{"id":80119,"date":"2018-02-13T14:00:21","date_gmt":"2018-02-13T17:00:21","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=80119"},"modified":"2018-02-13T09:59:13","modified_gmt":"2018-02-13T12:59:13","slug":"cientistas-planejam-acao-para-proteger-primatas-da-mata-atlantica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cientistas-planejam-acao-para-proteger-primatas-da-mata-atlantica\/","title":{"rendered":"Cientistas planejam a\u00e7\u00e3o para proteger primatas da Mata Atl\u00e2ntica"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/primata.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-80120\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/primata-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/primata-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/primata.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A febre amarela dominou as discuss\u00f5es da reuni\u00e3o que levou a Ibitipoca em janeiro 12 dos principais primatologistas do Brasil. Pr\u00f3ximo \u00e0 mata onde vivem os \u00faltimos muriquis da regi\u00e3o, eles discutiram n\u00e3o s\u00f3 as amea\u00e7as a essa esp\u00e9cie, mas a todos os primatas da Mata Atl\u00e2ntica. A meta \u00e9 lan\u00e7ar em abril o Plano A\u00e7\u00e3o Nacional para a Conserva\u00e7\u00e3o dos Primatas da Mata Atl\u00e2ntica, um projeto de nome grandioso e objetivo maior. O conceito \u00e9 o de que os macacos precisam de n\u00f3s. Mas n\u00f3s tamb\u00e9m n\u00e3o podemos ficar sem eles. E eles est\u00e3o no limite. Para o primatologista S\u00e9rgio Lucena, est\u00e1 na hora de as pessoas entenderem que n\u00e3o existe floresta sem os macacos. Sem floresta, n\u00e3o h\u00e1 \u00e1gua, nem regula\u00e7\u00e3o do clima e do solo.<\/p>\n<div><\/div>\n<p>Historicamente, os muriquis s\u00e3o mais resistentes \u00e0 febre, mas os dados do Sossego acenderam o sinal vermelho. Em 2017, morreram 11% dos 350 muriquis da maior popula\u00e7\u00e3o conhecida da esp\u00e9cie, a da RPPN Feliciano Miguel Abdala, em Caratinga (MG), perto do Sossego. A febre amarela \u00e9 a causa mais prov\u00e1vel, diz Karen Strier, presidente da Sociedade Internacional de Primatologia. Professora da Universidade de Wisconsin-Madison (EUA), ela estuda os muriquis do Brasil h\u00e1 30 anos.<\/p>\n<p>&#8211; O muriqui \u00e9 uma esp\u00e9cie t\u00e3o preciosa que salvar qualquer indiv\u00edduo \u00e9 importante. Com a experi\u00eancia perigosa da febre amarela na natureza, temos que aprender a reintroduzir esp\u00e9cies, proteger a floresta e, com ela, as pessoas &#8211; diz.<\/p>\n<p><strong>V\u00c1RIAS ESP\u00c9CIES EM RISCO<\/strong><\/p>\n<p>O plano estabelecer\u00e1 as estrat\u00e9gias para proteger as 24 esp\u00e9cies de macacos na Mata Atl\u00e2ntica. Fabiano Melo, um dos organizadores da reuni\u00e3o e professor da Universidade Federal de Vi\u00e7osa, frisa que a febre levou os primatas do bioma ao limite. Ela ataca com ferocidade os bugios, tamb\u00e9m conhecidos como guaribas ou barbados. Mas a epidemia mata tamb\u00e9m sau\u00e1s, macacos-pregos e algumas esp\u00e9cies de saguis. E \u00e9 apontada como a prov\u00e1vel causa para o desaparecimento de muriquis em Caratinga e no Sossego.<\/p>\n<p>Leandro Jerusalinsky, coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conserva\u00e7\u00e3o de Primatas Brasileiros, destaca que as prioridades s\u00e3o o muriqui e o barbado-vermelho. Esse \u00faltimo \u00e9 um dos primatas em maior risco da Terra. Restam 250, segundo as estimativas mais otimistas, e pouco se sabe sobre eles. Est\u00e3o espalhados em fragmentos de floresta entre Minas e Bahia, dentro da \u00e1rea afetada pela epidemia. Leonardo Neves, que trabalha com o barbado-vermelho no sul da Bahia, lamenta a falta de recursos para estud\u00e1-lo e teme que desapare\u00e7a antes que se possa fazer alguma coisa. Em seu \u00faltimo levantamento, encontrou 80. E o dinheiro acabou antes que localizasse os demais.<\/p>\n<p>Na Mata Atl\u00e2ntica, os primatas perderam 90% de seu habitat, o que os deixa vulner\u00e1veis \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da diversidade gen\u00e9tica e dificulta a busca por alimento. No que restou de habitat sofrem press\u00e3o da ca\u00e7a. Monica Mascarenhas, do ICMBio, observa que a Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 uma colcha de 250 mil retalhos, a maioria deles com menos de 50 hectares. S\u00e3o milhares de matas como a do Luna, a maioria desertos de bichos cercados por gente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A febre amarela dominou as discuss\u00f5es da reuni\u00e3o que levou a Ibitipoca em janeiro 12<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":80120,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/primata.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/primata-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/primata-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/primata.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/primata.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/primata.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/primata.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/primata.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/primata.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/primata.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A febre amarela dominou as discuss\u00f5es da reuni\u00e3o que levou a Ibitipoca em janeiro 12","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80119"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=80119"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/80119\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/80120"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=80119"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=80119"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=80119"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}