{"id":7921,"date":"2014-10-05T13:22:08","date_gmt":"2014-10-05T13:22:08","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=7921"},"modified":"2014-10-05T13:22:08","modified_gmt":"2014-10-05T13:22:08","slug":"nova-especie-de-pterossauro-e-descoberta-em-santana-do-cariri-no-ceara","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/nova-especie-de-pterossauro-e-descoberta-em-santana-do-cariri-no-ceara\/","title":{"rendered":"Nova esp\u00e9cie de pterossauro \u00e9 descoberta em Santana do Cariri, no Cear\u00e1"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/peteresauro.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-7925\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/peteresauro.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Uma esp\u00e9cie de pterossauro que viveu no Nordeste h\u00e1 111 milh\u00f5es de anos acaba de ser apresentada em Recife por pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco. Identificado como Maaradactylus kellneri, o f\u00f3ssil foi encontrado com 95% do cr\u00e2nio preservado, no S\u00edtio S\u00e3o Gon\u00e7alo, no munic\u00edpio de Santana do Cariri, a 500 quil\u00f4metros de Fortaleza. Para os cientistas, o grupo ao qual ele pertence, tinha \u201ca chamada anatomia perfeita\u201d.<\/p>\n<p>A nova esp\u00e9cie \u00e9 da era Mesozoica, e viveu na regi\u00e3o da Bacia Sedimentar do Araripe, no sul do estado, e alcan\u00e7a parte de Pernambuco e do Piau\u00ed. A \u00e1rea tem 10 mil quil\u00f4metros quadrados e abriga o s\u00edtio S\u00e3o Gon\u00e7alo, um dos cinco mais importantes dep\u00f3sitos de pterossauros do mundo, onde j\u00e1 foram encontradas 23 outras esp\u00e9cies desde a d\u00e9cada de 1970. O \u00faltimo foi descoberto em 2003.<\/p>\n<p>O f\u00f3ssil compor\u00e1 o acervo do Museu de Paleontologia de Santana do Cariri, da Universidade do Cariri (Urca). A reconstitui\u00e7\u00e3o do cr\u00e2nio e da mand\u00edbula a partir do f\u00f3ssil tamb\u00e9m ser\u00e1 doada \u00e0 institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Maaradactylus kellneri foi localizado em 2010, sobre o solo, sem necessidade de escava\u00e7\u00e3o, segundo informou a professora da UFPE, Juliana Say\u00e3o, que destacou ser esta a primeira vez que um pterossauro \u00e9 descrito por um grupo de pesquisadores do Nordeste. Por coincid\u00eancia, o terreno pertence ao Professor Pl\u00e1cido Cidade Nuvens, diretor do Museu da Urca, o que facilitou a coleta. O pterossauro foi descrito por Renan Bantin, mestrando da UFPE. Tamb\u00e9m participaram da investiga\u00e7\u00e3o os pesquisadores Gustavo Oliveira e Ant\u00f4nio Saraiva. O trabalho de identifica\u00e7\u00e3o foi publicado na edi\u00e7\u00e3o de outubro da revista cient\u00edfica neozelandadesa \u201cZootaxa\u201d.<\/p>\n<p>O cr\u00e2nio do animal tinha 75 cent\u00edmetros e a envergadura da asa chegava a seis metros. O pterossauro tinha uma grande crista \u00e0 frente do cr\u00e2nio e 35 pares superiores de dentes, sendo que os \u00faltimos eram dispostos em tr\u00eas trios. Os dentes frontais eram alongados e posicionados para frente, formando estrutura para capturar peixes \u2014 uma caracter\u00edstica comum aos pterossauros, segundo Say\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2014 Esse grupo dos Anhangueridae n\u00e3o s\u00f3 tinha os ossos mais adaptados ao voo do que as aves atuais, como tamb\u00e9m apresentavam uma aerodin\u00e2mica perfeita. E quando interagiam com o meio aqu\u00e1tico contavam uma din\u00e2mica de bico perfeita \u2014 afirmou o professor \u00c1lamo Saraiva, da Urca.<\/p>\n<p>Segundo o professor Gustavo de Oliveira, a linhagem evolutiva do Maaradactylus kellneri vincula-se aos Anhangueridae, pois compartilha caracter\u00edsticas, apesar de n\u00e3o ser do mesmo g\u00eanero:<\/p>\n<p>\u2014 Essa descoberta amplia a diversidade do Araripe e mostra que ainda temos muito a conhecer \u2014 disse ele.