{"id":80280,"date":"2018-02-17T15:30:33","date_gmt":"2018-02-17T18:30:33","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=80280"},"modified":"2018-02-17T12:40:21","modified_gmt":"2018-02-17T15:40:21","slug":"cidade-de-civilizacao-mexicana-tinha-tantos-predios-quanto-manhattan","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cidade-de-civilizacao-mexicana-tinha-tantos-predios-quanto-manhattan\/","title":{"rendered":"Cidade de civiliza\u00e7\u00e3o mexicana tinha tantos pr\u00e9dios quanto Manhattan"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"intro\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/cidade_perdida.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-80281\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/cidade_perdida-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/cidade_perdida-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/cidade_perdida.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A\u00a0<\/span>t\u00e9cnica de mapeamento a laser conhecida por Lidar (light e radar, em ingl\u00eas, t\u00e9cnica que identifica objetos distantes por meio de luz e radar) est\u00e1 se tornando uma grande aliada da arqueologia, j\u00e1 que vem ajudando pesquisadores a encontrarem estruturas de antigas civiliza\u00e7\u00f5es de dentro de helic\u00f3pteros e avi\u00f5es, sem ser necess\u00e1rio pisar na terra \u2013 como foi o caso das\u00a0<a href=\"http:\/\/revistagalileu.globo.com\/Ciencia\/Arqueologia\/noticia\/2018\/02\/novas-estruturas-de-cidade-maia-sao-encontradas-em-selva-na-guatemala.html\" target=\"_blank\">desconhecidas estruturas maias na floresta da Guatemala<\/a>\u00a0reveladas recentemente.<\/p>\n<p>Dessa vez, a tecnologia do Lidar foi utilizada para mapear uma antiga cidade no oeste mexicano conhecida por Angamuco. A regi\u00e3o foi constru\u00edda e habitada pelos pur\u00e9pechas, grupo rival dos astecas e menos conhecidos do que eles.<\/p>\n<div id=\"player-wrapper-73205524137122340\" class=\"jw-ad-visible\">\n<div id=\"player-container-73205524137122340\" class=\"jwplayer jw-reset jw-state-playing jw-skin-seven jw-stretch-uniform jw-breakpoint-4 jw-flag-ads jw-flag-user-inactive\" tabindex=\"0\">\n<div class=\"jw-media jw-reset\">Os pur\u00e9pechas viveram no in\u00edcio do s\u00e9culo 16 na \u00e1rea central do M\u00e9xico, antes dos povos europeus chegarem trazendo guerras e doen\u00e7as. Essa civiliza\u00e7\u00e3o possu\u00eda uma capital imperial conhecida por Tzintzuntzan, localizada no Lago de P\u00e1tzcuaro, em Michoac\u00e1n, regi\u00e3o onde hoje vivem modernas comunidades pur\u00e9pechas.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-940\"><img loading=\"lazy\" class=\"img-responsive\" title=\"Lago de P\u00e1tzcuaro (Foto: Wikicommons)\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/iS8R2zrahJ6jlaU8KuVKBqsRVGc=\/940x490\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2018\/02\/16\/fisherman_intheshoreof_patzcuaro_lake_michoacanmexico.jpg\" alt=\"Lago de P\u00e1tzcuaro (Foto: Wikicommons)\" width=\"639\" height=\"333\" \/><label class=\"foto-legenda\">HOMEM NO LAGO DE P\u00c1TZCUARO, EM MICHOC\u00c1N (FOTO: WIKICOMMONS)<\/label><\/div>\n<p>Por meio da tecnologia do Lidar, os arque\u00f3logos descobriram que a cidade de Angamuco tem o dobro de tamanho de Tzintzuntzan \u2013 por\u00e9m, \u00e9 bem capaz que fosse menos populosa \u2013, com um solo de 26km\u00b2 de extens\u00e3o, coberto por lava h\u00e1 milhares de anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>\u201cPensar que existia uma cidade grandiosa no cora\u00e7\u00e3o do M\u00e9xico esse tempo todo e ningu\u00e9m sabia \u00e9 algo surpreendente\u201d, afirmou um dos arque\u00f3logos que conduziu a pesquisa \u00e0\u00a0<a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/science\/2018\/feb\/15\/laser-scanning-reveals-lost-ancient-mexican-city-had-as-many-buildings-as-manhattan\" target=\"_blank\">BBC<\/a>. \u201cEra uma \u00e1rea em que viviam muitas pessoas e rica em estruturas arquitet\u00f4nicas. Fazendo as contas, podemos dizer que s\u00e3o 40 mil constru\u00e7\u00f5es elevadas, equivalente ao que se encontra de pr\u00e9dios na ilha de Manhattan\u201d, completou.