{"id":79494,"date":"2018-01-31T15:00:44","date_gmt":"2018-01-31T18:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=79494"},"modified":"2018-01-30T23:57:56","modified_gmt":"2018-01-31T02:57:56","slug":"plastico-representa-mais-de-95-do-lixo-de-praias-brasileiras-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/plastico-representa-mais-de-95-do-lixo-de-praias-brasileiras-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Pl\u00e1stico representa mais de 95% do lixo de praias brasileiras, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/lixo-8.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-79495\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/lixo-8-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/lixo-8-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/lixo-8.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Um trabalho de monitoramento realizado pelo Instituto Oceanogr\u00e1fico da\u00a0Universidade de S\u00e3o Paulo\u00a0(IO-USP), em parceria com o Instituto Socioambiental dos Pl\u00e1sticos (Plastivida), uma associa\u00e7\u00e3o que re\u00fane entidades e empresas do setor, divulgou suas\u00a0primeiras conclus\u00f5es\u00a0esta semana. O estudo monitora, desde 2012, a quantidade de\u00a0lixo\u00a0jogada em 12 praias brasileiras e constatou que 95% do volume total \u00e9 composto por\u00a0pl\u00e1sticos.<\/p>\n<p>As pesquisas sobre a quest\u00e3o do\u00a0lixo no mar\u00a0ainda s\u00e3o escassas, n\u00e3o s\u00f3 no Brasil, mas no mundo todo. Os\u00a0res\u00edduos s\u00f3lidos\u00a0encontrados nos oceanos t\u00eam diversas proveni\u00eancias, mas estima-se que 80% deles tenha origem terrestre. As principais causas apontadas s\u00e3o a gest\u00e3o inadequada do\u00a0lixo urbano, as atividades econ\u00f4micas (ind\u00fastria, com\u00e9rcio e servi\u00e7os), portu\u00e1rias e de turismo, al\u00e9m do lixo dom\u00e9stico mal encaminhado que \u00e0s vezes acaba indo parar na rua e nos rios.<\/p>\n<p>Os 20% restantes t\u00eam origem nos pr\u00f3prios oceanos, gerados pelas atividades pesqueiras, mergulho recreativo, pesca submarina e turismo, como no caso dos cruzeiros, por exemplo. O Brasil ocupa o 16\u00ba lugar no ranking dos pa\u00edses mais poluidores dos mares, segundo dados de 2015. Todos os anos, s\u00e3o lan\u00e7adas nas praias entre 70 mil e 190 mil toneladas de\u00a0materiais pl\u00e1sticos.<\/p>\n<p>O IO-USP\u00a0e a Plastivida realizaram o levantamento no litoral brasileiro para conhecer em mais detalhes a situa\u00e7\u00e3o do Brasil. Foram analisadas seis praias do estado de S\u00e3o Paulo (Ubatumirim, Boraceia, Itaguar\u00e9, do Uma, Jureia e Ilha Comprida), tr\u00eas da Bahia (Taquari, Jau\u00e1 e Imbassa\u00ed) e tr\u00eas de Alagoas (do Franc\u00eas, Ipioca e do Toco).<\/p>\n<p>No total, foram realizadas seis coletas, inicialmente com intervalos de seis meses e depois de um ano. O bi\u00f3logo Alexander Turra, do IO-USP, coordenador do trabalho, explica que as mais polu\u00eddas s\u00e3o Boraceia, Itaguar\u00e9, Praia do Franc\u00eas e Taquari. As coletas foram realizadas seguindo um protocolo estabelecido pelo programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o meio ambiente (ONU Meio Ambiente).<\/p>\n<p>O grupo inicialmente limpou uma \u00e1rea de 500 metros da areia seca, onde a mar\u00e9 n\u00e3o alcan\u00e7a, e das dunas ou restinga, atr\u00e1s da praia. Depois, voltaram ao local de seis em seis meses para recolher, identificar e quantificar o\u00a0lixo\u00a0nos 100 metros centrais dessa \u00e1rea. Segundo o monitoramento, em S\u00e3o Paulo o maior volume de lixo se acumula nas dunas ou restingas e \u00e9 proveniente das\u00a0atividades de pesca. J\u00e1 no Nordeste o grosso do material \u00e9 encontrado na areia seca e vem do turismo.<\/p>\n<p>O IO-USP e a Plastivida assinaram o conv\u00eanio para a realiza\u00e7\u00e3o do estudo em 2012, como fruto da cria\u00e7\u00e3o do\u00a0Compromisso de Honolulu, de 2011, que discute a quest\u00e3o de\u00a0res\u00edduos nos mares\u00a0em n\u00edvel global. Dirigido a governos, ind\u00fastrias, organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais e demais interessados, o documento tem como objetivo servir como instrumento de gest\u00e3o para a redu\u00e7\u00e3o da entrada de lixo nos oceanos e praias, bem como retirar o que j\u00e1 existe.<\/p>\n<p>No mesmo ano de 2011 foi assinada, como consequ\u00eancia do documento, a Declara\u00e7\u00e3o Global Conjunta da Ind\u00fastria dos Pl\u00e1sticos, da qual a Plastivida \u00e9 signat\u00e1ria. Foi para implementar esse compromisso mundial no Brasil que a associa\u00e7\u00e3o, como uma das entidades representantes da cadeia produtiva dos\u00a0pl\u00e1sticos\u00a0no pa\u00eds, e o IO-USP assinaram o conv\u00eanio em 2012. A meta \u00e9 capacitar e desenvolver estudos cient\u00edficos para embasar as discuss\u00f5es sobre o tema no Brasil.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, foi criado o\u00a0<a href=\"http:\/\/www.porummarlimpo.org.br\/\" target=\"_blank\" data-id=\"61\" data-m=\"{&quot;i&quot;:61,&quot;p&quot;:57,&quot;n&quot;:&quot;partnerLink&quot;,&quot;y&quot;:24,&quot;o&quot;:4}\">F\u00f3rum Setorial dos Pl\u00e1sticos On-line &#8211; Por Um Mar Limpo<\/a>, para ampliar os debates sobre os caminhos e as alternativas de mitiga\u00e7\u00e3o para o problema dos\u00a0res\u00edduos nas praias e nos oceanos. Trata-se de uma plataforma on-line, que re\u00fane todas as informa\u00e7\u00f5es e o conhecimento obtidos desde 2012, al\u00e9m das propostas de educa\u00e7\u00e3o ambiental, preven\u00e7\u00e3o, coleta e reciclagem. Desse F\u00f3rum resultou a Declara\u00e7\u00e3o de Inten\u00e7\u00f5es, um documento que estabelece os compromissos da cadeia produtiva dos pl\u00e1sticos no Brasil sobre o tema.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um trabalho de monitoramento realizado pelo Instituto Oceanogr\u00e1fico da\u00a0Universidade de S\u00e3o Paulo\u00a0(IO-USP), em parceria com<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":79495,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/lixo-8.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/lixo-8-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/lixo-8-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/lixo-8.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/lixo-8.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/lixo-8.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/lixo-8.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/lixo-8.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/lixo-8.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/lixo-8.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um trabalho de monitoramento realizado pelo Instituto Oceanogr\u00e1fico da\u00a0Universidade de S\u00e3o Paulo\u00a0(IO-USP), em parceria com","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79494"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=79494"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/79494\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/79495"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=79494"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=79494"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=79494"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}