<\/p>\n<p>O f\u00f3ssil n\u00e3o s\u00f3 pertence ao g\u00eanero novo dos Maaradactylus, como tamb\u00e9m \u00e9 uma esp\u00e9cie nova. A denomina\u00e7\u00e3o Maara foi inspirada em uma figura m\u00edtica da regi\u00e3o sul do Cear\u00e1, a filha do Cacique Manac\u00e1, da Tribo Kariri. Conta a lenda que ela teria sofrido um feiti\u00e7o, sendo obrigada a viver como serpente no fundo de um lago. J\u00e1 a termina\u00e7\u00e3o dactylus vem do grego, e \u00e9 uma caracter\u00edstica marcante dos pterossauros, que t\u00eam o quarto dedo modificado em asa. E kellneri \u00e9 uma homenagem ao paleont\u00f3logo e ge\u00f3logo Alexander Kellner, do Museu Nacional da UFRJ, que h\u00e1 30 anos estuda vertebrados f\u00f3sseis no Brasil, especificamente os pterossauros, e que tamb\u00e9m colaborou com a pesquisa.<\/p>\n<p>\u2014 Fiquei muito contente, a gente fica agradecido e envaidecido. \u00c9 muito bom perceber que fiz uma contribui\u00e7\u00e3o para a paleontologia que transcende a pesquisa cient\u00edfica \u2014 afirmou Kellner.<\/p>\n<p>O estudioso explicou, ainda, que os ossos dos pterossauros em geral s\u00e3o extremamente finos. Assim, quando s\u00e3o encontrados, costumam estar quebrados, amassados.<\/p>\n<p>Publicidade<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9 a regra geral. Assim ocorre na China, nos Estados Unidos, na Alemanha \u2014 disse e complementou que nos dep\u00f3sitos do Brasil normalmente \u00e9 diferente. \u2014 O f\u00f3ssil aqui \u00e9 preservado em tr\u00eas dimens\u00f5es, ent\u00e3o conseguimos estud\u00e1-lo bem e recuperar quase a totalidade de sua anatomia.<\/p>\n<p>Para Kellner, &#8220;est\u00e1 na hora do santo de casa fazer milagre&#8221;, isso \u00e9, de o Brasil mostrar que tem material especial. Um dos principais fatores que poderiam impulsionar ainda mais isso seria, segundo o paleont\u00f3logo, a cria\u00e7\u00e3o de um Museu Hist\u00f3rico Nacional de qualidade.<\/p>\n<p>F\u00f3sseis de pterossauros j\u00e1 foram encontrados nas Am\u00e9ricas do Norte, do Sul, Eur\u00e1sia e \u00c1frica. Mas a nova esp\u00e9cie est\u00e1 restrita ao Brasil, sendo a vig\u00e9sima quarta esp\u00e9cie descrita desde 1971 entre os localizados na Bacia do Araripe.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma esp\u00e9cie de pterossauro que viveu no Nordeste h\u00e1 111 milh\u00f5es de anos acaba de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":7925,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/peteresauro.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/peteresauro.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/peteresauro.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/peteresauro.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/peteresauro.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/peteresauro.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/peteresauro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/peteresauro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/peteresauro.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/peteresauro.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma esp\u00e9cie de pterossauro que viveu no Nordeste h\u00e1 111 milh\u00f5es de anos acaba de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7921"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7921"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7921\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7925"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7921"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7921"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7921"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}