{"id":79617,"date":"2018-02-03T18:21:44","date_gmt":"2018-02-03T21:21:44","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=79617"},"modified":"2018-02-03T18:21:37","modified_gmt":"2018-02-03T21:21:37","slug":"o-brasileiro-que-busca-novas-especies-em-graos-de-areia-da-praia-e-ja-encontrou-140","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-brasileiro-que-busca-novas-especies-em-graos-de-areia-da-praia-e-ja-encontrou-140\/","title":{"rendered":"O brasileiro que busca novas esp\u00e9cies em gr\u00e3os de areia da praia &#8211; e j\u00e1 encontrou 140"},"content":{"rendered":"<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles active-capital-letter\" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"42\" data-block-id=\"2\">\n<p class=\"content-text__container theme-color-primary-first-letter\" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/bichos_areia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-79618\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/bichos_areia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/bichos_areia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/bichos_areia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Para a maioria das pessoas, um gr\u00e3o de areia da praia \u00e9 apenas um gr\u00e3o de areia do mar. Para os olhos treinados de um bi\u00f3logo marinho, no entanto, cada um deles pode se revelar um habitat para v\u00e1rias esp\u00e9cies de animais.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"41\" data-block-id=\"3\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">A grande maioria delas \u00e9 de briozo\u00e1rios, um grupo de seres aqu\u00e1ticos, invertebrados e s\u00e9sseis (que vivem num substrato, como os corais). Mas tamb\u00e9m podem ser encontrados poliquetos (minhocas marinhas) e outros pequenos invertebrados, al\u00e9m de pequenos crust\u00e1ceos e nematoides (vermes).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"53\" data-block-id=\"4\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Desse verdadeiro zool\u00f3gico em miniatura, o bi\u00f3logo Leandro Vieira, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), escolheu os briozo\u00e1rios como seu objeto de estudo, aos quais se dedica desde que entrou no curso de Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas, na Universidade Federal de Alagoas (UFAL), em 2001. Antes do seu trabalho, poucos deles eram conhecidos no Brasil.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"24\" data-block-id=\"5\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Nos \u00faltimos anos, ele j\u00e1 descobriu e descreveu cientificamente 140 novas esp\u00e9cies, das quais 18 que vivem exclusivamente em col\u00f4nias em gr\u00e3os de areia.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"76\" data-block-id=\"6\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Vieira explica que elas s\u00e3o formadas por v\u00e1rios indiv\u00edduos, denominados zooides, com cerca de 0,5 mm de comprimento, cada um com uma estrutura de alimenta\u00e7\u00e3o (lof\u00f3foro), respons\u00e1vel por capturar alimento em suspens\u00e3o, e um exoesqueleto calc\u00e1rio ou quitinoso (feito de quitina, o que lhe confere rigidez). &#8220;Algumas vivem num simples gr\u00e3o de areia e t\u00eam at\u00e9 tr\u00eas indiv\u00edduos&#8221;, diz. &#8220;Outras, no entanto, podem chegar a alguns cent\u00edmetros, atingindo at\u00e9 o tamanho de uma bola de basquete.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"55\" data-block-id=\"7\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Uma caracter\u00edstica comum a todas as esp\u00e9cies \u00e9 que as col\u00f4nias s\u00e3o polim\u00f3rficas, ou seja, formadas por zooides de morfologias distintas de acordo com suas fun\u00e7\u00f5es. Entre eles, h\u00e1 o autozooide, que \u00e9 unidade b\u00e1sica e alimentar do grupo. Os outros indiv\u00edduos podem apresentar fun\u00e7\u00f5es diversas, incluindo reprodu\u00e7\u00e3o (gonozooides), sustenta\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o da col\u00f4nia (cenozooides).