{"id":7895,"date":"2014-10-04T19:00:54","date_gmt":"2014-10-04T19:00:54","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=7895"},"modified":"2014-10-04T14:56:10","modified_gmt":"2014-10-04T14:56:10","slug":"atividade-humana-ameaca-jazida-de-pegadas-pre-historicas-na-bolivia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/atividade-humana-ameaca-jazida-de-pegadas-pre-historicas-na-bolivia\/","title":{"rendered":"Atividade humana amea\u00e7a jazida de pegadas pr\u00e9-hist\u00f3ricas na Bol\u00edvia"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/jazida_pegadas.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-7896\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/jazida_pegadas.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" \/><\/a>Um morro \u00edngreme no sudeste da Bol\u00edvia guarda mais de 5 mil pegadas de animais, algumas de at\u00e9 um metro, que datam de mais de 65 milh\u00f5es de anos. Mas esse tesouro paleontol\u00f3gico est\u00e1 amea\u00e7ado pela atividade humana.<\/p>\n<p>O morro, chamado Cal Orcko (montanha de cal, em qu\u00e9chua), \u00e9 uma das maiores jazidas de f\u00f3sseis de pegadas do mundo. Fica nos arredores da cidade de Sucre, no sudeste dos vales bolivianos.<\/p>\n<p>Na esplanada de terra, \u00e9 poss\u00edvel ver fileiras de pegadas em diferentes dire\u00e7\u00f5es. Os di\u00e2metros variam em tamanho, e as formas revelam o contorno das patas, sobretudo, de saur\u00f3podes, tiranossauros, ter\u00f3podes, ornit\u00f3podes e anquilossauros.<\/p>\n<p>Ao todo, h\u00e1 5.055 pegadas individuais de animais de pelo menos oito esp\u00e9cies diferentes e 462 rastros cont\u00ednuos, ou seja, sequ\u00eancias de pegadas.<\/p>\n<p>&#8220;Como jazida paleontol\u00f3gica de pegadas, Cal Orcko \u00e9 uma das maiores do mundo&#8221;, afirmou o cientista boliviano Omar Medina, integrante da Sociedade Cient\u00edfica Universit\u00e1ria de Paleontologia (Sociupa).<\/p>\n<p>O local recebe 120 mil visitas ao ano.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 a maior jazida paleontol\u00f3gica do mundo e, para mim, \u00e9 o m\u00e1ximo. Os turistas v\u00e3o embora alucinados, surpresos&#8221;, contou o morador Juan Carlos Molina.<\/p>\n<p>Perto desse s\u00edtio natural, fica a f\u00e1brica de cimento Fancesa, que retira calc\u00e1rio da pedreira vizinha, ininterruptamente. Os donos da empresa s\u00e3o o governo regional, a prefeitura da cidade e a universidade estadual local.<\/p>\n<p>&#8220;O precip\u00edcio foi bastante afetado, porque foram muitos anos de trabalho tirando mat\u00e9ria-prima&#8221;, explicou \u00e0 AFP Elizabeth Baldivieso, administradora do Parque Cret\u00e1ceo, funda\u00e7\u00e3o privada que cuida do local.<\/p>\n<p>Segundo Elizabeth, uma parte norte da regi\u00e3o est\u00e1 em perigo, enquanto a parte sul ser\u00e1 protegida.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" title=\"Turista observa pegadas de dinossauros no morro Cal Orcko, em Sucre, na Bol\u00edvia (Foto: AFP Photo\/Aizar Raldes)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/Dgoh-jRM7JGVnqHecyQSDWjJCJ8=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2014\/10\/03\/000_mvd6638366.jpg\" alt=\"Turista observa pegadas de dinossauros no morro Cal Orcko, em Sucre, na Bol\u00edvia (Foto: AFP Photo\/Aizar Raldes)\" width=\"640\" height=\"462\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><strong>Turista observa pegadas de dinossauros no morro<br \/>\nCal Orcko, em Sucre, na Bol\u00edvia (Foto: AFP Photo\/<br \/>\nAizar Raldes)<\/strong><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><\/div>\n<p>J\u00e1 o secret\u00e1rio de Turismo e Cultura do Governo de Chuquisaca, Juan Jos\u00e9 Padilla, disse \u00e0 AFP que essa \u00e9 &#8220;uma vis\u00e3o um pouco alarmista do tema&#8221;, alegando que Fancesa se comprometeu a apoiar a preserva\u00e7\u00e3o do local.<\/p>\n<p>Os vest\u00edgios registrados em Cal Orcko s\u00e3o maiores do que os existentes em outras reservas, como Lark Quarry (Austr\u00e1lia), Yanguoxia (China) e Altamira (Espanha), de acordo com uma pesquisa feita pelo Parque Cret\u00e1ceo.<\/p>\n<p><strong>Pegadas em uma superf\u00edcie quase vertical <\/strong><\/p>\n<p>Curiosamente, as pegadas registradas nesta montanha de cal, com 1,5 km de extens\u00e3o e 110 metros de altitude, est\u00e3o sobre uma rocha com 72 graus de inclina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a desses rastros em uma superf\u00edcie quase vertical \u00e9 um fen\u00f4meno que sempre desperta a curiosidade dos visitantes, contou Medina, mas a explica\u00e7\u00e3o \u00e9 o movimento das placas submarinas.<\/p>\n<p>&#8220;Uma vez que os dinossauros se extinguem no Terci\u00e1rio, nosso planeta come\u00e7a a sofrer grandes movimentos orog\u00eanicos, movimentos de placas tect\u00f4nicas, de deslizamento de continentes, e as placas marinhas come\u00e7am a provocar aqui uma esp\u00e9cie de efeito sanfona&#8221;, afirmou o especialista.<\/p>\n<p>Em outras palavras, at\u00e9 65 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, ao final do Cret\u00e1ceo, esse morro era uma lagoa, habitada por diferentes esp\u00e9cies que deixaram suas pegadas no barro. O espa\u00e7o aqu\u00edfero secou, as marcas foram seladas e, finalmente, os movimentos orog\u00eanicos colocaram a plan\u00edcie em posi\u00e7\u00e3o quase vertical.<\/p>\n<p>A visualiza\u00e7\u00e3o das marcas come\u00e7ou em meados da d\u00e9cada de 1990, pela pr\u00f3pria a\u00e7\u00e3o do tempo, da chuva e da eros\u00e3o. Al\u00e9m disso, parte do morro ficou descoberto depois que a f\u00e1brica Fancesa come\u00e7ou a explorar a pedreira de calc\u00e1rio.<\/p>\n<p>Em 2009, a Bol\u00edvia inscreveu Cal Orcko na Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura (Unesco), como patrim\u00f4nio natural da humanidade. A entidade recusou o pedido, justamente em observa\u00e7\u00e3o \u00e0s pol\u00edticas de preserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s as obje\u00e7\u00f5es, o projeto ser\u00e1 reformulado e apresentado novamente ao \u00f3rg\u00e3o em 2015.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um morro \u00edngreme no sudeste da Bol\u00edvia guarda mais de 5 mil pegadas de animais,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":7896,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/jazida_pegadas.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/jazida_pegadas.jpg",150,96,false],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/jazida_pegadas.jpg",300,192,false],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/jazida_pegadas.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/jazida_pegadas.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/jazida_pegadas.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/jazida_pegadas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/jazida_pegadas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/jazida_pegadas.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/jazida_pegadas.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Um morro \u00edngreme no sudeste da Bol\u00edvia guarda mais de 5 mil pegadas de animais,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7895"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7895"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7895\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7896"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7895"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7895"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7895"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}