e-hora-de-proteger-a-cadeia-de-vitoria-trindade-e-o-arquipelago-de-sao-pedro-e-sao-paulo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/e-hora-de-proteger-a-cadeia-de-vitoria-trindade-e-o-arquipelago-de-sao-pedro-e-sao-paulo\/","title":{"rendered":"\u00c9 hora de proteger a Cadeia de Vit\u00f3ria-Trindade e o Arquip\u00e9lago de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/mar-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-80314\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/mar-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/mar-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/mar-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>POR MARCIA HIROTA, CAMILA KEIKO TAKAHASHI, DIEGO IGAWA MARTINEZ E LEANDRA GON\u00c7ALVES*<\/p>\n<p>O Brasil sempre foi\u00a0<a href=\"http:\/\/epoca.globo.com\/colunas-e-blogs\/blog-do-planeta\/noticia\/2014\/10\/ate-quando-o-brasil-ficara-de-bcostas-para-o-marb.html\">um pa\u00eds de costas para o mar<\/a>. N\u00e3o s\u00e3o poucos os fatos que ilustram essa triste afirma\u00e7\u00e3o. Embora a costa brasileira tenha mais de 10 mil km de linha de costa, e o pa\u00eds tenha soberania sobre cerca de 3,5 milh\u00f5es de km2 de zona econ\u00f4mica exclusiva, nossos recursos marinhos nunca receberam a merecida aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<div id=\"player-wrapper-1495961079071129\" class=\"jw-ad-visible\"><\/div>\n<div id=\"pub-in-text\" data-google-query-id=\"CPS0mti4r9kCFc4rhwodhRcHYA\"><\/div>\n<p>Hoje contamos com apenas 1,5% de \u00e1reas marinhas protegidas por Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o, que s\u00e3o territ\u00f3rios legalmente definidos para fins de prote\u00e7\u00e3o da biodiversidade e fundamentais para sua recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sem dados sobre o que temos embaixo da \u00e1gua, e sem espa\u00e7os protegidos para que a vida marinha se recupere, o mar brasileiro continua \u00e0 deriva. Nos \u00faltimos 10 anos, Estados Unidos, Reino Unido, M\u00e9xico, Austr\u00e1lia e Chile, entre outros pa\u00edses, criaram grandes \u00e1reas marinhas protegidas e demostraram globalmente seus compromissos com os oceanos.<\/p>\n<p>A hora do mar \u00e9 agora. E o Brasil tem a oportunidade de se juntar a esse seleto grupo de pa\u00edses e criar Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o com grande extens\u00e3o para proteger duas grandes parcelas mar\u00edtimas relevantes para biodiversidade marinha \u2013 a Cadeia de Vit\u00f3ria-Trindade e o Arquip\u00e9lago de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>A Cadeia Vit\u00f3ria-Trindade \u00e9 reconhecida como \u00e1rea de alta prioridade para a conserva\u00e7\u00e3o, inclusive internacionalmente. Estudos conduzidos por respeitados cientistas e institui\u00e7\u00f5es demonstraram atributos que justificam a necessidade de prote\u00e7\u00e3o, como a grande diversidade recifal, ocorr\u00eancia de v\u00e1rias esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, elevado endemismo, a fun\u00e7\u00e3o da cadeia como uma conex\u00e3o entre ambientes costeiros e oce\u00e2nicos e a forma\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica singular. Toda a regi\u00e3o apresenta grande potencial biotecnol\u00f3gico e muitas descobertas continuam sendo feitas em cada expedi\u00e7\u00e3o cient\u00edfica realizada.<\/p>\n<p>O Arquip\u00e9lago de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo, por sua vez, \u00e9 uma forma\u00e7\u00e3o \u00fanica no mundo, seja pela sua g\u00eanese e geologia peculiar, pelo t\u00edtulo de arquip\u00e9lago tropical mais isolado do planeta ou pela grande biodiversidade que abriga em rela\u00e7\u00e3o a seu pequeno tamanho. Apesar do pequeno territ\u00f3rio emerso, \u00e9 um importante s\u00edtio para aves marinhas, possui uma grande diversidade recifal com n\u00fameros que aumentam constantemente com novas descobertas e \u00e9 local de repouso, alimenta\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies marinhas migrat\u00f3rias e amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, garante ao Brasil um territ\u00f3rio marinho de cerca de 430 mil km\u00b2, uma por\u00e7\u00e3o bastante significativa de sua Zona Econ\u00f4mica Exclusiva.