&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"53\" data-block-id=\"8\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Esses invertebrados s\u00e3o encontrados em ambientes aqu\u00e1ticos marinhos, estuarinos (\u00e1gua salobra) ou \u00e1gua doce, desde o raso at\u00e9 regi\u00f5es mais profundas. Por serem s\u00e9sseis, dependem de um substrato para crescer, podendo viver em estruturas r\u00edgidas como rochas, pedras, algas, outros animais (como corais e crust\u00e1ceos), ou at\u00e9 mesmo em diminutos gr\u00e3os de areia.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-media content-media--normal  content-photo\" data-block-type=\"backstage-photo\" data-block-id=\"10\">\n<div class=\"content-media__container\">\n<div class=\"content-media__image-centered\">\n<div class=\"progressive-img can-open-lightbox\" data-min-size=\"1008x567\" data-min-size-url=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/caOeMp2xGi_JD90LadTzUpvN9ZQ=\/0x0:624x351\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2018\/E\/U\/hXlz9DTGKsLlz77gBBlQ\/klugerella.jpg\" data-max-size=\"1600x900\" data-max-size-url=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/hsbAh0Tm445Rfq0GnI7cTeQEU5E=\/0x0:624x351\/1600x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2018\/E\/U\/hXlz9DTGKsLlz77gBBlQ\/klugerella.jpg\" data-media-index=\"1\"><picture><img loading=\"lazy\" class=\"image content-media__image progressive-loaded\" title=\"Klugerella petasus, uma esp\u00e9cies de briozo\u00e1rio descrita para o Brasil. A foto tirada no Microsc\u00f3pio Eletr\u00f4nico de Varredura mostra a complexidade do exoesqueleto dos briozo\u00e1rios (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/BCVQS6p32NufsNluNQSIy8c_iEU=\/0x0:624x351\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2018\/E\/U\/hXlz9DTGKsLlz77gBBlQ\/klugerella.jpg\" alt=\"Klugerella petasus, uma esp\u00e9cies de briozo\u00e1rio descrita para o Brasil. A foto tirada no Microsc\u00f3pio Eletr\u00f4nico de Varredura mostra a complexidade do exoesqueleto dos briozo\u00e1rios (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"639\" height=\"360\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/BCVQS6p32NufsNluNQSIy8c_iEU=\/0x0:624x351\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2018\/E\/U\/hXlz9DTGKsLlz77gBBlQ\/klugerella.jpg\" \/><\/picture><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"content-media__description-centered \">\n<p class=\"content-media__description\"><i class=\"content-media__description__icon theme-color-primary\"><\/i><span class=\"content-media__description__caption\">Klugerella petasus, uma esp\u00e9cies de briozo\u00e1rio descrita para o Brasil. A foto tirada no Microsc\u00f3pio Eletr\u00f4nico de Varredura mostra a complexidade do exoesqueleto dos briozo\u00e1rios (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"45\" data-block-id=\"11\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">No caso desses \u00faltimos, sua exist\u00eancia foi relatada pela primeira vez em 1986, na Fl\u00f3rida, e redescoberta em S\u00e3o Paulo, durante Programa de Pesquisas em Caracteriza\u00e7\u00e3o, Conserva\u00e7\u00e3o, Restaura\u00e7\u00e3o e Uso Sustent\u00e1vel da Biodiversidade, da Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (BIOTA-Fapesp).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"28\" data-block-id=\"12\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">&#8220;Apesar de pouca conhecida, essa fauna \u00e9 provavelmente comum, j\u00e1 tendo sido encontrada em v\u00e1rios locais do mundo, incluindo Jap\u00e3o e Austr\u00e1lia e no litoral brasileiro&#8221;, diz Vieira.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"83\" data-block-id=\"13\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Na Fl\u00f3rida, nos Estados Unidos, por exemplo, onde os estudos sobre ela s\u00e3o mais antigos, descobriu-se que em apenas um metro quadrado de areia, com 10 cent\u00edmetros de profundidade, podem viver at\u00e9 7,5 mil col\u00f4nias. No Brasil, esse n\u00famero chega a 300, de pelo menos 20 tipos diferentes. No mundo todo, s\u00e3o conhecidas atualmente cerca 6 mil esp\u00e9cies de briozo\u00e1rios, com outros 15 mil f\u00f3sseis j\u00e1 descritos. No pa\u00eds, h\u00e1 perto de 450, das quais um ter\u00e7o foi descoberto nos \u00faltimos dez anos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-media content-media--normal  content-photo\" data-block-type=\"backstage-photo\" data-block-id=\"14\">\n<div