{"id":78044,"date":"2018-01-03T12:30:28","date_gmt":"2018-01-03T15:30:28","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=78044"},"modified":"2018-01-02T21:55:30","modified_gmt":"2018-01-03T00:55:30","slug":"buracos-negros-controlam-a-formacao-das-estrelas-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/buracos-negros-controlam-a-formacao-das-estrelas-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Buracos negros controlam a forma\u00e7\u00e3o das estrelas, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/buraco_negro.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-78045\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/buraco_negro-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/buraco_negro-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2018\/01\/buraco_negro.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Em\u00a0<b>gal\u00e1xias<\/b>\u00a0jovens, as\u00a0<a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/noticias-sobre\/estrela\/\"><b>estrelas<\/b><\/a>\u00a0se formam em um ritmo acelerado. Mas, conforme a gal\u00e1xia evolui, os novos astros param de surgir. At\u00e9 agora, astr\u00f4nomos nunca conseguiram compreender totalmente esse fen\u00f4meno \u2013 embora j\u00e1 suspeitassem que ele tivesse algo a ver com o\u00a0<a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/noticias-sobre\/buraco-negro\/\"><b>buraco negro<\/b><\/a>\u00a0que est\u00e1 localizado no centro de cada gal\u00e1xia. Um novo estudo publicado nesta segunda-feira na revista cient\u00edfica\u00a0<a href=\"https:\/\/news.ucsc.edu\/2018\/01\/supermassive-black-holes.html\" target=\"_blank\"><i>Nature<\/i><\/a>\u00a0forneceu a primeira evid\u00eancia observacional para essa teoria: os autores sugerem que a massa do buraco negro seja respons\u00e1vel por determinar quando a forma\u00e7\u00e3o de estrelas deve cessar, determinando a quantidade de astros daquela gal\u00e1xia.<\/p>\n<p>\u201cEstivemos considerando o \u2018feedback\u2019 [efeito provocado pelos buracos negros] para que as simula\u00e7\u00f5es funcionassem, sem nem saber realmente como isso acontece\u201d, disse em comunicado o astrof\u00edsico Jean Brodie, professor da Universidade da Calif\u00f3rnia em Santa Cruz (UC Santa Cruz), nos Estados Unidos, e co-autor do artigo. \u201cEsta \u00e9 a primeira prova de observa\u00e7\u00e3o direta, por meio da qual podemos ver o efeito do buraco negro na hist\u00f3ria da forma\u00e7\u00e3o de estrelas da gal\u00e1xia.\u201d<\/p>\n<p>Toda gal\u00e1xia tem um buraco negro com mais de um milh\u00e3o de vezes a massa do Sol em seu centro. Ele nunca foi visto diretamente, pois buracos negros absorvem qualquer forma de luz, mas sua presen\u00e7a foi percebida por meio dos efeitos gravitacionais que ele provoca nas estrelas da gal\u00e1xia e, \u00e0s vezes, pelo est\u00edmulo que ele provoca na radia\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica de um n\u00facleo gal\u00e1ctico ativo (AGN, na sigla em ingl\u00eas). A energia que ele fornece para uma gal\u00e1xia de um n\u00facleo gal\u00e1ctico ativo, acreditam os cientistas, poderia desligar a forma\u00e7\u00e3o de estrelas por aquecimento e dissipa\u00e7\u00e3o do g\u00e1s que, em outros casos, continuaria a se condensar para formar novos astros.<\/p>\n<p>Essa teoria existe h\u00e1 d\u00e9cadas e os astrof\u00edsicos descobriram que, se considerassem os efeitos do buraco negro na hora de fazer os c\u00e1lculos, as simula\u00e7\u00f5es da evolu\u00e7\u00e3o da gal\u00e1xia apresentavam valores bem pr\u00f3ximos \u00e0s propriedades efetivamente observadas. Mas, at\u00e9 ent\u00e3o, evid\u00eancias observacionais dessa correla\u00e7\u00e3o ainda estavam faltando.<\/p>\n<h3>An\u00e1lises<\/h3>\n<p>Liderado pelo astrof\u00edsico Ignacio Mart\u00edn-Navarro, pesquisador na UC Santa Cruz, o estudo rec\u00e9m-publicado utilizou como objeto de estudo gal\u00e1xias cuja massa do buraco negro central j\u00e1 era conhecida. A partir disso, os autores determinaram o hist\u00f3rico de forma\u00e7\u00e3o estelar nas gal\u00e1xias analisando o espectro detalhado da luz presente nelas, que foi obtido pelo telesc\u00f3pio Hobby-Eberly, localizado no estado americano do Texas.<\/p>\n<p>Esse telesc\u00f3pio utiliza a espectroscopia para estudar gal\u00e1xias massivas. A espectroscopia permite que os astr\u00f4nomos separem e me\u00e7am os diferentes comprimentos de onda da luz que um objeto emite. \u00a0Mart\u00edn-Navarro e sua equipe utilizaram an\u00e1lises computacionais para investigar o espectro de cada gal\u00e1xia e reconstruir o hist\u00f3rico de forma\u00e7\u00e3o de suas estrelas, determinando a idade das popula\u00e7\u00f5es de astros que mais se adequava aos dados.<\/p>\n<p>Quando a equipe comparou o hist\u00f3rico de forma\u00e7\u00e3o estelar em gal\u00e1xias com buracos negros de diferentes massas, encontrou diferen\u00e7as marcantes. E, segundo os autores, essas diferen\u00e7as estavam relacionadas apenas com a massa do buraco negro e n\u00e3o com a morfologia, tamanho ou outras propriedades da gal\u00e1xia.<\/p>\n<p>\u201cPara gal\u00e1xias com a mesma massa de estrelas, mas diferentes massas do buraco negro central, as gal\u00e1xias com maiores buracos negros tiveram [a forma\u00e7\u00e3o estelar] interrompida mais cedo e mais r\u00e1pido do que aquelas com buracos negros menores. Portanto, a forma\u00e7\u00e3o de estrelas durou mais tempo nas gal\u00e1xias com buracos negros centrais menores\u201d, disse Mart\u00edn-Navarro.<\/p>\n<p>Ainda assim, o estudo n\u00e3o fornece evid\u00eancias sobre de que forma e por que os buracos negros influenciam a forma\u00e7\u00e3o das estrelas. \u201cExistem diferentes formas que um buraco negro pode colocar energia dentro da gal\u00e1xia e te\u00f3ricos t\u00eam todos os tipos de hip\u00f3teses para explicar como ocorre a interrup\u00e7\u00e3o [da forma\u00e7\u00e3o estelar]\u201d, afirma o tamb\u00e9m astrof\u00edsico da UC Santa Cruz e coautor do estudo Aaron Romanowsky. \u201cMas ainda existe mais trabalho a ser feito para encaixar essas novas observa\u00e7\u00f5es nos modelos.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em\u00a0gal\u00e1xias\u00a0jovens, as\u00a0estrelas\u00a0se formam em um ritmo acelerado. 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