<\/p>\n<p>De acordo com os pesquisadores, mais de 100 mil habitantes viviam em Angamuco durante seu auge, algo que aconteceu em torno de 1.000 d.C a 1.350 d.C.<\/p>\n<p>\u201cPor enquanto, devido seu tamanho, podemos dizer que Angamuco \u00e9 a maior cidade do oeste do M\u00e9xico daquele per\u00edodo que temos conhecimento at\u00e9 agora\u201d, disse um porta-voz da pesquisa.<\/p>\n<p>Outro achado do estudo \u00e9 a revela\u00e7\u00e3o do &#8220;layout&#8221; diferenciado de Angamuco. Seus monumentos, como pir\u00e2mides e pra\u00e7as abertas, est\u00e3o concentradas em oito zonas nas extremidades da cidade, e n\u00e3o no centro.<\/p>\n<p><strong>Os achados com o Lidar<\/strong><br \/>\nApesar de ter sido encontrada em 2007, as novas descobertas de Angamuco ocorreram gra\u00e7as \u00e0 tecnologia do Lidar, que vem sendo utilizado desde 2011. Antes disso, os arque\u00f3logos estudavam a regi\u00e3o andando a p\u00e9. Agora, essa pesquisa pode ser feita de forma a\u00e9rea, utilizando o Lidar \u00e0 dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Por enquanto, j\u00e1 foram mapeados 35 km\u00b2 de \u00e1rea e foram encontradas pir\u00e2mides, templos, estradas, jardins, \u00e1reas de plantio e at\u00e9 r\u00fasticos campos de futebol.<\/p>\n<p>A partir de evid\u00eancias encontradas e por meio de data\u00e7\u00e3o por radiocarbono, os arque\u00f3logos acreditam que a cidade deva ter surgido em, pelo menos, 900 d.C. Eles tamb\u00e9m acreditam que a cidade de Angamuco passou por duas ondas de desenvolvimento e um per\u00edodo de colapso antes da chegada dos espanh\u00f3is.<\/p>\n<p>O grupo de pesquisadores segue ansioso para as novas descobertas que v\u00eam por a\u00ed. \u201cPara qualquer lugar que apontamos o Lidar, n\u00f3s encontramos coisas novas e isso acontece porque sabemos muito pouco sobre a arqueologia da Am\u00e9rica por enquanto. Agora, todos os textos que temos escritos devem ser reescritos e, daqui dois anos, eles precisar\u00e3o ser reescritos novamente\u201d, afirmou um dos arque\u00f3logos.<\/p>\n<p>\u201cMuitas dessas \u00e1reas que n\u00f3s classificar\u00edamos como floresta tropicais intocadas na Am\u00e9rica, s\u00e3o, na verdade, jardins abandonados.\u201d<\/p>\n<p><strong>Controv\u00e9rsia<\/strong><br \/>\nApesar da novidade, as descobertas de Angamuco n\u00e3o encantaram a todos. Para uma professora de arqueologia da Universidade de Londres, os achados s\u00f3 podem ser conclusivos quando o grupo de pesquisadores descer ao ch\u00e3o e conferir se as estruturas est\u00e3o, de fato, ali.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00a0t\u00e9cnica de mapeamento a laser conhecida por Lidar (light e radar, em ingl\u00eas, t\u00e9cnica que<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":80281,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/cidade_perdida.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/cidade_perdida-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/cidade_perdida-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/cidade_perdida.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/cidade_perdida.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/cidade_perdida.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/cidade_perdida.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/cidade_perdida.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/cidade_perdida.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/cidade_perdida.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A\u00a0t\u00e9cnica de mapeamento a laser conhecida por Lidar (light e radar, em ingl\u00eas, t\u00e9cnica que","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80280"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80280"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80280\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/80281"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80280"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=80280"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=80280"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}