{"id":78324,"date":"2018-01-08T09:00:56","date_gmt":"2018-01-08T12:00:56","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=78324"},"modified":"2018-01-07T21:41:59","modified_gmt":"2018-01-08T00:41:59","slug":"o-volume-de-rejeitos-produzidos-por-humanos-cresce-sem-parar-toma-terras-invade-mares-ameacando-o-meio-ambiente-e-a-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-volume-de-rejeitos-produzidos-por-humanos-cresce-sem-parar-toma-terras-invade-mares-ameacando-o-meio-ambiente-e-a-saude\/","title":{"rendered":"O volume de rejeitos produzidos por humanos cresce sem parar, toma terras, invade mares, amea\u00e7ando o meio ambiente e a sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/lixo-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-78325\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/lixo-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/lixo-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/lixo-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Lagos, na Nig\u00e9ria, \u00e9 a maior cidade da \u00c1frica. Como em tantas outras metr\u00f3poles globais, o lixo \u00e9 um grande problema para seus 21 milh\u00f5es de habitantes. O que parecia ser uma boa solu\u00e7\u00e3o h\u00e1 15 anos \u2013 levar o material para uma \u00e1rea fora da cidade \u2013 hoje \u00e9 fonte de dor de cabe\u00e7a. O aterro Olusosun, para onde s\u00e3o levados os res\u00edduos descartados pela popula\u00e7\u00e3o, \u00e9 o maior da \u00c1frica e um dos maiores do mundo. Mais de 4 mil pessoas trabalham e moram l\u00e1, em estruturas de tendas no alto das montanhas de lixo. Lagos, que antes estava distante do lix\u00e3o, cresceu tanto \u2013 e de forma t\u00e3o desordenada \u2013 na \u00faltima d\u00e9cada que abra\u00e7ou o dep\u00f3sito. A proximidade contribui para o surgimento frequente de epidemias de doen\u00e7as transmitidas por animais que vivem na sujeira.<\/p>\n<p>Com a experi\u00eancia de fotografar conflitos na \u00c1frica, al\u00e9m de trabalhos sobre os sete maiores rios do mundo e a eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel dos oceanos, o fot\u00f3grafo holand\u00eas Kadir van Lohuizen apostou no lixo. Viajou para cinco grandes cidades do mundo \u2013 Lagos, Jacarta, T\u00f3quio, Nova York e S\u00e3o Paulo \u2013 para documentar como administram, ou n\u00e3o, os restos descartados por seus habitantes.<\/p>\n<p>\u00c9 inc\u00f4modo, mas inescap\u00e1vel. Com o aumento da popula\u00e7\u00e3o e sua crescente concentra\u00e7\u00e3o em \u00e1reas urbanas, produzem-se cada vez mais rejeitos. A produ\u00e7\u00e3o no mundo dever\u00e1 quase dobrar at\u00e9 2025, saltando de 1,3 bilh\u00e3o para 2,2 bilh\u00f5es de toneladas por ano. Se todo o material jogado fora num s\u00f3 dia fosse enfileirado, daria para cobrir uma dist\u00e2ncia entre Nova York e Londres. A pior parte \u00e9 o material inorg\u00e2nico, formado por pl\u00e1sticos, pap\u00e9is, metais e vidros. Eles n\u00e3o se degradam. Contaminam n\u00e3o s\u00f3 o solo, como rios e oceanos. Os cientistas estimam que existam pelo menos 5,25 trilh\u00f5es de part\u00edculas de pl\u00e1stico \u2013 que pesam cerca de 270.000 toneladas \u2013 flutuando nos oceanos neste momento. Em 2050, mantendo o ritmo, haver\u00e1 mais pl\u00e1stico nos oceanos do que peixes, de acordo com especialistas.<\/p>\n<p>Com diferentes graus de aproveitamento e tecnologia de reciclagem em cada uma dessas cidades, Van Lohuizen percebeu que, mesmo sendo um estorvo para seus administradores, o lixo pode ser tamb\u00e9m uma fonte de recursos e sobreviv\u00eancia. Na nigeriana Lagos ou em aterros no Brasil, pessoas em condi\u00e7\u00e3o de mis\u00e9ria tiram seu sustento a partir do garimpo nos dejetos. Em S\u00e3o Paulo, os res\u00edduos recicl\u00e1veis s\u00e3o destinados a 41 cooperativas de catadores cadastrados na prefeitura, gerando uma cadeia de trabalho e renda em fun\u00e7\u00e3o do lixo.<\/p>\n<p>As imagens de Van Lohuizen cumprem a fun\u00e7\u00e3o de mostrar que a vida contempor\u00e2nea tem um pre\u00e7o. Nosso conforto material ainda descansa sobre o desperd\u00edcio. As imagens chocantes ajudam a levantar a necessidade de pensarmos em formas de reaproveitar os materiais e jogar menos lixo fora.