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-560\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone\" title=\"Arquip\u00e9lago de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo (Foto: Marcos R. Rosa)\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/QyTvWCqgRfsZ7olMP_dCDH2YXQA=\/560x430\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2018\/02\/08\/spsp03.jpeg\" alt=\"Arquip\u00e9lago de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo (Foto: Marcos R. Rosa)\" width=\"645\" height=\"495\" \/><label class=\"foto-legenda\">Arquip\u00e9lago de S\u00e3o Pedro e S\u00e3o Paulo (Foto: Marcos R. Rosa)<\/label><\/div>\n<p>As propostas est\u00e3o na mesa e abertas para opini\u00e3o p\u00fablica. O desenho inicial prev\u00ea a cria\u00e7\u00e3o de grandes \u00c1reas de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental (APA), que dentre as categorias de Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o permitem o uso direto dos recursos naturais, como pesca e outras atividades extrativas. Esfor\u00e7o louv\u00e1vel, mas que s\u00f3 garantir\u00e1 benef\u00edcios para a biodiversidade se essas grandes APAs forem criadas juntamente com \u00e1reas que sejam decretadas sob o regime de prote\u00e7\u00e3o integral nas regi\u00f5es mais sens\u00edveis, que possam garantir espa\u00e7o e tempo necess\u00e1rios para a natureza se recuperar.<\/p>\n<p>Um grupo de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais, liderados pela Rede Pr\u00f3 Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o, est\u00e1 mobilizado em apoio \u00e0 cria\u00e7\u00e3o dessas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o integral. Todos aqueles que almejam a prote\u00e7\u00e3o do mar brasileiro devem assinar e compartilhar a campanha pedindo que o presidente\u00a0<a href=\"http:\/\/epoca.globo.com\/tudo-sobre\/noticia\/2016\/05\/michel-temer.html\">Michel Temer<\/a>\u00a0e os Minist\u00e9rios competentes possam dar a devida import\u00e2ncia \u00e0 quest\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 fundamental que a iniciativa seja acompanhada de uma minuta de decreto robusta, que inclua um prazo fact\u00edvel para a aprova\u00e7\u00e3o dos planos de manejo dessas Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o, que s\u00e3o os documentos b\u00e1sicos para a gest\u00e3o dessas \u00e1reas. Importante tamb\u00e9m que esse plano traga regulamenta\u00e7\u00f5es e, quando necess\u00e1rio, restri\u00e7\u00f5es para atividades de uso extrativo, como a pesca e a minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ainda \u00e9 tempo do Brasil virar de frente para o mar e, com esse nobre ato, trazer visibilidade para o territ\u00f3rio marinho nacional e reconhecimento para a mobiliza\u00e7\u00e3o de cidad\u00e3os que h\u00e1 d\u00e9cadas defendem a necessidade de prote\u00e7\u00e3o dessas regi\u00f5es. Essa importante a\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m consolida a parceria entre a defesa nacional e a prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente, contribuindo para a manuten\u00e7\u00e3o da soberania nacional nos extremos da Amaz\u00f4nia Azul.<br \/>\n<em>*Marcia Hirota \u00e9 diretora-executiva da Funda\u00e7\u00e3o SOS Mata Atl\u00e2ntica. Camila Keiko Takahashi, Diego Igawa Martinez e Leandra Gon\u00e7alves s\u00e3o bi\u00f3logos da \u00e1rea de Mar da Funda\u00e7\u00e3o. A SOS Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 uma ONG brasileira que atua h\u00e1 mais de 30 anos na defesa da floresta mais amea\u00e7ada do Brasil. Saiba como apoiar as a\u00e7\u00f5es da Funda\u00e7\u00e3o em www.sosma.org.br\/apoie.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>POR MARCIA HIROTA, CAMILA KEIKO TAKAHASHI, DIEGO IGAWA MARTINEZ E LEANDRA GON\u00c7ALVES* O Brasil sempre<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":80314,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/mar-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/mar-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/mar-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/mar-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/mar-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/mar-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/mar-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/mar-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/mar-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/mar-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"POR MARCIA HIROTA, CAMILA KEIKO TAKAHASHI, DIEGO IGAWA MARTINEZ E LEANDRA GON\u00c7ALVES* O Brasil sempre","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80313"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80313"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80313\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/80314"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80313"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=80313"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=80313"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}