{"id":79655,"date":"2018-02-04T12:00:22","date_gmt":"2018-02-04T15:00:22","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=79655"},"modified":"2018-02-04T09:05:21","modified_gmt":"2018-02-04T12:05:21","slug":"asteroide-potencialmente-perigoso-pode-passar-pela-terra-neste-domingo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/asteroide-potencialmente-perigoso-pode-passar-pela-terra-neste-domingo\/","title":{"rendered":"Asteroide \u2018potencialmente perigoso\u2019 pode passar pela Terra neste domingo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/asteroide.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-79656\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/asteroide-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/asteroide-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/asteroide.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A Nasa, ag\u00eancia espacial dos Estados Unidos, divulgou estudos mostrando que o aster\u00f3ide 2002 AJ192 pode passar pela Terra neste domingo, 4 de fevereiro. O corpo celeste \u00e9 tratado pela Nasa como &#8220;potencialmente perigoso.&#8221;<\/p>\n<p>Descoberto em 2002 e rastreado desde ent\u00e3o, o asteroide tem mais de um quil\u00f4metro de largura e altura superior \u00e0 do maior pr\u00e9dio do mundo, o arranha-c\u00e9u Burj Khalifa, localizado em Dubai, nos Emirados \u00c1rabes Unidos, que tem 160 andares e 828 metros de altura.<\/p>\n<p>O alerta da Nasa para a poss\u00edvel passagem do asteroide pela Terra, \u00e9 de pouca utilidade, segundo o f\u00edsico Carlos Henrique Veiga, astr\u00f4nomo do Observat\u00f3rio Nacional, situado no Rio de Janeiro. De acordo com o especialista, n\u00e3o existe a menor possibilidade de colis\u00e3o com o planeta:<\/p>\n<p>&#8220;No caso espec\u00edfico desse asteroide, n\u00e3o h\u00e1 risco algum de ele impactar a Terra. Pelas observa\u00e7\u00f5es e pelos estudos que fizemos, ele vai passar a uma dist\u00e2ncia muito grande da Terra, cerca de 42 milh\u00f5es de quil\u00f4metros. Ele \u00e9 um aster\u00f3ide grande, tem uma ordem de grandeza superior a um quil\u00f4metro, e se ele entrasse em rota de colis\u00e3o com a Terra, as consequ\u00eancias poderiam ser muito graves. Mas n\u00e3o h\u00e1 riscos: o corpo celeste passar\u00e1 muito longe do planeta.&#8221;<\/p>\n<p>Carlos Henrique Veiga critica a forma como as informa\u00e7\u00f5es foram divulgadas pela Nasa:<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 algumas imprecis\u00f5es nestas not\u00edcias. Por exemplo, elas n\u00e3o revelam qual \u00f3rbita o aster\u00f3ide estaria seguindo e de que modo ele vem sendo rastreado. Ora, um astr\u00f4nomo daqui do Observat\u00f3rio Nacional jamais sairia por a\u00ed produzindo declara\u00e7\u00f5es de impacto na m\u00eddia porque o risco de se criar p\u00e2nico \u00e9 muito grande. Ent\u00e3o, se fosse realmente verdade a hip\u00f3tese de que o asteroide poderia se chocar com a Terra, a forma de divulgar a not\u00edcia seria muito mais prudente e cautelosa. Acima de tudo, s\u00e3o necess\u00e1rias muita observa\u00e7\u00e3o e muita cautela em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s not\u00edcias que envolvem corpos celestes.&#8221;<\/p>\n<p>Carlos Henrique Veiga tamb\u00e9m analisou os efeitos de uma poss\u00edvel colis\u00e3o do asteroide com a Terra. Para o astr\u00f4nomo, o impacto n\u00e3o destruiria totalmente o planeta:<\/p>\n<p>&#8220;Dependendo de onde ocorra a colis\u00e3o \u2013 e o mais prov\u00e1vel \u00e9 que ocorra na \u00e1gua \u2013 o efeito imediato seria a gera\u00e7\u00e3o de uma frente monumental de ondas. Ou seja, a colis\u00e3o provocaria uma enorme tsunami causadora de mortes e destrui\u00e7\u00e3o. O choque n\u00e3o seria suficiente para destruir toda Terra mas, certamente, causaria grandes inunda\u00e7\u00f5es.&#8221;<\/p>\n<p>O astr\u00f4nomo explicou ainda as diferen\u00e7as conceituais, do ponto de vista astron\u00f4mico, entre os corpos celestes:<\/p>\n<p>&#8220;Em v\u00e1rios pa\u00edses, inclusive o Brasil, existem programas de monitoramento destes corpos. Desta forma, n\u00f3s, f\u00edsicos e astr\u00f4nomos, conseguimos acompanhar os deslocamentos e as trajet\u00f3rias de objetos como aster\u00f3ides, cometas e meteoros. O meteoro, em geral, \u00e9 res\u00edduo de alguma coisa. Ele pode ser um fragmento de um asteroide, a poeira de um aster\u00f3ide ou ainda a poeira de um cometa. Os meteoros s\u00e3o exatamente isso: fragmentos ou a poeira c\u00f3smica de asteroides e cometas. Na verdade, s\u00e3o tr\u00eas denomina\u00e7\u00f5es para o que \u00e9 tratado genericamente como meteoros: enquanto est\u00e3o no universo ou no cosmos, eles s\u00e3o chamados de meteor\u00f3ides; quando entram na atmosfera da Terra, tornam-se meteoros, e quando caem no planeta, ganham a classifica\u00e7\u00e3o de meteoritos&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Nasa, ag\u00eancia espacial dos Estados Unidos, divulgou estudos mostrando que o aster\u00f3ide 2002 AJ192<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":79656,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/asteroide.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/asteroide-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/asteroide-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/asteroide.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/asteroide.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/asteroide.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/asteroide.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/asteroide.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/asteroide.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/asteroide.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A Nasa, ag\u00eancia espacial dos Estados Unidos, divulgou estudos mostrando que o aster\u00f3ide 2002 AJ192","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79655"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=79655"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79655\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/79656"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=79655"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=79655"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=79655"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}