class=\"content-media__container\">\n<div class=\"content-media__image-centered\">\n<div class=\"progressive-img can-open-lightbox\" data-min-size=\"1008x567\" data-min-size-url=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/DMcjDjuFo5gWsjVepLn7YL2N3r0=\/0x0:624x351\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2018\/k\/r\/wdbbcgTCyzoFj7diP9AQ\/amathia-evelinae.jpg\" data-max-size=\"1600x900\" data-max-size-url=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/Pa2zFtnxBJ9vOIDP8MBmizPxgy4=\/0x0:624x351\/1600x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2018\/k\/r\/wdbbcgTCyzoFj7diP9AQ\/amathia-evelinae.jpg\" data-media-index=\"2\"><picture><img loading=\"lazy\" class=\"image content-media__image progressive-loaded\" title=\"Amathia evelinae - esp\u00e9cie descrita em 2014, no litoral Norte de S\u00e3o Paulo (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/evpMGTK6OlOjUyc1b8jpZsfqKNQ=\/0x0:624x351\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2018\/k\/r\/wdbbcgTCyzoFj7diP9AQ\/amathia-evelinae.jpg\" alt=\"Amathia evelinae - esp\u00e9cie descrita em 2014, no litoral Norte de S\u00e3o Paulo (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)\" width=\"639\" height=\"360\" data-src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/evpMGTK6OlOjUyc1b8jpZsfqKNQ=\/0x0:624x351\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2018\/k\/r\/wdbbcgTCyzoFj7diP9AQ\/amathia-evelinae.jpg\" \/><\/picture><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"content-media__description-centered \">\n<p class=\"content-media__description\"><i class=\"content-media__description__icon theme-color-primary\"><\/i><span class=\"content-media__description__caption\">Amathia evelinae &#8211; esp\u00e9cie descrita em 2014, no litoral Norte de S\u00e3o Paulo (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/span><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"64\" data-block-id=\"16\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">De acordo com Vieira, para que esses animais ocupem esse tipo de habitat s\u00e3o necess\u00e1rias condi\u00e7\u00f5es especiais no ambiente marinho. Uma delas \u00e9 que a profundidade do mar esteja entre 6 metros e 45 metros. Outra \u00e9 que os gr\u00e3os de areia tenham tamanho variado, com mais de 0,5 mm de di\u00e2metro, formas irregulares e apresentem uma mistura de fragmentos de conchas de moluscos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"68\" data-block-id=\"17\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Al\u00e9m disso, deve existir uma grande quantidade de mat\u00e9ria org\u00e2nica na \u00e1gua, para fornecer alimento para os briozo\u00e1rios, e uma baixa taxa de sedimenta\u00e7\u00e3o, impedindo o ac\u00famulo de part\u00edculas muito fina na superf\u00edcie do grupo (evitando a morte dos animais). &#8220;Todas essas condi\u00e7\u00f5es em conjunto criam um espa\u00e7o adequado para eles se alimentarem e para o crescimento da col\u00f4nia, evitando tamb\u00e9m a morte das mais jovens&#8221;, explica Vieira.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"68\" data-block-id=\"18\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Segundo ele, um fato interessante \u00e9 que, nesse ambiente, algumas esp\u00e9cies ocorrem exclusivamente em fragmentos de conchas, e outras somente nos pequenos gr\u00e3os de quartzo (com tamanho entre 0,5 e 1 mm de di\u00e2metro). &#8220;Outro fato curioso \u00e9 que a grande maioria das col\u00f4nias de gr\u00e3o de areia \u00e9 transparente, em contraste com as bem coloridas que ocorrem em outros substratos, como corais e algas marinhas&#8221;, diz Vieira.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"35\" data-block-id=\"19\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Como esse ambiente \u00e9 inst\u00e1vel, devido \u00e0 abras\u00e3o entre os gr\u00e3os de areia e o microambiente criado pelas condi\u00e7\u00f5es fisico-qu\u00edmicas da \u00e1gua, os briozo\u00e1rios desse habitat se reproduzem rapidamente, o que favorece a sua dispers\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-media content-media--normal  content-photo\" data-block-type=\"backstage-photo\" data-block-id=\"20\">\n<div class=\"content-media__container\">\n<div class=\"content-media__image-centered\">\n<div class=\"progressive-img