{"id":80269,"date":"2018-02-17T11:38:41","date_gmt":"2018-02-17T14:38:41","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=80269"},"modified":"2018-02-17T11:39:31","modified_gmt":"2018-02-17T14:39:31","slug":"como-a-exploracao-de-uma-arvore-nativa-pode-ajudar-a-reduzir-o-desmatamento-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/como-a-exploracao-de-uma-arvore-nativa-pode-ajudar-a-reduzir-o-desmatamento-na-amazonia\/","title":{"rendered":"Como a explora\u00e7\u00e3o de uma \u00e1rvore nativa pode ajudar a reduzir o desmatamento na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles active-capital-letter\" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"35\" data-block-id=\"2\">\n<p class=\"content-text__container theme-color-primary-first-letter\" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/arvore.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-80270\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/arvore-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/arvore-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/arvore.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma t\u00e9cnica que recupera a floresta amaz\u00f4nica a partir do plantio de uma \u00fanica esp\u00e9cie nativa pode ajudar a reconstituir uma \u00e1rea do tamanho do estado do Paran\u00e1 e reduzir a press\u00e3o sobre regi\u00f5es preservadas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"35\" data-block-id=\"3\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">A t\u00e9cnica, desenvolvida pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria, estatal vinculada ao Minist\u00e9rio da Agricultura) em parceria com uma empresa madeireira, consiste no plantio do paric\u00e1, \u00e1rvore cuja madeira \u00e9 usada para fazer laminados.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"54\" data-block-id=\"4\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Pesquisadores verificaram que, a partir da planta\u00e7\u00e3o de paric\u00e1s em uma \u00e1rea desmatada de 108 hectares (1 km\u00b2), outras esp\u00e9cies passaram a se propagar naturalmente no local. Treze anos depois, a \u00e1rea tinha valor comercial 36% maior do que a de um lote vizinho tamb\u00e9m desmatado, mas onde n\u00e3o havia sido feita qualquer interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"32\" data-block-id=\"5\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O experimento teve in\u00edcio em 1995 e ocorreu em uma fazenda em Dom Eliseu, munic\u00edpio no nordeste do Par\u00e1, em uma parceria entre a Embrapa Amaz\u00f4nia Oriental e o grupo madeireiro Arboris.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"52\" data-block-id=\"6\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Segundo a Embrapa, a metodologia pode ser aplicada em mais de 19 milh\u00f5es de hectares (\u00e1rea equivalente \u00e0 do Paran\u00e1) em \u00e1reas em diferentes graus de degrada\u00e7\u00e3o no Par\u00e1. Pesquisadores afirmam que a t\u00e9cnica pode ser replicada em outros Estados amaz\u00f4nicos e tamb\u00e9m empregada com fins comerciais. aproveitando o valor do paric\u00e1.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"48\" data-block-id=\"7\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Para isso, por\u00e9m, seria preciso alterar a legisla\u00e7\u00e3o ambiental, para permitir o corte de \u00e1rvores com menos de 30 anos de idade e menos de 50 cm de di\u00e2metro, j\u00e1 que os paric\u00e1s costumam cair naturalmente por volta dos 18 anos de idade, antes de atingir essa grossura.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"24\" data-block-id=\"8\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Em parceria com a UEPA (Universidade Estadual do Par\u00e1), a Arboris est\u00e1 catalogando esp\u00e9cies surgidas na mata regenerada e que poderiam ser exploradas comercialmente.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"3\" data-block-id=\"9\">\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>Grande polo serralheiro<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"45\" data-block-id=\"10\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O engenheiro florestal da Embrapa Jorge Yared diz que a regi\u00e3o onde a pesquisa foi feita come\u00e7ou a ser desmatada nos anos 1960, com a constru\u00e7\u00e3o da rodovia Bel\u00e9m-Bras\u00edlia. &#8220;Na d\u00e9cada de 1980, a regi\u00e3o era conhecida como o maior polo serralheiro do mundo&#8221;, afirma.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"28\" data-block-id=\"12\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Quando o experimento come\u00e7ou, haviam sobrado poucas \u00e1rvores, nenhuma de grande porte. &#8220;Era o que chamamos de floresta de paliteiro&#8221;, diz o engenheiro agr\u00f4nomo Ademir Ruschel, da Embrapa.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"57\" data-block-id=\"13\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Ruschel afirma que mudan\u00e7as nas regras ambientais para permitir o corte do paric\u00e1, \u00e1rvore de madeira branca, reduziria a press\u00e3o para a retirada das \u00e1rvores de madeira vermelha, com maior densidade e maior valor de mercado. &#8220;Quem explora a \u00e1rea ganha tempo para colher essas \u00e1rvores, que geralmente duram centenas de anos, em um tamanho maior&#8221;, afirma.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"40\" data-block-id=\"14\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O engenheiro diz que a rentabilidade pode fazer com que os propriet\u00e1rios n\u00e3o s\u00f3 mantenham a cobertura florestal em 50% em suas terras, conforme exigido por lei, mas at\u00e9 mesmo invistam em preservar ou recuperar um percentual maior de floresta.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"22\" data-block-id=\"15\">\n<blockquote class=\"content-blockquote theme-border-color-primary-before\"><p>&#8220;Existe uma press\u00e3o grande sobre a floresta da expans\u00e3o da monocultura da soja e dos pastos para a cria\u00e7\u00e3o de gado&#8221;, afirma.<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"33\" data-block-id=\"16\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Segundo Romulo Batista, coordenador do Projeto Amaz\u00f4nia do Greenpeace, a iniciativa \u00e9 importante porque aumenta a possibilidade de lucro com a floresta em p\u00e9, al\u00e9m de diminuir a press\u00e3o sobre as \u00e1reas preservadas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"43\" data-block-id=\"17\">\n<blockquote class=\"content-blockquote theme-border-color-primary-before\"><p>&#8220;\u00c9 uma alternativa ao ciclo de desmatar ou deixar pegar fogo e depois ocupar&#8221;, diz. &#8220;\u00c9 claro que a \u00e1rea recuperada n\u00e3o tem os mesmos benef\u00edcios da mata nativa, mas o trabalho trata de \u00e1reas em que a mata original j\u00e1 foi destru\u00edda.&#8221;<\/p><\/blockquote>\n<\/div>\n<div data-track-category=\"fim do conteudo\" data-track-action=\"ultimo chunk conteudo\" data-track-noninteraction=\"false\" data-track-scroll=\"entrada completa viewport\">\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"19\" data-block-id=\"18\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Para difundir a t\u00e9cnica, Slaviero, da Embrapa, afirma que pretende contatar assentamentos e agricultores familiares que vivem na regi\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma t\u00e9cnica que recupera a floresta amaz\u00f4nica a partir do plantio de uma \u00fanica 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