{"id":80153,"date":"2018-02-14T14:30:07","date_gmt":"2018-02-14T17:30:07","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=80153"},"modified":"2018-02-14T11:47:57","modified_gmt":"2018-02-14T14:47:57","slug":"fossil-de-dinossauro-no-egito-prova-conexao-entre-africa-e-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/fossil-de-dinossauro-no-egito-prova-conexao-entre-africa-e-europa\/","title":{"rendered":"F\u00f3ssil de dinossauro no Egito prova conex\u00e3o entre \u00c1frica e Europa"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/deserto_egito.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-80154\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/deserto_egito-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" 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herb\u00edvoro.<\/p>\n<p>Colocados sobre duas mesas longas, protegidos por capas para que n\u00e3o sofram danos e no meio de outros muitos objetos que abarrotam o lugar, tamb\u00e9m h\u00e1 algumas patas, um osso do esterno e da esc\u00e1pula, um do \u00famero, dois ossos do c\u00fabito, bem como algumas costelas que suportaram a pesada estrutura deste velho vertebrado.<\/p>\n<p>A vice-diretora do centro de pesquisa, Sana al Basiouni, explicou \u00e0 Agencia Efe que todos esses restos representam cerca de 65% do animal: \u201cEncontramos o bra\u00e7o (prata anterior) direito, por isso \u00e9 como se tiv\u00e9ssemos encontrado tamb\u00e9m o esquerdo\u201d, pois os vertebrados s\u00e3o sim\u00e9tricos.<\/p>\n<p>\u201cPodemos considerar que o osso estava em bom estado e isso tornou poss\u00edvel conhecermos sua forma e caracter\u00edsticas\u201d, acrescentou Sana, que disse que, no entanto, a equipe demorou dois anos em reconstrui-lo totalmente.<\/p>\n<p>Os fragmentos de ossos foram encontrados em dezembro de 2013 no o\u00e1sis de Dakhla, 800 quil\u00f4metros ao sudoeste do Cairo, fossilizados em rochas argilosas com 65 a 230 milh\u00f5es de anos de antiguidade.<\/p>\n<p>Mesmo assim, s\u00f3 em mar\u00e7o de 2014 os pesquisadores puderam retornar \u00e0 remota \u00e1rea des\u00e9rtica com as ferramentas adequadas para desenterr\u00e1-los, um trabalho que demorou 21 dias, como relatou Sana.<\/p>\n<p>Posteriormente, os ossos foram levados a Man\u00e7ura, onde foi realizada uma tomografia axial computadorizada (TAC), a partir da qual foi poss\u00edvel come\u00e7ar o tratamento dos ossos para depois estud\u00e1-los, compar\u00e1-los e chegar \u00e0s conclus\u00f5es publicadas na revista \u201cNature\u201d no final de janeiro.<\/p>\n<p>Na entrada do departamento de Paleontologia, no interior do campus universit\u00e1rio de Man\u00e7ura, uma imagem reproduz o \u201cMan\u00e7urassauro\u201d tal como os especialistas imaginaram que era: um exemplar de pesco\u00e7o alongado, com um comprimento similar ao de um carro m\u00e9dio, pertencente \u00e1 esp\u00e9cie dos titanossauros.<\/p>\n<p>O \u201cMan\u00e7urassauro\u201d, por\u00e9m, \u201cn\u00e3o era t\u00e3o grande, pesava cerca de cinco toneladas\u201d, o que provaria a teoria segundo a qual os titanossauros nos \u00faltimos anos de vida e antes da sua extin\u00e7\u00e3o sofreram de nanismo, destacou Sana.<\/p>\n<p>De fato, o \u201cMansourasaurus shahinae\u201d \u2013 seu nome cient\u00edfico \u2013 traz novas informa\u00e7\u00f5es sobre a vida destes animais ao final da sua exist\u00eancia, na \u00e9poca do Cret\u00e1ceo Tardio, de 66 a 100 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>Entre as novidades mais importantes, os pesquisadores de Man\u00e7ura observaram que o exemplar eg\u00edpcio se parece com os dinossauros que povoavam a Europa nessa \u00e9poca, o que indica uma conex\u00e3o entre o continente africano e o europeu.<\/p>\n<p>\u201cOs dinossauros se deslocaram somente a p\u00e9, o que significa que existiu uma ponte terrestre entre os dois continentes, atrav\u00e9s da qual estas criaturas podiam se locomover\u201d, argumentou Sana.<\/p>\n<p>Outro membro da equipe que batizou o \u201cMan\u00e7urassauro\u201d, Iman al Dauodi, afirmou que esta descoberta \u00e9 importante para o estudo do per\u00edodo precedente \u00e0 extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros no continente africano, sobre a qual pouco se sabia at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>\u201cAgora veio \u00e0 tona parte da hist\u00f3ria da \u00c1frica e dos dinossauros que a habitaram, ap\u00f3s a separa\u00e7\u00e3o da Gondwana\u201d, um antigo continente que se desintegrou h\u00e1 200 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>Por isso, Sana considera que esta \u201cpesquisa mudar\u00e1 o curso da ci\u00eancia\u201d porque, at\u00e9 agora, os f\u00f3sseis de dinossauros dessa \u00e9poca s\u00e3o poucos e sua hist\u00f3ria evolutiva no continente africano tinha sido um mist\u00e9rio para os cientistas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Man\u00e7urassauro \u00e9 o nome do esp\u00e9cime de dinossauro que foi descoberto por pesquisadores da 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