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-560\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Jacarta, Indon\u00e9sia Catadoras vivem num assentamento no aterro Bantar Gebang, o maior do mundo, que recebe 6.000 toneladas por ano (Foto: Kadir van Lohuizen \/ NOOR)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/26j1iceWRnG4EZnqvdcVSQDbzcw=\/560x430\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2018\/01\/04\/lok2016003c-0011.png\" alt=\"Jacarta, Indon\u00e9sia Catadoras vivem num assentamento no aterro Bantar Gebang, o maior do mundo, que recebe 6.000 toneladas por ano (Foto: Kadir van Lohuizen \/ NOOR)\" width=\"639\" height=\"491\" \/><label class=\"foto-legenda\"><label class=\"foto-legenda\">Jacarta, Indon\u00e9sia\u00a0 Catadoras vivem num assentamento no aterro Bantar Gebang, o maior do mundo, que recebe 6.000 toneladas por ano<\/label><\/label><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-560\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Amsterd\u00e3, HOLANDA Um barco especial retira bicicletas de canal. Em m\u00e9dia, 20 mil s\u00e3o \u201cpescadas\u201d todo ano (Foto: Kadir van Lohuizen \/ NOOR)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/hKpDYl7Nu9d8JqhjCLmsxL-P9bQ=\/560x430\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2018\/01\/04\/lok2017004c-0027_dj.jpg\" alt=\"Amsterd\u00e3, HOLANDA Um barco especial retira bicicletas de canal. Em m\u00e9dia, 20 mil s\u00e3o \u201cpescadas\u201d todo ano (Foto: Kadir van Lohuizen \/ NOOR)\" width=\"639\" height=\"491\" \/><label class=\"foto-legenda\"><label class=\"foto-legenda\">Amsterd\u00e3, HOLANDA\u00a0 Um barco especial retira bicicletas de canal. Em m\u00e9dia, 20 mil s\u00e3o \u201cpescadas\u201d todo ano<\/label><\/label><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-560\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Lagos, NIG\u00c9RIA Oworosoki \u00e9 uma \u00e1rea de favela na Ba\u00eda de Lagos. O lixo \u00e9 jogado para aterrar a ba\u00eda e poder expandir o bairro (Foto: Kadir van Lohuizen \/ NOOR)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/bvZlRBkkJlpDiiLOvYeepOsCrM8=\/560x430\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2018\/01\/04\/lok2017003c-0034_dj.jpg\" alt=\"Lagos, NIG\u00c9RIA Oworosoki \u00e9 uma \u00e1rea de favela na Ba\u00eda de Lagos. O lixo \u00e9 jogado para aterrar a ba\u00eda e poder expandir o bairro (Foto: Kadir van Lohuizen \/ NOOR)\" width=\"639\" height=\"491\" \/><label class=\"foto-legenda\"><label class=\"foto-legenda\">Lagos, NIG\u00c9RIA\u00a0 Oworosoki \u00e9 uma \u00e1rea de favela na Ba\u00eda de Lagos. O lixo \u00e9 jogado para aterrar a ba\u00eda e poder expandir o bairro<\/label><\/label><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-560\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"T\u00f3quio, JAP\u00c3O Kazuo Tanaka, sem-teto de 62 anos de idade, coleta 11 quilos de latas e garrafas por dia (Foto: Kadir van Lohuizen \/ NOOR)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/qRg0-sVSYuDJJONRiqgxrQOF5LI=\/560x430\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2018\/01\/04\/lok2016006c-0034_dj.jpg\" alt=\"T\u00f3quio, JAP\u00c3O Kazuo Tanaka, sem-teto de 62 anos de idade, coleta 11 quilos de latas e garrafas por dia (Foto: Kadir van Lohuizen \/ NOOR)\" width=\"639\" height=\"491\" \/><label class=\"foto-legenda\"><label class=\"foto-legenda\">T\u00f3quio, JAP\u00c3O\u00a0 Kazuo Tanaka, sem-teto de 62 anos de idade, coleta 11 quilos de latas e garrafas por dia<\/label><\/label><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-560\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"S\u00e3o Paulo, Brasil Aterro sanit\u00e1rio na Grande S\u00e3o Paulo. A capital \u00e9 um dos poucos munic\u00edpios onde o catador de lixo \u00e9 uma profiss\u00e3o oficialmente reconhecida. Os trabalhadores s\u00e3o organizados em cooperativas e coletam principalmente pl\u00e1sticos, metais e pap (Foto: Kadir van Lohuizen \/ NOOR)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/UwYWbL6y2_dyrAUK-ZO_B7u8Flo=\/560x430\/e.glbimg.com\/og\/ed\/f\/original\/2018\/01\/04\/lok2016005c-0008_dj.jpg\" alt=\"S\u00e3o Paulo, Brasil Aterro sanit\u00e1rio na Grande S\u00e3o Paulo. A capital \u00e9 um dos poucos munic\u00edpios onde o catador de lixo \u00e9 uma profiss\u00e3o oficialmente reconhecida. Os trabalhadores s\u00e3o organizados em cooperativas e coletam principalmente pl\u00e1sticos, metais e pap (Foto: Kadir van Lohuizen \/ NOOR)\" width=\"639\" height=\"491\" \/><label class=\"foto-legenda\"><label class=\"foto-legenda\">S\u00e3o Paulo, Brasil<br \/>\nAterro sanit\u00e1rio na Grande S\u00e3o Paulo. A capital \u00e9 um dos poucos munic\u00edpios onde o catador de lixo \u00e9 uma profiss\u00e3o oficialmente reconhecida. Os trabalhadores s\u00e3o organizados em cooperativas e coletam principalmente pl\u00e1sticos, metais e pap\u00e9is das ruas, vendidos para empresas recicladoras. Os catadores s\u00e3o vistos como uma solu\u00e7\u00e3o para o problema, que, ainda assim, \u00e9 gigantesco<\/label><\/label><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lagos, na Nig\u00e9ria, \u00e9 a maior cidade da \u00c1frica. 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