can-open-lightbox\" data-min-size=\"1008x567\" data-min-size-url=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/IcPWf6ZvZWR4ZymW86Ze9P0nXnU=\/0x0:624x351\/1008x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2018\/i\/t\/RstaMaSGKEFxBY95MbNw\/exoesqueleto.jpg\" data-max-size=\"1600x900\" 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esses animais s\u00e3o componentes importantes dos ecossistemas aqu\u00e1ticos, sobretudo marinhos. &#8220;Como s\u00e3o dominantes em muitas comunidades bent\u00f4nicas, eles t\u00eam grande import\u00e2ncia ecol\u00f3gica, incluindo a coloniza\u00e7\u00e3o do substrato e forma\u00e7\u00e3o de novos habitats para outros invertebrados, como, por exemplo, pequenos crust\u00e1ceos e anel\u00eddeos&#8221;, diz Vieira. &#8220;Briozo\u00e1rios tamb\u00e9m servem como alimento para outros invertebrados marinhos, como algumas lesmas-do-mar e aranhas-do-mar, consideradas seus principais predadores.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"84\" data-block-id=\"23\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">A maior parte das suas pesquisas Vieira fez durante o mestrado (2006-2008), o doutorado (2008-2012) e p\u00f3s-doutorado (2013-2014), todos realizados no Centro de Biologia Marinha da USP. &#8220;As 18 novas esp\u00e9cies que vivem em gr\u00e3os de areia foram descobertas no litoral norte de S\u00e3o Paulo por mim e pela pesquisadora americana Judith Winston, em 2013&#8221;, conta. &#8220;Esses animais s\u00e3o um caso bem espec\u00edfico dentro do filo dos briozo\u00e1rios. Uma larva se prende ao gr\u00e3o de areia, formando assim uma col\u00f4nia que fica sobre ele.&#8221;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"45\" data-block-id=\"24\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O trabalho do pesquisador continua. Nos \u00faltimos tr\u00eas anos, desde que ele ingressou na UFPE, em 2014, e criou Laborat\u00f3rio de Estudos de Bryozoa (LAEBry), v\u00e1rias esp\u00e9cies novas est\u00e3o sendo descritas no Nordeste, principalmente como resultado do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Biologia Animal da universidade.<\/p>\n<\/div>\n<div data-track-category=\"fim do conteudo\" data-track-action=\"ultimo chunk conteudo\" data-track-noninteraction=\"false\" data-track-scroll=\"entrada completa viewport\">\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"43\" data-block-id=\"25\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Al\u00e9m disso, a atua\u00e7\u00e3o do grupo que Vieira coordena j\u00e1 descobriu dezenas de novas esp\u00e9cies de briozo\u00e1rios que ainda precisam ser formalmente descritas. &#8220;Acredito que o n\u00famero das que ser\u00e3o que ser\u00e3o descritas por pesquisadores brasileiros deve aumentar consideravelmente nos pr\u00f3ximos anos&#8221;, prev\u00ea.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para a maioria das pessoas, um gr\u00e3o de areia da praia \u00e9 apenas um gr\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":79618,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/bichos_areia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/bichos_areia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/bichos_areia-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/bichos_areia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/bichos_areia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/bichos_areia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/bichos_areia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/bichos_areia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/bichos_areia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/02\/bichos_areia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Para a maioria das pessoas, um gr\u00e3o de areia da praia \u00e9 apenas um gr\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79617"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=79617"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79617\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/79618"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=79617"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=79617"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=79617"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}